Boeuf Bourguignon

Hoje pela manhã meu pai acordou falando em comer carne cozida, mas ele queria a receita sem batatas e cozida no vinho… pensei um pouco e concluí é aquela carne de panela com nome francês “BOEUF BOUGUIGNON”!!!

Ok, não é a receita original, alias, nem sei como ela é mesmo, mas fiz à minha maneira.
Fui ao açougue e comprei 2 peças de acém, cerca de 1kg cada, estava muito fresca e com pouca gordura, um ossinho no meio, maravilhosona!
Os legumes, eu já tinha em casa e o um vinho tinto chileno também.
O resultado ficou excelente, sabor intenso, carne molinha e suculenta, caldo encorpado e legumes no ponto! O aroma ocupou toda a casa, perfeito!

Carne de panela Boeuf Bourguignon


Ingredientes:

02kg de acém
03 cebolas médias.
05 dentes de alho.
Óleo.
250ml de vinho tinto seco.
4 tomates maduros.
2 pimentões (um de cada cor)
2 cenouras grandes.
Um maço de cebolinha.
Sal, pimenta e cominho.

Modo de Preparo:
Corte o acém em 8 partes cada peça de 1kg (cubos grandes) frite em um pouco de óleo para selar, pouco a pouco, para não juntar água. Reserve.
Na mesma panela, frite o alho, depois a cebola, adicione a carne (já selada) e a pimenta-cominho. Deixe refogar um pouco, adicione os tomates e o sal, refogue novamente até os tomates “derreterem” um pouco. Deve ter juntado alguma água, no mínimo encobriu 50% ou 70% dos pedaços de carne, complete com vinho e água, se necessário. Tampe e deixe cozinhar na pressão (40min-1h depois que começar a chiar), adicione as cenouras e o pimentão, corrija o sal se precisar. Deixe borbulhando de boa até a cenoura chegar no ponto desejado, desligue, coloque a cebolinha e é só alegria!

Dicas:
– Cebola, alho e tomates, corte como quiser. A carne recomendo em grandes cubos e a cenoura-pimentão da forma que preferir, desde que fique “bonito” para você.
– Pode tirar o excesso de gordura ou nervo da carne, caso tenha. Mas mantenha o osso.
– Não se esqueça de tirar a pressão da panela antes de tentar abri-la! Pode parecer besteira, mas ta cheio de gente que faz isso. (acredito que a panela nem abra quando ainda tem pressão, mas não custa avisar).
– Pode adicionar batatas, mandioca ou ervas de sua preferência, só lembre-se do ponto de cozimento de cada ingrediente.

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Bobó de Camarão

Aquele prato que você come agradecendo aos Deuses africanos e só para de comer quando acaba (ou quando está saindo pelo nariz/ouvidos). Originalmente feito com purê de inhame e camarões secos, sofreu adaptações no Brasil e aqui dentro existem muitas versões. Inclusive pesquise cuidadosamente, pois há receitas esdruxulas pela rede, algumas mandam usar dois maços de coentro e outras 3 litros de leite de coco. Nessas horas é bom ter bom senso, principalmente se tratando de temperos ou ingredientes polêmicos. Outro fato que me surpreendeu foi a simplicidade desse prato, muito rápido e simples, menos de 1hora entre abrir a geladeira, picar tudo e cozinhar para 4 pessoas. Se estiver em 4 mãos, desenrola em meia hora!

A receita que segue é pequena, alimenta 2 pessoas insanamente esfomeadas, 03-04 se tiver uma entrada (e sobremesa) ou até 6 se tiver outros acompanhamentos, como um peixinho frito.

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Ingredientes:
01 cebola grande picadinha.
03 tomates picados. (com casca, pele e tudo, sem frescura)
½ pimentão.
01 naco de mandioca (aprox 300-400g)
500g de camarão limpo.
2 colheres de azeite de dendê.
¼ maço de coentro (só folhas)
sal, pimenta do reino, limão e óleo comum.

Modo de Preparo:
Bote a mandioca descascada para cozinhar (leva aprox 01 hora, precisa apenas ficar mole), após cozida, bata no liquidificador ou processador e reserve (se necessário, coloque a própria água onde ela cozinhou).
Frite a cebola em um fio de óleo, depois que ficarem translúcidas, adicione o coentro, o tomate e o pimentão, cozinhe até ficarem macios, adicione os camarões (temperados com limão, pimenta do reino e sal), salteie por 1 minutinho e adicione o purê de mandioca. Misture, quando começar a borbulhar, adicione o azeite de dendê, mexa mais uma vez e tá lindo!

Dicas:
– Usei apenas cebola porque o melhor acompanhamento para tal prato seria um arroz bem caprichado no alho.
– O leite de coco é opcional e não usei, mas caso use, recomendo diminuir a quantidade de mandioca porque ambos são espessantes, quer dizer, se colocar muito dos dois, vai virar um mousse! (no mau sentido)
– O camarão pode ser pequeno, recomendo o uso daqueles já limpos. Tempere-o 5 minutos antes de usar, porque se salga-lo muito tempo antes, ele fica desidratado e borrachudo. Também não precisa ser cozido exaustivamente, como percebe-se na receita acima, basta sair do estado de cru.
– Pimenta vermelha ou semelhantes coloque em seu próprio prato, caso goste.

Published in: Sem categoria on 02/12/2012 at 18:25  Deixe um comentário  
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Costelinha de Porco

Quem não curte uma costela suína assadinha?
É um prato muito fácil de fazer, é relativamente rápido e “limpo” também. Não tenho muito o que falar sobre isso, só sei que cada pessoa faz seu próprio tempero e deixo aqui embaixo o registro do meu.

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Ingredientes:
600g-01kg de costelinha
01 Limão
03 colheres Shoyu
Sal e Pimenta do Reino (QB)
01 colher Açúcar
15-25 Mini Cebolas.
Cebolinha.
01 colher Azeite.

Modo de preparo.
Ferva meio litro d’água, desligue e deixe as cebolas (descascadas) “boiando” na água quente por 5 minutos, escorra a água, corte-as no meio “de comprido” e deixe de molho em uma mistura de shoyu (metade), azeite e açúcar. Reserve.
Tempere a carne com sal, pimenta do reino, limão e o restante do shoyu, coloque em uma fôrma pequena, cubra com papel alumínio e leve ao forno médio pré aquecido por cerca de 30min. Depois descubra o papel, coloque as cebolas, regue a carne com o molho destas e deixe “dourar” por cerca de 10 a 20 minutos, a depender do forno e do ponto desejado.
Quando estiver sequinho e mais escuro por cima, com as cebolas secando, regue com o próprio molho que se acumula no fundo (agora engrossado) e finalize com a cebolinha.

Dicas:
– Quando colocar no forno, já deixe a costela fatiada em 1 ou 2 ossos, ela inteira é meio tenso de cortar dentro da fôrma quente.
– Pode variar essa receita, colocando gengibre, alho e outras delícias, o sal e a pimenta do reino é por seu gosto, padrão, medida e responsabilidade.

Published in: Sem categoria on 01/10/2012 at 14:23  Deixe um comentário  
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Patê de Truta Defumada

Há alguns dias fui na casa de minha antiga chefe, depois de boas conversas, cafés e bolos, começamos a revirar arrumar sua cozinha, mui cheia de tudo e um pouco desorganizada devido ao corre-corre e a quantidade-variedade de insumos ali presentes. Me deparei com uma coisa feia estranha assustadora exótica, um peixe marrom fechado a vácuo, se tratava de uma truta defumada e com validade na iminência de vencer. Minha chefe iria viajar e passar alguns dias foras, por isso a truta venceria antes que ela voltasse… resultado: Ganhei uma truta defumada!!!
E agora, o que fazer? Seguindo sugestão da presenteadora, bastava limpa-la (tirar peles e espinhas) e fazer um patê simples, como se faz com atum ou sardinha enlatados.
Foi preciso coragem para abrir o pacote, o bicho é feio e oleoso mesmo, nunca tinha manipulado algo desse tipo, mas depois fui tirando a pele (fininha), as espinhas mais grossas e depois tirando as mais finas e cartilaginosas (que podem ser comidas sem preocupação e até sem percepção).

A receita segue abaixo e na hora de comer, decidi liberar o lado saudável da força e acompanhar a iguaria com pão ciabatta e uma saladinha de tomate-alface. O foco dessa postagem é o ingrediente e como é possível surpreender usando de uma receita absurdamente simples. (CLIQUE NA IMAGEM, esse atual editor tem postado a foto como entende, elas estão saindo em HD, mas cortadas pela metade)

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Ingredientes:
01 truta defumada.
01-02 colheres de cream cheese.
02-03 colheres de azeite.
½ cebola pequena bem picadinha.
01 limão.
Pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Limpe a truta, tirando a pele e as espinhas, esmigalhe em um prato (retirando mais espinhas), adicione os outros ingredientes de acordo com seu gosto, para umedecer e suavizar o sal-sabor forte do peixe (mas sem apaga-lo, claro!). Depois de bem misturado, coma com pão, torradas, bolacha, salada ou o que bem entender.

Dicas:
– Essa truta foi um presente, não sei exatamente o quanto custa, mas acredito que seja algo entre 8 e 15 reais.
– Existe também o filé defumado, deve ser mais caro, mas talvez compense pela facilidade de manipulação.
– Os ingredientes podem ser substituídos por aqueles que você costuma usar em patês, em vez do limão e cream cheese, poderia usar coalhada seca ou iogurte. Só não recomendo maionese, pois ao contrário do atum em água, esse insumo é muito salgado-forte, a maionese só acentuaria isso, pois também é salgada.

Torta Gaúcha

Também conhecida como Torta de Liquidifiador, Torta de Padaria, Torta Paulista e a famosa Torta Japonesa de “Sorobô”, é uma iguaria fácil, prática, econômica e claro, deliciosa!
As variações são imensas, se digitar na ferramenta de busca online gogglear, aparecerão milhares de receitas, que não apenas se diferenciam entre si, como apresentam métodos e proporções esdrúxulas! Muito cuidado com pesquisas gastronômicas de internet, procurem sempre blogs onde os pratos são testados e garantidos, pois esses grandes portais culinários não filtram nada e pessoas postam qualquer coisa sem sentido.
Entre tantos títulos, elegi esse por lembranças de um curso que fiz há quase 3 anos atrás, onde , no último dia de aula, uma senhora gaúcha levou uma simples torta de liquidificador e fez um sucesso absurdo. Outra curiosidade pessoal sobre essa maravilha, é que fiz duas vezes, na primeira (uma semana atrás) comemos tudo e esqueci de fotografar! Pensei em desistir, mas na CartaCapital dessa semana, o Márcio Alemão (Dono da coluna Refogado) também falou sobre essa torta (receita diferente da minha) e as lembranças da infância que ela trazia.
Optei fazer no sabor que remete a uma pizza, mas é possível usar de um tudo nessa receita, como: carne moída, charque, frango, sardinha, camarões, ervilha, leguminosas, conservas, etc… desde que se respeite as proporções e o bom senso.

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Ingredientes:
1 ½ xícara de leite integral.
½ xícara de óleo.
03 ovos.
02 xícaras de farinha de trigo.
½ xícara de amido de milho (maisena).
50G de queijo ralado em pó. (um saquinho)
01 colher de fermento químico.
200g de presunto (fatiado-picado)
300g de queijo muçarela (fatiado-picado)
01 tomate médio picado (sem semente).
1/3 pimentão verde picado.
½ cebola picada.
Cebolinha a gosto. (usei ¼ de maço)
01 lata de milho (bem drenada)
Orégano, sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador o leite, óleo e ovos, adicionar o queijo ralado, trigo, amido e sal, quando virar uma massa homogênea(é rápido), misture com o fermento e os outros ingredientes picados, verifique o sal e temperos, coloque em uma fôrma média (20X30cm) untada e enfarinhada. Deixe em forno baixo (200°C) pré-aquecido por cerca de 01 hora, até ficar castanho escuro por cima.

Dicas:
– Ingredientes podem ser substituídos, como já falei acima, o recheio vai do gosto, o importante é respeitar as medidas da massa.
– Atenção com o forno, alto demais pode deixar encruado por dentro, principalmente porque esses ingredientes que usei (presunto, tomate, cebola, milho) soltam muita água e se tratando de uma massa quase líquida, todo cuidado é pouco.
– Eu sei que sempre fui um militante anti-queijo ralado em pó, continuo sendo, pois aquilo não é queijo! Porém é um ingrediente como qualquer outro, agrega sabor na massa, pois é rico em gordura e sódio, mas pode ser trocado por algo melhor, como parmesão de verdade.
– Recomendo fazer isso em um café da tarde, levei 30 minutos preparando tudo do zero e 01 hora com cara de tédio até ficar pronta, tempo para lavar a louça acumulada da cozinha e arrumar a casa toda.

Jadró

Sim, você nunca ouviu falar.
Sim, isso não existe!
Sim, é apenas arroz-feijão.
Minha família materna é de origem árabe, principalmente minha avó, neta de sírio-libaneses e todos seus parentes mais velhos casaram-se entre primos, sendo ela da primeira geração a quebrar esse ciclo.
Nosso almoço preparado pela vó sempre foi Charuto ou Jadró. O Charuto muitos conhecem, é aquele enroladinho de repolho (ou folhas de uva), recheado com arroz, carne, tomate, salsa e outros temperos. Mas e o jadró?!
Assim como nosso charuto sofreu adaptações na família, o jadró é originário de um prato chamado “Jadra” ou “Mjadra”, nada mais nada menos que o famoso arroz-com-lentilhas… porém, adaptado ao Brasil, é arroz e feijão cozidos JUNTOS!

É difícil falar com o que combina, porque cada um sabe o que fazer com seu arroz-feijão de cada dia. Pessoalmente, gosto com carne bovina, cebolas, banana, couve ou quiabo refogados, alho crocante, saladinha (alface americana, tomate, rabanete) e limão. Claro, não tudo junto, mas são todos bons acompanhamentos, uns dois ou três desses já estão de ótimo tamanho!
Colocarei essas medidas no chutômetro, porque é receita de vó e ela nunca usa nada exato.

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Ingredientes:
01 copo Arroz
01 copo Feijão
01 Cebola bem picada.

Modo de Preparo:
Cozinhe o feijão na pressão com água o quanto baste, mas não deixe ele ficar mole, deve ser cozido e firme. Refogue a cebola em um fio generoso de óleo, quando ficar com cor de pastel, adicione o arroz e 1/3 dos grãos do feijão. Refogue um pouco, coloque sal e adicione a água do feijão (até cobrir o arroz + 2 dedos), se não tiver água o bastante, coloque mais água nos grãos e faça render.
Tampe e quando começar a secar, baixe o fogo, vá provando até ficar cozido. Pode-se (DEVE-SE), deixar uma raspinha tostada ao fundo, que é uma delícia!

Dicas:
– Percebe-se que não foi usado todo o feijão. Como ele está firme, pode ser usado em saladas ou então recozido com uma nova água e usado em sopas ou caldinho. Não se perde nada!
– Usei o feijão roxo, mas o ideal é usar aquele feijão carioca, mais clarinho. ACHO que com feijão preto talvez não fique legal, por causa da sua consistência e caldos diferentes.
– Acho que essa postagem ficou confusa, o prato tem muitos segredinhos e pouca coisa exata. Qualquer dúvida, deixe perguntas aqui e eu responderei.
– Só um adendo. O feijão dessa receita passou um pouquinho do ponto, por isso está meio “esbagaçado” na foto, mas o ideal é que eles fiquem inteiros. 

Published in: Sem categoria on 23/03/2012 at 13:23  Comments (2)  
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Carne de Sol

Eu sei, eu sei… mereço todas as pragas da humanidade, abandonei meus lindos e fiéis leitores e desde que fui para Curitiba isso anda mais abandonado que patrimônio histórico brasileiro.
Pois então, minhas operações com a Leão do Norte começaram, tenho tido mais trabalho do que vendas e isso tem me chateado muito, mas por mais forte que seja, nenhuma tempestade é eterna e por isso já tenho meus planos B, C e D…
Larguei tudo em Curitiba e vim passar uns 20 dias em Recife, resolver umas pendencias chatas de família e volto só no comecinho de Agosto. Por essa cidade tenho tirado litros de fotos e ido aos velhos restaurantes que costumava ir, falta dinheiro para ir a todos que quero, mas tenho me virado muito bem.
Uma das coisas que mais me faz falta em Curitiba é a tal da Carne de Sol. Ao contrário do que todos pensam, carne de sol não é carne seca, jabá ou charque, ela é bem diferente em todos os sentidos. Enquanto a tradicional carne seca (aquela bem salgada de coloração avermelhada) é desidratada e salgada com sal grosso de uma forma intensa, passando por vários processos que podem durar semanas ou meses (40%-45% de umidade, 12%-15% de sal), a carne de sol é mais úmida e suave, seu processo leva poucas horas e menos sal, as mantas de carne (bovina ou caprina) são colocadas sob lonas suspensas e ventiladas por uma brisa fresca e seca do sertão (por isso só existem no nordeste ou SP/RJ por “importação”), dando sabor e textura exclusivos, mais úmido e menos salgado (64%-70% umidade e 5%-6% sal) que a charque tradicional.
Recomendo comprar em lugares mais simples e diretos, como feiras no interior ou em mercados públicos, porque além de mais barato (entre R$ 15 e R$ 20 o Kg), a qualidade nesses lugares é infinitamente melhor que nos supermercados comuns, que vendem por cerca de 10% a 30% mais caro uma carne de qualidade bem inferior. Inclusive minha última receita de carne de sol aqui do blog alguns anos atrás, foi com carne de sol do supermercado, ela era tão dura e salgada que só deu para improvisar um picadinho.
Essa receita é bem bacana, mas não tem nada de especial, a intenção maior é mostrar como é o processo de preparo da carne, muito diferente dos outros tipos mais comuns.
PS. Não é uma receita light.



Ingredientes:

1,5kg de Carne de Sol magra.
04 Cebolas médias. (cortadas finamente)
01 Cenoura média (ralada)
01 litro de leite (semidesnatado)
02 colheres (sopa) de manteiga.
01 colher (sopa) de açúcar
Óleo e pimenta o quanto baste.

Modo de Preparo:
Frite a cebola com óleo e o açúcar, até caramelizar, adicione a cenoura e mexa por mais uns 2 minutinhos, reserve.
Na mesma frigideira, frite a carne DESSALGADA* aos poucos (de 3 em 3 bifes) e vá enfileirando em um refratário, depois de pronto, refrite a cebola na mesma frigideira e adicione a manteiga, cubra os bifes e leve ao forno alto por uns 15 minutos.

Dicas:
-*Para dessalgar a carne: Lave com água corrente, limpe tirando as gorduras, sebos e nervos, corte em bifes grossos (1,5cm aprox) e coloque em água fria abundante. Troque essa água 2 vezes em 30 minutos, ela servirá para tirar parte do sal e limpar a carne, adicione 1 litro de leite (usei semidesnatado porque tinham muitas caixas em casa, mas qualquer um serve) e deixe descansar por 1hora no mínimo. Jogue fora o leite, escorra o excesso e frite em um pouco de óleo bem quente, de preferência em um fogo bem alto e frigideira grossa.
– Para saber se o sal foi retirado da água, sempre frito antes um pedacinho menor da carne, ele deve estar insosso, pois os pedaços maiores terão o sal na medida perfeita.
– É apenas uma carne como qualquer outra, apenas mudam esses modos de dessalgar, use a criatividade na hora do preparo, manteiga e cebola são ótimas combinações. Um carne de sol de alcatra ou outra carne nobre, deve ser comido em bifes, já aquelas mais ordinárias e salgadas do supermercado, cortadas em cubinhos ou desfiadas.

– Se até em Recife tenho dificuldades em achar uma boa carne, não se iluda por outras cidades (fora do nordeste), com exceção de poucos fornecedores confiáveis no eixo RJ-SP, essa receita só é possível aqui pelas terras ensolaradas.
– Como acompanhamento usei arroz, feijão e uma saladinha de vinagrete, mas pode ser pão, macaxeira, purês variados, farofas, etc etc…

Macarrão Alho e Óleo

Sinceramente? Um dos pratos mais geniais que já inventaram! É barato, prático, gostoso, rústico e graças a Zeus, não é nada saudável! Pra mim tem cara de churrascaria da beira de estrada, casa da vovó ou vida de solteiro, claro, tudo nos anos 80!

Até o nome é perfeito, pois brinca com o famoso molho provençal chamado “Aioli”, que é uma espécie de maionese carregadona no alho.

Se você é vagabundo preguiçoso ocupado demais para gastar mais de 20 minutos cozinhando, tá aí uma boa opção. É uma comida que você pode aproveitar até o macarrão gelado da semana passada do almoço! É algo tão rústico, que coloquei até uma cebolinha mais grosseira que cano de passar bosta, parede de igreja, calcanhar de pedreiro, alho poró sujo da feira!

Ingredientes:

200g de macarrão spaghetti ou Spaghettini.

04 dentes de alho grandões (ou 06 médios)

1/3 do maço de salsinha.

¼ do maço de cebolinha.

20ml de azeite.

20ml de óleo comum.

Sal e pimenta do reino.

Modo de preparo:

Cozinhe o macarrão em água abundante (1,5l aprox), salgada (2 colheres de sal) e borbulhante. Assim que botar a massa para escorrer, frite o alho até dourar, adicione a salsa, cebolinha e o macarrão (já escorrido) e vá misturando e corrigindo o sal-pimenta se necessário. E tá pronto, mais simples que isso, só miojo!

Dicas:

-Não seja tão mão-de-vaca pão-duro muquirana unha-de-fome Julius econômico, compre macarrão di grano duro

-Como a água do macarrão já é salgada, dificilmente você precisará corrigir o sal, principalmente se adicionar a massa ainda levemente molhada (o ideal).

-O macarrão deve estar al dente pra meio durinho, já que terminará de cozinhar com os outros ingredientes na frigideira.

-O alho deve ser colocado sobre o óleo ainda frio, aos poucos ele vai fritando e quando os pedacinhos menores ficarem marrons (mesmo que os maiores ainda estejam brancos e apenas com as bordas tostadas), adicione os outros ingredientes.

-Usei meio a meio no óleo porque apenas 1 deles fica caro demais. Juliuslifestyle.

-Esse prato rende para duas pessoas “normais”. (3 porções dessas da foto)

-Apenas dê um “susto” no macarrão, não precisa fritá-lo.

-Algumas pessoas colocam outras coisas misturadas, mas eu prefiro o tradicional mesmo. No máximo colocaria uma dedo de moça sem sementes e beeem picadinha.

-Se for usar macarrão de geladeira, dê uma escaldada com água quente, além de tirar o “gelado”, ele ficará mais soltinho. Nesse caso, preste atenção ao sal, que provavelmente faltará.

Canja de Galinha

Olá pessoas! Que saudades de vocês!
Demorei para postar pelos mesmo motivos que aleguei na postagem passada. Estou morando sozinho e meu apartamento não dispõe e quase nada: batedeira, liquidificador e outras coisas simples. O projeto de filmar as receitas já está encaminhado, porém aconteceram atrasos por motivos técnicos e provavelmente só terei algo filmado em alguns dias, inclusive a receita de hoje era para ter sido filmada em conjunto com o arroz doce. Por isso estou postando isso diretamente da casa da minha avó, vim aqui com minha amiga Priscila, fiz bolo e no começo da noite fiz uma canja de galinha bem tradicional.
A canja de galinha é um prato curioso, pois esse hábito de consumir arroz+ave é mundial, todo país tem seus pratos com esse casamento. Pesquisando um pouco, descobri que o nome “canja” vem de “kanji”, um ensopado de arroz e galinha indiano típico da Província de Malabar, região onde fica Goa, antiga colônia portuguesa na Índia. O hábito de tomar canja e agregar a ela propriedades medicinais remontam final do século XVIII e começo do XIX com a invasão francesa em Portugal, quando a nobreza consumia regularmente esse prato. Mas como historiador que sou, acredito que a real origem da canja é a mesma do arroz doce. Simmmm, canja e arroz doce são irmãozinhos! Há tempos e tempos atrás, aproximadamente no século XVI e XVII, entre 1532 quando Duarte Coelho chegou até comecinho de 1700, com o começo da interiorização européia no Brasil, o prato mais “chic” de nossas terras era o “manjar branco”, de origem mourisca, consistia em um pudim doce feito com açúcar, leite, canela, arroz quebradinho e peito de frango desfiado. Curioso, não? Pois falarei mais sobre isso na postagem do Arroz Doce FILMADO, enquanto pico e mexo as coisas, vou desconstruindo a história desses pratos tão preciosos.
Resumo da Ópera: Canja é tudo de bom, um prato barato, saboroso, tradicional, simples de fazer e saudável, pois tem baixa caloria e propriedades antiinflamatórias. Pode também ser saboreada no verão, apesar de aquecer, é muito leve e não dá aquele “suador” que os caldos mais pesados e gordos fazem!
Segue abaixo a receita para 2-3 pessoas, para alimentar uma matilha galera maior, use o dobro dos ingredientes descritos:

Ingredientes:
– 1/2 peito de frango (com ossos e pele).
– 03 tomates (cubos pequenos)
– 01 cebola (bem picada)
– 02 dentes de alho (bem picados)
– 03 mandioquinhas salsa (em rodelas médias)
– 01 cenoura média (meia rodelas finas)
– 1/2 xícara de arroz (fino)
– Fio de óleo comum
– Um punhado de repolho (opcional)
– Salsa e Cebolinha (a gosto)
– Sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Refogue o alho no óleo até dourar, adicione a cebola e a pele inteira do peito, deixe até caramelizar. Adicione o frango (cortado em cubos) e a pimenta do reino, refogue até o frango ficar branco, adicione o sal, o tomate, a cenoura, salsa e a mandioquinha, misture e coloque o esqueleto do peito (geralmente é uma peça inteira de ossinhos finos e cartilagem, ainda com pedacinhos de carne). Deixe refogar por uns 5 minutos, adicione água quente até cobrir + 50% os ingredientes, aproximadamente 3/4 da panela. Vá provando, quando começarem a cozinhar (mas ainda duros, longe de ficar pronto), coloque o arroz e mexa. Depois vá mexendo periodicamente e provando até o arroz ficar cozido. Corrija o sal/pimenta e adicione as cebolinhas pouco antes de servir.

Dicas:
– Usar a pele e os ossos-cartilagem é muito importante, porque eles darão sabor ao caldo e evitarão o uso daqueles tabletes sintéticos. Não se esqueça de retirar essas partes indesejadas antes de servir, porque osso na sopa ou aquela pele branca e cheia de poros é o fim!
– O tamanho dos legumes e a ordem que são colocados é muito importante, porque o mais difícil em uma sopa é o “timing” , saber que todos os vegetais estarão no cozimento certo ao desligar o fogo. Por exemplo, a cebola e o tomate devem “desaparecer”, já a mandioquinha cozinha mais rápido que a cenoura, por isso é cortada em rodelas mais grossas. O arroz é um dos últimos e a cebolinha, praticamente crua. Assim por diante, porque cozimento e textura importam muito nesse caso.

Chipa-guazú.

Conforme prometido, aqui está a outra “chipa”, que apesar do nome, é totalmente diferente da anterior. Também conhecida como “sopa paraguaia” no Mato Grosso do Sul (não me perguntem o porquê de chamarem isso de “sopa”), é um prato muito saboroso, um espécie de bolo de milho salgado, com queijo e cebola. Adorei! Fiz agora à noite e comi uma bela fatia, mas o gostoso será amanhã de manhã com cafezinho! Essas idéias paraguaias estão rendendo boas e diferentes receitas, em breve teremos a macarronada verde e o surubim cozido. Acho que o brasileiro deveria olhar mais para os seus vizinhos e também para o próprio interior, ficamos presos aos sabores europeus e de outros países ricos, esquecendo de nossas raízes e de nossos “hermanos”. Por exemplo, hoje o Peru é o país da gastronomia, a comida peruana será em cinco anos o que a japonesa foi há cinco anos (a moda!), assim como Bogotá é uma capital internacional da gastronomia, com bares e restaurantes de todos os tipos, onde surgem inovações que não existem em nenhum outro lugar. A riqueza está bem perto, só precisamos enxergá-la.

PS. Não posso deixar de agradecer infinitamente minha amiga Natália Carvalho, que me ajudou na preparação dessa receita, debulhando o milho e lavando a louça. Quer ajudante mais importante que essa? MUITÍSSIMO OBRIGADO!

Ingredientes:

01 kg de milho verde (aprox. 7 a 8 espigas)

½ xícara de leite

80g de manteiga

03 ovos.

500g de queijo minas meia-cura. (corte em cubinhos)

05 cebolas grandes. (picadas e caramelizadas)

Sal (aprox. 01 colher de sopa)

Modo de Preparo:

Bata no liquidificador: o milho, a manteiga, o leite, os ovos e metade da cebola caramelizada. Depois misture a massa (muito mole) ao queijo e o restante da cebola. Coloque em uma fôrma GRANDE untada e asse em forno pré-aquecido por 1 hora (forno baixo, menos de 200°C).

Dicas:

-Cebola caramelizada é aquela cebola bem fritinha, que fica marrom e adocicada.

– Use 2/3 do queijo para misturar e 1/3 salpique por cima.

– É importante assar em fôrma grande para poder ficar um bolo baixo, porque mais alto ele não cozinha.