Carne de Onça

O nome pode soar estranho, mas é uma das comidas de boteco mais gostosas que já comi, exclusividade de Curitiba e está presente nos bares (do mais copo-sujo ao mais sofisticado) há cerca de 50 anos. Não preciso nem explicar que não tem nada a ver com o felino em extinção, na verdade ninguém pouca gente sabe a origem desse nome, mas existem mil e uma lendas sobre isso, todas com a mesma credibilidade, que dizer, nenhuma.

Esse blogueiro gordo acredita que provavelmente é uma derivação do hackepetter, uma espécie de Steak Tartar alemão e o sucesso também se deve aos árabes, abundantes em Curitiba e já acostumados ao kibe cru. É difícil entender porque esse prato ainda não se espalhou Brasil afora, é muito fácil de fazer e delicioso! Tem a cara do nosso Pais, pois envolve carne bovina e combina absurdamente com o verão.

Esse da foto não fui eu que preparei, mas é no restaurante que trabalho e às vezes sou eu quem faz. Nesse dia em especial fui como cliente apreciar a iguaria.

Ingredientes:
01kg carne moída.(vide dicas)
200g de cebola picada em cubos bemmm pequenos.
Azeite de Oliva (o quanto lhe agradar)
Sal e pimenta do reino.
Pão preto em fatias (também chamado de broa)
Cebolinha para cobrir.
Mostarda escura (Acompanhamento)

Modo de Preparo:
Misture a carne, cebola, azeite, sal e pimenta.
Sirva o pão, onça e coberto por cebolinha (Como na foto)
Simples, não?

Dicas:
– Carne: usamos carne moída “especial”, ela é uma qualidade acima da carne de primeira (sem nervos, mas com um pouco de gordura). O importante na onça é usar uma carne (patinho ou alcatra) que não tenha nenhuma gordura ou nervo, seja totalmente rósea e sem pedacinhos brancos.
– A carne deve ser moída TRÊS VEZES.
– Só misture só antes de servir, pois o sal “cresce” com o tempo e a carne escurece em minutos.
– Não precisa fazer 1kg de carne, mas a proporção de 5/1 entre carne e cebola pra mim é ideal.

Onde comer?
Paraguassu Grelhados:
Rua Machado de Assis, 525 – Juvevê – Curitiba/PR Fone: (41) 3029-1020

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Torta de Amora

Estou em uma fase muito inspirada, além dessa postagem que segue, estou com outras no forno para ir postando aos poucos.
Há alguns dias ouvi uma música muito curiosa: era uma garota bonita cantando no sofá, falava sobre um rapaz (namorado) que ia embora e por isso ela se jogava do alto do prédio e morria em cima dele, que seria romântico ir para o necrotério juntos e coisas do tipo, mas ao final era apenas sua imaginação e ela achou melhor devorar uma torta de amoras para passar o drama. (Curioso, né? Mas vejam que bonitinho ela cantando no link ao fim da postagem, confesso que achei genial!)
Isso me deu um estalo. Será mesmo que tortas de amoras são tão boas assim? Então comecei a pesquisar sobre o tema, pensei em tortas folhadas com recheio de geléia e em tortas tipo american pie, com a fruta quente dentro da massa amanteigada. Mas depois de muito pensar e analisar, conversei com minha chefe e chegamos a conclusão que devido a acidez acentuada da fruta, poderiamos tentar fazer uma coisa como torta de limão, com a base amanteigada, recheio doce e cobertura de frutas puras, mais azedinho.
Marquei de ir na casa da chefe e levar as amoras, lá ela teria todos os outros ingredientes. Quando bati à porta, senti um bom cheiro de biscoitos e descobri que a cidadã já estava assando a base (sem mim, traidora!), decidimos triturar metade das frutinhas para o recheio e usar o restante para decorar.
As cores ficaram absurdamente lindas e o sabor não preciso falar muito, hehehe! Mas eu faria diferente na próxima vez, dividindo a torta em umas 6 forminhas menores, porque o recheio ficou muito mole e dificil porcionar as fatias.
Traduzindo: Ela se derrete ao ser cortada.
Vocês ficarão bobos de saber como é fácil!
(Clique na foto para ficar de tamanho gigante)



Ingredientes:
600g de amoras frescas.
01 lata de leite condensado
100g de farinha de trigo
100g de manteiga com sal
80g de açúcar refinado
Modo de Preparo:
Para a base, misture (à mão) a farinha, manteiga e açúcar, até formar uma massa lisa, forre o fundo e lateral da(s) fôrma(s) e asse até dourar levemente.
Bata metade das amoras com leite condensado, depois recheie a torta, decore com o restante e leve à geladeira (não precisa assar o recheio).
Deixe resfriando por umas 6 horas e pode servir.

Dicas:
– Cuidado ao assar a base, ela assa rápido e como nos distraímos, ela queimou nas bordas. (Dá pra ver claramente nas fotos)
– É muito importante que sejam amoras frescas e não congeladas.

Link da Música: