Anko

Anko é uma pasta doce feita a base de feijão azuki e açúcar (ou mel), é originária da China e muito comum no Japão e Coréia, serve para ser comido puro ou para rechear moti (bolinho de arroz) ou madiu (bolinho de trigo).
Optei pelo mais simples, que foi enrolar como brigadeiros e aromatizei com cravo.
Pode parecer estranho para o paladar brasileiro, mas é doce e não tem muito erro, talvez não seja tão impressionante quanto o japchae, mas é uma sobremesa interessante que não desagrada e surpreende algumas pessoas (Realmente não lembra em nada o nosso feijão!).

Anko

Ingredientes:
250g de feijão azuki.
250g de açúcar cristal.
02 florzinhas de cravo.

Modo de preparo:
Cozinhe o feijão azuki, se desfazendo da água no mínimo 3 vezes. Triture (com cravo), e leve ao fogo com açúcar, vá mexendo até aparecer o fundo da panela. (Como se fosse um brigadeiro). Enrole e passe o açúcar ou reserve para rechear bolos.

Dicas:
– Realmente deixem cozinhar até ficar bem mole, fui marinheiro de primeira viagem e não esperei esse ponto molinho, meu doce poderia ter ficado melhor.

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Published in: Sem categoria on 28/03/2012 at 19:59  Deixe um comentário  
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Japchae

Com certeza a receita mais exótica já postada no Blog. O Japchae (Chapchae ou jabchae, fala-se “tjáp-tché”) é um tipo de yakisoba coreano, seu nome significa legumes misturados (jap = misturado / chae = legumes). O prato que foi criado durante as festas do Rei Gwanghaegun pelo vassalo Yi Chung, durante a Dinastia Joseon no Séc. XVII, tinha como base apenas os vegetais e cogumelos, porém foi complementado por carne, óleo de gergelim torrado e posteriormente por dangmyeon, macarrão transparente feito da fécula de batata doce. (Antes que me chamem de gênio, eu aprendi tudo isso no wikipédia, ok?)
A primeira vez que tive contato com esse prato foi no Burgogui, um restaurante familiar coreano lá de Recife e rolou paixão logo de cara!(Tem fotos do lugar e do prato aqui no blog) Porém, apesar de todas esse exotismo, é um prato muito simples e fácil de se fazer, o mais difícil é achar o macarrão, vendido em sacos de 500g e 01kg, apenas em lojinhas orientais. Tenho sorte de conhecer bem o mercado coreano em Curitiba, mas tirando ali, acho que só encontraria na Liberdade em SP ou em algum empório caríssimo em outras capitais. (Pesquisem também nas lojas virtuais, paguei R$ 18,90 no pacote de 01kg aqui no mercadinho).
Essa foto abaixo não ficou ideal, porque o asno gordo gênio usou mais macarrão do que precisava. Se você seguir essa receita corretamente, verá que o seu japchae ficará muito mais colorido e rico que esse abaixo, pois está “amacarrãozado” demais. 

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Ingredientes (04-05 pessoas):

– 350g de dangmyeon. (macarrão de batata doce)
– 02 cenouras. (Cortadas julienne)
– 01 pimentão vermelho. (cortado allumettes)
– 100g-200g de shitake (cortado em 4, sem talo e higienizado vide Dicas)
– 01 maço generoso de cebolinha (cortado grosseiro, em diagonal, usa-se a parte “branca”)
– 350g de miolo de alcatra limpos (Cortado em tiras e levemente amaciados)
– 50ml-100ml de shoyu. (depende do quanto de sal tem aquele que você usa, vide Dicas)
– 03 colheres (sopa) de gergelim torrado (vide Dicas)
– 20ml de óleo de gergelim torrado (importante!)
– 50ml de óleo de canola (mas pode ser milho ou soja)
– Pimenta do reino ou gochugaru (pimenta coreana, vide Dicas)
– 01 colher (sopa) de açúcar cristal.
– Sal, se necessário.

Modo de Preparo:
Por se tratar de uma comida asiática, o correto seria saltear tudo em uma wok com fogo alto de pressão, porém nem eu e nem vocês temos esse equipamento em casa, o negócio é improvisar.
Coloque a água do macarrão para ferver em uma panela grande, enquanto isso,faça uma redução com o açúcar, água e metade do shoyu. Refogue em óleo bem quente os vegetais (cenoura, pimentão e a parte branca da cebolinha) e reserve, refogue o shitake e refogue a carne aos poucos (para não juntar água, apenas selar) e reserve também. Cozinhe o macarrão na água fervente (demora uns 3 minutos), escorra bem e na maior panela da sua casa, refogue tudo junto: os legumes, cogumelos, carne, macarrão e todos os temperos, como: a redução, shoyu, pimenta, parte verde da cebolinha, óleo de gergelim, gergelim torrado e corrija o sal se necessário (mas lembre-se que não é um prato muito salgado).

Dicas:
– Um bom lugar para achar e comprar esse macarrão, é a Deusa Internet. Pesquise no Deus Google, porque devem existir muitas lojas online de produtos gastronômicos exóticos. Essa massa serve também para sopas como noodles e para saladas, principalmente com frutos do mar.
– Perceba que coloquei o nome dos cortes ali, pesquise na internet e também tome como referência a foto. O tamanho e tipo de cortes é muito importante em qualquer cozinha.
– Para higienizar o shitake (tirar as terrinhas), pouco antes de cortar e refogar, passe um papel úmido e outro seco por cima e nas entranhas, tomando cuidado para não machucar o produto, que é caro e delicado.
– O “levemente amaciado” da carne, seria cortar em tirar e dar uma porradas de leve com o martelo próprio. Isso é comum na cozinha oriental.
– Cada shoyu tem uma proporção de sal, eu costumo usar o Sakura Premium, que segundo a embalagem sofre uma fermentação “Natural”. Ele é menos salgado que o comum e mais que o light, porém o legal é seu sabor e aroma, infinitamente melhores.
– Vende-se saquinhos de gergelim preto em qualquer mercado, mas ele está cru. Para torra-lo, basta colocar em uma frigideira e fogo baixo, ir salteando e em poucos minutos (uns 3), alguns começarão a pipocar. Desligue e deixe esfriar. Não deixe passar do ponto, para não amargar.
– Recomendei o óleo de canola por ser o mais neutro, para refogar os legumes e selar a carne, aquela quantidade deve ser bem distribuída e pode variar pelo seu gosto.
– A pimenta flocada vermelha coreana (gochugaru) é tão difícil de encontrar quanto o macarrão, mas vale muito a pena tê-la em casa para vários tipos de preparo. Ela é mais aromática e colorida do que ardida, tem levíssima picância e muito sabor, assim como a pimenta do reino. Porém seu sabor é mais ligado às pimentas vermelhas, sua aparência lembra ao longe a calabresa, mas sua composição e sabor são extremamente diferentes.

Jadró

Sim, você nunca ouviu falar.
Sim, isso não existe!
Sim, é apenas arroz-feijão.
Minha família materna é de origem árabe, principalmente minha avó, neta de sírio-libaneses e todos seus parentes mais velhos casaram-se entre primos, sendo ela da primeira geração a quebrar esse ciclo.
Nosso almoço preparado pela vó sempre foi Charuto ou Jadró. O Charuto muitos conhecem, é aquele enroladinho de repolho (ou folhas de uva), recheado com arroz, carne, tomate, salsa e outros temperos. Mas e o jadró?!
Assim como nosso charuto sofreu adaptações na família, o jadró é originário de um prato chamado “Jadra” ou “Mjadra”, nada mais nada menos que o famoso arroz-com-lentilhas… porém, adaptado ao Brasil, é arroz e feijão cozidos JUNTOS!

É difícil falar com o que combina, porque cada um sabe o que fazer com seu arroz-feijão de cada dia. Pessoalmente, gosto com carne bovina, cebolas, banana, couve ou quiabo refogados, alho crocante, saladinha (alface americana, tomate, rabanete) e limão. Claro, não tudo junto, mas são todos bons acompanhamentos, uns dois ou três desses já estão de ótimo tamanho!
Colocarei essas medidas no chutômetro, porque é receita de vó e ela nunca usa nada exato.

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Ingredientes:
01 copo Arroz
01 copo Feijão
01 Cebola bem picada.

Modo de Preparo:
Cozinhe o feijão na pressão com água o quanto baste, mas não deixe ele ficar mole, deve ser cozido e firme. Refogue a cebola em um fio generoso de óleo, quando ficar com cor de pastel, adicione o arroz e 1/3 dos grãos do feijão. Refogue um pouco, coloque sal e adicione a água do feijão (até cobrir o arroz + 2 dedos), se não tiver água o bastante, coloque mais água nos grãos e faça render.
Tampe e quando começar a secar, baixe o fogo, vá provando até ficar cozido. Pode-se (DEVE-SE), deixar uma raspinha tostada ao fundo, que é uma delícia!

Dicas:
– Percebe-se que não foi usado todo o feijão. Como ele está firme, pode ser usado em saladas ou então recozido com uma nova água e usado em sopas ou caldinho. Não se perde nada!
– Usei o feijão roxo, mas o ideal é usar aquele feijão carioca, mais clarinho. ACHO que com feijão preto talvez não fique legal, por causa da sua consistência e caldos diferentes.
– Acho que essa postagem ficou confusa, o prato tem muitos segredinhos e pouca coisa exata. Qualquer dúvida, deixe perguntas aqui e eu responderei.
– Só um adendo. O feijão dessa receita passou um pouquinho do ponto, por isso está meio “esbagaçado” na foto, mas o ideal é que eles fiquem inteiros. 

Published in: Sem categoria on 23/03/2012 at 13:23  Comments (2)  
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Doce de Abóbora

Sempre comi essa iguaria, minha bisavó fazia e minha mãe (que não sabe nem cozinhar salsicha) também faz, mas só aprendi a apreciar realmente depois que fiz algumas vezes no restaurante. Alguns preferem o contraste dos cubos suaves e a calda doce, outros preferem uma pasta e há ainda aqueles que gostam com uma casquinha, alias, quem não se lembra daqueles corações de doce de abóbora que vendiam (ainda vendem?) nos botecos a preços ridículos?

Doce fácil demais de se fazer, leva apenas a abóbora, açúcar e algumas especiarias, nem água vai!

doce de abóbora

Ingredientes:

-02kg de abóbora de pescoço.*

-0,5kg de açúcar cristal (sempre proporção 4 de abóbora para 1 de açúcar)

-Cravo (08 florzinhas) e Canela (uns 2 ou 3 paus ou 6 pedaços de casca)

Modo de Preparo:
-Em pasta:
Descasque a abóbora e corte em pedaços do tamanho que preferir, coloque na panela com açúcar e as especiarias e vá mexendo, até os cubos se desmancharem e o doce ir apurando no sabor e ponto que desejar.
-Em cubos:
Descasque a abóbora e corte em cubos de tamanhos regulares, semelhantes entre si. Coloque na panela com o açúcar e especiais, mexa apenas até o açúcar dissolver e juntar água. Deixe sem mexer, em fogo brando, até a calda engrossar e os cubos cozinharem (se mexer, eles desmancham!). Isso leva cerca de 1 hora. Para tirar da panela sem destruir, espere esfriar.

Dicas:

– Abóbora de Pescoço* é aquela abóbora gigante e comprida, vendida aos pedaços no mercado. Mas é possível fazer doce com a cabotiá ou moranga.
– É importante usar açúcar cristal, porque ele dá mais brilho à calda.
– Para o doce com “casquinha”, usa-se cal virgem, mas eu nunca trabalhei com isso, prometo um dia aprender e ensino o passo a passo aqui.

Published in: Sem categoria on 21/03/2012 at 18:59  Deixe um comentário  
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Spaghetti al Pesto

O molho pesto, em minha opinião, é uma das coisas mais simples do mundo para se fazer na cozinha. Quase um alho e óleo de tão singelo, mas traz um efeito maravilhoso à mesa, pela cor, cheiro e em alguns casos, pela novidade.
Pode-se comer só com macarrão, com uma saladinha de tomates, com tomates refogados ou com alguma carne. Fica difícil saber com o que não combina.
Existem muitas receitas com história na internet, uns falam em macerar (por isso o nome “pesto”) com pilão de pedra, recomendam tipos X ou Y de manjericão, falam em usar pinoles e queijo pecorino misturado ao parmesão, etc. Eu concordo que esses detalhes devem melhorar a receita, geralmente o original é melhor! Mas nem sempre podemos nos dar ao luxo de conseguir (não é nem querer, é poder mesmo!) escolher entre tipos de manjericão, achar queijo pecorino no supermercado, ter um pilão de pedra em casa e outras coisas do tipo.
A receita aqui apresentada é simples demais, dá até vergonha!

Pesto

Ingredientes:
01 Maço Generoso de Manjericão.
01 Dente de Alho.
100g de Parmesão.
01 castanha do pará. (sim, apenas umazinha)
100ml de azeite (quanto necessário para bater)

500g de Spaghettini n3. (ou outro macarrão que preferir).

Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes em um processador ou liquidificador, geralmente deixando o azeite por último, pois ele vai dar o ponto certo. Cuidado para não bater muito e virar uma papa.
Cozinhe o macarrão de acordo com as normas da embalagem, escorra, e coloque em uma panela com um pouco de azeite, basta misturar o quanto baste desse molho e servir. Geralmente essa receita rende para umas 800g de macarrão, se sobrar, guarde para comer com pão ou fazer uma salada caprese no dia seguinte. Essa receita rende comida para umas 5 pessoas normais.

Dicas:
– Algumas pessoas usam menos queijo ou nem usam, também substituem ou complementam com manteiga. Vai do gosto e das necessidades de cada um.
– Usei Castanha do Pará por ser a mais neutra das amêndoas, as nozes e amendoim são fortes e podem dominar o prato.
– O Filé da foto fiz da maneira mais simples: passei óleo, pimenta do reino e sal, coloquei sobre uma frigideira grossa e bem quente, quase fumaçando, deixei tostar de um lado e depois do outro.
– Pode-se fazer pesto com rúcula, agrião ou meio manjericão e meio de alguma dessas folhas.
– Outra coisa deliciosa com o pesto, é fazer um sanduíche quente com muçarela (de vaca ou búfala) e tomate.

Pancakes com Mirtillo.

Depois de tanto tempo sem postar receitas, trago algo digno! Estava trabalhando muito e agora estou um tempo em off, botando os estudos em dia e fazendo bicos até começar em um novo emprego.
Sabem quando uma receita dá totalmente errado?
Bem, vamos começar do início. Fui ao mercado comprar material de limpeza, percebi que o mirtillo (blueberry) estava em promoção, 5 reais por 2 potinhos de 200g cada. Comprei sem pensar duas vezes e só pensei no que fazer com ele depois que cheguei em casa. Liguei para minha ex-chefe e ela sugeriu fazer uma calda, assar um bolo e quando a massa estivesse crua no forno, mas já firme, jogar a calda por cima, para cobrir-e-penetrar de maneira correta. Eu concordei e fui fazer… Mas nem tudo é como queremos, por algum motivo a fôrma (de fundo removível) começou a vazar (nunca aconteceu antes) e sujou-queimou todo o fundo do forno, foi aquela fumaceira e trabalhão para limpar. QUE ÓDIO!
Por sorte salvei a massa e percebi que parte daquela que caiu, tostou e ficou gostosa, mui semelhante àquelas pancakes americanas. (Sim, o gordo provou! Vocês fariam o mesmo!)
A Calda já estava pronta, apenas passei manteiga em uma frigideira de teflon grossa, despejei um pouco da massa e espalhei… resultado: sucesso absoluto! Depois de prontas e empilhadas, pus a calda de mirtillo quente por cima! Perfeito e apesar dos acidentes de percurso, simples de se preparar.
Gostaria de fazer um adendo, não confundam a pancake americana com a panqueca brasileira, que apesar do “mesmo” nome, as nossas se parecem mais com crepes (massa fininha) e geralmente comemos enroladas, com recheios salgados. Essa americana é mais alta, de discos um pouco menores e com textura que lembra bolo branco.

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Ingredientes:
03 xícaras de farinha de trigo (peneirada)
02 xícaras de açúcar
01 xícara de leite (um pouco mais se achar muito firme)
04 ovos
02 colheres (sopa) de margarina (colheres generosas)
01 colher (sopa) de fermento (generosa também)
Para a Calda:
400gr de Mirtillo.
100g de Açúcar.

Modo de Preparo:
Bata os ingredientes da massa por 5 minutos, reserve.
Para a calda, basta apurar um pouco as frutas no açúcar, estourando umas frutinhas para deixar mais líquido.
Depois passe manteiga ou um fio de óleo em uma frigideira teflon (preferência grossa!) e deixe tostar em fogo baixo, quando ela inchar e já estiver dourado, vire e repita isso até a massa acabar ou achar que já está bom.
Depois só aquecer a calda no microondas e jogar por cima dos discos.

Dicas:
– Essa massa é muito versátil, além de pancakes, pode virar bolo branco no forno.
– Pancakes podem ser comidas como preferir: com geléias, mel, syrup, mel de engenho, caldas variadas, mas eu prefiro com manteiga, açúcar e canela. (acompanhado por café, obviamente!).
– Essa receita rende cerca de 8 discos, o que na minha concepção alimentam 4 pessoas com vontade de comer!
– Gordo de verdade coloca açúcar de confeiteiro por cima. 

Published in: Sem categoria on 18/03/2012 at 22:25  Deixe um comentário  
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