Pancakes com Mirtillo.

Depois de tanto tempo sem postar receitas, trago algo digno! Estava trabalhando muito e agora estou um tempo em off, botando os estudos em dia e fazendo bicos até começar em um novo emprego.
Sabem quando uma receita dá totalmente errado?
Bem, vamos começar do início. Fui ao mercado comprar material de limpeza, percebi que o mirtillo (blueberry) estava em promoção, 5 reais por 2 potinhos de 200g cada. Comprei sem pensar duas vezes e só pensei no que fazer com ele depois que cheguei em casa. Liguei para minha ex-chefe e ela sugeriu fazer uma calda, assar um bolo e quando a massa estivesse crua no forno, mas já firme, jogar a calda por cima, para cobrir-e-penetrar de maneira correta. Eu concordei e fui fazer… Mas nem tudo é como queremos, por algum motivo a fôrma (de fundo removível) começou a vazar (nunca aconteceu antes) e sujou-queimou todo o fundo do forno, foi aquela fumaceira e trabalhão para limpar. QUE ÓDIO!
Por sorte salvei a massa e percebi que parte daquela que caiu, tostou e ficou gostosa, mui semelhante àquelas pancakes americanas. (Sim, o gordo provou! Vocês fariam o mesmo!)
A Calda já estava pronta, apenas passei manteiga em uma frigideira de teflon grossa, despejei um pouco da massa e espalhei… resultado: sucesso absoluto! Depois de prontas e empilhadas, pus a calda de mirtillo quente por cima! Perfeito e apesar dos acidentes de percurso, simples de se preparar.
Gostaria de fazer um adendo, não confundam a pancake americana com a panqueca brasileira, que apesar do “mesmo” nome, as nossas se parecem mais com crepes (massa fininha) e geralmente comemos enroladas, com recheios salgados. Essa americana é mais alta, de discos um pouco menores e com textura que lembra bolo branco.

Imagem

Ingredientes:
03 xícaras de farinha de trigo (peneirada)
02 xícaras de açúcar
01 xícara de leite (um pouco mais se achar muito firme)
04 ovos
02 colheres (sopa) de margarina (colheres generosas)
01 colher (sopa) de fermento (generosa também)
Para a Calda:
400gr de Mirtillo.
100g de Açúcar.

Modo de Preparo:
Bata os ingredientes da massa por 5 minutos, reserve.
Para a calda, basta apurar um pouco as frutas no açúcar, estourando umas frutinhas para deixar mais líquido.
Depois passe manteiga ou um fio de óleo em uma frigideira teflon (preferência grossa!) e deixe tostar em fogo baixo, quando ela inchar e já estiver dourado, vire e repita isso até a massa acabar ou achar que já está bom.
Depois só aquecer a calda no microondas e jogar por cima dos discos.

Dicas:
– Essa massa é muito versátil, além de pancakes, pode virar bolo branco no forno.
– Pancakes podem ser comidas como preferir: com geléias, mel, syrup, mel de engenho, caldas variadas, mas eu prefiro com manteiga, açúcar e canela. (acompanhado por café, obviamente!).
– Essa receita rende cerca de 8 discos, o que na minha concepção alimentam 4 pessoas com vontade de comer!
– Gordo de verdade coloca açúcar de confeiteiro por cima. 

Published in: Sem categoria on 18/03/2012 at 22:25  Deixe um comentário  
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Carne de Sol

Eu sei, eu sei… mereço todas as pragas da humanidade, abandonei meus lindos e fiéis leitores e desde que fui para Curitiba isso anda mais abandonado que patrimônio histórico brasileiro.
Pois então, minhas operações com a Leão do Norte começaram, tenho tido mais trabalho do que vendas e isso tem me chateado muito, mas por mais forte que seja, nenhuma tempestade é eterna e por isso já tenho meus planos B, C e D…
Larguei tudo em Curitiba e vim passar uns 20 dias em Recife, resolver umas pendencias chatas de família e volto só no comecinho de Agosto. Por essa cidade tenho tirado litros de fotos e ido aos velhos restaurantes que costumava ir, falta dinheiro para ir a todos que quero, mas tenho me virado muito bem.
Uma das coisas que mais me faz falta em Curitiba é a tal da Carne de Sol. Ao contrário do que todos pensam, carne de sol não é carne seca, jabá ou charque, ela é bem diferente em todos os sentidos. Enquanto a tradicional carne seca (aquela bem salgada de coloração avermelhada) é desidratada e salgada com sal grosso de uma forma intensa, passando por vários processos que podem durar semanas ou meses (40%-45% de umidade, 12%-15% de sal), a carne de sol é mais úmida e suave, seu processo leva poucas horas e menos sal, as mantas de carne (bovina ou caprina) são colocadas sob lonas suspensas e ventiladas por uma brisa fresca e seca do sertão (por isso só existem no nordeste ou SP/RJ por “importação”), dando sabor e textura exclusivos, mais úmido e menos salgado (64%-70% umidade e 5%-6% sal) que a charque tradicional.
Recomendo comprar em lugares mais simples e diretos, como feiras no interior ou em mercados públicos, porque além de mais barato (entre R$ 15 e R$ 20 o Kg), a qualidade nesses lugares é infinitamente melhor que nos supermercados comuns, que vendem por cerca de 10% a 30% mais caro uma carne de qualidade bem inferior. Inclusive minha última receita de carne de sol aqui do blog alguns anos atrás, foi com carne de sol do supermercado, ela era tão dura e salgada que só deu para improvisar um picadinho.
Essa receita é bem bacana, mas não tem nada de especial, a intenção maior é mostrar como é o processo de preparo da carne, muito diferente dos outros tipos mais comuns.
PS. Não é uma receita light.



Ingredientes:

1,5kg de Carne de Sol magra.
04 Cebolas médias. (cortadas finamente)
01 Cenoura média (ralada)
01 litro de leite (semidesnatado)
02 colheres (sopa) de manteiga.
01 colher (sopa) de açúcar
Óleo e pimenta o quanto baste.

Modo de Preparo:
Frite a cebola com óleo e o açúcar, até caramelizar, adicione a cenoura e mexa por mais uns 2 minutinhos, reserve.
Na mesma frigideira, frite a carne DESSALGADA* aos poucos (de 3 em 3 bifes) e vá enfileirando em um refratário, depois de pronto, refrite a cebola na mesma frigideira e adicione a manteiga, cubra os bifes e leve ao forno alto por uns 15 minutos.

Dicas:
-*Para dessalgar a carne: Lave com água corrente, limpe tirando as gorduras, sebos e nervos, corte em bifes grossos (1,5cm aprox) e coloque em água fria abundante. Troque essa água 2 vezes em 30 minutos, ela servirá para tirar parte do sal e limpar a carne, adicione 1 litro de leite (usei semidesnatado porque tinham muitas caixas em casa, mas qualquer um serve) e deixe descansar por 1hora no mínimo. Jogue fora o leite, escorra o excesso e frite em um pouco de óleo bem quente, de preferência em um fogo bem alto e frigideira grossa.
– Para saber se o sal foi retirado da água, sempre frito antes um pedacinho menor da carne, ele deve estar insosso, pois os pedaços maiores terão o sal na medida perfeita.
– É apenas uma carne como qualquer outra, apenas mudam esses modos de dessalgar, use a criatividade na hora do preparo, manteiga e cebola são ótimas combinações. Um carne de sol de alcatra ou outra carne nobre, deve ser comido em bifes, já aquelas mais ordinárias e salgadas do supermercado, cortadas em cubinhos ou desfiadas.

– Se até em Recife tenho dificuldades em achar uma boa carne, não se iluda por outras cidades (fora do nordeste), com exceção de poucos fornecedores confiáveis no eixo RJ-SP, essa receita só é possível aqui pelas terras ensolaradas.
– Como acompanhamento usei arroz, feijão e uma saladinha de vinagrete, mas pode ser pão, macaxeira, purês variados, farofas, etc etc…

Teste Docinhos

Olá pessoas, como citei no antigo post, estou abrindo uma empresa que fabrica e vende doces. Ainda estou analisando muitas coisas, como: gramaturas, preços e condições dos fornecedores, como serão as vendas, etc… Apenas pequenos detalhes. A empresa ainda não tem nome, mas provavelmente será Leão Do Norte, em homenagem ao Estado de Pernambuco, que vivi por 14 anos e de onde vem a inspiração para a maior parte das receitas.

Por enquanto só venderei esses doces a base de castanha, brigadeiro branco e chocolate (que vou batizar de Maria Bonita), mas aproveitei para fazer teste com outras amêndoas e algumas frutas secas, como damascos, figos turcos, ameixas e uvas. Claro, existem os doces triviais como brigadeiro, beijinho, bem casado e as tortas, bolos e coisas do tipo. Mas foi um dia de experiências, nunca tinha trabalhado com frutas secas, geralmente as como in natura.

Não tenho preço 100% definido ainda, mas provavelmente teremos caixinhas de 6 por R$5,00, 14 por R$ 10,00 e 28 por R$ 20,00, chegando a R$99,00 a caixa com 180. Ao contrário das fotos, as caixinhas terão fitas e adesivos com o símbolo da empresa. Claro, cada uma delas terá um cartão com site, email, telefone, etc. É um preço muito baixo, serve mais para divulgar a empresa e futuramente render encomendas. A propósito, quero agradecer minha ex-vizinha Sandra que me deu essa receita, ela já vende em Recife e eu “importei” para terras curitibanas! Muitíssimo obrigado!

Engraçado fazer uma postagem com praticamente só frutas secas. Até pouco tempo atrás eu não gostava, mas fui conhecendo frutas secas de boa qualidade (fiquem longe dos supermercados comuns!), além de ter ouvido mil e uma histórias da nossa professora francesa Cristine Dabat, que falava sobre a importância de secar uma fruta, tanto para a gastronomia, como para a sobrevivência em longos invernos. Hoje o mais comum são as uvas passas no panetone, ameixas no olho de sogra, banana nos doces industrializados (pseudo-saudáveis-light) e o damasco quase decorativo na mesa das festas. Provem o figo, o morango, a pêra, o pêssego… Explorem esse novo mundo de sabor! Uma vez vi o Olivier Anquier (meu ídolo, herói, inspiração e futuro sogro) em viagem pela França, onde comeu um salada com pêras passas, alface, roquefort e redução de balsâmico, apenas 4 ingredientes que se harmonizam perfeitamente! Espero muito um dia poder postar esse prato aqui.

Aproveitando para ressaltar que essas são as últimas fotos da velha máquina, segunda feira chegará a Canon profissional e coisa vai melhorar pacas!

As tais Marias Bonitas (Acertei no plural?)

Maria Bonita por dentro

Morangos glaceados (dois detalhes, 1- não confunda com morangos glaçados, 2- não fiz, apenas comprei e estou pensando em fabrica-los, é uma espécie de “passa” de morango, absurdamente delicioso!)

O velho conhecido Olho-de-Sogra e alguns testes de Marias Bonitas com outros recheios (noz pecan e morango)

Figos turcos (pra mim, o Rei das frutas secas!) recheado com brigadeiro branco e crocante. (tentativa de melhorar o que já é perfeito!)

Olho-de-Sogra em rama. Tipo de coisa que é terapeutico fazer e dá pena de comer, imagina tirar as sementes e rechear as passas uma a uma?

Toda a galera reunida!

Gostaram das fotos? Deu vontade? Quem sabe não começo a vender pela internet? =)

Tenham uma excelente semana!

Canja de Galinha

Olá pessoas! Que saudades de vocês!
Demorei para postar pelos mesmo motivos que aleguei na postagem passada. Estou morando sozinho e meu apartamento não dispõe e quase nada: batedeira, liquidificador e outras coisas simples. O projeto de filmar as receitas já está encaminhado, porém aconteceram atrasos por motivos técnicos e provavelmente só terei algo filmado em alguns dias, inclusive a receita de hoje era para ter sido filmada em conjunto com o arroz doce. Por isso estou postando isso diretamente da casa da minha avó, vim aqui com minha amiga Priscila, fiz bolo e no começo da noite fiz uma canja de galinha bem tradicional.
A canja de galinha é um prato curioso, pois esse hábito de consumir arroz+ave é mundial, todo país tem seus pratos com esse casamento. Pesquisando um pouco, descobri que o nome “canja” vem de “kanji”, um ensopado de arroz e galinha indiano típico da Província de Malabar, região onde fica Goa, antiga colônia portuguesa na Índia. O hábito de tomar canja e agregar a ela propriedades medicinais remontam final do século XVIII e começo do XIX com a invasão francesa em Portugal, quando a nobreza consumia regularmente esse prato. Mas como historiador que sou, acredito que a real origem da canja é a mesma do arroz doce. Simmmm, canja e arroz doce são irmãozinhos! Há tempos e tempos atrás, aproximadamente no século XVI e XVII, entre 1532 quando Duarte Coelho chegou até comecinho de 1700, com o começo da interiorização européia no Brasil, o prato mais “chic” de nossas terras era o “manjar branco”, de origem mourisca, consistia em um pudim doce feito com açúcar, leite, canela, arroz quebradinho e peito de frango desfiado. Curioso, não? Pois falarei mais sobre isso na postagem do Arroz Doce FILMADO, enquanto pico e mexo as coisas, vou desconstruindo a história desses pratos tão preciosos.
Resumo da Ópera: Canja é tudo de bom, um prato barato, saboroso, tradicional, simples de fazer e saudável, pois tem baixa caloria e propriedades antiinflamatórias. Pode também ser saboreada no verão, apesar de aquecer, é muito leve e não dá aquele “suador” que os caldos mais pesados e gordos fazem!
Segue abaixo a receita para 2-3 pessoas, para alimentar uma matilha galera maior, use o dobro dos ingredientes descritos:

Ingredientes:
– 1/2 peito de frango (com ossos e pele).
– 03 tomates (cubos pequenos)
– 01 cebola (bem picada)
– 02 dentes de alho (bem picados)
– 03 mandioquinhas salsa (em rodelas médias)
– 01 cenoura média (meia rodelas finas)
– 1/2 xícara de arroz (fino)
– Fio de óleo comum
– Um punhado de repolho (opcional)
– Salsa e Cebolinha (a gosto)
– Sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Refogue o alho no óleo até dourar, adicione a cebola e a pele inteira do peito, deixe até caramelizar. Adicione o frango (cortado em cubos) e a pimenta do reino, refogue até o frango ficar branco, adicione o sal, o tomate, a cenoura, salsa e a mandioquinha, misture e coloque o esqueleto do peito (geralmente é uma peça inteira de ossinhos finos e cartilagem, ainda com pedacinhos de carne). Deixe refogar por uns 5 minutos, adicione água quente até cobrir + 50% os ingredientes, aproximadamente 3/4 da panela. Vá provando, quando começarem a cozinhar (mas ainda duros, longe de ficar pronto), coloque o arroz e mexa. Depois vá mexendo periodicamente e provando até o arroz ficar cozido. Corrija o sal/pimenta e adicione as cebolinhas pouco antes de servir.

Dicas:
– Usar a pele e os ossos-cartilagem é muito importante, porque eles darão sabor ao caldo e evitarão o uso daqueles tabletes sintéticos. Não se esqueça de retirar essas partes indesejadas antes de servir, porque osso na sopa ou aquela pele branca e cheia de poros é o fim!
– O tamanho dos legumes e a ordem que são colocados é muito importante, porque o mais difícil em uma sopa é o “timing” , saber que todos os vegetais estarão no cozimento certo ao desligar o fogo. Por exemplo, a cebola e o tomate devem “desaparecer”, já a mandioquinha cozinha mais rápido que a cenoura, por isso é cortada em rodelas mais grossas. O arroz é um dos últimos e a cebolinha, praticamente crua. Assim por diante, porque cozimento e textura importam muito nesse caso.

Pudim de Tapioca

Sim, joguem paus e pedras, abandonei vocês! Mas meus planos estão caminhando, com obstáculos, buracos, paus e pedras (aqueles que vocês podem jogar em mim!), mas indo e se definindo.
Andei numa vibe meio tapioca, aprendendo a fazer essa iguaria com as senhoras de Olinda, descobrindo sua história e utilidades, por isso trago a vocês uma receita muito simples e gostosa, o pudim de tapioca!(Também conhecido como bolo de tapioca em algumas regiões)

Ingredientes:
500g de farinha de tapioca*
01 litro de leite de coco.
300ml de leite integral.
02 xícaras de açúcar.
100g de coco ralado em flocos. (50% na receita e 50% para finalizar)
01 pitadinha mínima de cravo em pó.
01 lata de leite condensado. (para finalizar)

Modo de Preparo:
Coloque o leite de coco e o leite de vaca para ferver em uma panela grande, quando começar a ferver, adicione o açúcar, o cravo e metade do coco, mexa até dissolver e adicione a farinha. Abaixe o fogo e vá mexendo, a mistura engrossará gradualmente, vá provando e quando os grãos duros sumirem, desligue o fogo e coloque essa massa em uma fôrma de pudim (aquela furada) untada com um pouquinho de óleo (para facilitar na hora de desenformar). Deixe descansar por umas 2 horas e coloque na geladeira. Após desenformar (depois de gelado, geralmente no outro dia), derrame uma lata de leite condensado por cima, enfeite com o restante do coco ralado.

Dicas:
– *Farinha de Tapioca: Não me refiro à goma, me refiro a uma farinha dura e de granulação grossa, vendida em saquinhos de 500g. Nesse caso comprei da Yoki, com o nome comercial de “TAPIOCA” apenas.
– Usei coco ralado queimado, para dar uma cor ao pudim.
– Cuidado com a pitada de cravo, ela é mínima mesmo! Se não tiver em pó, coloque umas 05 florzinhas de cravo enquanto o leite ferve, mas tire antes de colocar a farinha (morder cravos não é legal). Acho esse detalhe importante, porque diferencia sua receita e dá um sabor daqueles beijinhos de festa.
– É uma receita muito simples e fácil. Mas é cansativo mexer a mistura quente e pesada por uns 15 minutos. Às vezes parece que os grãos da farinha nunca ficarão moles e a receita desandou, relaxe que dá tudo certo!
– Para untar a fôrma onde descansará o pudim, usei uma colher de sopa de óleo e espalhei utilizando meia folha de papel-toalha. Sem isso, o seu pudim pode grudar na hora de desenformar.

Chipa-guazú.

Conforme prometido, aqui está a outra “chipa”, que apesar do nome, é totalmente diferente da anterior. Também conhecida como “sopa paraguaia” no Mato Grosso do Sul (não me perguntem o porquê de chamarem isso de “sopa”), é um prato muito saboroso, um espécie de bolo de milho salgado, com queijo e cebola. Adorei! Fiz agora à noite e comi uma bela fatia, mas o gostoso será amanhã de manhã com cafezinho! Essas idéias paraguaias estão rendendo boas e diferentes receitas, em breve teremos a macarronada verde e o surubim cozido. Acho que o brasileiro deveria olhar mais para os seus vizinhos e também para o próprio interior, ficamos presos aos sabores europeus e de outros países ricos, esquecendo de nossas raízes e de nossos “hermanos”. Por exemplo, hoje o Peru é o país da gastronomia, a comida peruana será em cinco anos o que a japonesa foi há cinco anos (a moda!), assim como Bogotá é uma capital internacional da gastronomia, com bares e restaurantes de todos os tipos, onde surgem inovações que não existem em nenhum outro lugar. A riqueza está bem perto, só precisamos enxergá-la.

PS. Não posso deixar de agradecer infinitamente minha amiga Natália Carvalho, que me ajudou na preparação dessa receita, debulhando o milho e lavando a louça. Quer ajudante mais importante que essa? MUITÍSSIMO OBRIGADO!

Ingredientes:

01 kg de milho verde (aprox. 7 a 8 espigas)

½ xícara de leite

80g de manteiga

03 ovos.

500g de queijo minas meia-cura. (corte em cubinhos)

05 cebolas grandes. (picadas e caramelizadas)

Sal (aprox. 01 colher de sopa)

Modo de Preparo:

Bata no liquidificador: o milho, a manteiga, o leite, os ovos e metade da cebola caramelizada. Depois misture a massa (muito mole) ao queijo e o restante da cebola. Coloque em uma fôrma GRANDE untada e asse em forno pré-aquecido por 1 hora (forno baixo, menos de 200°C).

Dicas:

-Cebola caramelizada é aquela cebola bem fritinha, que fica marrom e adocicada.

– Use 2/3 do queijo para misturar e 1/3 salpique por cima.

– É importante assar em fôrma grande para poder ficar um bolo baixo, porque mais alto ele não cozinha.

Chipas

Cheguei de Curitiba há exatamente uma semana, 23:30 de terça (06/04/2010). A viagem foi ótima, comi muita coisa boa: doces, salgados e cafés. Sai com gente bacana, conheci lugares maravilhosos e até dei um pulinho de um dia em Florianópolis, onde comi uma comida mexicana divina!

Nesse final de semana, já em Recife, não perdi o ritmo, provei do Café Jacu (vide Google) e almocei em um restaurante coreano (farei receitas em breve!). Mas vamos à nossa bagagem… Conforme prometi, traria algo diferente para saborearmos.

Em Curitiba tenho uma grande amiga chamada Rosineide, conhecida como Tata, ela é secretária da minha tia há quase 10 anos e cuida daquela família como uma babá. Nascida no Paraguai e filha de brasileiros, sempre me conta das comidas de lá. Falou dos peixes cozidos, da macarronada verde e claro, das chipas! (fala-se tchipas) Mas o que são essas tais chipas? Existem dois tipos de chipas, a chipa e a chipa-guazú. Apesar do nome quase igual, são receitas extremamente diferentes, a primeira, “chipa” é uma rosca salgada, com uma massa que fica entre o pão de queijo e o biscoito de polvilho, sabor forte de queijo e um toque de erva doce. Ela é vendida em tabuleiros, carregado na cabeça dos vendedores que circulam em toda parte, desde movimentados ônibus urbanos até nas estradinhas da zona rural, custa o preço equivalente a dois pães e é comida principalmente na páscoa. A segunda, Chipa-guazú, é um bolo salgado de milho, com queijo e cebola. Hoje posto a primeira, ainda nessa semana posto a segunda.

Ingredientes:

500g de polvilho doce.

300g de queijo prato (corte em cubinhos)

¼ xícara de óleo

03 ovos

50g de manteiga

½ xícara de leite integral

01 colher (sopa) de fermento

Erva doce (uma colher de sopa)

Sal

Modo de preparo:

Miture os ingredientes molhados (leite, óleo, ovos, manteiga), adicione o polvilho, o queijo, o fermento, a erva doce e o sal. Bata bem. A massa ficará numa consistência bem diferente, entre líquida e pastosa, muito elástica. Faça roscas, bolinhas ou qualquer formato que quiser, coloque em forno médio pré-aquecido e deixe até dourar.

Dicas:

– É uma receita simples, não tenho muitas dicas. Apenas paciência na hora de moldar e unte a fôrma apenas com óleo. Repare que fiz roscas e bolinhas… mas viraram bolachões e bolinhas, com certeza fiz alguma coisa errada ou apenas minha prática que é zero.

– Confesso que as minhas chipas ficaram um pouco sem sal, mas não tem problema. Erva-doce casa muito bem com qualquer coisa defumada, elas ficaram perfeitas com mortadela defumada e/ou salame. Uma manteiga ou queijo também quebra o galho.

Yakisoba

Pessoas leitoras de meu blog… Estou radiante, em algumas horas estarei embarcando para Curitiba e só volto em 12 dias (06 de abril), não sei se atualizarei meu blog lá, mas com certeza aprenderei coisas novas e trarei para vocês.

Segue abaixo uma receita curiosa, por ser uma comida deliciosa, colorida, barata e que dificilmente fica ruim, o yakisoba com certeza é o prato oriental mais popular no Brasil e em todo o ocidente. Sua história é engraçada, porque tem duas origens: a primeira está no Japão, pois yakisoba é o nome japonês que se dá para macarrão frito, que é um prato bem diferente do nosso. Outra nomenclatura é “Macarrão Shop Suey”, que traduzindo do chinês é “macarrão tudo misturado”, acredita-se que surgiu de sobras em restaurantes chineses nos EUA. Mas independente de sua história, quem não gosta desse prato deve ser muito fresco ou ter uma língua de lixa… Vamos à receita!

Ingredientes: (para 6 pessoas)

– 500g de macarrão udon

– 200 ml de óleo.

– 01 peito de frango sem pele (500g aprox., cortado em cubos)

– 500g de carne bovina mole (picada em tiras)

– 4 cebolas. (cortadas em forma chinesa, use a faca mesmo)

– 03 cenouras (cortadas finas, use o fatiador)

– 3 pimentões pequeno-médios (dois verdes e um vermelho, cortados em cubos)

– 01 acelga (picadas grosseiramente)

– Pimenta do reino (a gosto)

– Colher (café) de curry

– Colher (café) Ajinomoto

– Maisena (o quanto precisar)

– 10 ml de óleo de gergelim

– 200 ml – 300 ml de água

– 200 ml de Shoyu

– Sal

Modo de Preparo:

Em uma wok ou tacho coloque o óleo, deixe esquentar bastante e adicione a carne bovina, quando ela mudar de cor, adicione o frango, quando estiverem relativamente cozidos, adicione as cebolas e pimenta, deixe fritar. Assim que as cebolas ficarem translúcidas, adicione a cenoura, pimentão, curry, Ajinomoto e nesse momento coloque o macarrão para cozinhar em uma panela com água salgada fervendo (é quase tão rápido quanto miojo). Assim que as cores dos legumes ficarem mais intensas, adicione a acelga, o óleo de gergelim e 200 ml de água fervente, mexa e tampe por uns 2 minutos (até a acelga murchar). Quando tirar o macarrão do fogo, escorra e se necessário (achar que vai demorar mais de 2 minutos para colocá-lo no restante da receita), dê um banho de água fria da torneira para travar o cozimento. Adicione o macarrão, o shoyu e duas colheres de maisena (diluídas) assim que a acelga murchar, misture tudo, corrija o sal ou outro tempero que achar necessário e deixe até o caldo engrossar. Sirva quente, só presta para comer na hora.

Dicas:

– Macarrão Udon é barato, custa entre 3 e 6 reais 500g, dependendo sai até mais barato que lamen. Não é difícil de achar, qualquer mercadinho japonês ou em grandes redes têm.

– Evite usar lamen, miojo ou semelhantes, mas se não tiver outra maneira, faça a receita exatamente como descrevi, porém, todos os ingredientes devem ser despejados SOBRE o macarrão, porque o lamen se despedaçaria ao ser misturado.

– Não se assuste com a quantidade de óleo, comida chinesa é assim mesmo, o yakisoba não brilha a toa.

– Use o fogo mais alto de sua casa, panela bem quente é essencial para a receita.

– Pode substituir muitos ingredientes, vai do gosto do freguês, por exemplo: Acelga pode ser substituída por repolho, algumas pessoas gostam de vagem e outras de champignon (eu gosto, mas não tinha em casa).

– Na verdade nenhuma medida precisa ou deve ser seguida, a receita é longa e talvez trabalhosa, mas não tem mistério. Use os ingredientes na ordem certa: óleo-boi-frango-cebola-legumes-macarrão-caldo.

– Óleo de gergelim é essencial, muito aromático! Pode usar até mais se quiser, uns 20 ml. Economizei porque foi a primeira vez que trabalhei com ele.

– Yakisoba é muito pessoal, cada um faz da sua forma.

Pudim de café.

Olá pessoas!

Por favor, me desculpem por esse sumiço! Passei por uma fase conturbada de minha vida, me demiti da empresa da família, fiz vários cursos no SEBRAE e há quase duas semana me tornei o mais jovem gerente da lanchonete Bob´s. Isso tudo em quarenta dias! Hahahahahaha!

É a vida, sempre tomando rumos inesperados. Essa hora tinha que chegar e eu precisava MUITO bater minhas asas fora do ninho. Agora saio de casa às 7:20 e volto às 17:00, todos os dias, menos terça e quinta, quando tenho inglês e chego só às 21:00. É todo santo dia, porque em minha folga vou para a pós-graduação no mesmo horário(8:00-18:00). Enfim, estou esgotado fisicamente e mentalmente, mas estou feliz, quem quer ficar rico precisa suar sangue e comer muita grama para aprender a ser alguém!

A receita que postarei é um clássico personalizado. Pudim de café. Gosto de pudim e amo café, por que não juntar os dois? Fez muito sucesso na turma da pós graduação e aqui em casa voou rapidex. Não fica um sabor notável do café, ele apenas acentua as notas amargas da sobremesa, é excelente por deixar o pudim menos enjoado e com um toque diferenciado

Ingredientes:

-03 ovos.

-01 lata de leite condensado.

-01 lata de leite integral (use a mesma lata do leite condensado).

-01 xícara de café bem forte (cerca de meia lata do leite condensado).

-½ xícara de açúcar. (p/ calda)

Modo de Preparo:

Bata tudo no liquidificador, menos o açúcar.

Para a calda, derreta o açúcar e faça um caramelo, despeje no fundo da fôrma furada de pudim. Adicione a mistura batida, cubra com papel metálico e coloque para assar em banho-maria (forno baixo 180°-200°C pré-aquecido). Aproximadamente 01h depois fica pronto! Espere uns 40 minutos, até esfriar e desenforme.

Chandelle

Tudo começou com uma surpresa que se transformou em um erro, que se transfigurou em chandelle!

Minha amiga Adriely me deu um potinho com brigadeirão dentro. Eu só pude comer um pouco, porque ele “sumiu” misteriosamente. Fiquei com aquele gostinho de quero mais e pensei “poxa, eu posso fazer meu próprio brigadeirão!”.  Bolei uma receita que levasse doce de leite e chocolate, uma espécie de pudim super magnífico diferente, que dominasse o mundo e esmagasse civilizações, me dando poder de governar o planeta!!! agradasse à todos.

Fui ao mercado, mas não tinha doce de leite mole! Contrariado, mas com as lombrigas se rebelando muito desejo, comprei um Moça Fiesta (aquela lata de brigadeiro pronto). Chegando em casa fiz aquela bruxaria receita básica de pudim, mas em vez do leite condensado, usei o brigadeiro enlatado e ainda adicionei chocolate em pó e maisena. Pois é, meus caros leitores, não deu certo, ficou muito diferente do que eu imaginava, não desenformou, um desgosto. Levei para o escritório no outro dia e deixei na geladeira, quem sabe alguém passa aqui e come?  Meia hora depois uma das meninas colocou a cara na porta e disse “pode acabar ou você ainda quer?”. Simmm… ele está vivoooo!!! O brigadeirão que deu errado, virou um 1 kg de chandelle duro! Repensei a receita, mudei alguns ingredientes e batata!!! Temos aqui a receita de Chandelle, igualzinho o comprado no mercado!

chandelle

Ingredientes:

01 lata de brigadeiro moça fiesta. (385g)

01 lata de creme de leite (300g)

½ medida de leite (meia lata do creme, 150ml)

½ xícara de chocolate em pó (não é nescau!)

02 ovos

Modo de Preparo.

Bata tudo no liquidificador, coloque em uma panela e tampe e asse por 40 mintuos  em banho-maria, forno médio pré-aquecido (220°C).

Quando ficar pronto, transfira para um recipiente mais bonito, de louça, espere esfriar e coloque na geladeira. (deixe ao menos 6 horas na geladeira antes de comer)

Dicas:

– Por motivos óbvios, a panela deve ter cabo metálico.