Joelho de Porco.

Sempre tive curiosidade sobre esse prato, pois muitos falavam positivamente dele e um dos meus poucos limites gastronômicos são as carnes gordas ou com sabor que remeta a isso, o joelho, mesmo sendo mais magro que outros cortes, contém peles e cartilagens de sobra.
Passeando pelos arredores do Mercado Municipal de Curitiba, fui à distribuidora de carnes e vi joelhos defumados por preços convidativos (R$ 11,90/kg), comprei duas peças que totalizaram R$ 24,00.
Pesquisei muitas receitas na internet e cheguei em um ótimo pessoal.
Repetir não custa: Cuidado com grandes sites de receita, sempre veja mais de 10 e sempre peça ajuda para quem tem experiência.
Na foto (que ficou péssima!) vemos os joelhinhos com batatas e chucrute.

Joelho de Porco 001
Ingredientes:
2 joelhos de porco defumados (2kg)
01 cebola grande.
3 folhas de louro.
6 cravos.
3 dentes de alho.
Pimenta do Reino ao gosto.
200Ml de vinho branco.
700G de batata
500g de chucrute (Usei pacote Hemmer).

Preparo:
Coloque os joelhos, todos os temperos e o vinho em uma panela de pressão, coloque água até cobrir as duas peças. Tampe e deixe no fogo por 40minutos (depois que pegar pressão). Depois de cozidos, coloque as duas peças para dourar por 30min em forno médio pré aquecido. Use a água “temperada” para cozinhar as batatas durante esses 30minutos (pode usar pressão). O Chucrutes já vem pronto, só recomendo passar em água corrente com auxílio de uma peneira. Basta montar e servir.

Dicas:
– Os joelhos são DEFUMADOS, vendidos em embalagens à vácuo.
– Pode deixar no vinho e temperos de um dia para o outro, dentro da geladeira, só colocando água quando for cozinhar.
– Muito cuidado ao abrir a panela de pressão!
– Dourar no forno é opcional, faço isso para deixar a pele mais rija. Algumas pessoas preferem maçaricar para fazer pururuca, eu até faria isso, se tivesse um maçarico.
– A água/caldo que sobra do cozimento é dos Deuses, pode cozinhar o que quiser ali, inclusive até mesmo pensei em coar, reduzir e servir como molho.
– Não se esqueçam de passar o chucrute em água corrente, pois defumados já tendem a ser salgados e não seria legal misturar com o repolho carregado de sal.

Farofa de Banana e Bacon.

Tem coisa mais gostosa que farofa salgada-doce de fim de ano?
Sim! Farofa salgada-doce de fim de ano requentada no café da manhã do dia seguinte!
Hahahahahahahahahahaha
Gordofeelings.
A receita que se segue é muito simples, pense numa coisa fácil e boa!
Não precisa esperar o final de ano, faça isso ao menos uma vez por mês e será uma pessoa mais gorda alegre para sempre!

farofa banana bacon
Ingredientes:
200G de bacon.
03 cebolas grandes picadas.
50-100Ml de óleo
01 pimentão vermelho.
50-100G de manteiga
500-750g farinha.
3-5 bananas em rodelas.
½ Maço de cebolinha
Sal e pimenta do reino.
Damasco (opcional)

Modo de Preparo:
Frite bem o bacon, adicione o óleo e as cebolas, deixe caramelizar e então coloque os pimentões e refogue um pouco, coloque a farinha e a manteiga (sal e pimenta). Vá mexendo a farofa até a farinha tostar, esse ponto é delicado, toda atenção é pouca! Após ficar pronto, coloque a banana em rodelas e a cebolinha, tampe e deixe descansar por no mínimo uma hora. Depois servir. 🙂
O damasco fica lindo por cima e muito gostoso também, ferva ele rapidamente em pouca água para fica mole e suculento e deixe-o descansando ali, só colocando POR CIMA da farofa na hora de servir.

Dicas:
– Medidas são todas variáveis, depende das porções, gosto e ingredientes (tipo farinha, a granulagem dela muda tudo!)
– A cebola pode ser picada da forma que quiser, eu cortei em quadrados grandes e grosseiros.
– Não usei alho porque foi servido com um lombo de porco cheio de alhos encravados nele. (qualquer dia coloco a receita)
– Não refogue ou mexa muito a banana, viraria uma inhaca. Esse descanso é justamente para ela “cozinhar” no calor da farofa e acontecer uma troca de sabores. O ideal é deixar umas 3 horas descansando antes de servir e servi-la em temperatura ambiente ou morna.

Torta Banoffee

Vamos começar a série de receitas do Natal e Ano Novo?
Ok, não é um dos clássicos dessa época do ano, alias, sejamos sinceros, essas comidas de final de ano, por mais que sejam bregas e não tenham nada a ver com o verão brasileiro, são uma delícia! Sou um grande crítico do Natal, principalmente (e quase exclusivamente) sua estética nórdica, com neve, pinheiros, renas e aquele velho barbudo, acho o cúmulo do ridículo. O AnoNovo já é outro nível, confraternização mundial, todos de branco e na praia (influência afro), esperança se renovando, hora de repensar os planos e iniciar novos projetos.
Fechado o parêntese de críticas pessoais, vamos ao que interessa?! COMIDA!!!
Essa torta é uma delícia, comem muito aqui em Curitiba e inclusive achei que fosse coisa de curitibano (povo bom em fazer gordices extremas), pesquisando rapidamente achei sua história em vários sites, mas a mais completa está nesse blog http://acozinhacoletiva.blogspot.com.br, que inclusive é excelente e humilha o meu.
Segundo o blog citado: “A Banoffee Pie é uma torta inglesa, criada em um pub chamado The Hungry Monk [O Monge Faminto]. O nome vem da combinação de duas palavras – banana e toffee – os dois ingredientes principais da receita. O “toffee” se refere ao caramelo obtido através do cozimento do leite condensado, isto é, nada mais que um doce de leite marronzinho e cremoso. E “banana” – adivinhe! – fatias de banana, claro..rs. É simples de fazer e doce, bem doce!
A receita dele é um pouco diferente da minha, mas fica a seu critério escolher qual agrada mais. O que ficou claro, bemmm claro, é que as fotos dele ficaram maravilhosas e realmente deixaram a minha mais feia do que já é. Nunca altero as fotos do blog com photoshop, mas essa precisei da ajuda de minha amiga Ana Lúcia para dar um retoque nas cores.

Imagem
Ingredientes:
Base:
150g de biscoito triturado.
50g de manteiga.
01 ovo.
01 colher(sopa) farinha de trigo (opcional)
Recheio:
02 latas de leite condensado cozido.
05 Bananas maduras.
Cobertura:
01 lata de creme de leite gelada.
02 colheres (sopa) de açúcar fino.
Noz Moscada.
Gotas de chocolate (opcional)

Preparo:
Antes de tudo, no dia anterior, coloque as duas latas de leite condensado em uma panela de pressão com bastante água, feche a panela e deixe cozinhando por 01 hora após pegar a pressão, desligue e deixe lá até a pressão sair. Só abra a lata no outro dia preferencialmente, muito cuidado com a pressão, tanto da panela quanto das latas (que mesmo depois de esfriar, continuam “explosivas” por algumas horas).
Para a massa, bata o biscoito no liquidificador (eu usei de chocolate, mas pode ser de maisena ou semelhante), misture com a manteiga e o ovo, se achar que ficou muito líquida, coloque a farinha e vá preenchendo o fundo e lateral da fôrma (fundo removível!). Se quiser massa mais grossa, aumente as proporções. Se quiser, pode fazer sem ovo ou farinha, então não precisa assar, mas com esses ingredientes ou se fizer apenas mais grossa, recomendo um “susto” no forno.
Para o recheio, corte as bananas longitudinalmente (de comprido), forre a massa toda com as bananas e coloque o doce de leite por cima, se esse doce estiver duro demais (bem provável), despeje-o em uma tigela e aquece duas vezes por 1minuto, mexendo entre as vezes. Forre as bananas com o doce ainda quente.
Para cobertura, bata o creme de leite bem gelado com o açúcar e a noz moscada, depois forre o doce de leite, se quiser, cubra com gotas ou raspa de chocolate, pouquinho de canela ou o que sua imaginação permitir.
Deixe na geladeira por 2 ou 3 horas no mínimo.

Dicas:
– Reforçando o cuidado com as latas de leite condensado e a panela de pressão, ok?
– Pode assar rapidamente ou não a massa, é opcional, só cuidado porque massas com muita manteiga podem derreter com calor em vez de assar.
– Despeje o doce de leite ainda quente sobre as bananas, isso “cozinha” um pouco elas.
– Quando for bater o creme de leite, além de drenar o soro, ele deve estar bemmm gelado mesmo, iclusive as pás e a tigela da batedeira podem ser colocadas no freezer antes.
– Se a torta ficar 30minutos no freezes antes de servir, quase congelada, fica deliciosa.

Published in: Sem categoria on 12/01/2013 at 22:48  Deixe um comentário  
Tags: , , , , , , , , , ,

Boeuf Bourguignon

Hoje pela manhã meu pai acordou falando em comer carne cozida, mas ele queria a receita sem batatas e cozida no vinho… pensei um pouco e concluí é aquela carne de panela com nome francês “BOEUF BOUGUIGNON”!!!

Ok, não é a receita original, alias, nem sei como ela é mesmo, mas fiz à minha maneira.
Fui ao açougue e comprei 2 peças de acém, cerca de 1kg cada, estava muito fresca e com pouca gordura, um ossinho no meio, maravilhosona!
Os legumes, eu já tinha em casa e o um vinho tinto chileno também.
O resultado ficou excelente, sabor intenso, carne molinha e suculenta, caldo encorpado e legumes no ponto! O aroma ocupou toda a casa, perfeito!

Carne de panela Boeuf Bourguignon


Ingredientes:

02kg de acém
03 cebolas médias.
05 dentes de alho.
Óleo.
250ml de vinho tinto seco.
4 tomates maduros.
2 pimentões (um de cada cor)
2 cenouras grandes.
Um maço de cebolinha.
Sal, pimenta e cominho.

Modo de Preparo:
Corte o acém em 8 partes cada peça de 1kg (cubos grandes) frite em um pouco de óleo para selar, pouco a pouco, para não juntar água. Reserve.
Na mesma panela, frite o alho, depois a cebola, adicione a carne (já selada) e a pimenta-cominho. Deixe refogar um pouco, adicione os tomates e o sal, refogue novamente até os tomates “derreterem” um pouco. Deve ter juntado alguma água, no mínimo encobriu 50% ou 70% dos pedaços de carne, complete com vinho e água, se necessário. Tampe e deixe cozinhar na pressão (40min-1h depois que começar a chiar), adicione as cenouras e o pimentão, corrija o sal se precisar. Deixe borbulhando de boa até a cenoura chegar no ponto desejado, desligue, coloque a cebolinha e é só alegria!

Dicas:
– Cebola, alho e tomates, corte como quiser. A carne recomendo em grandes cubos e a cenoura-pimentão da forma que preferir, desde que fique “bonito” para você.
– Pode tirar o excesso de gordura ou nervo da carne, caso tenha. Mas mantenha o osso.
– Não se esqueça de tirar a pressão da panela antes de tentar abri-la! Pode parecer besteira, mas ta cheio de gente que faz isso. (acredito que a panela nem abra quando ainda tem pressão, mas não custa avisar).
– Pode adicionar batatas, mandioca ou ervas de sua preferência, só lembre-se do ponto de cozimento de cada ingrediente.

Bobó de Camarão

Aquele prato que você come agradecendo aos Deuses africanos e só para de comer quando acaba (ou quando está saindo pelo nariz/ouvidos). Originalmente feito com purê de inhame e camarões secos, sofreu adaptações no Brasil e aqui dentro existem muitas versões. Inclusive pesquise cuidadosamente, pois há receitas esdruxulas pela rede, algumas mandam usar dois maços de coentro e outras 3 litros de leite de coco. Nessas horas é bom ter bom senso, principalmente se tratando de temperos ou ingredientes polêmicos. Outro fato que me surpreendeu foi a simplicidade desse prato, muito rápido e simples, menos de 1hora entre abrir a geladeira, picar tudo e cozinhar para 4 pessoas. Se estiver em 4 mãos, desenrola em meia hora!

A receita que segue é pequena, alimenta 2 pessoas insanamente esfomeadas, 03-04 se tiver uma entrada (e sobremesa) ou até 6 se tiver outros acompanhamentos, como um peixinho frito.

Imagem

Ingredientes:
01 cebola grande picadinha.
03 tomates picados. (com casca, pele e tudo, sem frescura)
½ pimentão.
01 naco de mandioca (aprox 300-400g)
500g de camarão limpo.
2 colheres de azeite de dendê.
¼ maço de coentro (só folhas)
sal, pimenta do reino, limão e óleo comum.

Modo de Preparo:
Bote a mandioca descascada para cozinhar (leva aprox 01 hora, precisa apenas ficar mole), após cozida, bata no liquidificador ou processador e reserve (se necessário, coloque a própria água onde ela cozinhou).
Frite a cebola em um fio de óleo, depois que ficarem translúcidas, adicione o coentro, o tomate e o pimentão, cozinhe até ficarem macios, adicione os camarões (temperados com limão, pimenta do reino e sal), salteie por 1 minutinho e adicione o purê de mandioca. Misture, quando começar a borbulhar, adicione o azeite de dendê, mexa mais uma vez e tá lindo!

Dicas:
– Usei apenas cebola porque o melhor acompanhamento para tal prato seria um arroz bem caprichado no alho.
– O leite de coco é opcional e não usei, mas caso use, recomendo diminuir a quantidade de mandioca porque ambos são espessantes, quer dizer, se colocar muito dos dois, vai virar um mousse! (no mau sentido)
– O camarão pode ser pequeno, recomendo o uso daqueles já limpos. Tempere-o 5 minutos antes de usar, porque se salga-lo muito tempo antes, ele fica desidratado e borrachudo. Também não precisa ser cozido exaustivamente, como percebe-se na receita acima, basta sair do estado de cru.
– Pimenta vermelha ou semelhantes coloque em seu próprio prato, caso goste.

Published in: Sem categoria on 02/12/2012 at 18:25  Deixe um comentário  
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Parmigiana di Filletto

Também conhecido como Bife ou Filé à Parmigiana, todo brasileiro já comeu e acredito que a maioria aprecie essa delícia engordativa.  iguaria. Os italianos conseguem misturar tudo que não presta elaborar um prato com sustança e os gordos amam loucamente Hahahahaha apreciadores da boa mesa são conquistados. O milagre obeso A dádiva de ter em um único prato: fritura empanada, carne, molho, queijo e macarrão!

 

Imagem

Ingredientes 3-4 pessoas.

600G de Filé Mignon.
2-3 colheres de farinha de trigo.
01 ovo batido.
4-5 colheres de farinha de rosca.
Óleo.
Sal e pimenta.
Azeite
01 cebola bem picada.
02-04 latas de tomates italianos pelados.
Salsinha (opcional).
Sal e pimenta.
100G de muçarela.
100G de parmesão
Macarrão de sua preferência.

 
Modo de Preparo:
Frite a cebola no azeite, adicione as latas de tomate e após levantar fervura, deixe trabalhar em fogo baixo e tampado até ir “curando” por cerca de 2h, sal e pimenta a gosto, reserve.
Sele o bife já temperado (grosso ou uma peça aberta) rapidamente em uma frigideira, passe na farinha branca, ovo e na farinha de rosca, frite por imersão.
Monte no refratário: o molho, bife, molho e queijo. Coloque em forno bem quente com o gratinador ligado, deixe até o queijo gratinar.
Enquanto está no forno gratinando, faça o macarrão.

Dicas:
– Na receita da foto usei coxão mole, infelizmente quis economizar e ficou coxão duro, recomendo filé-mignon.
– O ponto da carne deve ser mal passado, a “selada” é realmente rápida, porque ficará bem cozido ao ser frito na imersão. Esse passo é importante, caso seja frita sem selar, a carne soltará o suco e virará uma lambança triste.
– Usa-se 2 a 4 latas de tomates de acordo com o quão “molhado” você preferir, lembre-se que terá um macarrão de acompanhamento.
– O macarrão deve ser o último a ser feito, sempre massa di grano duro, água abundante, com sal e fervente, não se coloca óleo na água! Caso o macarrão fique pronto muito antes do queijo gratinar, coloque um fio de azeite nele (já cozido e escorrido).
– Temperos como orégano, tomilho, alecrim ou manjericão ficam a seu critério.

Bolo de Chocolate 1,2,3…

Receita bobinha, iguais todas as primeiras que postei aqui. Só pelo nome, já se imagina que é coisa simples, realmente, simples demais! É ideal para quem nunca cozinha nada, não tem paciência para fazer clara em neve e coisas do tipo. Nunca achei que essas coisas dessem certo, mas me surpreendi ao testar a fórmula postada na página de gastronomia do portal Tela Jovem (www.telajovem.com.br) por minha amiga Camila Dantas, que insistiu para que eu fizesse a tal experiência.
Simplicidade é: 1 de chocolate, 1,5 de leite, 2 de açúcar, 3 de farinha, 4 ovos e por aí foi! Mas nesse caso eu fiz apenas meia receita, porque tenho uma fôrma pequena e me pareceram ingredientes demais. Nota importante, observe detalhes como: peneirar e colocar os ingredientes em ordem correta. Também é um bolo adaptável, na primeira vez fiz com uma casquinha de açúcar cristal, depois fiz duas vezes, cada uma delas com um tipo de cobertura.
Como se trata de algo muito fácil e gostoso, acho que muitas pessoas farão, se puderem relatar e mandar fotos, seria ótimo!
Boa sorte.

Imagem

Ingredientes:
100g de manteiga em ponto de pomada.
01 Xíc de açúcar refinado.
02 ovos.
1 ½ (1,5) Xíc Farinha.
1/2 (0,5)Xíc Chocolate em pó.
¾ (0,75)Xíc Leite.
½ (0,5) colher de fermento químico.

Modo de Preparo:
Bata a manteiga e o açúcar até ficar “branco”, adicione os dois ovos e deixe bater mais. Adicione a farinha e o chocolate peneirados (importante!) e depois o leite. Após bater mais um pouco e ficar cremoso, adicione o fermente e se quiser, uma pitadinha mínima de sal. Asse em forma furada untada-enfarinhada, forno médio-baixo (200°C) pré aquecido por cerca de meia hora, até ficar leve e bem durinho por cima.

Dicas:
– Para a casquinha de açúcar, é muuuito fácil. Basta untar com margarina e colocar açúcar em vez de farinha, mas lembre-se de usar aquele açúcar bem grosso, especial para caldas ou ao menos o cristal (nunca o refinado ou fino!). Nesse caso também é dispensável qualquer outra cobertura.
– Cobertura da foto foi um MoçaFiesta esquecido no armário e 150ml de leite, esquentados de 30 em 30s no micro e mexidos, sempre critico essas coisas industrializadas “prontas”, mas tudo tem sua utilidade, né?. Na última versão que fiz foi um brigadeiro mole de panela, combina muito. Alias, sendo sincero, eu comeria puro, mas as pessoas gordas que convivem comigo exigem aquela coisa doce e melequenta… uhauhahuahuahu.
– Em vez de manteiga (Usei um pacotinho de Sancor), pode usar margarina ou 70 manteiga e 30 óleo… fiz de várias maneiras e não notei diferença, sempre o melhor é manteiga pura e boa, mas na falta, outras gorduras quebram um bom galho.
– Não preciso relembrar que chocolate em pó não é achocolatado, né? (Nescau, Toddy etc)

Lasagna

Usei o nome genérico “lasagna” para designar a versão feita por minha irmã Cláudia, mas sabemos que existem infinitas variedades desse prato: temos com legumes, apenas com molho branco, bolognesa, com massa verde, frango, entre outras… Assim como suas versões, também é notável suas histórias, tendo basicamente duas origens, uma grega da palavra Laganon que batizava um prato feito de tiras de massa intercaladas (tipo um pão) e também do grego Lasana, depois emprestado pelos romanos como Lasanum, significava pote de cozinhar, equivalente a caçarola em nossa língua. Existe ainda uma terceira teoria, que deriva de uma receita inglesa do século XIV, mas não me pareceu razoável e prefiro nem levar em conta, pois deve ser derivada da greco-italiana.
Voltando à receita original da minha irmã, ela leva molho branco e bolognesa, queijo muçarela e parmesão, massa e presunto (este último, inovação minha). É uma receita de muitas etapas e dicas, trabalhosa, mas simples depois que se pega o jeitinho. MUITO IMPORTANTE LER E RELER AS DICAS.
Desculpem a foto, todas ficaram meio feinhas, mas é que lasagna é um prato pouco fotogênico mesmo. (CLIQUE NA IMAGEM PARA ABRIR TODA)Imagem

 

Ingredientes:
Pacote 400g massa di grano duro para lasagna.
300G presunto.
400G muçarela.
50G parmesão ralado.
200Ml leite

Molho Bolognesa

01 cebola grande picadina.
05 tomates maduros picados.
250G de carne moída.
4 latas de tomates pelados italianos.
Sal, pimenta e salsinha a gosto.

Molho branco.
02-03 colheres de farinha de trigo.
40G de manteiga.
500Ml leite integral
Sal e noz moscada.

Modo de preparo:
Bolognesa: Refogue bem a cebola, em seguida a carne (com pimenta apenas), depois adicione os tomates em cubos, salsa e sal. Refogue tudo até os cubos “derreterem”, adicione os tomates em lata e vá esmagando-os, um a um. Deixe em fogo baixo por no mínimo duas horas, tampado.
Branco: Derreta a manteiga, adicione a farinha e deixe-a “tostar” um pouco (não precisa escurecer!), baixe o fogo, adicione a nós moscada e vá adicionando o leite pouco a pouco, repito, POUCO A POUCO, se colocar um pouco a mais, vai empelotar tudo. Se tudo der certo, além de não empelotar, o molho ficará mais “ralo” que o habitual (já que é para lasagna)
Na hora de montar faça a ordem: Fundo, bolognesa, massa, branco, presunto, muçarela, bolognesa, massa, branco, presunto, muçarela, bolognesa, massa, branco, presunto, muçarela bolognesa, massa, branco e muçarela.
Feche a fôrma com papel alumínio, leve ao forno médio-baixo pré aquecido por 45 minutos, depois retire o papel, adicione o parmesão e deixe aberta até gratinar.

Dicas:
-Compre uma massa boa para fazer a lasagna e seja generoso ao fazer os molhos, pois ela deve ser bem molhada, se sobrar (que é raro), pode comer com macarrão depois.
– Deixe as folhas da massa embebidas em leite por uns 2 a 5 minutos antes de montar a lasagna, isso “amolece” e garante que elas não fiquem cruas caso tire antes da hora ou alguma parte fique seca, esse leite é usado, pois derrama-se um pouco na própria lasagna, de preferência nas partes que parecem mais secas.
– Use uma fôrma profunda e grande, essa receita é para umas 8 pessoas, pode obviamente adapta-la e fazer para 16, 4 ou 2. Use apenas fôrmas de louça ou vidro, metal e lasagna não combinam.
– Alecrim, orégano, tomilho ou outras ervas, ficam a seu critério, pessoalmente acho que alecrim é a que mais combina, mas cuidado com exageros!
– NUNCA deixe a massa tocar no presunto ou queijo, devem estar sempre em contato com molhos.

Published in: Sem categoria on 02/10/2012 at 12:59  Deixe um comentário  
Tags: , , , , , , , , , , ,

Costelinha de Porco

Quem não curte uma costela suína assadinha?
É um prato muito fácil de fazer, é relativamente rápido e “limpo” também. Não tenho muito o que falar sobre isso, só sei que cada pessoa faz seu próprio tempero e deixo aqui embaixo o registro do meu.

Imagem

Ingredientes:
600g-01kg de costelinha
01 Limão
03 colheres Shoyu
Sal e Pimenta do Reino (QB)
01 colher Açúcar
15-25 Mini Cebolas.
Cebolinha.
01 colher Azeite.

Modo de preparo.
Ferva meio litro d’água, desligue e deixe as cebolas (descascadas) “boiando” na água quente por 5 minutos, escorra a água, corte-as no meio “de comprido” e deixe de molho em uma mistura de shoyu (metade), azeite e açúcar. Reserve.
Tempere a carne com sal, pimenta do reino, limão e o restante do shoyu, coloque em uma fôrma pequena, cubra com papel alumínio e leve ao forno médio pré aquecido por cerca de 30min. Depois descubra o papel, coloque as cebolas, regue a carne com o molho destas e deixe “dourar” por cerca de 10 a 20 minutos, a depender do forno e do ponto desejado.
Quando estiver sequinho e mais escuro por cima, com as cebolas secando, regue com o próprio molho que se acumula no fundo (agora engrossado) e finalize com a cebolinha.

Dicas:
– Quando colocar no forno, já deixe a costela fatiada em 1 ou 2 ossos, ela inteira é meio tenso de cortar dentro da fôrma quente.
– Pode variar essa receita, colocando gengibre, alho e outras delícias, o sal e a pimenta do reino é por seu gosto, padrão, medida e responsabilidade.

Published in: Sem categoria on 01/10/2012 at 14:23  Deixe um comentário  
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Torta Gaúcha

Também conhecida como Torta de Liquidifiador, Torta de Padaria, Torta Paulista e a famosa Torta Japonesa de “Sorobô”, é uma iguaria fácil, prática, econômica e claro, deliciosa!
As variações são imensas, se digitar na ferramenta de busca online gogglear, aparecerão milhares de receitas, que não apenas se diferenciam entre si, como apresentam métodos e proporções esdrúxulas! Muito cuidado com pesquisas gastronômicas de internet, procurem sempre blogs onde os pratos são testados e garantidos, pois esses grandes portais culinários não filtram nada e pessoas postam qualquer coisa sem sentido.
Entre tantos títulos, elegi esse por lembranças de um curso que fiz há quase 3 anos atrás, onde , no último dia de aula, uma senhora gaúcha levou uma simples torta de liquidificador e fez um sucesso absurdo. Outra curiosidade pessoal sobre essa maravilha, é que fiz duas vezes, na primeira (uma semana atrás) comemos tudo e esqueci de fotografar! Pensei em desistir, mas na CartaCapital dessa semana, o Márcio Alemão (Dono da coluna Refogado) também falou sobre essa torta (receita diferente da minha) e as lembranças da infância que ela trazia.
Optei fazer no sabor que remete a uma pizza, mas é possível usar de um tudo nessa receita, como: carne moída, charque, frango, sardinha, camarões, ervilha, leguminosas, conservas, etc… desde que se respeite as proporções e o bom senso.

Imagem

Ingredientes:
1 ½ xícara de leite integral.
½ xícara de óleo.
03 ovos.
02 xícaras de farinha de trigo.
½ xícara de amido de milho (maisena).
50G de queijo ralado em pó. (um saquinho)
01 colher de fermento químico.
200g de presunto (fatiado-picado)
300g de queijo muçarela (fatiado-picado)
01 tomate médio picado (sem semente).
1/3 pimentão verde picado.
½ cebola picada.
Cebolinha a gosto. (usei ¼ de maço)
01 lata de milho (bem drenada)
Orégano, sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador o leite, óleo e ovos, adicionar o queijo ralado, trigo, amido e sal, quando virar uma massa homogênea(é rápido), misture com o fermento e os outros ingredientes picados, verifique o sal e temperos, coloque em uma fôrma média (20X30cm) untada e enfarinhada. Deixe em forno baixo (200°C) pré-aquecido por cerca de 01 hora, até ficar castanho escuro por cima.

Dicas:
– Ingredientes podem ser substituídos, como já falei acima, o recheio vai do gosto, o importante é respeitar as medidas da massa.
– Atenção com o forno, alto demais pode deixar encruado por dentro, principalmente porque esses ingredientes que usei (presunto, tomate, cebola, milho) soltam muita água e se tratando de uma massa quase líquida, todo cuidado é pouco.
– Eu sei que sempre fui um militante anti-queijo ralado em pó, continuo sendo, pois aquilo não é queijo! Porém é um ingrediente como qualquer outro, agrega sabor na massa, pois é rico em gordura e sódio, mas pode ser trocado por algo melhor, como parmesão de verdade.
– Recomendo fazer isso em um café da tarde, levei 30 minutos preparando tudo do zero e 01 hora com cara de tédio até ficar pronta, tempo para lavar a louça acumulada da cozinha e arrumar a casa toda.