Boeuf Bourguignon

Hoje pela manhã meu pai acordou falando em comer carne cozida, mas ele queria a receita sem batatas e cozida no vinho… pensei um pouco e concluí é aquela carne de panela com nome francês “BOEUF BOUGUIGNON”!!!

Ok, não é a receita original, alias, nem sei como ela é mesmo, mas fiz à minha maneira.
Fui ao açougue e comprei 2 peças de acém, cerca de 1kg cada, estava muito fresca e com pouca gordura, um ossinho no meio, maravilhosona!
Os legumes, eu já tinha em casa e o um vinho tinto chileno também.
O resultado ficou excelente, sabor intenso, carne molinha e suculenta, caldo encorpado e legumes no ponto! O aroma ocupou toda a casa, perfeito!

Carne de panela Boeuf Bourguignon


Ingredientes:

02kg de acém
03 cebolas médias.
05 dentes de alho.
Óleo.
250ml de vinho tinto seco.
4 tomates maduros.
2 pimentões (um de cada cor)
2 cenouras grandes.
Um maço de cebolinha.
Sal, pimenta e cominho.

Modo de Preparo:
Corte o acém em 8 partes cada peça de 1kg (cubos grandes) frite em um pouco de óleo para selar, pouco a pouco, para não juntar água. Reserve.
Na mesma panela, frite o alho, depois a cebola, adicione a carne (já selada) e a pimenta-cominho. Deixe refogar um pouco, adicione os tomates e o sal, refogue novamente até os tomates “derreterem” um pouco. Deve ter juntado alguma água, no mínimo encobriu 50% ou 70% dos pedaços de carne, complete com vinho e água, se necessário. Tampe e deixe cozinhar na pressão (40min-1h depois que começar a chiar), adicione as cenouras e o pimentão, corrija o sal se precisar. Deixe borbulhando de boa até a cenoura chegar no ponto desejado, desligue, coloque a cebolinha e é só alegria!

Dicas:
– Cebola, alho e tomates, corte como quiser. A carne recomendo em grandes cubos e a cenoura-pimentão da forma que preferir, desde que fique “bonito” para você.
– Pode tirar o excesso de gordura ou nervo da carne, caso tenha. Mas mantenha o osso.
– Não se esqueça de tirar a pressão da panela antes de tentar abri-la! Pode parecer besteira, mas ta cheio de gente que faz isso. (acredito que a panela nem abra quando ainda tem pressão, mas não custa avisar).
– Pode adicionar batatas, mandioca ou ervas de sua preferência, só lembre-se do ponto de cozimento de cada ingrediente.

Lasagna

Usei o nome genérico “lasagna” para designar a versão feita por minha irmã Cláudia, mas sabemos que existem infinitas variedades desse prato: temos com legumes, apenas com molho branco, bolognesa, com massa verde, frango, entre outras… Assim como suas versões, também é notável suas histórias, tendo basicamente duas origens, uma grega da palavra Laganon que batizava um prato feito de tiras de massa intercaladas (tipo um pão) e também do grego Lasana, depois emprestado pelos romanos como Lasanum, significava pote de cozinhar, equivalente a caçarola em nossa língua. Existe ainda uma terceira teoria, que deriva de uma receita inglesa do século XIV, mas não me pareceu razoável e prefiro nem levar em conta, pois deve ser derivada da greco-italiana.
Voltando à receita original da minha irmã, ela leva molho branco e bolognesa, queijo muçarela e parmesão, massa e presunto (este último, inovação minha). É uma receita de muitas etapas e dicas, trabalhosa, mas simples depois que se pega o jeitinho. MUITO IMPORTANTE LER E RELER AS DICAS.
Desculpem a foto, todas ficaram meio feinhas, mas é que lasagna é um prato pouco fotogênico mesmo. (CLIQUE NA IMAGEM PARA ABRIR TODA)Imagem

 

Ingredientes:
Pacote 400g massa di grano duro para lasagna.
300G presunto.
400G muçarela.
50G parmesão ralado.
200Ml leite

Molho Bolognesa

01 cebola grande picadina.
05 tomates maduros picados.
250G de carne moída.
4 latas de tomates pelados italianos.
Sal, pimenta e salsinha a gosto.

Molho branco.
02-03 colheres de farinha de trigo.
40G de manteiga.
500Ml leite integral
Sal e noz moscada.

Modo de preparo:
Bolognesa: Refogue bem a cebola, em seguida a carne (com pimenta apenas), depois adicione os tomates em cubos, salsa e sal. Refogue tudo até os cubos “derreterem”, adicione os tomates em lata e vá esmagando-os, um a um. Deixe em fogo baixo por no mínimo duas horas, tampado.
Branco: Derreta a manteiga, adicione a farinha e deixe-a “tostar” um pouco (não precisa escurecer!), baixe o fogo, adicione a nós moscada e vá adicionando o leite pouco a pouco, repito, POUCO A POUCO, se colocar um pouco a mais, vai empelotar tudo. Se tudo der certo, além de não empelotar, o molho ficará mais “ralo” que o habitual (já que é para lasagna)
Na hora de montar faça a ordem: Fundo, bolognesa, massa, branco, presunto, muçarela, bolognesa, massa, branco, presunto, muçarela, bolognesa, massa, branco, presunto, muçarela bolognesa, massa, branco e muçarela.
Feche a fôrma com papel alumínio, leve ao forno médio-baixo pré aquecido por 45 minutos, depois retire o papel, adicione o parmesão e deixe aberta até gratinar.

Dicas:
-Compre uma massa boa para fazer a lasagna e seja generoso ao fazer os molhos, pois ela deve ser bem molhada, se sobrar (que é raro), pode comer com macarrão depois.
– Deixe as folhas da massa embebidas em leite por uns 2 a 5 minutos antes de montar a lasagna, isso “amolece” e garante que elas não fiquem cruas caso tire antes da hora ou alguma parte fique seca, esse leite é usado, pois derrama-se um pouco na própria lasagna, de preferência nas partes que parecem mais secas.
– Use uma fôrma profunda e grande, essa receita é para umas 8 pessoas, pode obviamente adapta-la e fazer para 16, 4 ou 2. Use apenas fôrmas de louça ou vidro, metal e lasagna não combinam.
– Alecrim, orégano, tomilho ou outras ervas, ficam a seu critério, pessoalmente acho que alecrim é a que mais combina, mas cuidado com exageros!
– NUNCA deixe a massa tocar no presunto ou queijo, devem estar sempre em contato com molhos.

Published in: Sem categoria on 02/10/2012 at 12:59  Deixe um comentário  
Tags: , , , , , , , , , , ,

Costelinha de Porco

Quem não curte uma costela suína assadinha?
É um prato muito fácil de fazer, é relativamente rápido e “limpo” também. Não tenho muito o que falar sobre isso, só sei que cada pessoa faz seu próprio tempero e deixo aqui embaixo o registro do meu.

Imagem

Ingredientes:
600g-01kg de costelinha
01 Limão
03 colheres Shoyu
Sal e Pimenta do Reino (QB)
01 colher Açúcar
15-25 Mini Cebolas.
Cebolinha.
01 colher Azeite.

Modo de preparo.
Ferva meio litro d’água, desligue e deixe as cebolas (descascadas) “boiando” na água quente por 5 minutos, escorra a água, corte-as no meio “de comprido” e deixe de molho em uma mistura de shoyu (metade), azeite e açúcar. Reserve.
Tempere a carne com sal, pimenta do reino, limão e o restante do shoyu, coloque em uma fôrma pequena, cubra com papel alumínio e leve ao forno médio pré aquecido por cerca de 30min. Depois descubra o papel, coloque as cebolas, regue a carne com o molho destas e deixe “dourar” por cerca de 10 a 20 minutos, a depender do forno e do ponto desejado.
Quando estiver sequinho e mais escuro por cima, com as cebolas secando, regue com o próprio molho que se acumula no fundo (agora engrossado) e finalize com a cebolinha.

Dicas:
– Quando colocar no forno, já deixe a costela fatiada em 1 ou 2 ossos, ela inteira é meio tenso de cortar dentro da fôrma quente.
– Pode variar essa receita, colocando gengibre, alho e outras delícias, o sal e a pimenta do reino é por seu gosto, padrão, medida e responsabilidade.

Published in: Sem categoria on 01/10/2012 at 14:23  Deixe um comentário  
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Shimeji Bata Yaki

Um dos petiscos mais comuns no Japão e um dos primeiros a se popularizarem aqui no Brasil, uma excelente opção para impressionar a namorada ou o namorado nesse dia comercial especial, pois é simples e rápido de se fazer. Segundo nosso amigo Google, Bata Yaki significa “cozido na manteiga”, normalmente é servido apenas ele como acompanhamento, mas eu fiz a cafuçagem breguice invenção de misturar ao macarrão de yakisoba, ficou muito bom em termos de sabor, mas os tradicionalistas ficarão irritados ao ver essa foto!
O modo mais legal de se fazer, é embrulhar todos os ingredientes abaixo (menos o macarrão, obviamente!) em uma trouxinha de papel metálico, deixar alguns minutinhos no forno e servir junto a outros acompanhamentos, como: macarrão, arroz, sushi, carnes, etc.

Imagem

Ingredientes:
01 bandeja de shimeji.
50G de manteiga sem sal.
½ maço pequeno de cebolinha.
01 limão.
Shoyu a gosto.
250G de macarrão para Yakisoba (opcional).

Modo de preparo:
Corte a parte grossa do caule dos shimejis, pois são fibrosos, mas pode deixar o caule mais fino, não precisa lavar, apenas tirar terra com cuidado (usando um papel) caso esteja sujo.
Derreta a manteiga, adicione os shimejis até soltarem água, adicione o shoyu, sumo do limão e cebolinha, refogue um pouco mais. (É rápido, dura nem 3 minutos tudo isso)
Se for servir acompanhando alguma coisa, nesse caso macarrão, adicione-o por último.

Dicas:
– O Shimeji é facilmente encontrado nos mercados, uma bandeja custa entre R$ 5,00 e R$ 10,00, pessoalmente acho caro, mas tende a ficar mais barato.
– Os cogumelos não precisam ser lavados, pois isso tira o seu sabor. Eles são plantados em uma terra desinfetada e o máximo de sujeira que podem ter (além da terra), é da mão suja de quem colheu. Mas como estamos falando de cogumelos cozidos e não crus, just don’t worry, be happy!
– Use shoyu de fermentação natural, eles são um pouquinho mais caros, mas menos salgados e muito mais aromáticos-saborosos. O mesmo vale para manteiga, use uma marca boa, nesse caso usei a SanCor, argentina que custa R$ 1,50 o pacotinho de 100g, ela é muito leve e excelente. (Se usar margarina nessa receita, me esqueça como amigo!)

Published in: Sem categoria on 12/06/2012 at 16:44  Comments (3)  
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Pãezinhos da Roça

Há tempos que não fazia um pão em casa e há tempos mais remotos ainda, não produzia para colocar no blog!
Enquanto trabalhei no restaurante, aprendi a fazer uns pãezinhos de calabresa com tomilho e esses dias, futucando em papéis de minha antiga chefe, achei a mesma receita, só uns detalhes diferentes.
Decidi fazê-la, mas claro, adaptando ao que tinha em casa que achei mais saboroso.
O pão é uma coisa tão curiosa! Gostaria de estudá-lo mais para poder postar toda a parte científica e histórica aqui, fermentação me intriga!
O importante é seguir a parte da massa, quanto ao recheio, escolha o que gostar mais ou então não escolha nada, porque vai ficar gostoso também!
Esse nome bobo com adjetivo “da roça” foi escolhido por mim mesmo, devido aos ingredientes tradicionais da culinária interiorana do Brasil, cansei de fazer coisas “caipiras”.
Imagem

Imagem
Ingredientes:
02 colheres de fermento biológico seco (ou dois envelopinhos)
02 xícaras de leite morno.
06 xícaras de farinha de trigo.
02 ovos.
07 colheres (sopa) de sopa de azeite.
400G de paio picado em cubinhos (usei pacote Sadia de 370g)
01 cebola pequena picada.
01 colher (sopa) de erva doce.
Sal.

Modo de Preparo:
Misture o fermento ao leite, depois acrescente na farinha: os ovos, leite-com-fermento e 03 colheres de azeite (use aquele método do vulcão, fazendo um “buraco” na montanha ou então dentro de uma bacia grande), adicione o sal (cerca de uma pitada generosa) e sove por 10 minutos em uma superfície enfarinhada.
Deixe descansar em uma bacia untada por 1 colher de azeite e coberto por um pano por meia hora no mínimo. Enquanto isso, refogue o paio, cebola e o restante do azeite, até dourar e deixe esfriar.
Misture o refogado e a erva doce na massa, sove novamente até misturar, faça bolinhas ou o formato desejado e deixe por 1 hora na estufa (vide dicas!) coberto por um pano.
Os pães estarão bemmm maiores, asse em forno médio (225°C) pré aquecido por cerca de meia hora, até ficarem marrom clarinho (cor de pão mesmo)

Dicas:
– É importante sovar bastante a massa até ficar elástica, ela pode (deve) estar grudando na mão, desde que seja possível trabalhar com ela.
– A tal da “estufa” é fácil de fazer e ajuda muito, pois o fermento age de forma mais eficaz. Basta ligar o forno vazio por 5 minutos, desligar e depois deixar os pãezinhos cobertos ali dentro. Em um dia quente não é necessário, mas em Curitiba está 10°C e é bom saber dessas coisas. Antes de assar, não se esqueça de tirar os pães, pré aquecer e devolve-los lá pra dentro sem os panos! Parece óbvio, mas tem gente tonga distraída que é capaz de aproveitar que estão lá e ligar o forno.
– Se for usar alguma erva como fiz, procure coloca-la no final e “aperta-la” com os dedos antes de por. O primeiro passo é importante para não impregnar muito o sabor dela em tudo e o segundo, para despertar o sabor que existe nessas sementes-folhas secas e guardadas.
– Essa farinha branca por cima serve para não grudar os panos de prato que coloquei enquanto crescia, mas acho que não seja tão necessário.
– Cada xícara de farinha tem aproximadamente 120g, então somando à farinha para sovar e enfarinhar, vai um pouco menos de 1kg de trigo.
– São pães caseiros sem conservantes, tendem a ficar duros-secos e embolorar bem precocemente, uma ótima solução é guarda-los em geladeira e quando for consumir, deixar alguns segundos no micro-ondas. Parece que acabaram de sair do forno!

Patê de Truta Defumada

Há alguns dias fui na casa de minha antiga chefe, depois de boas conversas, cafés e bolos, começamos a revirar arrumar sua cozinha, mui cheia de tudo e um pouco desorganizada devido ao corre-corre e a quantidade-variedade de insumos ali presentes. Me deparei com uma coisa feia estranha assustadora exótica, um peixe marrom fechado a vácuo, se tratava de uma truta defumada e com validade na iminência de vencer. Minha chefe iria viajar e passar alguns dias foras, por isso a truta venceria antes que ela voltasse… resultado: Ganhei uma truta defumada!!!
E agora, o que fazer? Seguindo sugestão da presenteadora, bastava limpa-la (tirar peles e espinhas) e fazer um patê simples, como se faz com atum ou sardinha enlatados.
Foi preciso coragem para abrir o pacote, o bicho é feio e oleoso mesmo, nunca tinha manipulado algo desse tipo, mas depois fui tirando a pele (fininha), as espinhas mais grossas e depois tirando as mais finas e cartilaginosas (que podem ser comidas sem preocupação e até sem percepção).

A receita segue abaixo e na hora de comer, decidi liberar o lado saudável da força e acompanhar a iguaria com pão ciabatta e uma saladinha de tomate-alface. O foco dessa postagem é o ingrediente e como é possível surpreender usando de uma receita absurdamente simples. (CLIQUE NA IMAGEM, esse atual editor tem postado a foto como entende, elas estão saindo em HD, mas cortadas pela metade)

Imagem

Imagem

Ingredientes:
01 truta defumada.
01-02 colheres de cream cheese.
02-03 colheres de azeite.
½ cebola pequena bem picadinha.
01 limão.
Pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Limpe a truta, tirando a pele e as espinhas, esmigalhe em um prato (retirando mais espinhas), adicione os outros ingredientes de acordo com seu gosto, para umedecer e suavizar o sal-sabor forte do peixe (mas sem apaga-lo, claro!). Depois de bem misturado, coma com pão, torradas, bolacha, salada ou o que bem entender.

Dicas:
– Essa truta foi um presente, não sei exatamente o quanto custa, mas acredito que seja algo entre 8 e 15 reais.
– Existe também o filé defumado, deve ser mais caro, mas talvez compense pela facilidade de manipulação.
– Os ingredientes podem ser substituídos por aqueles que você costuma usar em patês, em vez do limão e cream cheese, poderia usar coalhada seca ou iogurte. Só não recomendo maionese, pois ao contrário do atum em água, esse insumo é muito salgado-forte, a maionese só acentuaria isso, pois também é salgada.

Torta Gaúcha

Também conhecida como Torta de Liquidifiador, Torta de Padaria, Torta Paulista e a famosa Torta Japonesa de “Sorobô”, é uma iguaria fácil, prática, econômica e claro, deliciosa!
As variações são imensas, se digitar na ferramenta de busca online gogglear, aparecerão milhares de receitas, que não apenas se diferenciam entre si, como apresentam métodos e proporções esdrúxulas! Muito cuidado com pesquisas gastronômicas de internet, procurem sempre blogs onde os pratos são testados e garantidos, pois esses grandes portais culinários não filtram nada e pessoas postam qualquer coisa sem sentido.
Entre tantos títulos, elegi esse por lembranças de um curso que fiz há quase 3 anos atrás, onde , no último dia de aula, uma senhora gaúcha levou uma simples torta de liquidificador e fez um sucesso absurdo. Outra curiosidade pessoal sobre essa maravilha, é que fiz duas vezes, na primeira (uma semana atrás) comemos tudo e esqueci de fotografar! Pensei em desistir, mas na CartaCapital dessa semana, o Márcio Alemão (Dono da coluna Refogado) também falou sobre essa torta (receita diferente da minha) e as lembranças da infância que ela trazia.
Optei fazer no sabor que remete a uma pizza, mas é possível usar de um tudo nessa receita, como: carne moída, charque, frango, sardinha, camarões, ervilha, leguminosas, conservas, etc… desde que se respeite as proporções e o bom senso.

Imagem

Ingredientes:
1 ½ xícara de leite integral.
½ xícara de óleo.
03 ovos.
02 xícaras de farinha de trigo.
½ xícara de amido de milho (maisena).
50G de queijo ralado em pó. (um saquinho)
01 colher de fermento químico.
200g de presunto (fatiado-picado)
300g de queijo muçarela (fatiado-picado)
01 tomate médio picado (sem semente).
1/3 pimentão verde picado.
½ cebola picada.
Cebolinha a gosto. (usei ¼ de maço)
01 lata de milho (bem drenada)
Orégano, sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador o leite, óleo e ovos, adicionar o queijo ralado, trigo, amido e sal, quando virar uma massa homogênea(é rápido), misture com o fermento e os outros ingredientes picados, verifique o sal e temperos, coloque em uma fôrma média (20X30cm) untada e enfarinhada. Deixe em forno baixo (200°C) pré-aquecido por cerca de 01 hora, até ficar castanho escuro por cima.

Dicas:
– Ingredientes podem ser substituídos, como já falei acima, o recheio vai do gosto, o importante é respeitar as medidas da massa.
– Atenção com o forno, alto demais pode deixar encruado por dentro, principalmente porque esses ingredientes que usei (presunto, tomate, cebola, milho) soltam muita água e se tratando de uma massa quase líquida, todo cuidado é pouco.
– Eu sei que sempre fui um militante anti-queijo ralado em pó, continuo sendo, pois aquilo não é queijo! Porém é um ingrediente como qualquer outro, agrega sabor na massa, pois é rico em gordura e sódio, mas pode ser trocado por algo melhor, como parmesão de verdade.
– Recomendo fazer isso em um café da tarde, levei 30 minutos preparando tudo do zero e 01 hora com cara de tédio até ficar pronta, tempo para lavar a louça acumulada da cozinha e arrumar a casa toda.

Torta de Limão-Cravo

Segundo um livro de química, biologia, geografia, história e botânica ciências aplicada à gastronomia e a boa e velha pesquisa do google, no mundo existe apenas um tipo de limão, que é aquele amarelinho e pontudo que chamamos de “Siciliano”, uma mistura (cidra x lima) e posteriormente ([cidra x lima] x pomelo), chegando no Mediterrâneo em aproximadamente 100d.C.
O restante dos chamados “limões” são espécies de limas ácidas, sendo o mais comum-comercial, que chamamos de Taiti, a lima verde sem sementes.  Também há outras espécies menos comerciais, a mais popular chamamos de cravo, rosa ou caipira (a mesma da receita). Esta é muito comum em determinadas épocas do ano, principalmente pouco antes do inverno em quase todo o Brasil e por ser aparentemente “feio” (com casca fina, sensível e manchada), perecível (dura poucos dias fora do pé) e apresentar muitas sementes, torna-se menos viável para as prateleiras do supermercado. Porém isso não impede de termos à mesa algumas dessas durante os meses de Março a Junho, pois sempre existirá um vizinho, tio, amigo ou feirante para oferecer uma sacola cheia!
E agora, o que fazer com esses gostosos limões amarelos-alaranjados que lembram tangerina azeda?
Eu fiz uma torta e recomendo que façam o mesmo, pois é um item sazonal (e por isso mais nobre) e confesso, um tanto mais gostoso e interessante que a comum!
Já postei anteriormente a receita da torta de limão, não mudei quase nada desde então, apenas aprendi umas dicas e vou repassá-las na íntegra.
(Na foto uns limões-cravo, rosa ou caipira bem maduros e o detalhe para o creme do recheio super delicioso)


Ingredientes:
Base:
02 xícaras de farinha
01 xícara de açúcar refinado.
100G de margarina.
4 gemas.
1 pitada de sal.

Recheio:
05 limões-cravo maduros. (Apenas o sumo)
02 latas de leite condensado.

Cobertura:
Raspa dos 05 limões-cravo.
4 claras de ovo batidas em neve.
01 xícara de açúcar refinado.

Modo de Preparo:
Base: Esmigalhe/misture com a ponta dos dedos a farinha, açúcar e margarina, após feita “farofa”adicione o sal e as gemas, misture até ficar homogêneo, forre uma fôrma de fundo removível, faça furinhos com um garfo e leve ao forno médio até dourar nas pontas. (reserve)
Recheio: Apenas misture os ingredientes e espalhe sobre a base já pré assada.
Cobertura: Bata as claras até ficar em neve, vá adicionando o açúcar e as raspas, espalhando sobre o recheio.
Torta: Leve ao forno baixo pré aquecido até o cobertura ficar castanha como na foto.

Dicas:
– Não sove muito a massa para evitar que crie glúten (sinônimo de elasticidade), fazendo nas pontas dos dedos, mantém aquela textura “clássica” de Pâte Sucrée (massa podre doce)
– Se achar muito difícil trabalhar com a massa, deixe meia hora na geladeira antes de abrir.
– Os furos na base antes de assar são importantes para ela não “subir”, mas mesmo com eles é normal ela crescer um pouco. Outra técnica é colocar alguns grãos de feijão cru por cima (ou umas bolinhas tipo de gude, feitas para isso mesmo e vendidas em lojas de importados).
– Pode fazer a cobertura usando uma manga de confeiteiro. Eu não tenho paciência, por isso espalho de maneira rústica mesmo, fazendo “estalactites” com as costas da colher, que formam gotículas de caramelo depois de fria (curioso, isso só acontece comigo!).

Curiosidade:
-Sabem por quê o recheio fica durinho? Porquê os meios ácidos talham o leite, fazendo com que a caseína (proteína mais comum do leite) se aglomere e consequentemente se separe do soro. Porém o leite condensado é leite já desidratado e cozido (obviamente sem soro), adicionado de açúcar em uma proporção maior que 50% do seu peso. Assim, ao colocar sumo de limão, a caseína se une e enrijecendo a textura do leite condensado.
– Nos EUA o limão siciliano é chamado de “lemon”, e o limão taiti de “lime”. Por isso a Sprite é supostamente de “sabor lima-limão”.

Jadró

Sim, você nunca ouviu falar.
Sim, isso não existe!
Sim, é apenas arroz-feijão.
Minha família materna é de origem árabe, principalmente minha avó, neta de sírio-libaneses e todos seus parentes mais velhos casaram-se entre primos, sendo ela da primeira geração a quebrar esse ciclo.
Nosso almoço preparado pela vó sempre foi Charuto ou Jadró. O Charuto muitos conhecem, é aquele enroladinho de repolho (ou folhas de uva), recheado com arroz, carne, tomate, salsa e outros temperos. Mas e o jadró?!
Assim como nosso charuto sofreu adaptações na família, o jadró é originário de um prato chamado “Jadra” ou “Mjadra”, nada mais nada menos que o famoso arroz-com-lentilhas… porém, adaptado ao Brasil, é arroz e feijão cozidos JUNTOS!

É difícil falar com o que combina, porque cada um sabe o que fazer com seu arroz-feijão de cada dia. Pessoalmente, gosto com carne bovina, cebolas, banana, couve ou quiabo refogados, alho crocante, saladinha (alface americana, tomate, rabanete) e limão. Claro, não tudo junto, mas são todos bons acompanhamentos, uns dois ou três desses já estão de ótimo tamanho!
Colocarei essas medidas no chutômetro, porque é receita de vó e ela nunca usa nada exato.

Imagem

Ingredientes:
01 copo Arroz
01 copo Feijão
01 Cebola bem picada.

Modo de Preparo:
Cozinhe o feijão na pressão com água o quanto baste, mas não deixe ele ficar mole, deve ser cozido e firme. Refogue a cebola em um fio generoso de óleo, quando ficar com cor de pastel, adicione o arroz e 1/3 dos grãos do feijão. Refogue um pouco, coloque sal e adicione a água do feijão (até cobrir o arroz + 2 dedos), se não tiver água o bastante, coloque mais água nos grãos e faça render.
Tampe e quando começar a secar, baixe o fogo, vá provando até ficar cozido. Pode-se (DEVE-SE), deixar uma raspinha tostada ao fundo, que é uma delícia!

Dicas:
– Percebe-se que não foi usado todo o feijão. Como ele está firme, pode ser usado em saladas ou então recozido com uma nova água e usado em sopas ou caldinho. Não se perde nada!
– Usei o feijão roxo, mas o ideal é usar aquele feijão carioca, mais clarinho. ACHO que com feijão preto talvez não fique legal, por causa da sua consistência e caldos diferentes.
– Acho que essa postagem ficou confusa, o prato tem muitos segredinhos e pouca coisa exata. Qualquer dúvida, deixe perguntas aqui e eu responderei.
– Só um adendo. O feijão dessa receita passou um pouquinho do ponto, por isso está meio “esbagaçado” na foto, mas o ideal é que eles fiquem inteiros. 

Published in: Sem categoria on 23/03/2012 at 13:23  Comments (2)  
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Spaghetti al Pesto

O molho pesto, em minha opinião, é uma das coisas mais simples do mundo para se fazer na cozinha. Quase um alho e óleo de tão singelo, mas traz um efeito maravilhoso à mesa, pela cor, cheiro e em alguns casos, pela novidade.
Pode-se comer só com macarrão, com uma saladinha de tomates, com tomates refogados ou com alguma carne. Fica difícil saber com o que não combina.
Existem muitas receitas com história na internet, uns falam em macerar (por isso o nome “pesto”) com pilão de pedra, recomendam tipos X ou Y de manjericão, falam em usar pinoles e queijo pecorino misturado ao parmesão, etc. Eu concordo que esses detalhes devem melhorar a receita, geralmente o original é melhor! Mas nem sempre podemos nos dar ao luxo de conseguir (não é nem querer, é poder mesmo!) escolher entre tipos de manjericão, achar queijo pecorino no supermercado, ter um pilão de pedra em casa e outras coisas do tipo.
A receita aqui apresentada é simples demais, dá até vergonha!

Pesto

Ingredientes:
01 Maço Generoso de Manjericão.
01 Dente de Alho.
100g de Parmesão.
01 castanha do pará. (sim, apenas umazinha)
100ml de azeite (quanto necessário para bater)

500g de Spaghettini n3. (ou outro macarrão que preferir).

Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes em um processador ou liquidificador, geralmente deixando o azeite por último, pois ele vai dar o ponto certo. Cuidado para não bater muito e virar uma papa.
Cozinhe o macarrão de acordo com as normas da embalagem, escorra, e coloque em uma panela com um pouco de azeite, basta misturar o quanto baste desse molho e servir. Geralmente essa receita rende para umas 800g de macarrão, se sobrar, guarde para comer com pão ou fazer uma salada caprese no dia seguinte. Essa receita rende comida para umas 5 pessoas normais.

Dicas:
– Algumas pessoas usam menos queijo ou nem usam, também substituem ou complementam com manteiga. Vai do gosto e das necessidades de cada um.
– Usei Castanha do Pará por ser a mais neutra das amêndoas, as nozes e amendoim são fortes e podem dominar o prato.
– O Filé da foto fiz da maneira mais simples: passei óleo, pimenta do reino e sal, coloquei sobre uma frigideira grossa e bem quente, quase fumaçando, deixei tostar de um lado e depois do outro.
– Pode-se fazer pesto com rúcula, agrião ou meio manjericão e meio de alguma dessas folhas.
– Outra coisa deliciosa com o pesto, é fazer um sanduíche quente com muçarela (de vaca ou búfala) e tomate.