Shimeji Bata Yaki

Um dos petiscos mais comuns no Japão e um dos primeiros a se popularizarem aqui no Brasil, uma excelente opção para impressionar a namorada ou o namorado nesse dia comercial especial, pois é simples e rápido de se fazer. Segundo nosso amigo Google, Bata Yaki significa “cozido na manteiga”, normalmente é servido apenas ele como acompanhamento, mas eu fiz a cafuçagem breguice invenção de misturar ao macarrão de yakisoba, ficou muito bom em termos de sabor, mas os tradicionalistas ficarão irritados ao ver essa foto!
O modo mais legal de se fazer, é embrulhar todos os ingredientes abaixo (menos o macarrão, obviamente!) em uma trouxinha de papel metálico, deixar alguns minutinhos no forno e servir junto a outros acompanhamentos, como: macarrão, arroz, sushi, carnes, etc.

Imagem

Ingredientes:
01 bandeja de shimeji.
50G de manteiga sem sal.
½ maço pequeno de cebolinha.
01 limão.
Shoyu a gosto.
250G de macarrão para Yakisoba (opcional).

Modo de preparo:
Corte a parte grossa do caule dos shimejis, pois são fibrosos, mas pode deixar o caule mais fino, não precisa lavar, apenas tirar terra com cuidado (usando um papel) caso esteja sujo.
Derreta a manteiga, adicione os shimejis até soltarem água, adicione o shoyu, sumo do limão e cebolinha, refogue um pouco mais. (É rápido, dura nem 3 minutos tudo isso)
Se for servir acompanhando alguma coisa, nesse caso macarrão, adicione-o por último.

Dicas:
– O Shimeji é facilmente encontrado nos mercados, uma bandeja custa entre R$ 5,00 e R$ 10,00, pessoalmente acho caro, mas tende a ficar mais barato.
– Os cogumelos não precisam ser lavados, pois isso tira o seu sabor. Eles são plantados em uma terra desinfetada e o máximo de sujeira que podem ter (além da terra), é da mão suja de quem colheu. Mas como estamos falando de cogumelos cozidos e não crus, just don’t worry, be happy!
– Use shoyu de fermentação natural, eles são um pouquinho mais caros, mas menos salgados e muito mais aromáticos-saborosos. O mesmo vale para manteiga, use uma marca boa, nesse caso usei a SanCor, argentina que custa R$ 1,50 o pacotinho de 100g, ela é muito leve e excelente. (Se usar margarina nessa receita, me esqueça como amigo!)

Published in: Sem categoria on 12/06/2012 at 16:44  Comments (3)  
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Anko

Anko é uma pasta doce feita a base de feijão azuki e açúcar (ou mel), é originária da China e muito comum no Japão e Coréia, serve para ser comido puro ou para rechear moti (bolinho de arroz) ou madiu (bolinho de trigo).
Optei pelo mais simples, que foi enrolar como brigadeiros e aromatizei com cravo.
Pode parecer estranho para o paladar brasileiro, mas é doce e não tem muito erro, talvez não seja tão impressionante quanto o japchae, mas é uma sobremesa interessante que não desagrada e surpreende algumas pessoas (Realmente não lembra em nada o nosso feijão!).

Anko

Ingredientes:
250g de feijão azuki.
250g de açúcar cristal.
02 florzinhas de cravo.

Modo de preparo:
Cozinhe o feijão azuki, se desfazendo da água no mínimo 3 vezes. Triture (com cravo), e leve ao fogo com açúcar, vá mexendo até aparecer o fundo da panela. (Como se fosse um brigadeiro). Enrole e passe o açúcar ou reserve para rechear bolos.

Dicas:
– Realmente deixem cozinhar até ficar bem mole, fui marinheiro de primeira viagem e não esperei esse ponto molinho, meu doce poderia ter ficado melhor.

Published in: Sem categoria on 28/03/2012 at 19:59  Deixe um comentário  
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Salada Sunomono

Que engraçado, eu amo a culinária japonesa, fiz curso de sushiman no SENAC e já trabalhei em um café que era gerenciado por um Chef japonês, mas nunca tinha preparado nada do tipo!

Comida japonesa é muito chata de se fazer, apesar da simplicidade, existem pequenos detalhes que fazem toda a diferença! Claro, todas as comidas têm dessas coisas, mas na cozinha nipônica isso é mais importante, como o arroz de sushi que deve ser abanado e descansado, além de ser servido frio e não gelado, etc.

Fiz essa salada por ser o mais simples dos pratos, tudo começou quando ganhei uma garrafa de vinagre de arroz que minha tia trouxe do Japão (foto abaixo), me inspirei e resolvi comprar mais ingredientes para fazer carnes, arroz e claro, o sunomono.

Na internet só achei receitas absurdas, que mandavam ferver o vinagre, lavar o pepino, usar meio quilo de açúcar com 1 litro de vinagre para temperar (Só em restaurante usaríamos essas medidas!), enfim, cuidado com esses sites grandes de receitas, onde qualquer um posta qualquer coisa. Usei as dicas do meu professor do SENAC, do meu antigo gerente e do cara que me vendeu os ingredientes (que parecia entender bastante).

Infelizmente o resultado não ficou como eu esperava, um tanto forte demais o sabor, pois acho que exagerei na quantidade de tempero para pouco pepino, por isso vou colocar a receita já corrigida. Além disso, não sei como são os vinagres de arroz nacionais, esse importado talvez seja mais forte.

É importante se lembrar que sunomono é uma conserva de pepino avinagrado, assim como podemos conservar frutas em açúcar e carnes em banha ou sal, podemos conservar vegetais e algumas carnes em vinagre ou qualquer outra solução ácida, como o arroz cozido (de sushi), o picles (pepino, cenoura, cebola), peixes (podendo fazer um ceviche) ou o namasu (conserva de nabo e cenoura, tipo sunomono), engraçado é que todos eles levam além da solução ácida, o açúcar e sal.

Outra coisa, fiz uma versão supersimples, já que o importante é o conceito de conserva e não a elaboração de algo diferente, mas em Recife sempre comia sunomono completo, com pedacinhos de polvo, salmão, atum e pescada amarela, às vezes com um molho de missô que era de comer chorando e ajoelhado! Mas uma receita dessas exigiria uma série de outros trabalhos com peixes, cortes e coisas que só uma aula pode ensinar.

Ingredientes: (para duas pessoas, o dobro dessa foto)

04 pepinos japoneses.

01 colher (sopa) de sal.

50ml de vinagre de arroz

50g de açúcar

01 colher (sopa) de saquê mirim

04 bastões de kani

01 colher (sopa) de gergelim preto

01 colher (sopa) de óleo de gergelim torrado (opcional)

Pitadinha leve de glutamato monossódico (ajinomoto)

Modo de Preparo:

Fatie os pepinos finamente, coloque o sal e deixe em descansar em uma peneira por 30 minutos, aperte-os de leve (para tirar o excesso de água) e em uma tigela adicione o ajinomoto, saquê e o açúcar e vinagre (que foram bem misturados previamente). Tampe e deixe na geladeira por no mínimo 1 hora. Antes de retirar e servir, desfie o kani e torre o gergelim(vide Dicas), se quiser, pingue um pouco do óleo.

Dicas:

-Dificilmente falo de preços, mas para não assustar os virgens marinheiros de primeira viagem, as garrafas de vinagre de arroz e saquê mirim (500ml) custam na faixa de R$ 5,00 cada, o saquinho de gergelim R$2,00, o pacote co 16 bastões congelados de kani R$ 7,50 e o pepino japonês R$4.00 o Kg (umas 7 a 8 unidades).

-Todas essas quantidades são relativas, principalmente o vinagre e o açúcar, pois o pepino, mesmo após ser seco, continuará a soltar água na conserva dentro da geladeira, por isso é importante ir provando.

-Para fatiar os pepinos, use uma manolina. Qualquer uma serve, aquela de 8 reais na lojinha do centro ou uma alemã de 140 reais que dura 5 anos e corta mais que o adamantium do Wolverine. Se tentar na faca, você vai fazer fatias muito grossas e desiguais, demorar 3 horas ou fazer sunomono com seus dedos. Além disso, use sempre o pepino japonês, ele é mais fino e longo, tem poucas e moles sementes, os outros pepinos (mais grossos) são inadequados! E nunca use a ponta dos pepinos, que amargam.

-Quando misturar o vinagre e o açúcar, vai parecer uma solução supersaturada, cheio de grãos. Mas fique tranquilo, pois além de mexer bem, quando colocar no pepino, ele soltará água e vai diluir esses grãos restantes.

-Para torrar o gergelim, pegue uma frigideira, esquente-a até fumaçar e apague o fogo, coloque os gergelins e vá salteando por alguns minutos, como se trata de pouco gergelim e ele é uma sementinha minúscula, mais calor que isso pode torrá-lo demais, deixando um gosto amargo e soltando um óleo horrível. (Ele também pula como pipoca, mas só quando a coisa já queimou e amargou)

-Compre kani de uma qualidade razoável, as marcas mais baratas são farelentas e têm um sabor horrível. Lembre-se que kani não é carne de siri ou caranguejo, são retalhos e sobra de peixes industralizada, aromatizada e compactada.

-A colher de sal deve ser generosa, pois o pepino é quase todo feito de água e essa quantidade além de não salgar muito, ainda fará com que o pepino se desidrate (essa é a intenção!). Mesmo assim, ele soltará muita água no tempero avinagrado, enquanto estiver na geladeira. Por isso é importante a espera e sempre provar (uns preferem mais azedo e outros mais doce).

-As gotas de óleo de gergelim torrado é um opcional, adoro esse tempero em carnes e saladas, dá um gostinho amendoado, que lembra amendoim torrado (rimou!), não confunda com o óleo queimado que sai do gergelim quando os torramos demais! Falo de umas garrafinhas pequenas que vendem nas mesmas lojas que o saquê, vinagre, etc.

 

Lembram daquela história de harmonizar música e comida? Pois aqui vai uma dica interessante:
The Bird and The Bee – Love Letter to Japan

Viagem Gastronômica ao Recife

  Depois de uns 35 dias sem nem sequer visitar meu próprio BLOG, coisa de blogueiro vagabundo cuzão relaxado relapso, apareço em uma longa postagem e com novidades concretas e nenhuma receita! (Que merda, Hein?)

Passei 20 dias em Recife, curti o carnaval, fiz um vídeo no youtube que me transformou na pessoa mais odiada da internet, revi meus amigos e estou realizando os testes dos doces da minha empresa, a Leão do Norte(nome mais provável). Mas o que isso tem de concreto? Trarei novas receitas (dã, que obvio, é pra isso que serve o blog, seu blogueiro burro!) e a coisa mais legal de todas, comprei uma máquina fotográfica muito legal (finalmente!), vou pegar nessa semana, uma Canon T2i e aposentarei essa que uso atualmente, uma PENTAX a pilha, de 4 megapixels que comprei em 2004.(responsável por essas fotos que tirei até hoje)

Reparem que boa parte das fotos postadas a seguir não têm uma boa qualidade, coisa que mudará a partir de agora, com a chegada na nova câmera.(Para o bem geral da Nação!)

A maioria das fotos mal tiradas amadoras que seguem são de lugares que costumo (costumava) frequentar em Recife: cafés, bares, bistrôs, etc. Alguns eu frequento e não tive a oportunidade de fotografar, outros foram fotografados, mas as fotos ficaram tãoooo ruins que eu prefiro queimá-las não usar. Também seguem fotos de alguma comidas que fizemos em casa. Espero que quando viajarem para a capital do nordeste, a São Paulo do norte, metrópole pernambucana, possam conhecer o que ela tem de melhor para oferecer ao seu estômago.

Para começar a farra gastronômica, vamos exibir um restaurante étnico maravilhoso e de certo modo, raro no Brasil. Um Restaurante Coreano! O nome do lugar é “Burgogui”, mesma nomenclatura do prato principal, o churrasco coreano. Os donos são um casal coreano, especificamente a esposa, pois o marido veio para ser jornalista, mas acabou virando um famoso acupunturista É um clima caseiro e aconchegante, não só é uma velha casa, mas tem cheiro de “lar”, ainda mantém as divisões de quartos e em boa parte das vezes somos atendidos pelos donos, restaurante étnico 100% familiar! Melhor impossível!

As fotos abaixo são:

Um prato delicioso chamado JAPCHAE, uma espécie de yakisoba, mas feito com macarrão transparente, carne surrada, shitakes frescos, cebolinha inteira, pimentões vermelhos e carregado com óleo de gergelim torrado, junto com uma porção de pimenta flocada vermelha muito suave e deliciosa chamada gochugaru.

 

O famoso carro chefe que dá nome ao estabelecimento, o churrasco coreano é carne (acho que alcatra) bem picadinha e provavelmente surrada, deixando bem mole. É feita nessa “panela-churrasqueira” importada da Coreia, cozida em vapor e caldos aromatizados (que podemos comer com arroz ao final).

 

Esses são os acompanhamentos do churras, acelga apimentada, broto de feijão com óleo de gergelim torrado, amendoim teriyaki, mini-batata teriyaki, gochugaru, pasta de missô, folhas de alface lisa e claro, arroz branco. O mais interessante da brincadeira é o modo de comer, você pega a folha, coloca a pasta, o arroz, o acompanhamento desejado e o pedacinho de carne, faz uma trouxa e manda pra dentro! Muito diferente dos tradicionais chinas e japas que sempre vamos.

 

Para finalizar, essa é a “fachada” do local (endereço e telefone coloco no final da postagem).

Já que estamos com os dois pés no oriente ou ao menos em seus representantes gastronômicos em Recife, vou ressaltar a boa qualidade dos sushis dessa cidade, aqui em Curitiba(onde estou morando), um lugar cheio de japonês mas só conheci lugares (sushis) caros demais ou ruim demais. Claro, em Recife também existem os lugares com preços abusivos e aqueles rodízios sebosos que a ralé enriquecida os emergentes de Boa Viagem adoram. Mas essa cidade de poucos japoneses oferece muitas opções excelentes e surpreendentes, inclusive dentro do shopping, lugar onde comida fresca e de qualidade é mais raro que mulher em show de heavy metal, hétero trabalhando em cia aérea, japonês blackpower, nota de 1 real! Indico um chinês e dois japas de olhos fechados (sem trocadilho cretino),o primeiro é o Chinatown(uma unidade no Shopping Recife e outra no Guararapes), restaurante chinês mais tradicional da cidade, pratos a um preço justo, comida absurdamente farta e bem feita, ambiente e cozinha perfeitamente limpos².(Ressalto esse fato, pois existem pessoas que ainda nutrem preconceito quanto a esse quesito nos restaurantes chineses). Os três japoneses são: Sushimi, que fica dentro do shopping, pertence a mesma família do chinatown e apesar de ficar na praça de alimentação, conta com um espaço interno muito aconchegante(e pequeno) e mesmo sendo um sistema express, tudo é absurdamente fresco, bem feito e de excelente qualidade. O segundo (e fotografado) não é exatamente um restaurante japonês tradicional, é um bistrô contemporâneo com fortes influências asiáticas, por coincidência também fica no Shopping Recife, seu nome é EKI, nome dado às estações de metrô no Japão, é um espaço relativamente grande e com ambientação que realmente lembra o interior de um trem urbano de passageiros (vide foto abaixo).

 

O cardápio é bem variado, com pratos contemporâneos (cozinha clássica+asiática) e vários tipos de sushis (excelentes também). Nesse caso da foto, peguei um prato de salmão com molho de maracujá, risoto de funghi e legumes no vapor com um toque de gengibre, é de comer ajoelhado! O ideal para duas pessoas é comer uns sushis de entrada, dividir esse prato quente e na sobremesa, pedir tempurá de sorvete, um cilindro de sorvete empanado e frito, a massa parece bolo recém-saído do forno e conforme o sorvete derrete, ele penetra na casca crocante, muitooo gostoso!

 

Saindo do Shopping (Graças a Deus!), temos o Quina do Futuro, fica na Zona Bonita Aristocrática Chic de Bom Gosto Norte da cidade, em uma esquina da Rua do Futuro, é o mais tradicional de todos, com asiáticos fazendo sushi na hora, usam instrumentos antigos, sistema de fichas no varal e como não podia deixar de ser, é o mais caro e melhor dos três, ideal para quem curte comida japonesa MESMO, daquela que pode ser facilmente comparada as entocas do bairro da Liberdade em Sampa.

Depois de falar de tantos sushis e sashimis, vocês acham que os peixes acabaram? Que nada! Comecei agora! Segue abaixo algumas fotos que falam por si só: Primeiro o peixinho frito em Porto de Galinhas, o preço é meio salgado(R$ 60,00), mas você paga pelo guarda-sol, cadeiras e pela vista, apesar da simplicidade no preparo, o frescor do alimento e a prática de anos do cozinheiro, faz o peixe ficar na perfeição! Recomendo a barraca onde o Visconde trabalha, somos clientes fiéis há 15 anos. (O tomate ficou amarelo nessa foto, mas o que eu comi era vermelhinho!)

Essas fotos são de um lugar mais fino, o Bargaço, um restaurante baiano com filial em Recife, provavelmente o mais sofisticado e caro de frutos do mar da cidade. São fotos de um peixe assado, uma sinfonia marítima e casquinhos de caranguejo. Vou confessar uma coisa, não criei o Blog para ficar criticando os restaurantes por aí, mas nesse caso fiquei um tanto decepcionado com a comida do Bargaço, a sinfonia não estava grandes coisas, além de cara (R$ 99,00), tinha só caldo sem sabor e muitooooo sururu, não vi nem cheiro de lagosta, poucos camarões e polvos-lula e um pedaço de peixe que era 90% espinho e couro, o peixe foi caro também (R$ 75,00 aprox), estava sem graça e sem carne, bem abaixo do mesmo peixe que comi em Porto de Galinhas, feito em um lugar precário e sem nenhum Chef para comandar. As únicas coisas que são perfeitas e extremamente baratas, foram as casquinhas de caranguejo, porção com 10 por R$ 38,00, dá para 2 pessoas se empanturrarem com essa porção farta e muito bem feita (provavelmente a mais gostosa que já comi)

 

Agora vamos para minha casa, uma moqueca que meu pai fez. Peixe, camarão, legumes, leite de coco e azeite de dendê são a base, com o caldo faz-se o pirão (uma das delícias gastronômicas herdadas dos índios). Modéstia a parte, mas estava muito melhor (em todos os sentidos) que a sinfonia do Bargaço e gastamos ¼ do valor. Eu e meu pai brigamos muito por termos princípios gastronômicos bem diferentes, mas quando se trata de frutos do mar, eu não dou pitaco no trabalho dele, que geralmente é de primeira!

 

 

Para quem quer gastar menos e ter um lugar romântico, recomendo as creperias de Recife. Conheço três delas, a Montmartre: uma pequena casa no Bairro de Casa Forte, o dono é um francês mal humorado e os pratos sempre saem a perfeição. O La Plage é um dos meus restaurantes favoritos, serve apenas crepes e saladas, nenhum prato custa mais de R$ 20,00, a comida sempre é leve e suave (Mas nunca sem-graça! É deliciosa mesmo!), tem um dos melhores custo-benefício que já vi e excelente atendimento, sempre é uma boa pedida, qualquer prato é um acerto! (desculpem essa foto ruim)

E claro, a Galeria Joana D’Arc e o Anjo Solto: Uma creperia que começou como um bistrô GLS alternativo, mas aos poucos virou um lugar mais “familiar”, principalmente nos finais de semana. Os preços são mais salgadinhos, a qualidade peca às vezes, mas com certeza ganha no quesito ambiente, pois sempre tem pessoas legais e o lugar (uma antiga galeria decadente, a Joana D’Arc) se transformou em um pequeno polo gastronômico com restaurantes de todos os tipos: italiano (mostro uma foto quando falar das massas), mexicano (foto seguinte), japonês (ruinzinho, não recomendo), pizzaria e claro, a creperia! Eles se misturam e local vira um point para casais de todas as idades, encontro light entre amigos (tipo barzinho) ou pré-balada. Como podem ver na foto o Restaurante Mexicano descolado e muitas mesas, só está semi-vazio porque era umas 19:00 de terça-feira.

 

As massas de Recife… Infelizmente ainda temos péssimos restaurantes italianos e pizzarias que fazem sucesso, mas vou dar a dica, o caminho dourado dos lugares certos! Gosto de começar pelo melhor, então lá vai: Trattoria Don Francesco, em Olinda. O lugar é romântico, os preços são médios-altos (mas muito justos!) e o estabelecimento é tocado pelo dono, um italiano. Recomendo pedir uma salada caprese e uma lasagna bolognesa (para um casal dividir os dois pratos), depois comer a sobremesa que o espaço estomacal deixar, quem sabe dar uma volta em Olinda a noite? Podem ficar tranquilos, aquela cidade é histórica, mágica e segura. E olha que sou um agnóstico cético chamando algo de “mágico”, levem a sério, viu?!

Tá passeando no shopping e deu vontade de comer um italiano? (sem trocadilhos cretinos novamente!) Fique longe da praça de alimentação e vá ao Michelli, um excelente restaurante fora da praça, o ambiente é bacana e o filet a parmegiana é divino!

Se você está por Boa Viagem e não pode ir para Olinda impressionar a patroa, vá para a Galeria Joana D’arc que acabei de citar e visite o La Pasta Galleria, os molhos são feitos a perfeição e a massa totalmente caseira e feita lá mesmo, ambiente escurinho e geladinho (importante no nordeste!) O lugar é bem pequeno e costuma lotar nos FDS, vá durante a semana ou ligue antes.

 

Se você quer comer um panini ou pizza, vá ao Dom Ferreira Forneria, um dos meus restaurantes favoritos, excelente custo-benefício, ingredientes dos Deuses e uma pizza igual àquelas do Bexiga em SP, o ambiente é lindo, todo black piano e com detalhes laranja, janelas amplas com vista de um movimentado cruzamento da avenida que dá nome ao lugar, a Av. Domingos Ferreira, uma das mais engarrafadas da cidade e que rasga o bairro de Boa Viagem.

Se está em um clima mais descontraído, informal e praieiro, pertinho dali existe a Pizzaria Cipó Nativo, onde servem uma pizza exótica, com uma massa leve e macia, com toques de manteiga de garrafa, gergelim e com uma textura que derrete na boca, o ambiente é um show a parte, teto de palha, chão de areia, lago de carpa, animais de madeira, cores curiosas, temas afro e indígena. Toda essa “selva” no coração de Boa Viagem, cercado por prédios de 20, 30 e 40 andares.

A cidade atualmente conta com muitos pequenos bistrôs, até agora nunca passei “raiva” por comer algo caro ou ruim, sempre os preços são convidativos e a comida na pior das hipóteses apenas não impressiona, mas decepcionar mesmo, nunca aconteceu. O melhor exemplo é o Espaço Muda, um lugar curioso, pois está fora dos eixos turísticos, comerciais ou residenciais, em um bairro onde funcionam gráficas, galpões e antigas casas, mas está se transformando em um polo de galerias de arte e baladinhas. O Muda não foge a regra, além de bistrô, é uma galeria de arte, brechó e nos fundos tem um espaço onde funcionam peças de teatro bemmm alternativas, baladinhas ou pequenos shows. Essas fotos, apesar de mal tiradas, retratam bem o clima do lugar. Se você é um cara que curte arte, leitura, usa barba, óculos grande, camisa xadrez e é pobre-fresco igual a mim, vai adorar o lugar! A comida é boa e barata, ir com a Mallu Magalhães gatinha ou com os Los Hermanos amigos é uma excelente opção!

Já que estamos falando em pessoas mais barbudas chatas maconheiras cults, como eu e meus amigos, nada melhor que o Bar Central. Um barzinho com uma certa sofisticação no ambiente, fica na Boa Vista, frequentado por artistas, professores e pessoas do tipo, a rua é muito movimentada, pois conta com micro barzinhos, mas o melhor mesmo é ficar no próprio Central, a comida é excelente, muito bem feita e com dezenas de opções de comida de vaca e cavalo vegetarianas, que apesar de não serem completas faltar alguma coisa terem carne, são uma marravilha! Mas para você que é normal gente humano civilizado esperto come carne, recomendo o Filé com fritas, que pode parecer besteira, mas é o melhor filécomfritas que conheço! Infelizmente acho que existem dois defeitos nesse bar, ele é caro pra doer e seu atendimento é de fazer o cu cair da bunda deixa a desejar.

Seguindo a onda alternativa, existe o Casa da Moeda lá no Recife Antigo, as comidinhas são gostosas, o ambiente e o público são bem interessantes e até os funcionários são umas figuras (garçons e garçonetes andrógenos).

O que fazer em um sábado ou domingo às 16h? Você acordou tarde, tomou café às 11h e não almoçou, lá pelo meio ou final da tarde deu uma fome… Vá para Olinda comer Tapioca! No Alto da Sé, existem as tapioqueiras que fazem tapiocas de todos os sabores, mas o melhor deles com certeza é o mais clássicão de todos, a tapioca de queijo coalho, manteiga e coco! Talvez as pessoas da roça do sul e sudeste pensem no coco apenas como algo doce, ledo engano, coco agrega positivamente em muitas coisas, pois tem textura diferenciada, sabor suave e gordura de sobra. Como algo assim não pode ser bom? Inclusive minha maior frustração é não ter foto desse lugar, nas duas vezes que fui, me esqueci da máquina (que é uma pereba, mas quebrou meu galho por 7 anos), deixa para a próxima!

Depois de tanta comida salgada, bora pra sobremesa?

Os cafés e delicatessens recifenses melhoram a cada dia! Para saborear o melhor café e cappuccino, temos o pequeno e charmoso Mercedes Café na Zona Norte, com macio brownie e um pastel de belém feito na hora, ao ladinho da Praça de Casa Forte, local que foi projetado por Burle Marx e é um convite para um passeio com a família ou amigos e o Castigliani Café, dentro da FUNDAJ (Fundação Joaquim Nabuco), anexo ao cinema, onde você pode comer e beber muito bem e aproveitar para ver um filme bacana.

Um lugar que sou frequentador assíduo é o Dalena. Uma tortaria que oferece dezenas de tortas (todas deliciosas), excelentes salgados (melhor que das padarias tradicionais) e claro, um café que não deixa a desejar. Inclusive tive a sorte de poder fotografar duas sobremesas e consegui uma foto borrada do local (Não disse que tenho que aposentar essa câmera?). Vale muito a pena, comida impecável, preços mais-que-justos e atendimento excelente.

 

Acho que essa “saga” chega ao fim… Gostaria muito, mas muito mesmo de ter tirado mais e melhores fotos, mas tive problemas com a máquina e com a minha memória (que sempre a esquecia em casa), além de não ter ido para todos os lugares que quis e nem fotografado lugares que fui, principalmente o Bar Central, Alto da Sé em Olinda e o Mercado de Boa Viagem (que não citei na postagem), sem falar que gostaria de abordar mais os bares, burguerias e principalmente os restaurantes regionais. Prometo (dessa vez de verdade) postar mais receitas, preparar alguns vídeos, melhorar as fotos e aviso, meus doces estão chegando! Olha minha cara de tarado maluco!

 

Aqui embaixo estão telefone e endereço de alguns lugares citados, boa parte tem site ou fotos na internet, confira:

Burgogui

Rua Venezuela, 153 Espinheiro

Telefone: 81-3423-0692

Horário: 12h/15h e 18h/23h (fecha seg.)

http://www.restaurantechinatown.com.br/

http://www.sushimi.com.br/

http://www.quinadofuturo.com.br/

http://www.restaurantebargaco.com.br/

Creperia MontMartre

Rua Alfredo Fernandes, 61

Recife – PE

(0xx)81 3268-7278

http://www.crepeslaplage.com.br/site/

http://www.anjosolto.com.br/

Trattoria Don Francesco

Rua Prudente Moraes, 358 – Carmo

Fone: (81) 3429.3852

Funcionamento: seg a sex, das 11h às 15h e das 18h30 às 23h / sáb, das 18h30 às 0h

e-mail: donfrancescotrattoria@uol.com.br

La Pasta Galleria

Av Herculano Bandeira, 513, Galeria Joana D’Arc, Pina, Recife/PE

Funcionamento: De domingo à quinta, das 18h até meia noite;

Sextas e sábados das 18h até 2h

Reservas: (81) 3328-3848.

http://www.ristorantemichelli.com.br/

http://www.domferreiraforneria.com.br/

http://www.ciponativo.com.br/home/index.php

Bar Central

Rua Mamede Simões, 144

Recife – PE

81 3222-7622

Casa da Moeda

Rua da Moeda, 150

Recife – PE

81 3224-6803

http://www.dalena.com.br/

Viagem Gastronômica a São Paulo.

Parafraseando nosso Presidente, “acho que nunca antes na história desse blog, fiquei tanto tempo sem postar”. Peço que entendam, andei com planos engatilhados que infelizmente não se concretizaram, além disso, surgiu uma viagem maravilhosa a São Paulo para visitar amigos, uma fazenda de café e uma feira para donos de bares e restaurantes. É exatamente sobre essa viagem e suas comidas que falarei. Não pude fotografar todos os pratos que comi, mas fotografei alguns cafés e lugares legais para se conhecer.

Essa primeira foto abaixo é de um café Sul de Minas, no Santo Grão da Oscar Freire, junto com ele foi servido esse biscoitinho de chocolate e limão (tentarei reproduzi-lo). Esse lugar é maravilhoso, os atendentes, os clientes e claro, a localização privilegiada. Dica: provem o brownie.

Aqui temos outro café, um Suplicy torra média coado, junto dele um marzipan de goiabada. O Suplicy é muito bom também, mas tem uma proposta diferente do Santo Grão, é de ambiente e atendimento mais simples, apesar do endereço chique e dos preços altos. Vale à pena conhecer, fica em frente ao Mercado Santa Luzia, onde se acha tudo de mais gostoso (e exclusivo) na cidade.

Esse lugar bonito e amadeirado logo abaixo é o Café Octávio, famoso por seu tamanho, arquitetura excêntrica e por abrigar uma “universidade do café”. Vale à pena visitar também, fiz até um vídeo no lugar, pois existe um corredor onde está escrito a história do café no chão e vai acendendo conforme andamos. Dica: O brulée de erva cidreira não vale a pena.


Esse lugar bacana onde está nossa amiga Helô é o bairro da Liberdade, fica no centro de São Paulo, abriga a maior comunidade asiática do Brasil, é fascinante ver as placas em letras japonesas e as dezenas de mercadinhos, onde encontramos coisas de todos os tipos, desde cogumelos frescos por R$ 2,00 a bandeja, até bugigangas chinesas.

Não fiquei apenas em Sampa, fui para Minas Gerais, mais especificamente em Poços de Caldas. Cheguei na cidade às 2 da manhã, a temperatura era de 3 °C. Estava com Jonathan e mortos de fome, vimos uma barraca metálica cheia de gente onde faziam sanduíches enormes, custavam de R$ 10,00 a R$ 16,00, davam para duas ou três pessoas. Dividimos um desses grandões, segue a foto de MEIO SANDUÍCHE, comparem com o tamanho da lata de coca-cola.

Na manhã seguinte rumamos para uma fazenda de café, no caminho tirei foto de diferentes grãos, como o Bourbon vermelho e Bourbon amarelo.


Aqui temos fotos do café secando, em diferentes fases.

A região era maravilhosa, cheia de plantações de café e infelizmente, dividindo espaço com plantações de eucalipto. Mas continuava linda, com um ar gostoso de respirar, cheiro de café tostado das inúmeras fabriquetas socialmente corretas na região.

No último dia de viagem fui até a Reserva Cultural, um espaço com café, cinema e bistrô, lá comi um ratatouille divino! Recomendo esse lugar, fica na avenida paulista, entre as estações do MASP-Trianon e Brigadeiro, logo abaixo da Gazeta.

Bom, foi isso, uma semana de correria, abraços, comidas, metrô, passeios, paisagens e amizade. Recomendo para todo brasileiro que mora longe de SP, visitar essa capital anualmente. Um lugar onde existem lugares de todos os tipos, para todos os bolsos e tribos, vale a pena ser visitado sempre que surge a oportunidade.

Ps. Fico devendo uma receita, mas ao menos coloquei minha cara pela primeira vez no Blog.

Yakisoba

Pessoas leitoras de meu blog… Estou radiante, em algumas horas estarei embarcando para Curitiba e só volto em 12 dias (06 de abril), não sei se atualizarei meu blog lá, mas com certeza aprenderei coisas novas e trarei para vocês.

Segue abaixo uma receita curiosa, por ser uma comida deliciosa, colorida, barata e que dificilmente fica ruim, o yakisoba com certeza é o prato oriental mais popular no Brasil e em todo o ocidente. Sua história é engraçada, porque tem duas origens: a primeira está no Japão, pois yakisoba é o nome japonês que se dá para macarrão frito, que é um prato bem diferente do nosso. Outra nomenclatura é “Macarrão Shop Suey”, que traduzindo do chinês é “macarrão tudo misturado”, acredita-se que surgiu de sobras em restaurantes chineses nos EUA. Mas independente de sua história, quem não gosta desse prato deve ser muito fresco ou ter uma língua de lixa… Vamos à receita!

Ingredientes: (para 6 pessoas)

– 500g de macarrão udon

– 200 ml de óleo.

– 01 peito de frango sem pele (500g aprox., cortado em cubos)

– 500g de carne bovina mole (picada em tiras)

– 4 cebolas. (cortadas em forma chinesa, use a faca mesmo)

– 03 cenouras (cortadas finas, use o fatiador)

– 3 pimentões pequeno-médios (dois verdes e um vermelho, cortados em cubos)

– 01 acelga (picadas grosseiramente)

– Pimenta do reino (a gosto)

– Colher (café) de curry

– Colher (café) Ajinomoto

– Maisena (o quanto precisar)

– 10 ml de óleo de gergelim

– 200 ml – 300 ml de água

– 200 ml de Shoyu

– Sal

Modo de Preparo:

Em uma wok ou tacho coloque o óleo, deixe esquentar bastante e adicione a carne bovina, quando ela mudar de cor, adicione o frango, quando estiverem relativamente cozidos, adicione as cebolas e pimenta, deixe fritar. Assim que as cebolas ficarem translúcidas, adicione a cenoura, pimentão, curry, Ajinomoto e nesse momento coloque o macarrão para cozinhar em uma panela com água salgada fervendo (é quase tão rápido quanto miojo). Assim que as cores dos legumes ficarem mais intensas, adicione a acelga, o óleo de gergelim e 200 ml de água fervente, mexa e tampe por uns 2 minutos (até a acelga murchar). Quando tirar o macarrão do fogo, escorra e se necessário (achar que vai demorar mais de 2 minutos para colocá-lo no restante da receita), dê um banho de água fria da torneira para travar o cozimento. Adicione o macarrão, o shoyu e duas colheres de maisena (diluídas) assim que a acelga murchar, misture tudo, corrija o sal ou outro tempero que achar necessário e deixe até o caldo engrossar. Sirva quente, só presta para comer na hora.

Dicas:

– Macarrão Udon é barato, custa entre 3 e 6 reais 500g, dependendo sai até mais barato que lamen. Não é difícil de achar, qualquer mercadinho japonês ou em grandes redes têm.

– Evite usar lamen, miojo ou semelhantes, mas se não tiver outra maneira, faça a receita exatamente como descrevi, porém, todos os ingredientes devem ser despejados SOBRE o macarrão, porque o lamen se despedaçaria ao ser misturado.

– Não se assuste com a quantidade de óleo, comida chinesa é assim mesmo, o yakisoba não brilha a toa.

– Use o fogo mais alto de sua casa, panela bem quente é essencial para a receita.

– Pode substituir muitos ingredientes, vai do gosto do freguês, por exemplo: Acelga pode ser substituída por repolho, algumas pessoas gostam de vagem e outras de champignon (eu gosto, mas não tinha em casa).

– Na verdade nenhuma medida precisa ou deve ser seguida, a receita é longa e talvez trabalhosa, mas não tem mistério. Use os ingredientes na ordem certa: óleo-boi-frango-cebola-legumes-macarrão-caldo.

– Óleo de gergelim é essencial, muito aromático! Pode usar até mais se quiser, uns 20 ml. Economizei porque foi a primeira vez que trabalhei com ele.

– Yakisoba é muito pessoal, cada um faz da sua forma.