Bobó de Camarão

Aquele prato que você come agradecendo aos Deuses africanos e só para de comer quando acaba (ou quando está saindo pelo nariz/ouvidos). Originalmente feito com purê de inhame e camarões secos, sofreu adaptações no Brasil e aqui dentro existem muitas versões. Inclusive pesquise cuidadosamente, pois há receitas esdruxulas pela rede, algumas mandam usar dois maços de coentro e outras 3 litros de leite de coco. Nessas horas é bom ter bom senso, principalmente se tratando de temperos ou ingredientes polêmicos. Outro fato que me surpreendeu foi a simplicidade desse prato, muito rápido e simples, menos de 1hora entre abrir a geladeira, picar tudo e cozinhar para 4 pessoas. Se estiver em 4 mãos, desenrola em meia hora!

A receita que segue é pequena, alimenta 2 pessoas insanamente esfomeadas, 03-04 se tiver uma entrada (e sobremesa) ou até 6 se tiver outros acompanhamentos, como um peixinho frito.

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Ingredientes:
01 cebola grande picadinha.
03 tomates picados. (com casca, pele e tudo, sem frescura)
½ pimentão.
01 naco de mandioca (aprox 300-400g)
500g de camarão limpo.
2 colheres de azeite de dendê.
¼ maço de coentro (só folhas)
sal, pimenta do reino, limão e óleo comum.

Modo de Preparo:
Bote a mandioca descascada para cozinhar (leva aprox 01 hora, precisa apenas ficar mole), após cozida, bata no liquidificador ou processador e reserve (se necessário, coloque a própria água onde ela cozinhou).
Frite a cebola em um fio de óleo, depois que ficarem translúcidas, adicione o coentro, o tomate e o pimentão, cozinhe até ficarem macios, adicione os camarões (temperados com limão, pimenta do reino e sal), salteie por 1 minutinho e adicione o purê de mandioca. Misture, quando começar a borbulhar, adicione o azeite de dendê, mexa mais uma vez e tá lindo!

Dicas:
– Usei apenas cebola porque o melhor acompanhamento para tal prato seria um arroz bem caprichado no alho.
– O leite de coco é opcional e não usei, mas caso use, recomendo diminuir a quantidade de mandioca porque ambos são espessantes, quer dizer, se colocar muito dos dois, vai virar um mousse! (no mau sentido)
– O camarão pode ser pequeno, recomendo o uso daqueles já limpos. Tempere-o 5 minutos antes de usar, porque se salga-lo muito tempo antes, ele fica desidratado e borrachudo. Também não precisa ser cozido exaustivamente, como percebe-se na receita acima, basta sair do estado de cru.
– Pimenta vermelha ou semelhantes coloque em seu próprio prato, caso goste.

Published in: Sem categoria on 02/12/2012 at 18:25  Deixe um comentário  
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Patê de Truta Defumada

Há alguns dias fui na casa de minha antiga chefe, depois de boas conversas, cafés e bolos, começamos a revirar arrumar sua cozinha, mui cheia de tudo e um pouco desorganizada devido ao corre-corre e a quantidade-variedade de insumos ali presentes. Me deparei com uma coisa feia estranha assustadora exótica, um peixe marrom fechado a vácuo, se tratava de uma truta defumada e com validade na iminência de vencer. Minha chefe iria viajar e passar alguns dias foras, por isso a truta venceria antes que ela voltasse… resultado: Ganhei uma truta defumada!!!
E agora, o que fazer? Seguindo sugestão da presenteadora, bastava limpa-la (tirar peles e espinhas) e fazer um patê simples, como se faz com atum ou sardinha enlatados.
Foi preciso coragem para abrir o pacote, o bicho é feio e oleoso mesmo, nunca tinha manipulado algo desse tipo, mas depois fui tirando a pele (fininha), as espinhas mais grossas e depois tirando as mais finas e cartilaginosas (que podem ser comidas sem preocupação e até sem percepção).

A receita segue abaixo e na hora de comer, decidi liberar o lado saudável da força e acompanhar a iguaria com pão ciabatta e uma saladinha de tomate-alface. O foco dessa postagem é o ingrediente e como é possível surpreender usando de uma receita absurdamente simples. (CLIQUE NA IMAGEM, esse atual editor tem postado a foto como entende, elas estão saindo em HD, mas cortadas pela metade)

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Ingredientes:
01 truta defumada.
01-02 colheres de cream cheese.
02-03 colheres de azeite.
½ cebola pequena bem picadinha.
01 limão.
Pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Limpe a truta, tirando a pele e as espinhas, esmigalhe em um prato (retirando mais espinhas), adicione os outros ingredientes de acordo com seu gosto, para umedecer e suavizar o sal-sabor forte do peixe (mas sem apaga-lo, claro!). Depois de bem misturado, coma com pão, torradas, bolacha, salada ou o que bem entender.

Dicas:
– Essa truta foi um presente, não sei exatamente o quanto custa, mas acredito que seja algo entre 8 e 15 reais.
– Existe também o filé defumado, deve ser mais caro, mas talvez compense pela facilidade de manipulação.
– Os ingredientes podem ser substituídos por aqueles que você costuma usar em patês, em vez do limão e cream cheese, poderia usar coalhada seca ou iogurte. Só não recomendo maionese, pois ao contrário do atum em água, esse insumo é muito salgado-forte, a maionese só acentuaria isso, pois também é salgada.

Viagem ao Recife, Julho de 2011

Adoro essas postagens de turismo, mesmo que não tenham a utilidade de uma receita, elas têm o seu valor quando precisamos saber onde ir em uma cidade diferente ou lugares diferentes na sua própria cidade, né? Por falar nisso, é tão estranho chegar ao Recife, onde vivi por 14 anos e sai há menos de 1 ano, como um turista bobo que se impressiona com coisas óbvias. Nessa viagem sai menos que na anterior, também fui para os mesmos lugares e alguns, repetidas vezes.
Vamos começar pelos lanches…
Em Recife existem boas burguerias “chics”, aquelas com clima vintage, misturam anos 60 com 80, uma coisa meio Embalos de Sábado a Noite com De Volta para o Futuro.
Visitei duas delas, velhas conhecidas dos meus tempos de pernambucano.
A primeira que falo é a PinUp, vou desde 2006 quando abriu, algumas épocas até 2 vezes na semana. Os preços são justos, pois a porção é generosa e o sabor excelente. A loja fica no bairro do Pina e o ambiente é variado, com jovens, famílias e casais. Um casal com apetite normal divide um sanduíche grande, batata e sobremesa, com refri e 10% não sai mais que R$ 20,00 pra cada. Essa foto abaixo é do MENOR sanduíche, que custa uns R$ 6,00 (Os outros custam o dobro) e a sobremesa chama-se Little Italy, é uma espécie de torta alemã ou pavê de chocolate com uma bola de sorvete em cima, absurdamente delicioso. Cuidado com o “truque” do queijo, pois eles sempre perguntam “qual o queijo?” e você paga uns 2 ou 3 reais a mais por uma fatia de queijo processado, basta pedir “sem queijo”, além de economizar uma grana, você não “suja” seu delicioso hamburguer com essa fatia de gordura sintética.

Esse sanduíche é da Saturdays, uma outra burgueria em Boa Viagem/Pina. Porém esse estabelecimento conta com um ambiente menos vintage e mais americano, também um público (e música) bem mais jovem e barulhento. Os sanduíches são um pouco menos caros e consequentemente menores (o sabor da carne é perfeito). Infelizmente eles sempre pecaram no atendimento, que há anos é péssimo, mas não custa visitar.

Saindo das burguerias e caindo em outra especialidade da Recife Moderna, os Crepes! Na postagem turística anterior eu falei de várias creperias, dessa vez eu fui duas vezes ao Maria de Millas, fica no charmoso bairro do Poço da Panela, uma região histórica e preservada do bairro de Casa Forte. O ambiente do local está de acordo com o bairro (chic, tradicional e com toque de charme decadente) e o público é formado em sua maioria por casais de 25-95 anos. O preço não é baixo, mesmo assim acaba saindo mais barato que um bistrô tradicional, vale muito a pena conhecer. As fotos dos pratos não ficaram muito boas, pois a iluminação é propositalmente baixa, mas o recheio sempre conta com queijos importados e especiarias delicadas. Fotos do salão principal e de um Crepe de Cartola (banana, queijo manteiga, canela e açúcar).

Agora vamos passando pelos japoneses, aqui estou colocando fotos de lugares que citei na minha última postagem, mas não pude fotografar daquela vez. Quando se fala em temakeria, penso em duas, Nori e Yume. A primeira não pude postar fotos (pois infelizmente não fui), mas garanto que é excelente.
A Yume (fotos abaixo) fica ao lado do prédio onde morava, ela trabalha com ótimos ingredientes e é uma marravilha! Boa para a madrugada e para o “pré” balada ou mesmo uma passada rápida com os amigos ou a patroa depois de um cinema.

Como falei da última vez, o Shopping Recife conta com excelentes restaurantes. O Sushimi é muito especial, pois mesmo estando na barulhenta praça de alimentação, ele conta com um ambiente interno muito aconchegante, peixes fresquíssimos e excelentes sushimans (Existe plural de sushiman?!). Foto do Sunomono completo e do ambiente simpático.

E a estrela dos japoneses, o TheBest of Recife… O tradicional Quina do Futuro. O preço é mais salgado que shoyu barato, mas vale cada centavo. O melhor ambiente, profissionais, matéria prima e tudo de excelência que pode existir na face terrestre. Sentar no balcão, junto aos aquários e ver 2 asiáticos trabalhando com precisão cirúrgica, enquanto organizam os varais com pedidos e gritam um com o outro, não tem preço, principalmente se acompanhado de uma comida perfeita! Imagens do ambiente, balcão, aquário, sunomono completo (com um molho da casa) e uramakis de salmão philadelphia.

Vamos continuar nos peixes, mas agora um pouco mais cozidos. Na última vez eu postei umas fotos das peixadas do meu pai e do peixe frito em Porto de Galinhas. Estou repetindo a dose dessa vez. Segue aqui uma sinfonia marítima do meu pai, ficou muito boa, a foto já diz tudo… E esse pirão então, divino!

E aqui o peixe frito em Porto de Galinhas, com saladinha e mandioca frita. Escolhemos o peixe fresquíssimo e 1h depois ele está na mesa.

De sobremesa, um sorvete classe F, com gosto de nostalgia…

Mas não se esqueçam, em Porto também podemos consumir os ensopados de Aratu, Carangueijo ou Sururu (Aratu é meu favorito). São vendidos em carrinhos quadrados brancos, guiados por umas 10 senhoras negras e gordas (todas da mesma família, fazem isso há uns 20 ou 30 anos!), infelizmente não tirei foto, porque comi e nem lembrei dos outros, aquilo é o néctar dos Deuses!!! IMPERDÍVEL!
Falando nas coisas imperdíveis de Porto, comam o queijo-de-coalho na brasa:

Comam também alimentos (guloseimas) que podem não pertencer a “alta gastronomia”, mas são coisas que tendem a desaparecer em 10 anos, como as raspadinhas de gelo e xarope e vodka.

Falando em coisas regionais, não posso esquecer da famosa Carne de Sol! Minha última receita do Blog foi uma carne de sol acebolada e modéstia a parte, deliciosa. Expliquei o passo a passo da receita e parte da história dessa comida. Porém existem lugares que servem uma carne de sol bem melhor que a minha (eles são profissas!), bons restaurantes regionais que atraem famílias pernambucanas e turistas de todo o mundo. Fui conhecer o famoso Tio Pepe, antigo restaurante (quase 50 anos) que foi aberto por um espanhol conhecido como (adivinhem?) Pepe. Os preços são salgadinhos, mas como todo bom restaurante, justo pela qualidade que serve. Deliciem-se com as fotos da comida e do local (decoração curiosa):

As sobremesas não ficam de fora da postagem. O Dalena (que postei da última vez) continua em meu coração (e estômago), sempre a melhor pedida para comer um salgado leve, um café e uma bela fatia de Torta de Damasco no capricho: (reparem na umidade dessa torta)

E como falei em café, não poderia me esquecer da melhor cafeteria da cidade, a Castigliani. Fica na Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco), com um cinema em anexo que passam filmes para pessoas inteligentes e alternativas fora do circuito comercial. Provavelmente é o único lugar onde podemos tomar um cappuccino de verdade, feito com bom espresso, leite integral vaporizado bem cremoso e sem chocolate, canela e outras coisas do tipo. O ambiente e a vista são um show:

Outra coisa que me faz falta em Curitiba, são as casas de Açaí. Mesmo existindo poucas em Recife, a melhor que conheço (e acho que já fui em todas) chama-se Point do Açaí. Fica na Zona Norte, longe do mar e praia, mas a qualidade da tigela é impecável! Textura, sabor e cor. Se não me engano, é uma empresa de Belém, isso deve ajudar muito!

Se você busca sofisticação, vá ao La Cuisine. Um dos únicos restaurantes na beira-mar de Boa Viagem, com comida contemporânea de tendências francesas, italianas e mediterrâneas em geral. O preço não é alto e os pratos muito bem servidos, mas evite o couvert (R$19,90 por pessoa) que acaba saindo mais caro que a comida. O ambiente é lindo, bacana para ir de casal:


Um local não tão gastronômico, mas que vale a pena ir, é o Paço Alfandega e a Livraria Cultura. O Paço é um pequeno shopping sofisticado, com lojinhas, restaurantes e cafés que vão do luxo-bom ao luxo-lixo, voltado mais para turistas. O mais legal é a livraria em anexo, a maior do nordeste, com milhares de exemplares de tudo o que você quiser ler, entrar e não levar nada é uma tortura! Com um pequeno café dentro que serve um bom espresso e um ótimo chocolate (o cappuccino deixa a desejar). Mas abra o olho, dentro da livraria o café vale a pena, porém fique longe dos cafés de dentro do Shopping Paço, que apesar de lotados, são péssimos. (recomendo curtir um pôr-do-sol no terraço do shopping, alternando com os livros e cafés/chocolates)

Para encerrar com chave de gold, falarei do lugar que mais fui nessa viagem, o Bar Central. Funciona como restaurante de dia e bar pela noite, tem público variado, geralmente formado por alternativos de todas as tribos, desde os professores e artistas mais almofadinhas aos estudantes e desocupados mais hippies. As comidas são caras mas excelentes, com opções sem amor, sem vida, sem saúde, sem sabor, vegetarianas e todas aqueles clássicos petiscos de bar, em versões frescurentas gourmet. Vale a pena uma visita com os amigos, a parte de fora é mais “largada” e por dentro é mais sofisticado, com boa música, ar condicionado geladinho e outros mimos:

Encerro por aqui, espero ir para mais lugares na próxima viagem, seja para Pernambuco ou qualquer canto da Galáxia. Caso vá para esse mesmo destino, me cobrem para ir ao Alto da Sé em Olinda comer tapioca, ao Dom Francesco Trattoria e o Restaurante do Leite, mais antigo em funcionamento do Brasil.
Recife está se tornando um dos maiores pólos gastronômicos do País, mas não só de boas praias e comidas vive o turismo/lazer dessa cidade, procure dar um passeio no Instituto Ricardo Brennand e Oficina Francisco Brennand, são Museus particulares de um artista plástico e empresário bilionário pernambucano que gosta de investir em cultura, construindo museus e financiando artistas e cientistas, tem entrada livre (ingresso R$ 15,00  normal e R$ 5,00 estudante), tirei umas 1200 fotos, mas como o Blog é de comida e não de arte, aqui ficam algumas fotos do Instituto, que tinha exposição de Michelangelo, Museu inglês de cera e acervo permanente de obras e armas do próprio museu.







Links dos lugares:
-Temakeria Yume: http://www.yumetemakeria.com.br/

-Restaurante Quina do Futuro: http://www.quinadofuturo.com.br/

-Bar Central: Rua Mamede Simões, 144 – Tel (81) 3222-7622
-Tio Pepe: http://www.tiopepe.com.br/

-Confeitaria Dalena: http://www.dalena.com.br/

-Maria de Millas: Estrada Real do Poço, 558. Telefone: (81)3269-3957
-PinUp Burgueria:
Avenida Herculano Bandeira, 692
(0xx)81 3466-0001
-La Cuisine: http://www.lacuisine.com.br/

Instituto Ricardo Brennand: http://www.institutoricardobrennand.org.br/

Peixada de Pascoa

Eu adoro a Páscoa! Não sou cristão e não sou chocólatra, mas algumas datas têm uma magia. Me lembro da Páscoa de 2007, quando fui para Gravatá (Região serrana do Agreste pernambucano, 85km de Recife). A estrada estava linda, tinha chovido há pouco e a paisagem (estrada e plantas) estavam com aquele aspecto “molhado-e-secando-ao-sol”. Nessa época acontece um fenômeno interessante na região, aparecem milhões de borboletas amarelas por todo lado, são de um amarelo claro e intenso, a estrada fica cheia de borboletas mortas, que se parecem folhas de outono e o para-brisa fica todo “pintado” (sim, muito trágico, mas estranhamente lindo). É quando se iniciam as chuvas e os festejos ligados ao interior no Estado de Pernambuco, as praias ficam vazias e os chalés das cidades serranas se enchem. É a hora de comidas típicas a base de milho, danças, cores e outras mil e uma coisinhas que antecedem o São João e durarão atéééé 07 de Setembro, primeiro feriado de “verão”, onde reinicia a temporada de sol e praia.

Como sou pobre e moro sozinho, segui meu próprio conselho do último post e reciclei a peixada que fiz na sexta-feira santa!

Só para explicar… A foto abaixo é de um cuscuz com o molho da peixada reduzido. Quer dizer, sobrou metade da peixada que fiz ontem, reservei um filé de peixe, umas mini cenouras e joguei fora das batatas (batata requentada é horrível!), reduzi o molho pela metade (1h no fogo baixo) com um pedaço de peixe debulhado e os pedacinhos de legumes (que sumiram!), o caldo ficou grosso e de sabor muito intenso. Restando uns 5minutos, coloquei o filé peixe e as cenouras (aqueles que reservei no começo) apenas para esquentar naquele molho. Ficou muito gostoso, confesso que até melhor que a peixada! Esse molho todo sobrou porque não fiz pirão com o caldo da peixada (não tinha farinha aqui), assim restou “água” em abundância.

Segue a foto do molho reduzido com cuscuz (o filé de peixe está embaixo):

Receita da peixada:

500g de filé de pescada chilena (ou qualquer peixe bom para cozinhar)

03 tomates.

02 batatas.

02 cenouras (usei minicenouras que tinham na geladeira, mas tanto faz)

01 pimentão

01 cebola.

03 dentes de alho

01 limão

01 litro de água.

Cebolinha, Salsa e/ou Coentro a gosto

01 colher (sopa) de açúcar

01 colher (chá) de colorau (não tinha aqui, mas recomendo)

Sal e pimenta do reino o quanto baste.

Azeite para cobrir o fundo da panela.

02 ovos cozidos (opcional)

Modo de preparo:

Coloque as batatas e as cenouras já cortadas para pré-cozinhar (uns 5 ou 10 minutos) em água quente com sal e pimenta. Na panela da peixada, frite o alho no azeite, tire do fogo e monte em camadas: cebola, batatas, cenouras, pimentão, tomate, peixe, cebola, batata, cenoura, tomate, cebolinha-salsa-coentro (suco de 01 limão por cima de tudo). Deixe no fogo por uns 5 minutos, enquanto bota para ferver a água que cozinhou as batatas e cenouras, com o açúcar e colorau. Jogue água quente por cima (provavelmente vai cobrir tudo), tampe e deixe cozinhando até as batatas e cenouras estiverem no ponto.

Dicas:

-Acho essa ordem muito boa, mas se você achar outra melhor, fique a vontade. Não acredito que vá alterar muito a receita. O importante é não mexer, pois destruiria tudo, principalmente o peixe que geralmente é delicado.

-É uma peixada bem “aguada”, quando estiver quase pronta pode usar o caldo para fazer um pirão. Só precisa deixar o caldo fervendo em uma panela separada (fogo baixo), adicionando farinha de mandioca fina aos poucos e ir mexendo para incorporar. Se não gostar disso, faça como eu fiz, reduzindo o caldo no dia seguinte.

-Use o peixe que você achar melhor. Peguei esse por dica do peixeiro, mas existem muitos peixes bons e baratos para fazer cozido.

-No primeiro dia comi a peixada com arroz, no segundo (quando reduzi o molho), comi com cuscuz. Mas qualquer coisa fica boa, purê, mandioca, farinha, farofa, apenas as batatas, pão e até macarrão. Afinal, molho é molho, né?

Salada Sunomono

Que engraçado, eu amo a culinária japonesa, fiz curso de sushiman no SENAC e já trabalhei em um café que era gerenciado por um Chef japonês, mas nunca tinha preparado nada do tipo!

Comida japonesa é muito chata de se fazer, apesar da simplicidade, existem pequenos detalhes que fazem toda a diferença! Claro, todas as comidas têm dessas coisas, mas na cozinha nipônica isso é mais importante, como o arroz de sushi que deve ser abanado e descansado, além de ser servido frio e não gelado, etc.

Fiz essa salada por ser o mais simples dos pratos, tudo começou quando ganhei uma garrafa de vinagre de arroz que minha tia trouxe do Japão (foto abaixo), me inspirei e resolvi comprar mais ingredientes para fazer carnes, arroz e claro, o sunomono.

Na internet só achei receitas absurdas, que mandavam ferver o vinagre, lavar o pepino, usar meio quilo de açúcar com 1 litro de vinagre para temperar (Só em restaurante usaríamos essas medidas!), enfim, cuidado com esses sites grandes de receitas, onde qualquer um posta qualquer coisa. Usei as dicas do meu professor do SENAC, do meu antigo gerente e do cara que me vendeu os ingredientes (que parecia entender bastante).

Infelizmente o resultado não ficou como eu esperava, um tanto forte demais o sabor, pois acho que exagerei na quantidade de tempero para pouco pepino, por isso vou colocar a receita já corrigida. Além disso, não sei como são os vinagres de arroz nacionais, esse importado talvez seja mais forte.

É importante se lembrar que sunomono é uma conserva de pepino avinagrado, assim como podemos conservar frutas em açúcar e carnes em banha ou sal, podemos conservar vegetais e algumas carnes em vinagre ou qualquer outra solução ácida, como o arroz cozido (de sushi), o picles (pepino, cenoura, cebola), peixes (podendo fazer um ceviche) ou o namasu (conserva de nabo e cenoura, tipo sunomono), engraçado é que todos eles levam além da solução ácida, o açúcar e sal.

Outra coisa, fiz uma versão supersimples, já que o importante é o conceito de conserva e não a elaboração de algo diferente, mas em Recife sempre comia sunomono completo, com pedacinhos de polvo, salmão, atum e pescada amarela, às vezes com um molho de missô que era de comer chorando e ajoelhado! Mas uma receita dessas exigiria uma série de outros trabalhos com peixes, cortes e coisas que só uma aula pode ensinar.

Ingredientes: (para duas pessoas, o dobro dessa foto)

04 pepinos japoneses.

01 colher (sopa) de sal.

50ml de vinagre de arroz

50g de açúcar

01 colher (sopa) de saquê mirim

04 bastões de kani

01 colher (sopa) de gergelim preto

01 colher (sopa) de óleo de gergelim torrado (opcional)

Pitadinha leve de glutamato monossódico (ajinomoto)

Modo de Preparo:

Fatie os pepinos finamente, coloque o sal e deixe em descansar em uma peneira por 30 minutos, aperte-os de leve (para tirar o excesso de água) e em uma tigela adicione o ajinomoto, saquê e o açúcar e vinagre (que foram bem misturados previamente). Tampe e deixe na geladeira por no mínimo 1 hora. Antes de retirar e servir, desfie o kani e torre o gergelim(vide Dicas), se quiser, pingue um pouco do óleo.

Dicas:

-Dificilmente falo de preços, mas para não assustar os virgens marinheiros de primeira viagem, as garrafas de vinagre de arroz e saquê mirim (500ml) custam na faixa de R$ 5,00 cada, o saquinho de gergelim R$2,00, o pacote co 16 bastões congelados de kani R$ 7,50 e o pepino japonês R$4.00 o Kg (umas 7 a 8 unidades).

-Todas essas quantidades são relativas, principalmente o vinagre e o açúcar, pois o pepino, mesmo após ser seco, continuará a soltar água na conserva dentro da geladeira, por isso é importante ir provando.

-Para fatiar os pepinos, use uma manolina. Qualquer uma serve, aquela de 8 reais na lojinha do centro ou uma alemã de 140 reais que dura 5 anos e corta mais que o adamantium do Wolverine. Se tentar na faca, você vai fazer fatias muito grossas e desiguais, demorar 3 horas ou fazer sunomono com seus dedos. Além disso, use sempre o pepino japonês, ele é mais fino e longo, tem poucas e moles sementes, os outros pepinos (mais grossos) são inadequados! E nunca use a ponta dos pepinos, que amargam.

-Quando misturar o vinagre e o açúcar, vai parecer uma solução supersaturada, cheio de grãos. Mas fique tranquilo, pois além de mexer bem, quando colocar no pepino, ele soltará água e vai diluir esses grãos restantes.

-Para torrar o gergelim, pegue uma frigideira, esquente-a até fumaçar e apague o fogo, coloque os gergelins e vá salteando por alguns minutos, como se trata de pouco gergelim e ele é uma sementinha minúscula, mais calor que isso pode torrá-lo demais, deixando um gosto amargo e soltando um óleo horrível. (Ele também pula como pipoca, mas só quando a coisa já queimou e amargou)

-Compre kani de uma qualidade razoável, as marcas mais baratas são farelentas e têm um sabor horrível. Lembre-se que kani não é carne de siri ou caranguejo, são retalhos e sobra de peixes industralizada, aromatizada e compactada.

-A colher de sal deve ser generosa, pois o pepino é quase todo feito de água e essa quantidade além de não salgar muito, ainda fará com que o pepino se desidrate (essa é a intenção!). Mesmo assim, ele soltará muita água no tempero avinagrado, enquanto estiver na geladeira. Por isso é importante a espera e sempre provar (uns preferem mais azedo e outros mais doce).

-As gotas de óleo de gergelim torrado é um opcional, adoro esse tempero em carnes e saladas, dá um gostinho amendoado, que lembra amendoim torrado (rimou!), não confunda com o óleo queimado que sai do gergelim quando os torramos demais! Falo de umas garrafinhas pequenas que vendem nas mesmas lojas que o saquê, vinagre, etc.

 

Lembram daquela história de harmonizar música e comida? Pois aqui vai uma dica interessante:
The Bird and The Bee – Love Letter to Japan

Viagem Gastronômica ao Recife

  Depois de uns 35 dias sem nem sequer visitar meu próprio BLOG, coisa de blogueiro vagabundo cuzão relaxado relapso, apareço em uma longa postagem e com novidades concretas e nenhuma receita! (Que merda, Hein?)

Passei 20 dias em Recife, curti o carnaval, fiz um vídeo no youtube que me transformou na pessoa mais odiada da internet, revi meus amigos e estou realizando os testes dos doces da minha empresa, a Leão do Norte(nome mais provável). Mas o que isso tem de concreto? Trarei novas receitas (dã, que obvio, é pra isso que serve o blog, seu blogueiro burro!) e a coisa mais legal de todas, comprei uma máquina fotográfica muito legal (finalmente!), vou pegar nessa semana, uma Canon T2i e aposentarei essa que uso atualmente, uma PENTAX a pilha, de 4 megapixels que comprei em 2004.(responsável por essas fotos que tirei até hoje)

Reparem que boa parte das fotos postadas a seguir não têm uma boa qualidade, coisa que mudará a partir de agora, com a chegada na nova câmera.(Para o bem geral da Nação!)

A maioria das fotos mal tiradas amadoras que seguem são de lugares que costumo (costumava) frequentar em Recife: cafés, bares, bistrôs, etc. Alguns eu frequento e não tive a oportunidade de fotografar, outros foram fotografados, mas as fotos ficaram tãoooo ruins que eu prefiro queimá-las não usar. Também seguem fotos de alguma comidas que fizemos em casa. Espero que quando viajarem para a capital do nordeste, a São Paulo do norte, metrópole pernambucana, possam conhecer o que ela tem de melhor para oferecer ao seu estômago.

Para começar a farra gastronômica, vamos exibir um restaurante étnico maravilhoso e de certo modo, raro no Brasil. Um Restaurante Coreano! O nome do lugar é “Burgogui”, mesma nomenclatura do prato principal, o churrasco coreano. Os donos são um casal coreano, especificamente a esposa, pois o marido veio para ser jornalista, mas acabou virando um famoso acupunturista É um clima caseiro e aconchegante, não só é uma velha casa, mas tem cheiro de “lar”, ainda mantém as divisões de quartos e em boa parte das vezes somos atendidos pelos donos, restaurante étnico 100% familiar! Melhor impossível!

As fotos abaixo são:

Um prato delicioso chamado JAPCHAE, uma espécie de yakisoba, mas feito com macarrão transparente, carne surrada, shitakes frescos, cebolinha inteira, pimentões vermelhos e carregado com óleo de gergelim torrado, junto com uma porção de pimenta flocada vermelha muito suave e deliciosa chamada gochugaru.

 

O famoso carro chefe que dá nome ao estabelecimento, o churrasco coreano é carne (acho que alcatra) bem picadinha e provavelmente surrada, deixando bem mole. É feita nessa “panela-churrasqueira” importada da Coreia, cozida em vapor e caldos aromatizados (que podemos comer com arroz ao final).

 

Esses são os acompanhamentos do churras, acelga apimentada, broto de feijão com óleo de gergelim torrado, amendoim teriyaki, mini-batata teriyaki, gochugaru, pasta de missô, folhas de alface lisa e claro, arroz branco. O mais interessante da brincadeira é o modo de comer, você pega a folha, coloca a pasta, o arroz, o acompanhamento desejado e o pedacinho de carne, faz uma trouxa e manda pra dentro! Muito diferente dos tradicionais chinas e japas que sempre vamos.

 

Para finalizar, essa é a “fachada” do local (endereço e telefone coloco no final da postagem).

Já que estamos com os dois pés no oriente ou ao menos em seus representantes gastronômicos em Recife, vou ressaltar a boa qualidade dos sushis dessa cidade, aqui em Curitiba(onde estou morando), um lugar cheio de japonês mas só conheci lugares (sushis) caros demais ou ruim demais. Claro, em Recife também existem os lugares com preços abusivos e aqueles rodízios sebosos que a ralé enriquecida os emergentes de Boa Viagem adoram. Mas essa cidade de poucos japoneses oferece muitas opções excelentes e surpreendentes, inclusive dentro do shopping, lugar onde comida fresca e de qualidade é mais raro que mulher em show de heavy metal, hétero trabalhando em cia aérea, japonês blackpower, nota de 1 real! Indico um chinês e dois japas de olhos fechados (sem trocadilho cretino),o primeiro é o Chinatown(uma unidade no Shopping Recife e outra no Guararapes), restaurante chinês mais tradicional da cidade, pratos a um preço justo, comida absurdamente farta e bem feita, ambiente e cozinha perfeitamente limpos².(Ressalto esse fato, pois existem pessoas que ainda nutrem preconceito quanto a esse quesito nos restaurantes chineses). Os três japoneses são: Sushimi, que fica dentro do shopping, pertence a mesma família do chinatown e apesar de ficar na praça de alimentação, conta com um espaço interno muito aconchegante(e pequeno) e mesmo sendo um sistema express, tudo é absurdamente fresco, bem feito e de excelente qualidade. O segundo (e fotografado) não é exatamente um restaurante japonês tradicional, é um bistrô contemporâneo com fortes influências asiáticas, por coincidência também fica no Shopping Recife, seu nome é EKI, nome dado às estações de metrô no Japão, é um espaço relativamente grande e com ambientação que realmente lembra o interior de um trem urbano de passageiros (vide foto abaixo).

 

O cardápio é bem variado, com pratos contemporâneos (cozinha clássica+asiática) e vários tipos de sushis (excelentes também). Nesse caso da foto, peguei um prato de salmão com molho de maracujá, risoto de funghi e legumes no vapor com um toque de gengibre, é de comer ajoelhado! O ideal para duas pessoas é comer uns sushis de entrada, dividir esse prato quente e na sobremesa, pedir tempurá de sorvete, um cilindro de sorvete empanado e frito, a massa parece bolo recém-saído do forno e conforme o sorvete derrete, ele penetra na casca crocante, muitooo gostoso!

 

Saindo do Shopping (Graças a Deus!), temos o Quina do Futuro, fica na Zona Bonita Aristocrática Chic de Bom Gosto Norte da cidade, em uma esquina da Rua do Futuro, é o mais tradicional de todos, com asiáticos fazendo sushi na hora, usam instrumentos antigos, sistema de fichas no varal e como não podia deixar de ser, é o mais caro e melhor dos três, ideal para quem curte comida japonesa MESMO, daquela que pode ser facilmente comparada as entocas do bairro da Liberdade em Sampa.

Depois de falar de tantos sushis e sashimis, vocês acham que os peixes acabaram? Que nada! Comecei agora! Segue abaixo algumas fotos que falam por si só: Primeiro o peixinho frito em Porto de Galinhas, o preço é meio salgado(R$ 60,00), mas você paga pelo guarda-sol, cadeiras e pela vista, apesar da simplicidade no preparo, o frescor do alimento e a prática de anos do cozinheiro, faz o peixe ficar na perfeição! Recomendo a barraca onde o Visconde trabalha, somos clientes fiéis há 15 anos. (O tomate ficou amarelo nessa foto, mas o que eu comi era vermelhinho!)

Essas fotos são de um lugar mais fino, o Bargaço, um restaurante baiano com filial em Recife, provavelmente o mais sofisticado e caro de frutos do mar da cidade. São fotos de um peixe assado, uma sinfonia marítima e casquinhos de caranguejo. Vou confessar uma coisa, não criei o Blog para ficar criticando os restaurantes por aí, mas nesse caso fiquei um tanto decepcionado com a comida do Bargaço, a sinfonia não estava grandes coisas, além de cara (R$ 99,00), tinha só caldo sem sabor e muitooooo sururu, não vi nem cheiro de lagosta, poucos camarões e polvos-lula e um pedaço de peixe que era 90% espinho e couro, o peixe foi caro também (R$ 75,00 aprox), estava sem graça e sem carne, bem abaixo do mesmo peixe que comi em Porto de Galinhas, feito em um lugar precário e sem nenhum Chef para comandar. As únicas coisas que são perfeitas e extremamente baratas, foram as casquinhas de caranguejo, porção com 10 por R$ 38,00, dá para 2 pessoas se empanturrarem com essa porção farta e muito bem feita (provavelmente a mais gostosa que já comi)

 

Agora vamos para minha casa, uma moqueca que meu pai fez. Peixe, camarão, legumes, leite de coco e azeite de dendê são a base, com o caldo faz-se o pirão (uma das delícias gastronômicas herdadas dos índios). Modéstia a parte, mas estava muito melhor (em todos os sentidos) que a sinfonia do Bargaço e gastamos ¼ do valor. Eu e meu pai brigamos muito por termos princípios gastronômicos bem diferentes, mas quando se trata de frutos do mar, eu não dou pitaco no trabalho dele, que geralmente é de primeira!

 

 

Para quem quer gastar menos e ter um lugar romântico, recomendo as creperias de Recife. Conheço três delas, a Montmartre: uma pequena casa no Bairro de Casa Forte, o dono é um francês mal humorado e os pratos sempre saem a perfeição. O La Plage é um dos meus restaurantes favoritos, serve apenas crepes e saladas, nenhum prato custa mais de R$ 20,00, a comida sempre é leve e suave (Mas nunca sem-graça! É deliciosa mesmo!), tem um dos melhores custo-benefício que já vi e excelente atendimento, sempre é uma boa pedida, qualquer prato é um acerto! (desculpem essa foto ruim)

E claro, a Galeria Joana D’Arc e o Anjo Solto: Uma creperia que começou como um bistrô GLS alternativo, mas aos poucos virou um lugar mais “familiar”, principalmente nos finais de semana. Os preços são mais salgadinhos, a qualidade peca às vezes, mas com certeza ganha no quesito ambiente, pois sempre tem pessoas legais e o lugar (uma antiga galeria decadente, a Joana D’Arc) se transformou em um pequeno polo gastronômico com restaurantes de todos os tipos: italiano (mostro uma foto quando falar das massas), mexicano (foto seguinte), japonês (ruinzinho, não recomendo), pizzaria e claro, a creperia! Eles se misturam e local vira um point para casais de todas as idades, encontro light entre amigos (tipo barzinho) ou pré-balada. Como podem ver na foto o Restaurante Mexicano descolado e muitas mesas, só está semi-vazio porque era umas 19:00 de terça-feira.

 

As massas de Recife… Infelizmente ainda temos péssimos restaurantes italianos e pizzarias que fazem sucesso, mas vou dar a dica, o caminho dourado dos lugares certos! Gosto de começar pelo melhor, então lá vai: Trattoria Don Francesco, em Olinda. O lugar é romântico, os preços são médios-altos (mas muito justos!) e o estabelecimento é tocado pelo dono, um italiano. Recomendo pedir uma salada caprese e uma lasagna bolognesa (para um casal dividir os dois pratos), depois comer a sobremesa que o espaço estomacal deixar, quem sabe dar uma volta em Olinda a noite? Podem ficar tranquilos, aquela cidade é histórica, mágica e segura. E olha que sou um agnóstico cético chamando algo de “mágico”, levem a sério, viu?!

Tá passeando no shopping e deu vontade de comer um italiano? (sem trocadilhos cretinos novamente!) Fique longe da praça de alimentação e vá ao Michelli, um excelente restaurante fora da praça, o ambiente é bacana e o filet a parmegiana é divino!

Se você está por Boa Viagem e não pode ir para Olinda impressionar a patroa, vá para a Galeria Joana D’arc que acabei de citar e visite o La Pasta Galleria, os molhos são feitos a perfeição e a massa totalmente caseira e feita lá mesmo, ambiente escurinho e geladinho (importante no nordeste!) O lugar é bem pequeno e costuma lotar nos FDS, vá durante a semana ou ligue antes.

 

Se você quer comer um panini ou pizza, vá ao Dom Ferreira Forneria, um dos meus restaurantes favoritos, excelente custo-benefício, ingredientes dos Deuses e uma pizza igual àquelas do Bexiga em SP, o ambiente é lindo, todo black piano e com detalhes laranja, janelas amplas com vista de um movimentado cruzamento da avenida que dá nome ao lugar, a Av. Domingos Ferreira, uma das mais engarrafadas da cidade e que rasga o bairro de Boa Viagem.

Se está em um clima mais descontraído, informal e praieiro, pertinho dali existe a Pizzaria Cipó Nativo, onde servem uma pizza exótica, com uma massa leve e macia, com toques de manteiga de garrafa, gergelim e com uma textura que derrete na boca, o ambiente é um show a parte, teto de palha, chão de areia, lago de carpa, animais de madeira, cores curiosas, temas afro e indígena. Toda essa “selva” no coração de Boa Viagem, cercado por prédios de 20, 30 e 40 andares.

A cidade atualmente conta com muitos pequenos bistrôs, até agora nunca passei “raiva” por comer algo caro ou ruim, sempre os preços são convidativos e a comida na pior das hipóteses apenas não impressiona, mas decepcionar mesmo, nunca aconteceu. O melhor exemplo é o Espaço Muda, um lugar curioso, pois está fora dos eixos turísticos, comerciais ou residenciais, em um bairro onde funcionam gráficas, galpões e antigas casas, mas está se transformando em um polo de galerias de arte e baladinhas. O Muda não foge a regra, além de bistrô, é uma galeria de arte, brechó e nos fundos tem um espaço onde funcionam peças de teatro bemmm alternativas, baladinhas ou pequenos shows. Essas fotos, apesar de mal tiradas, retratam bem o clima do lugar. Se você é um cara que curte arte, leitura, usa barba, óculos grande, camisa xadrez e é pobre-fresco igual a mim, vai adorar o lugar! A comida é boa e barata, ir com a Mallu Magalhães gatinha ou com os Los Hermanos amigos é uma excelente opção!

Já que estamos falando em pessoas mais barbudas chatas maconheiras cults, como eu e meus amigos, nada melhor que o Bar Central. Um barzinho com uma certa sofisticação no ambiente, fica na Boa Vista, frequentado por artistas, professores e pessoas do tipo, a rua é muito movimentada, pois conta com micro barzinhos, mas o melhor mesmo é ficar no próprio Central, a comida é excelente, muito bem feita e com dezenas de opções de comida de vaca e cavalo vegetarianas, que apesar de não serem completas faltar alguma coisa terem carne, são uma marravilha! Mas para você que é normal gente humano civilizado esperto come carne, recomendo o Filé com fritas, que pode parecer besteira, mas é o melhor filécomfritas que conheço! Infelizmente acho que existem dois defeitos nesse bar, ele é caro pra doer e seu atendimento é de fazer o cu cair da bunda deixa a desejar.

Seguindo a onda alternativa, existe o Casa da Moeda lá no Recife Antigo, as comidinhas são gostosas, o ambiente e o público são bem interessantes e até os funcionários são umas figuras (garçons e garçonetes andrógenos).

O que fazer em um sábado ou domingo às 16h? Você acordou tarde, tomou café às 11h e não almoçou, lá pelo meio ou final da tarde deu uma fome… Vá para Olinda comer Tapioca! No Alto da Sé, existem as tapioqueiras que fazem tapiocas de todos os sabores, mas o melhor deles com certeza é o mais clássicão de todos, a tapioca de queijo coalho, manteiga e coco! Talvez as pessoas da roça do sul e sudeste pensem no coco apenas como algo doce, ledo engano, coco agrega positivamente em muitas coisas, pois tem textura diferenciada, sabor suave e gordura de sobra. Como algo assim não pode ser bom? Inclusive minha maior frustração é não ter foto desse lugar, nas duas vezes que fui, me esqueci da máquina (que é uma pereba, mas quebrou meu galho por 7 anos), deixa para a próxima!

Depois de tanta comida salgada, bora pra sobremesa?

Os cafés e delicatessens recifenses melhoram a cada dia! Para saborear o melhor café e cappuccino, temos o pequeno e charmoso Mercedes Café na Zona Norte, com macio brownie e um pastel de belém feito na hora, ao ladinho da Praça de Casa Forte, local que foi projetado por Burle Marx e é um convite para um passeio com a família ou amigos e o Castigliani Café, dentro da FUNDAJ (Fundação Joaquim Nabuco), anexo ao cinema, onde você pode comer e beber muito bem e aproveitar para ver um filme bacana.

Um lugar que sou frequentador assíduo é o Dalena. Uma tortaria que oferece dezenas de tortas (todas deliciosas), excelentes salgados (melhor que das padarias tradicionais) e claro, um café que não deixa a desejar. Inclusive tive a sorte de poder fotografar duas sobremesas e consegui uma foto borrada do local (Não disse que tenho que aposentar essa câmera?). Vale muito a pena, comida impecável, preços mais-que-justos e atendimento excelente.

 

Acho que essa “saga” chega ao fim… Gostaria muito, mas muito mesmo de ter tirado mais e melhores fotos, mas tive problemas com a máquina e com a minha memória (que sempre a esquecia em casa), além de não ter ido para todos os lugares que quis e nem fotografado lugares que fui, principalmente o Bar Central, Alto da Sé em Olinda e o Mercado de Boa Viagem (que não citei na postagem), sem falar que gostaria de abordar mais os bares, burguerias e principalmente os restaurantes regionais. Prometo (dessa vez de verdade) postar mais receitas, preparar alguns vídeos, melhorar as fotos e aviso, meus doces estão chegando! Olha minha cara de tarado maluco!

 

Aqui embaixo estão telefone e endereço de alguns lugares citados, boa parte tem site ou fotos na internet, confira:

Burgogui

Rua Venezuela, 153 Espinheiro

Telefone: 81-3423-0692

Horário: 12h/15h e 18h/23h (fecha seg.)

http://www.restaurantechinatown.com.br/

http://www.sushimi.com.br/

http://www.quinadofuturo.com.br/

http://www.restaurantebargaco.com.br/

Creperia MontMartre

Rua Alfredo Fernandes, 61

Recife – PE

(0xx)81 3268-7278

http://www.crepeslaplage.com.br/site/

http://www.anjosolto.com.br/

Trattoria Don Francesco

Rua Prudente Moraes, 358 – Carmo

Fone: (81) 3429.3852

Funcionamento: seg a sex, das 11h às 15h e das 18h30 às 23h / sáb, das 18h30 às 0h

e-mail: donfrancescotrattoria@uol.com.br

La Pasta Galleria

Av Herculano Bandeira, 513, Galeria Joana D’Arc, Pina, Recife/PE

Funcionamento: De domingo à quinta, das 18h até meia noite;

Sextas e sábados das 18h até 2h

Reservas: (81) 3328-3848.

http://www.ristorantemichelli.com.br/

http://www.domferreiraforneria.com.br/

http://www.ciponativo.com.br/home/index.php

Bar Central

Rua Mamede Simões, 144

Recife – PE

81 3222-7622

Casa da Moeda

Rua da Moeda, 150

Recife – PE

81 3224-6803

http://www.dalena.com.br/

Fusilli à Bolognesa

Hoje faz exatamente 32 dias que não atualizo meu blog. Culpa minha? Sim! Ando bem ocupado com o emprego, inglês e pós, em meu pouco tempo livre estou me dedicando puramente ao lazer, saindo para tomar cafés, indo ao cinema, livraria e passeando com os amigos. Cozinhar nesse tempo livre? Raramente. Fiz apenas coisas que já tinham no blog, como bolo de cenoura, pudim e cuscuz.

Tive folga quinta feira, antes de ontem, resolvi fazer o almoço em casa. Fiz uma macarronada simples e básica, mas claro, usando todas as dicas que aprendi e desenvolvi com a prática. Há alguns meses atrás, fazia macarronada todo sábado ou domingo, é um prato muito comum na mesa da família brasileira e aqui em casa não é muito diferente.

Uma pena que a maioria das pessoas nunca aprendeu a fazer ou sequer comeu uma boa macarronada. Pode parecer arrogância o último trecho dessa frase, mas quantas pessoas usam massa di grano duro ou fazem molho a partir de tomates italianos pelados? Além disso, quantas pessoas deixam o molho apurando por 2 horas ou cozinham o macarrão em água salgada abundante? Se alguém me diz “faço macarronada porque é rápido”, já sei que essa pessoa infelizmente nunca comeu uma boa macarronada. Comentários polêmicos, né?

Mas deixo claro que não sou um purista italianófilo, daqueles bem chatos que só gostam da comida da “Nona” italiana, por isso faço sempre questão de ser muito “brasileiro” em minha macarronada, que sempre tem acompanhamento de uma salada fria e alguma carne. Nesse caso foi rúcula no limão e lingüiça toscana (Não estão presentes na foto), mas poderia ter sido uma maionese de batatas e frango assado ou brotos de alfafa e costelas de porco.

Podem chamar esse “fusilli à bolognesa” de “macarronada parafuso”,  fica muito melhor!

Receita:

Ingredientes molho:

– 100ml de azeite.

– 01 cebola grande.

– 01 cabeça de alho.

– 03 latas de tomate italianos pelados.

– 400g de carne moída.

– ½ maço pequenino de salsa.

– Pimenta do reino, sal e uma pequena dose de orégano e noz moscada.

– Manjericão fresco a gosto.

Ingredientes massa:

– Água abundante (6-8 litros para 500g)

– 500g de macarrão di grano duro.

– Duas colheres de sopa de sal.

Modo de Preparo:

Aqueça o azeite, doure o alho e depois a cebola, adicione a carne, a pimenta, noz moscada e orégano, deixe refogar até ela cozer. Adicione as latas de tomate e a salsa, quando levantar fervura, tampe e diminua o fogo, mexendo periodicamente por duas horas (só quando estiver quase pronto, acerte o sal). Enquanto o molho fica apurando, acenda o fogo da água com sal e coloque o macarrão apenas quando começar a fervura, mexendo às vezes para não grudar. Finalize com manjericão no prato.

Dicas:

– O azeite não precisa ser extra-virgem, ele será esquentado e por isso não faz muita diferença.

– O tomate italiano pelado é muito melhor que as latas comuns de molho de tomate, mas custam quase o dobro do preço. Paga-se pela qualidade.

– Cuidado ao usar os temperos, a pimenta do reino “cresce” durante o cozimento, a noz moscada deve ser usada bem sutilmente (uma micropitada) e o orégano também muito pouco, para não dar gosto de pizza. O manjericão é colocado no próprio prato ou no molho quando o fogo já foi desligado. Sal apenas no final, 5 minutos antes de ficar pronto.

– É muito importante deixar o molho apurando por duas horas, para o sabor melhorar através de processos físicos e químicos, a textura do molho ficar uniforme (não junta aquela água no fundo do prato) e a cor ficará vermelho vivo.

– Use macarrão di grano duro, ele é feito com uma farinha melhor, ideal para massas. Existem marcas nacionais e importadas, custam entre 2 e 4 vezes mais que os tradicionais, mas o sabor e textura são infinitamente superiores. Água abundante para não grudar, pois não recomendo o uso de um fio de óleo na água, porque essa técnica evita o grude, mas deixa a massa escorregadia. O sal serve apenas para realçar o sabor da massa, é bastante sal porque trabalhamos com muita água.

– Pode usar qualquer carne nesse molho, algumas pessoas usam carne em tiras e outros usam frango ou atum, mas o macarrão à bolognesa original deve ser de carne moída bovina, suína ou as duas.

– Se for finalizar com queijo ralado, bato na mesma tecla sempre, não use aquele pó fedido de saquinho, compre um pedaço de queijo parmesão e rale na hora!

Bacalhau à Gomes de Sá.

Sou apaixonado por bacalhau. É gostoso, é saudável, é tradicional e é facílimo de preparar, pena que é caro! Hehehe. Essa receita não tem muito erro, se o cidadão for cuidadoso com o sal e não deixar nada queimar ou ficar cru, só pode dar certo!

Sobre o blog, acho que ando postando muito pouco por aqui, mas prometo melhorar nessa semana e trazer muitas novidades!

bacalhau

bacalhau2

Ingredientes:

01 kg de bacalhau.

04 batatas médias.

03 cebolas médias.

½ ramo de salsa.

03 ovos.

03 pimentas dedo de moça.

300ml de azeite de oliva.

10 azeitonas pretas grandes.

Pimenta do reino e sal (se necessário)

Modo de preparo:

Dessalgue o bacalhau. (vide dicas)

Cozinhe as batatas, descasque e coloque em fatias no fundo de uma fôrma untada com um pouco de azeite. Forre com  bacalhau, a pimenta, a cebola, os ovos cozidos, azeitonas e salsa. Adicione a pimenta do reino e regue com azeite por cima. Tampe com papel metálico, deixe por 40 minutos em forno médio pré-aquecido (220°-240°C), retire o papel e deixe por aproximadamente meia hora, até a pontinha das cebolas tostarem.

Dicas:

-Dessalgar o Bacalhau: Coloque o bacalhau em uma panela e encha d´água. Deixe na geladeira e troque de água a cada 4 horas. Serão necessárias 4 a 7 trocas de água para retirar o sal. Deve ficar na geladeira porque nosso clima tropical esquenta a água e ele apodrece em 10 horas, é um cheiro horrível. Um bacalhau com peças grandes precisará de mais tempo na água e em pedaço menores o sal sai rapidamente, caso não tenha dessalgado por completo, dê uma escaldada (água quente), mas não o deixe passar do ponto porque fica desmanchando demais.

– Bacalhau em pedaços menores são mais baratos (geralmente), evite bacalhau com pele e espinhos, se perde muito para limpá-los.

– Caso você retire todo o sal do bacalhau, pode SIM colocar sal depois. Use esse sal sobre o bacalhau e a cebola, antes de regá-los com azeite.

– Cuidado ao usar a pimenta dedo de moça, uso sem semente e em fatias finas, dá uma ótima aparência e um leve sabor de pimentão (que não é usado na receita original), caso use a dedo de moça com semente, não é necessário o uso da pimenta do reino.

– O melhor acompanhamento é arroz branco e se quiser, uma saladinha neutra de beterraba e cenoura.