Bobó de Camarão

Aquele prato que você come agradecendo aos Deuses africanos e só para de comer quando acaba (ou quando está saindo pelo nariz/ouvidos). Originalmente feito com purê de inhame e camarões secos, sofreu adaptações no Brasil e aqui dentro existem muitas versões. Inclusive pesquise cuidadosamente, pois há receitas esdruxulas pela rede, algumas mandam usar dois maços de coentro e outras 3 litros de leite de coco. Nessas horas é bom ter bom senso, principalmente se tratando de temperos ou ingredientes polêmicos. Outro fato que me surpreendeu foi a simplicidade desse prato, muito rápido e simples, menos de 1hora entre abrir a geladeira, picar tudo e cozinhar para 4 pessoas. Se estiver em 4 mãos, desenrola em meia hora!

A receita que segue é pequena, alimenta 2 pessoas insanamente esfomeadas, 03-04 se tiver uma entrada (e sobremesa) ou até 6 se tiver outros acompanhamentos, como um peixinho frito.

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Ingredientes:
01 cebola grande picadinha.
03 tomates picados. (com casca, pele e tudo, sem frescura)
½ pimentão.
01 naco de mandioca (aprox 300-400g)
500g de camarão limpo.
2 colheres de azeite de dendê.
¼ maço de coentro (só folhas)
sal, pimenta do reino, limão e óleo comum.

Modo de Preparo:
Bote a mandioca descascada para cozinhar (leva aprox 01 hora, precisa apenas ficar mole), após cozida, bata no liquidificador ou processador e reserve (se necessário, coloque a própria água onde ela cozinhou).
Frite a cebola em um fio de óleo, depois que ficarem translúcidas, adicione o coentro, o tomate e o pimentão, cozinhe até ficarem macios, adicione os camarões (temperados com limão, pimenta do reino e sal), salteie por 1 minutinho e adicione o purê de mandioca. Misture, quando começar a borbulhar, adicione o azeite de dendê, mexa mais uma vez e tá lindo!

Dicas:
– Usei apenas cebola porque o melhor acompanhamento para tal prato seria um arroz bem caprichado no alho.
– O leite de coco é opcional e não usei, mas caso use, recomendo diminuir a quantidade de mandioca porque ambos são espessantes, quer dizer, se colocar muito dos dois, vai virar um mousse! (no mau sentido)
– O camarão pode ser pequeno, recomendo o uso daqueles já limpos. Tempere-o 5 minutos antes de usar, porque se salga-lo muito tempo antes, ele fica desidratado e borrachudo. Também não precisa ser cozido exaustivamente, como percebe-se na receita acima, basta sair do estado de cru.
– Pimenta vermelha ou semelhantes coloque em seu próprio prato, caso goste.

Published in: Sem categoria on 02/12/2012 at 18:25  Deixe um comentário  
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Parmigiana di Filletto

Também conhecido como Bife ou Filé à Parmigiana, todo brasileiro já comeu e acredito que a maioria aprecie essa delícia engordativa.  iguaria. Os italianos conseguem misturar tudo que não presta elaborar um prato com sustança e os gordos amam loucamente Hahahahaha apreciadores da boa mesa são conquistados. O milagre obeso A dádiva de ter em um único prato: fritura empanada, carne, molho, queijo e macarrão!

 

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Ingredientes 3-4 pessoas.

600G de Filé Mignon.
2-3 colheres de farinha de trigo.
01 ovo batido.
4-5 colheres de farinha de rosca.
Óleo.
Sal e pimenta.
Azeite
01 cebola bem picada.
02-04 latas de tomates italianos pelados.
Salsinha (opcional).
Sal e pimenta.
100G de muçarela.
100G de parmesão
Macarrão de sua preferência.

 
Modo de Preparo:
Frite a cebola no azeite, adicione as latas de tomate e após levantar fervura, deixe trabalhar em fogo baixo e tampado até ir “curando” por cerca de 2h, sal e pimenta a gosto, reserve.
Sele o bife já temperado (grosso ou uma peça aberta) rapidamente em uma frigideira, passe na farinha branca, ovo e na farinha de rosca, frite por imersão.
Monte no refratário: o molho, bife, molho e queijo. Coloque em forno bem quente com o gratinador ligado, deixe até o queijo gratinar.
Enquanto está no forno gratinando, faça o macarrão.

Dicas:
– Na receita da foto usei coxão mole, infelizmente quis economizar e ficou coxão duro, recomendo filé-mignon.
– O ponto da carne deve ser mal passado, a “selada” é realmente rápida, porque ficará bem cozido ao ser frito na imersão. Esse passo é importante, caso seja frita sem selar, a carne soltará o suco e virará uma lambança triste.
– Usa-se 2 a 4 latas de tomates de acordo com o quão “molhado” você preferir, lembre-se que terá um macarrão de acompanhamento.
– O macarrão deve ser o último a ser feito, sempre massa di grano duro, água abundante, com sal e fervente, não se coloca óleo na água! Caso o macarrão fique pronto muito antes do queijo gratinar, coloque um fio de azeite nele (já cozido e escorrido).
– Temperos como orégano, tomilho, alecrim ou manjericão ficam a seu critério.

Torta Gaúcha

Também conhecida como Torta de Liquidifiador, Torta de Padaria, Torta Paulista e a famosa Torta Japonesa de “Sorobô”, é uma iguaria fácil, prática, econômica e claro, deliciosa!
As variações são imensas, se digitar na ferramenta de busca online gogglear, aparecerão milhares de receitas, que não apenas se diferenciam entre si, como apresentam métodos e proporções esdrúxulas! Muito cuidado com pesquisas gastronômicas de internet, procurem sempre blogs onde os pratos são testados e garantidos, pois esses grandes portais culinários não filtram nada e pessoas postam qualquer coisa sem sentido.
Entre tantos títulos, elegi esse por lembranças de um curso que fiz há quase 3 anos atrás, onde , no último dia de aula, uma senhora gaúcha levou uma simples torta de liquidificador e fez um sucesso absurdo. Outra curiosidade pessoal sobre essa maravilha, é que fiz duas vezes, na primeira (uma semana atrás) comemos tudo e esqueci de fotografar! Pensei em desistir, mas na CartaCapital dessa semana, o Márcio Alemão (Dono da coluna Refogado) também falou sobre essa torta (receita diferente da minha) e as lembranças da infância que ela trazia.
Optei fazer no sabor que remete a uma pizza, mas é possível usar de um tudo nessa receita, como: carne moída, charque, frango, sardinha, camarões, ervilha, leguminosas, conservas, etc… desde que se respeite as proporções e o bom senso.

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Ingredientes:
1 ½ xícara de leite integral.
½ xícara de óleo.
03 ovos.
02 xícaras de farinha de trigo.
½ xícara de amido de milho (maisena).
50G de queijo ralado em pó. (um saquinho)
01 colher de fermento químico.
200g de presunto (fatiado-picado)
300g de queijo muçarela (fatiado-picado)
01 tomate médio picado (sem semente).
1/3 pimentão verde picado.
½ cebola picada.
Cebolinha a gosto. (usei ¼ de maço)
01 lata de milho (bem drenada)
Orégano, sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador o leite, óleo e ovos, adicionar o queijo ralado, trigo, amido e sal, quando virar uma massa homogênea(é rápido), misture com o fermento e os outros ingredientes picados, verifique o sal e temperos, coloque em uma fôrma média (20X30cm) untada e enfarinhada. Deixe em forno baixo (200°C) pré-aquecido por cerca de 01 hora, até ficar castanho escuro por cima.

Dicas:
– Ingredientes podem ser substituídos, como já falei acima, o recheio vai do gosto, o importante é respeitar as medidas da massa.
– Atenção com o forno, alto demais pode deixar encruado por dentro, principalmente porque esses ingredientes que usei (presunto, tomate, cebola, milho) soltam muita água e se tratando de uma massa quase líquida, todo cuidado é pouco.
– Eu sei que sempre fui um militante anti-queijo ralado em pó, continuo sendo, pois aquilo não é queijo! Porém é um ingrediente como qualquer outro, agrega sabor na massa, pois é rico em gordura e sódio, mas pode ser trocado por algo melhor, como parmesão de verdade.
– Recomendo fazer isso em um café da tarde, levei 30 minutos preparando tudo do zero e 01 hora com cara de tédio até ficar pronta, tempo para lavar a louça acumulada da cozinha e arrumar a casa toda.

Spaghetti al Pesto

O molho pesto, em minha opinião, é uma das coisas mais simples do mundo para se fazer na cozinha. Quase um alho e óleo de tão singelo, mas traz um efeito maravilhoso à mesa, pela cor, cheiro e em alguns casos, pela novidade.
Pode-se comer só com macarrão, com uma saladinha de tomates, com tomates refogados ou com alguma carne. Fica difícil saber com o que não combina.
Existem muitas receitas com história na internet, uns falam em macerar (por isso o nome “pesto”) com pilão de pedra, recomendam tipos X ou Y de manjericão, falam em usar pinoles e queijo pecorino misturado ao parmesão, etc. Eu concordo que esses detalhes devem melhorar a receita, geralmente o original é melhor! Mas nem sempre podemos nos dar ao luxo de conseguir (não é nem querer, é poder mesmo!) escolher entre tipos de manjericão, achar queijo pecorino no supermercado, ter um pilão de pedra em casa e outras coisas do tipo.
A receita aqui apresentada é simples demais, dá até vergonha!

Pesto

Ingredientes:
01 Maço Generoso de Manjericão.
01 Dente de Alho.
100g de Parmesão.
01 castanha do pará. (sim, apenas umazinha)
100ml de azeite (quanto necessário para bater)

500g de Spaghettini n3. (ou outro macarrão que preferir).

Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes em um processador ou liquidificador, geralmente deixando o azeite por último, pois ele vai dar o ponto certo. Cuidado para não bater muito e virar uma papa.
Cozinhe o macarrão de acordo com as normas da embalagem, escorra, e coloque em uma panela com um pouco de azeite, basta misturar o quanto baste desse molho e servir. Geralmente essa receita rende para umas 800g de macarrão, se sobrar, guarde para comer com pão ou fazer uma salada caprese no dia seguinte. Essa receita rende comida para umas 5 pessoas normais.

Dicas:
– Algumas pessoas usam menos queijo ou nem usam, também substituem ou complementam com manteiga. Vai do gosto e das necessidades de cada um.
– Usei Castanha do Pará por ser a mais neutra das amêndoas, as nozes e amendoim são fortes e podem dominar o prato.
– O Filé da foto fiz da maneira mais simples: passei óleo, pimenta do reino e sal, coloquei sobre uma frigideira grossa e bem quente, quase fumaçando, deixei tostar de um lado e depois do outro.
– Pode-se fazer pesto com rúcula, agrião ou meio manjericão e meio de alguma dessas folhas.
– Outra coisa deliciosa com o pesto, é fazer um sanduíche quente com muçarela (de vaca ou búfala) e tomate.

Comida Reciclada e Torradas de Brownie.

Quem nunca “reciclou” uma comida? Desde coisas simples como adicionar ingredientes ao miojo, usar sobras do almoço para fazer uma sopa no jantar, pegar os pães velhos e fazer torradas, das torradas fazer farinha de rosca e da farinha, um belo bolo! Assim por diante…

Acho isso tão importante na mesa do brasileiro! Pois além de compor no mínimo uns 10% das nossas refeições, segundo o ITC (Instituto Tadeo de Chutômetro), reciclar e reaproveitar comida de uma forma limpa e engenhosa, exige muita inteligência gastronômica, pois é preciso entender de tudo: proporções, processos químicos e físicos, harmonia, etc.
Vou exibir abaixo algumas dicas:

-Pão: Quando está duro, com 24 a 72 horas em saco de papel, passe rapidamente sob a água da torneira (menos de 1 segundo!), espalhe com as mãos a água sobre toda a superfície do pão e coloque em forno bem quente por uns 3 minutos. Pode parecer estranho molhar o pão, mas é uma “molhadinha de leve”, que atinge apenas a casca. Isso faz com que o vapor renove o pão, caso contrário (colocar o pão sem molhar), ele apenas desidrata e vira uma torrada, principalmente se o forno estiver baixo.

-Arroz: Não adianta colocar no fogo novamente, ele queima, debulha e às vezes nem esquenta uniformemente. Coloque em recipiente semi tampado no micro-ondas com um pouquinho de água ou em uma cuscuzeira. Em último caso, misture com ovo, temperos e farinha de rosca, frite como bolinhos! (existem milhares de receitas na internet)

-Carnes: No caso do boi, porco ou frango, tanto cozido como assado, dá para desfiar, refritar e fazer uma bela farofa no dia seguinte ou até mesmo um arroz “caipira”, que é de comer ajoelhado. Se for cozido, use o caldo para regar a farofa e deixá-la bem úmida e saborosa.

-Tomates: Depois que estragam, jogue fora. Mas caso tenha em excesso (além do que vai consumir), pode pulverizá-los ou fazer um molho e depois congelar. O tomate é uma das poucas verduras que não perde nutrientes quando cozidos, moídos, batidos, espancados, torturados ou processados.

-Bananas, abóbora e outros: Quando temos em excesso, coloque açúcar e manda pra panela, rendem ótimos doces! Alias, doce de abóbora com pouco açúcar e um toque de manjericão é antepasto de restaurante contemporâneo metido chic da Oscar Freire.

-Bolos e brownies: Motivo da criação dessa postagem! Fiz o teste de um brownie branco que não deu muito certo (ficou com gosto de ovo e farinha crua), por isso fracionei e coloquei em forno baixo por 30 minutos, desliguei o forno, virei as fatias e deixei lá no forno quente e desligado(por mais 30min) para desidratar. O mesmo pode ser feito com qualquer bolo, principalmente os mais “gordos”, como bolo de rolo ou outros que tenha muito óleo, manteiga, chocolate ou ovos, tanto quando eles não ficam muito bons (solados, com gosto estranho, desarmoniosos, secos, etc), como quando estão velhinhos. Todas as padarias de Recife fazem isso, o bolo não vende e vira deliciosas torradas! É perfeito com café!

Modéstia a parte, mas ficou tão gostoso que estou pensando seriamente em incluir na gama de produtos da empresa, torradas de chocolate branco e nozes! Seria o sucesso! Espero iniciar as atividades comerciais entre dia 05 e 12 de Maio aproximadamente, vou exibir alguns produtos, gostaria de contar com a participação dos leitores para escolher sabores, detalhes e até ter noção de preço, claro, também aceito receitas, principalmente as regionais, tradicionais ou de família!

Daqui pra frente as receitas tomarão um rumo mais trivial, ficarei um pouco fora dos bolos, biscoitos, salgadinhos e tortas, pois serão minha mercadoria e prefiro não exibir a receita aqui, mas estou engatilhando um vlog de cozinha trivial (só não comecei ainda, por causa de um maldito cartão de memória), ensinando as comidas básicas passo a passo, além de fazer uns pratos diferentes ou exóticos como o sunomono (que já fiz!) e o jap chae, uma espécie de yakisoba coreano delicioso! Acredito sinceramente que o blog melhorará, mesmo sem os tradicionais bolos (mas obviamente vou manter as receitas aqui já expostas), porém chegou a hora de darmos um voo mais alto e tenho certeza que todos sairão ganhando!

Canja de Galinha

Olá pessoas! Que saudades de vocês!
Demorei para postar pelos mesmo motivos que aleguei na postagem passada. Estou morando sozinho e meu apartamento não dispõe e quase nada: batedeira, liquidificador e outras coisas simples. O projeto de filmar as receitas já está encaminhado, porém aconteceram atrasos por motivos técnicos e provavelmente só terei algo filmado em alguns dias, inclusive a receita de hoje era para ter sido filmada em conjunto com o arroz doce. Por isso estou postando isso diretamente da casa da minha avó, vim aqui com minha amiga Priscila, fiz bolo e no começo da noite fiz uma canja de galinha bem tradicional.
A canja de galinha é um prato curioso, pois esse hábito de consumir arroz+ave é mundial, todo país tem seus pratos com esse casamento. Pesquisando um pouco, descobri que o nome “canja” vem de “kanji”, um ensopado de arroz e galinha indiano típico da Província de Malabar, região onde fica Goa, antiga colônia portuguesa na Índia. O hábito de tomar canja e agregar a ela propriedades medicinais remontam final do século XVIII e começo do XIX com a invasão francesa em Portugal, quando a nobreza consumia regularmente esse prato. Mas como historiador que sou, acredito que a real origem da canja é a mesma do arroz doce. Simmmm, canja e arroz doce são irmãozinhos! Há tempos e tempos atrás, aproximadamente no século XVI e XVII, entre 1532 quando Duarte Coelho chegou até comecinho de 1700, com o começo da interiorização européia no Brasil, o prato mais “chic” de nossas terras era o “manjar branco”, de origem mourisca, consistia em um pudim doce feito com açúcar, leite, canela, arroz quebradinho e peito de frango desfiado. Curioso, não? Pois falarei mais sobre isso na postagem do Arroz Doce FILMADO, enquanto pico e mexo as coisas, vou desconstruindo a história desses pratos tão preciosos.
Resumo da Ópera: Canja é tudo de bom, um prato barato, saboroso, tradicional, simples de fazer e saudável, pois tem baixa caloria e propriedades antiinflamatórias. Pode também ser saboreada no verão, apesar de aquecer, é muito leve e não dá aquele “suador” que os caldos mais pesados e gordos fazem!
Segue abaixo a receita para 2-3 pessoas, para alimentar uma matilha galera maior, use o dobro dos ingredientes descritos:

Ingredientes:
– 1/2 peito de frango (com ossos e pele).
– 03 tomates (cubos pequenos)
– 01 cebola (bem picada)
– 02 dentes de alho (bem picados)
– 03 mandioquinhas salsa (em rodelas médias)
– 01 cenoura média (meia rodelas finas)
– 1/2 xícara de arroz (fino)
– Fio de óleo comum
– Um punhado de repolho (opcional)
– Salsa e Cebolinha (a gosto)
– Sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Refogue o alho no óleo até dourar, adicione a cebola e a pele inteira do peito, deixe até caramelizar. Adicione o frango (cortado em cubos) e a pimenta do reino, refogue até o frango ficar branco, adicione o sal, o tomate, a cenoura, salsa e a mandioquinha, misture e coloque o esqueleto do peito (geralmente é uma peça inteira de ossinhos finos e cartilagem, ainda com pedacinhos de carne). Deixe refogar por uns 5 minutos, adicione água quente até cobrir + 50% os ingredientes, aproximadamente 3/4 da panela. Vá provando, quando começarem a cozinhar (mas ainda duros, longe de ficar pronto), coloque o arroz e mexa. Depois vá mexendo periodicamente e provando até o arroz ficar cozido. Corrija o sal/pimenta e adicione as cebolinhas pouco antes de servir.

Dicas:
– Usar a pele e os ossos-cartilagem é muito importante, porque eles darão sabor ao caldo e evitarão o uso daqueles tabletes sintéticos. Não se esqueça de retirar essas partes indesejadas antes de servir, porque osso na sopa ou aquela pele branca e cheia de poros é o fim!
– O tamanho dos legumes e a ordem que são colocados é muito importante, porque o mais difícil em uma sopa é o “timing” , saber que todos os vegetais estarão no cozimento certo ao desligar o fogo. Por exemplo, a cebola e o tomate devem “desaparecer”, já a mandioquinha cozinha mais rápido que a cenoura, por isso é cortada em rodelas mais grossas. O arroz é um dos últimos e a cebolinha, praticamente crua. Assim por diante, porque cozimento e textura importam muito nesse caso.

Bruschetta

Uma das entradas italianas mais tradicionais, um dos pratos mais simples para se fazer e uma das delícias mais saudáveis do mundo, é ela, a Vragihnna Bruschetta!!!

Cada pessoa tem um tipo de receita, e claro, desenvolvi a minha. Usei influências da Tata (nossa amiga de Curitiba) e da internet (lógico!), mas minha maior inspiração foi a Srta Catarina Cake, que há 02 dias ficou se exibindo, dizendo que fez a melhor de todas as Bruschettas! Aceitei o desafio e vou provar que a Buceta Bruschetta do Tadeo é a mais totosa do Recife Nordeste Brasil Planeta Universo!!!

Ingredientes:

06 fatias de pão (usei integral Graham)

06 tomates médios (vermelhos e firmes)

100g de queijo parmesão ralado na hora  (se usar aquele pó nojento, eu mato!)

60ml de azeite de oliva extra-virgem

02 Dentes de alho bem picados.

01 colher (sopa) de orégano

01 colher (café) de alecrim

Sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:

Pique o tomate em cubinhos (sem o miolo), seque*, misture em uma bacia com o sal, pimenta, ervas, alho e azeite. Para montar, coloque a fatia de pão, o queijo e com um pegador, coloque o tomate. Coloque em forno quente (240-260°C) pré aquecido, por 5 minutos no máximo (ele não deve torrar, apenas dar uma leve tostada em baixo e uma boa amornada no tomate)

Dicas:

– Para secar* o tomate, coloque os cubos em um prato forrado com um pano de prato limpo, faça uma trouxa e dê umas balançadas. Repare que o pano ficará vermelho e bem molhado. Em hipótese alguma aperte-o!

– Usei pão integral para ser diferente, o Graham é o melhor que conheço para essa receita, mas pode usar o que quiser, até uma banda de pão francês.

– Não deixe muito salgado, o parmesão já tem sal e essa receita prima pela sabor do tomate, alho e ervas.

– Muito cuidado ao usar o orégano, alecrim e principalmente o alho. Podem estragar sua receita!

– Para acompanhar, vinho ou suco de uva são perfeitos!

– Coma na hora, ao contrário do que o Sérgio Reis prega, bruschetta véia não faz comida boa!