Viagem ao Recife, Julho de 2011

Adoro essas postagens de turismo, mesmo que não tenham a utilidade de uma receita, elas têm o seu valor quando precisamos saber onde ir em uma cidade diferente ou lugares diferentes na sua própria cidade, né? Por falar nisso, é tão estranho chegar ao Recife, onde vivi por 14 anos e sai há menos de 1 ano, como um turista bobo que se impressiona com coisas óbvias. Nessa viagem sai menos que na anterior, também fui para os mesmos lugares e alguns, repetidas vezes.
Vamos começar pelos lanches…
Em Recife existem boas burguerias “chics”, aquelas com clima vintage, misturam anos 60 com 80, uma coisa meio Embalos de Sábado a Noite com De Volta para o Futuro.
Visitei duas delas, velhas conhecidas dos meus tempos de pernambucano.
A primeira que falo é a PinUp, vou desde 2006 quando abriu, algumas épocas até 2 vezes na semana. Os preços são justos, pois a porção é generosa e o sabor excelente. A loja fica no bairro do Pina e o ambiente é variado, com jovens, famílias e casais. Um casal com apetite normal divide um sanduíche grande, batata e sobremesa, com refri e 10% não sai mais que R$ 20,00 pra cada. Essa foto abaixo é do MENOR sanduíche, que custa uns R$ 6,00 (Os outros custam o dobro) e a sobremesa chama-se Little Italy, é uma espécie de torta alemã ou pavê de chocolate com uma bola de sorvete em cima, absurdamente delicioso. Cuidado com o “truque” do queijo, pois eles sempre perguntam “qual o queijo?” e você paga uns 2 ou 3 reais a mais por uma fatia de queijo processado, basta pedir “sem queijo”, além de economizar uma grana, você não “suja” seu delicioso hamburguer com essa fatia de gordura sintética.

Esse sanduíche é da Saturdays, uma outra burgueria em Boa Viagem/Pina. Porém esse estabelecimento conta com um ambiente menos vintage e mais americano, também um público (e música) bem mais jovem e barulhento. Os sanduíches são um pouco menos caros e consequentemente menores (o sabor da carne é perfeito). Infelizmente eles sempre pecaram no atendimento, que há anos é péssimo, mas não custa visitar.

Saindo das burguerias e caindo em outra especialidade da Recife Moderna, os Crepes! Na postagem turística anterior eu falei de várias creperias, dessa vez eu fui duas vezes ao Maria de Millas, fica no charmoso bairro do Poço da Panela, uma região histórica e preservada do bairro de Casa Forte. O ambiente do local está de acordo com o bairro (chic, tradicional e com toque de charme decadente) e o público é formado em sua maioria por casais de 25-95 anos. O preço não é baixo, mesmo assim acaba saindo mais barato que um bistrô tradicional, vale muito a pena conhecer. As fotos dos pratos não ficaram muito boas, pois a iluminação é propositalmente baixa, mas o recheio sempre conta com queijos importados e especiarias delicadas. Fotos do salão principal e de um Crepe de Cartola (banana, queijo manteiga, canela e açúcar).

Agora vamos passando pelos japoneses, aqui estou colocando fotos de lugares que citei na minha última postagem, mas não pude fotografar daquela vez. Quando se fala em temakeria, penso em duas, Nori e Yume. A primeira não pude postar fotos (pois infelizmente não fui), mas garanto que é excelente.
A Yume (fotos abaixo) fica ao lado do prédio onde morava, ela trabalha com ótimos ingredientes e é uma marravilha! Boa para a madrugada e para o “pré” balada ou mesmo uma passada rápida com os amigos ou a patroa depois de um cinema.

Como falei da última vez, o Shopping Recife conta com excelentes restaurantes. O Sushimi é muito especial, pois mesmo estando na barulhenta praça de alimentação, ele conta com um ambiente interno muito aconchegante, peixes fresquíssimos e excelentes sushimans (Existe plural de sushiman?!). Foto do Sunomono completo e do ambiente simpático.

E a estrela dos japoneses, o TheBest of Recife… O tradicional Quina do Futuro. O preço é mais salgado que shoyu barato, mas vale cada centavo. O melhor ambiente, profissionais, matéria prima e tudo de excelência que pode existir na face terrestre. Sentar no balcão, junto aos aquários e ver 2 asiáticos trabalhando com precisão cirúrgica, enquanto organizam os varais com pedidos e gritam um com o outro, não tem preço, principalmente se acompanhado de uma comida perfeita! Imagens do ambiente, balcão, aquário, sunomono completo (com um molho da casa) e uramakis de salmão philadelphia.

Vamos continuar nos peixes, mas agora um pouco mais cozidos. Na última vez eu postei umas fotos das peixadas do meu pai e do peixe frito em Porto de Galinhas. Estou repetindo a dose dessa vez. Segue aqui uma sinfonia marítima do meu pai, ficou muito boa, a foto já diz tudo… E esse pirão então, divino!

E aqui o peixe frito em Porto de Galinhas, com saladinha e mandioca frita. Escolhemos o peixe fresquíssimo e 1h depois ele está na mesa.

De sobremesa, um sorvete classe F, com gosto de nostalgia…

Mas não se esqueçam, em Porto também podemos consumir os ensopados de Aratu, Carangueijo ou Sururu (Aratu é meu favorito). São vendidos em carrinhos quadrados brancos, guiados por umas 10 senhoras negras e gordas (todas da mesma família, fazem isso há uns 20 ou 30 anos!), infelizmente não tirei foto, porque comi e nem lembrei dos outros, aquilo é o néctar dos Deuses!!! IMPERDÍVEL!
Falando nas coisas imperdíveis de Porto, comam o queijo-de-coalho na brasa:

Comam também alimentos (guloseimas) que podem não pertencer a “alta gastronomia”, mas são coisas que tendem a desaparecer em 10 anos, como as raspadinhas de gelo e xarope e vodka.

Falando em coisas regionais, não posso esquecer da famosa Carne de Sol! Minha última receita do Blog foi uma carne de sol acebolada e modéstia a parte, deliciosa. Expliquei o passo a passo da receita e parte da história dessa comida. Porém existem lugares que servem uma carne de sol bem melhor que a minha (eles são profissas!), bons restaurantes regionais que atraem famílias pernambucanas e turistas de todo o mundo. Fui conhecer o famoso Tio Pepe, antigo restaurante (quase 50 anos) que foi aberto por um espanhol conhecido como (adivinhem?) Pepe. Os preços são salgadinhos, mas como todo bom restaurante, justo pela qualidade que serve. Deliciem-se com as fotos da comida e do local (decoração curiosa):

As sobremesas não ficam de fora da postagem. O Dalena (que postei da última vez) continua em meu coração (e estômago), sempre a melhor pedida para comer um salgado leve, um café e uma bela fatia de Torta de Damasco no capricho: (reparem na umidade dessa torta)

E como falei em café, não poderia me esquecer da melhor cafeteria da cidade, a Castigliani. Fica na Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco), com um cinema em anexo que passam filmes para pessoas inteligentes e alternativas fora do circuito comercial. Provavelmente é o único lugar onde podemos tomar um cappuccino de verdade, feito com bom espresso, leite integral vaporizado bem cremoso e sem chocolate, canela e outras coisas do tipo. O ambiente e a vista são um show:

Outra coisa que me faz falta em Curitiba, são as casas de Açaí. Mesmo existindo poucas em Recife, a melhor que conheço (e acho que já fui em todas) chama-se Point do Açaí. Fica na Zona Norte, longe do mar e praia, mas a qualidade da tigela é impecável! Textura, sabor e cor. Se não me engano, é uma empresa de Belém, isso deve ajudar muito!

Se você busca sofisticação, vá ao La Cuisine. Um dos únicos restaurantes na beira-mar de Boa Viagem, com comida contemporânea de tendências francesas, italianas e mediterrâneas em geral. O preço não é alto e os pratos muito bem servidos, mas evite o couvert (R$19,90 por pessoa) que acaba saindo mais caro que a comida. O ambiente é lindo, bacana para ir de casal:


Um local não tão gastronômico, mas que vale a pena ir, é o Paço Alfandega e a Livraria Cultura. O Paço é um pequeno shopping sofisticado, com lojinhas, restaurantes e cafés que vão do luxo-bom ao luxo-lixo, voltado mais para turistas. O mais legal é a livraria em anexo, a maior do nordeste, com milhares de exemplares de tudo o que você quiser ler, entrar e não levar nada é uma tortura! Com um pequeno café dentro que serve um bom espresso e um ótimo chocolate (o cappuccino deixa a desejar). Mas abra o olho, dentro da livraria o café vale a pena, porém fique longe dos cafés de dentro do Shopping Paço, que apesar de lotados, são péssimos. (recomendo curtir um pôr-do-sol no terraço do shopping, alternando com os livros e cafés/chocolates)

Para encerrar com chave de gold, falarei do lugar que mais fui nessa viagem, o Bar Central. Funciona como restaurante de dia e bar pela noite, tem público variado, geralmente formado por alternativos de todas as tribos, desde os professores e artistas mais almofadinhas aos estudantes e desocupados mais hippies. As comidas são caras mas excelentes, com opções sem amor, sem vida, sem saúde, sem sabor, vegetarianas e todas aqueles clássicos petiscos de bar, em versões frescurentas gourmet. Vale a pena uma visita com os amigos, a parte de fora é mais “largada” e por dentro é mais sofisticado, com boa música, ar condicionado geladinho e outros mimos:

Encerro por aqui, espero ir para mais lugares na próxima viagem, seja para Pernambuco ou qualquer canto da Galáxia. Caso vá para esse mesmo destino, me cobrem para ir ao Alto da Sé em Olinda comer tapioca, ao Dom Francesco Trattoria e o Restaurante do Leite, mais antigo em funcionamento do Brasil.
Recife está se tornando um dos maiores pólos gastronômicos do País, mas não só de boas praias e comidas vive o turismo/lazer dessa cidade, procure dar um passeio no Instituto Ricardo Brennand e Oficina Francisco Brennand, são Museus particulares de um artista plástico e empresário bilionário pernambucano que gosta de investir em cultura, construindo museus e financiando artistas e cientistas, tem entrada livre (ingresso R$ 15,00  normal e R$ 5,00 estudante), tirei umas 1200 fotos, mas como o Blog é de comida e não de arte, aqui ficam algumas fotos do Instituto, que tinha exposição de Michelangelo, Museu inglês de cera e acervo permanente de obras e armas do próprio museu.







Links dos lugares:
-Temakeria Yume: http://www.yumetemakeria.com.br/

-Restaurante Quina do Futuro: http://www.quinadofuturo.com.br/

-Bar Central: Rua Mamede Simões, 144 – Tel (81) 3222-7622
-Tio Pepe: http://www.tiopepe.com.br/

-Confeitaria Dalena: http://www.dalena.com.br/

-Maria de Millas: Estrada Real do Poço, 558. Telefone: (81)3269-3957
-PinUp Burgueria:
Avenida Herculano Bandeira, 692
(0xx)81 3466-0001
-La Cuisine: http://www.lacuisine.com.br/

Instituto Ricardo Brennand: http://www.institutoricardobrennand.org.br/

Carne de Sol

Eu sei, eu sei… mereço todas as pragas da humanidade, abandonei meus lindos e fiéis leitores e desde que fui para Curitiba isso anda mais abandonado que patrimônio histórico brasileiro.
Pois então, minhas operações com a Leão do Norte começaram, tenho tido mais trabalho do que vendas e isso tem me chateado muito, mas por mais forte que seja, nenhuma tempestade é eterna e por isso já tenho meus planos B, C e D…
Larguei tudo em Curitiba e vim passar uns 20 dias em Recife, resolver umas pendencias chatas de família e volto só no comecinho de Agosto. Por essa cidade tenho tirado litros de fotos e ido aos velhos restaurantes que costumava ir, falta dinheiro para ir a todos que quero, mas tenho me virado muito bem.
Uma das coisas que mais me faz falta em Curitiba é a tal da Carne de Sol. Ao contrário do que todos pensam, carne de sol não é carne seca, jabá ou charque, ela é bem diferente em todos os sentidos. Enquanto a tradicional carne seca (aquela bem salgada de coloração avermelhada) é desidratada e salgada com sal grosso de uma forma intensa, passando por vários processos que podem durar semanas ou meses (40%-45% de umidade, 12%-15% de sal), a carne de sol é mais úmida e suave, seu processo leva poucas horas e menos sal, as mantas de carne (bovina ou caprina) são colocadas sob lonas suspensas e ventiladas por uma brisa fresca e seca do sertão (por isso só existem no nordeste ou SP/RJ por “importação”), dando sabor e textura exclusivos, mais úmido e menos salgado (64%-70% umidade e 5%-6% sal) que a charque tradicional.
Recomendo comprar em lugares mais simples e diretos, como feiras no interior ou em mercados públicos, porque além de mais barato (entre R$ 15 e R$ 20 o Kg), a qualidade nesses lugares é infinitamente melhor que nos supermercados comuns, que vendem por cerca de 10% a 30% mais caro uma carne de qualidade bem inferior. Inclusive minha última receita de carne de sol aqui do blog alguns anos atrás, foi com carne de sol do supermercado, ela era tão dura e salgada que só deu para improvisar um picadinho.
Essa receita é bem bacana, mas não tem nada de especial, a intenção maior é mostrar como é o processo de preparo da carne, muito diferente dos outros tipos mais comuns.
PS. Não é uma receita light.



Ingredientes:

1,5kg de Carne de Sol magra.
04 Cebolas médias. (cortadas finamente)
01 Cenoura média (ralada)
01 litro de leite (semidesnatado)
02 colheres (sopa) de manteiga.
01 colher (sopa) de açúcar
Óleo e pimenta o quanto baste.

Modo de Preparo:
Frite a cebola com óleo e o açúcar, até caramelizar, adicione a cenoura e mexa por mais uns 2 minutinhos, reserve.
Na mesma frigideira, frite a carne DESSALGADA* aos poucos (de 3 em 3 bifes) e vá enfileirando em um refratário, depois de pronto, refrite a cebola na mesma frigideira e adicione a manteiga, cubra os bifes e leve ao forno alto por uns 15 minutos.

Dicas:
-*Para dessalgar a carne: Lave com água corrente, limpe tirando as gorduras, sebos e nervos, corte em bifes grossos (1,5cm aprox) e coloque em água fria abundante. Troque essa água 2 vezes em 30 minutos, ela servirá para tirar parte do sal e limpar a carne, adicione 1 litro de leite (usei semidesnatado porque tinham muitas caixas em casa, mas qualquer um serve) e deixe descansar por 1hora no mínimo. Jogue fora o leite, escorra o excesso e frite em um pouco de óleo bem quente, de preferência em um fogo bem alto e frigideira grossa.
– Para saber se o sal foi retirado da água, sempre frito antes um pedacinho menor da carne, ele deve estar insosso, pois os pedaços maiores terão o sal na medida perfeita.
– É apenas uma carne como qualquer outra, apenas mudam esses modos de dessalgar, use a criatividade na hora do preparo, manteiga e cebola são ótimas combinações. Um carne de sol de alcatra ou outra carne nobre, deve ser comido em bifes, já aquelas mais ordinárias e salgadas do supermercado, cortadas em cubinhos ou desfiadas.

– Se até em Recife tenho dificuldades em achar uma boa carne, não se iluda por outras cidades (fora do nordeste), com exceção de poucos fornecedores confiáveis no eixo RJ-SP, essa receita só é possível aqui pelas terras ensolaradas.
– Como acompanhamento usei arroz, feijão e uma saladinha de vinagrete, mas pode ser pão, macaxeira, purês variados, farofas, etc etc…

Teste Docinhos

Olá pessoas, como citei no antigo post, estou abrindo uma empresa que fabrica e vende doces. Ainda estou analisando muitas coisas, como: gramaturas, preços e condições dos fornecedores, como serão as vendas, etc… Apenas pequenos detalhes. A empresa ainda não tem nome, mas provavelmente será Leão Do Norte, em homenagem ao Estado de Pernambuco, que vivi por 14 anos e de onde vem a inspiração para a maior parte das receitas.

Por enquanto só venderei esses doces a base de castanha, brigadeiro branco e chocolate (que vou batizar de Maria Bonita), mas aproveitei para fazer teste com outras amêndoas e algumas frutas secas, como damascos, figos turcos, ameixas e uvas. Claro, existem os doces triviais como brigadeiro, beijinho, bem casado e as tortas, bolos e coisas do tipo. Mas foi um dia de experiências, nunca tinha trabalhado com frutas secas, geralmente as como in natura.

Não tenho preço 100% definido ainda, mas provavelmente teremos caixinhas de 6 por R$5,00, 14 por R$ 10,00 e 28 por R$ 20,00, chegando a R$99,00 a caixa com 180. Ao contrário das fotos, as caixinhas terão fitas e adesivos com o símbolo da empresa. Claro, cada uma delas terá um cartão com site, email, telefone, etc. É um preço muito baixo, serve mais para divulgar a empresa e futuramente render encomendas. A propósito, quero agradecer minha ex-vizinha Sandra que me deu essa receita, ela já vende em Recife e eu “importei” para terras curitibanas! Muitíssimo obrigado!

Engraçado fazer uma postagem com praticamente só frutas secas. Até pouco tempo atrás eu não gostava, mas fui conhecendo frutas secas de boa qualidade (fiquem longe dos supermercados comuns!), além de ter ouvido mil e uma histórias da nossa professora francesa Cristine Dabat, que falava sobre a importância de secar uma fruta, tanto para a gastronomia, como para a sobrevivência em longos invernos. Hoje o mais comum são as uvas passas no panetone, ameixas no olho de sogra, banana nos doces industrializados (pseudo-saudáveis-light) e o damasco quase decorativo na mesa das festas. Provem o figo, o morango, a pêra, o pêssego… Explorem esse novo mundo de sabor! Uma vez vi o Olivier Anquier (meu ídolo, herói, inspiração e futuro sogro) em viagem pela França, onde comeu um salada com pêras passas, alface, roquefort e redução de balsâmico, apenas 4 ingredientes que se harmonizam perfeitamente! Espero muito um dia poder postar esse prato aqui.

Aproveitando para ressaltar que essas são as últimas fotos da velha máquina, segunda feira chegará a Canon profissional e coisa vai melhorar pacas!

As tais Marias Bonitas (Acertei no plural?)

Maria Bonita por dentro

Morangos glaceados (dois detalhes, 1- não confunda com morangos glaçados, 2- não fiz, apenas comprei e estou pensando em fabrica-los, é uma espécie de “passa” de morango, absurdamente delicioso!)

O velho conhecido Olho-de-Sogra e alguns testes de Marias Bonitas com outros recheios (noz pecan e morango)

Figos turcos (pra mim, o Rei das frutas secas!) recheado com brigadeiro branco e crocante. (tentativa de melhorar o que já é perfeito!)

Olho-de-Sogra em rama. Tipo de coisa que é terapeutico fazer e dá pena de comer, imagina tirar as sementes e rechear as passas uma a uma?

Toda a galera reunida!

Gostaram das fotos? Deu vontade? Quem sabe não começo a vender pela internet? =)

Tenham uma excelente semana!

Viagem Gastronômica ao Recife

  Depois de uns 35 dias sem nem sequer visitar meu próprio BLOG, coisa de blogueiro vagabundo cuzão relaxado relapso, apareço em uma longa postagem e com novidades concretas e nenhuma receita! (Que merda, Hein?)

Passei 20 dias em Recife, curti o carnaval, fiz um vídeo no youtube que me transformou na pessoa mais odiada da internet, revi meus amigos e estou realizando os testes dos doces da minha empresa, a Leão do Norte(nome mais provável). Mas o que isso tem de concreto? Trarei novas receitas (dã, que obvio, é pra isso que serve o blog, seu blogueiro burro!) e a coisa mais legal de todas, comprei uma máquina fotográfica muito legal (finalmente!), vou pegar nessa semana, uma Canon T2i e aposentarei essa que uso atualmente, uma PENTAX a pilha, de 4 megapixels que comprei em 2004.(responsável por essas fotos que tirei até hoje)

Reparem que boa parte das fotos postadas a seguir não têm uma boa qualidade, coisa que mudará a partir de agora, com a chegada na nova câmera.(Para o bem geral da Nação!)

A maioria das fotos mal tiradas amadoras que seguem são de lugares que costumo (costumava) frequentar em Recife: cafés, bares, bistrôs, etc. Alguns eu frequento e não tive a oportunidade de fotografar, outros foram fotografados, mas as fotos ficaram tãoooo ruins que eu prefiro queimá-las não usar. Também seguem fotos de alguma comidas que fizemos em casa. Espero que quando viajarem para a capital do nordeste, a São Paulo do norte, metrópole pernambucana, possam conhecer o que ela tem de melhor para oferecer ao seu estômago.

Para começar a farra gastronômica, vamos exibir um restaurante étnico maravilhoso e de certo modo, raro no Brasil. Um Restaurante Coreano! O nome do lugar é “Burgogui”, mesma nomenclatura do prato principal, o churrasco coreano. Os donos são um casal coreano, especificamente a esposa, pois o marido veio para ser jornalista, mas acabou virando um famoso acupunturista É um clima caseiro e aconchegante, não só é uma velha casa, mas tem cheiro de “lar”, ainda mantém as divisões de quartos e em boa parte das vezes somos atendidos pelos donos, restaurante étnico 100% familiar! Melhor impossível!

As fotos abaixo são:

Um prato delicioso chamado JAPCHAE, uma espécie de yakisoba, mas feito com macarrão transparente, carne surrada, shitakes frescos, cebolinha inteira, pimentões vermelhos e carregado com óleo de gergelim torrado, junto com uma porção de pimenta flocada vermelha muito suave e deliciosa chamada gochugaru.

 

O famoso carro chefe que dá nome ao estabelecimento, o churrasco coreano é carne (acho que alcatra) bem picadinha e provavelmente surrada, deixando bem mole. É feita nessa “panela-churrasqueira” importada da Coreia, cozida em vapor e caldos aromatizados (que podemos comer com arroz ao final).

 

Esses são os acompanhamentos do churras, acelga apimentada, broto de feijão com óleo de gergelim torrado, amendoim teriyaki, mini-batata teriyaki, gochugaru, pasta de missô, folhas de alface lisa e claro, arroz branco. O mais interessante da brincadeira é o modo de comer, você pega a folha, coloca a pasta, o arroz, o acompanhamento desejado e o pedacinho de carne, faz uma trouxa e manda pra dentro! Muito diferente dos tradicionais chinas e japas que sempre vamos.

 

Para finalizar, essa é a “fachada” do local (endereço e telefone coloco no final da postagem).

Já que estamos com os dois pés no oriente ou ao menos em seus representantes gastronômicos em Recife, vou ressaltar a boa qualidade dos sushis dessa cidade, aqui em Curitiba(onde estou morando), um lugar cheio de japonês mas só conheci lugares (sushis) caros demais ou ruim demais. Claro, em Recife também existem os lugares com preços abusivos e aqueles rodízios sebosos que a ralé enriquecida os emergentes de Boa Viagem adoram. Mas essa cidade de poucos japoneses oferece muitas opções excelentes e surpreendentes, inclusive dentro do shopping, lugar onde comida fresca e de qualidade é mais raro que mulher em show de heavy metal, hétero trabalhando em cia aérea, japonês blackpower, nota de 1 real! Indico um chinês e dois japas de olhos fechados (sem trocadilho cretino),o primeiro é o Chinatown(uma unidade no Shopping Recife e outra no Guararapes), restaurante chinês mais tradicional da cidade, pratos a um preço justo, comida absurdamente farta e bem feita, ambiente e cozinha perfeitamente limpos².(Ressalto esse fato, pois existem pessoas que ainda nutrem preconceito quanto a esse quesito nos restaurantes chineses). Os três japoneses são: Sushimi, que fica dentro do shopping, pertence a mesma família do chinatown e apesar de ficar na praça de alimentação, conta com um espaço interno muito aconchegante(e pequeno) e mesmo sendo um sistema express, tudo é absurdamente fresco, bem feito e de excelente qualidade. O segundo (e fotografado) não é exatamente um restaurante japonês tradicional, é um bistrô contemporâneo com fortes influências asiáticas, por coincidência também fica no Shopping Recife, seu nome é EKI, nome dado às estações de metrô no Japão, é um espaço relativamente grande e com ambientação que realmente lembra o interior de um trem urbano de passageiros (vide foto abaixo).

 

O cardápio é bem variado, com pratos contemporâneos (cozinha clássica+asiática) e vários tipos de sushis (excelentes também). Nesse caso da foto, peguei um prato de salmão com molho de maracujá, risoto de funghi e legumes no vapor com um toque de gengibre, é de comer ajoelhado! O ideal para duas pessoas é comer uns sushis de entrada, dividir esse prato quente e na sobremesa, pedir tempurá de sorvete, um cilindro de sorvete empanado e frito, a massa parece bolo recém-saído do forno e conforme o sorvete derrete, ele penetra na casca crocante, muitooo gostoso!

 

Saindo do Shopping (Graças a Deus!), temos o Quina do Futuro, fica na Zona Bonita Aristocrática Chic de Bom Gosto Norte da cidade, em uma esquina da Rua do Futuro, é o mais tradicional de todos, com asiáticos fazendo sushi na hora, usam instrumentos antigos, sistema de fichas no varal e como não podia deixar de ser, é o mais caro e melhor dos três, ideal para quem curte comida japonesa MESMO, daquela que pode ser facilmente comparada as entocas do bairro da Liberdade em Sampa.

Depois de falar de tantos sushis e sashimis, vocês acham que os peixes acabaram? Que nada! Comecei agora! Segue abaixo algumas fotos que falam por si só: Primeiro o peixinho frito em Porto de Galinhas, o preço é meio salgado(R$ 60,00), mas você paga pelo guarda-sol, cadeiras e pela vista, apesar da simplicidade no preparo, o frescor do alimento e a prática de anos do cozinheiro, faz o peixe ficar na perfeição! Recomendo a barraca onde o Visconde trabalha, somos clientes fiéis há 15 anos. (O tomate ficou amarelo nessa foto, mas o que eu comi era vermelhinho!)

Essas fotos são de um lugar mais fino, o Bargaço, um restaurante baiano com filial em Recife, provavelmente o mais sofisticado e caro de frutos do mar da cidade. São fotos de um peixe assado, uma sinfonia marítima e casquinhos de caranguejo. Vou confessar uma coisa, não criei o Blog para ficar criticando os restaurantes por aí, mas nesse caso fiquei um tanto decepcionado com a comida do Bargaço, a sinfonia não estava grandes coisas, além de cara (R$ 99,00), tinha só caldo sem sabor e muitooooo sururu, não vi nem cheiro de lagosta, poucos camarões e polvos-lula e um pedaço de peixe que era 90% espinho e couro, o peixe foi caro também (R$ 75,00 aprox), estava sem graça e sem carne, bem abaixo do mesmo peixe que comi em Porto de Galinhas, feito em um lugar precário e sem nenhum Chef para comandar. As únicas coisas que são perfeitas e extremamente baratas, foram as casquinhas de caranguejo, porção com 10 por R$ 38,00, dá para 2 pessoas se empanturrarem com essa porção farta e muito bem feita (provavelmente a mais gostosa que já comi)

 

Agora vamos para minha casa, uma moqueca que meu pai fez. Peixe, camarão, legumes, leite de coco e azeite de dendê são a base, com o caldo faz-se o pirão (uma das delícias gastronômicas herdadas dos índios). Modéstia a parte, mas estava muito melhor (em todos os sentidos) que a sinfonia do Bargaço e gastamos ¼ do valor. Eu e meu pai brigamos muito por termos princípios gastronômicos bem diferentes, mas quando se trata de frutos do mar, eu não dou pitaco no trabalho dele, que geralmente é de primeira!

 

 

Para quem quer gastar menos e ter um lugar romântico, recomendo as creperias de Recife. Conheço três delas, a Montmartre: uma pequena casa no Bairro de Casa Forte, o dono é um francês mal humorado e os pratos sempre saem a perfeição. O La Plage é um dos meus restaurantes favoritos, serve apenas crepes e saladas, nenhum prato custa mais de R$ 20,00, a comida sempre é leve e suave (Mas nunca sem-graça! É deliciosa mesmo!), tem um dos melhores custo-benefício que já vi e excelente atendimento, sempre é uma boa pedida, qualquer prato é um acerto! (desculpem essa foto ruim)

E claro, a Galeria Joana D’Arc e o Anjo Solto: Uma creperia que começou como um bistrô GLS alternativo, mas aos poucos virou um lugar mais “familiar”, principalmente nos finais de semana. Os preços são mais salgadinhos, a qualidade peca às vezes, mas com certeza ganha no quesito ambiente, pois sempre tem pessoas legais e o lugar (uma antiga galeria decadente, a Joana D’Arc) se transformou em um pequeno polo gastronômico com restaurantes de todos os tipos: italiano (mostro uma foto quando falar das massas), mexicano (foto seguinte), japonês (ruinzinho, não recomendo), pizzaria e claro, a creperia! Eles se misturam e local vira um point para casais de todas as idades, encontro light entre amigos (tipo barzinho) ou pré-balada. Como podem ver na foto o Restaurante Mexicano descolado e muitas mesas, só está semi-vazio porque era umas 19:00 de terça-feira.

 

As massas de Recife… Infelizmente ainda temos péssimos restaurantes italianos e pizzarias que fazem sucesso, mas vou dar a dica, o caminho dourado dos lugares certos! Gosto de começar pelo melhor, então lá vai: Trattoria Don Francesco, em Olinda. O lugar é romântico, os preços são médios-altos (mas muito justos!) e o estabelecimento é tocado pelo dono, um italiano. Recomendo pedir uma salada caprese e uma lasagna bolognesa (para um casal dividir os dois pratos), depois comer a sobremesa que o espaço estomacal deixar, quem sabe dar uma volta em Olinda a noite? Podem ficar tranquilos, aquela cidade é histórica, mágica e segura. E olha que sou um agnóstico cético chamando algo de “mágico”, levem a sério, viu?!

Tá passeando no shopping e deu vontade de comer um italiano? (sem trocadilhos cretinos novamente!) Fique longe da praça de alimentação e vá ao Michelli, um excelente restaurante fora da praça, o ambiente é bacana e o filet a parmegiana é divino!

Se você está por Boa Viagem e não pode ir para Olinda impressionar a patroa, vá para a Galeria Joana D’arc que acabei de citar e visite o La Pasta Galleria, os molhos são feitos a perfeição e a massa totalmente caseira e feita lá mesmo, ambiente escurinho e geladinho (importante no nordeste!) O lugar é bem pequeno e costuma lotar nos FDS, vá durante a semana ou ligue antes.

 

Se você quer comer um panini ou pizza, vá ao Dom Ferreira Forneria, um dos meus restaurantes favoritos, excelente custo-benefício, ingredientes dos Deuses e uma pizza igual àquelas do Bexiga em SP, o ambiente é lindo, todo black piano e com detalhes laranja, janelas amplas com vista de um movimentado cruzamento da avenida que dá nome ao lugar, a Av. Domingos Ferreira, uma das mais engarrafadas da cidade e que rasga o bairro de Boa Viagem.

Se está em um clima mais descontraído, informal e praieiro, pertinho dali existe a Pizzaria Cipó Nativo, onde servem uma pizza exótica, com uma massa leve e macia, com toques de manteiga de garrafa, gergelim e com uma textura que derrete na boca, o ambiente é um show a parte, teto de palha, chão de areia, lago de carpa, animais de madeira, cores curiosas, temas afro e indígena. Toda essa “selva” no coração de Boa Viagem, cercado por prédios de 20, 30 e 40 andares.

A cidade atualmente conta com muitos pequenos bistrôs, até agora nunca passei “raiva” por comer algo caro ou ruim, sempre os preços são convidativos e a comida na pior das hipóteses apenas não impressiona, mas decepcionar mesmo, nunca aconteceu. O melhor exemplo é o Espaço Muda, um lugar curioso, pois está fora dos eixos turísticos, comerciais ou residenciais, em um bairro onde funcionam gráficas, galpões e antigas casas, mas está se transformando em um polo de galerias de arte e baladinhas. O Muda não foge a regra, além de bistrô, é uma galeria de arte, brechó e nos fundos tem um espaço onde funcionam peças de teatro bemmm alternativas, baladinhas ou pequenos shows. Essas fotos, apesar de mal tiradas, retratam bem o clima do lugar. Se você é um cara que curte arte, leitura, usa barba, óculos grande, camisa xadrez e é pobre-fresco igual a mim, vai adorar o lugar! A comida é boa e barata, ir com a Mallu Magalhães gatinha ou com os Los Hermanos amigos é uma excelente opção!

Já que estamos falando em pessoas mais barbudas chatas maconheiras cults, como eu e meus amigos, nada melhor que o Bar Central. Um barzinho com uma certa sofisticação no ambiente, fica na Boa Vista, frequentado por artistas, professores e pessoas do tipo, a rua é muito movimentada, pois conta com micro barzinhos, mas o melhor mesmo é ficar no próprio Central, a comida é excelente, muito bem feita e com dezenas de opções de comida de vaca e cavalo vegetarianas, que apesar de não serem completas faltar alguma coisa terem carne, são uma marravilha! Mas para você que é normal gente humano civilizado esperto come carne, recomendo o Filé com fritas, que pode parecer besteira, mas é o melhor filécomfritas que conheço! Infelizmente acho que existem dois defeitos nesse bar, ele é caro pra doer e seu atendimento é de fazer o cu cair da bunda deixa a desejar.

Seguindo a onda alternativa, existe o Casa da Moeda lá no Recife Antigo, as comidinhas são gostosas, o ambiente e o público são bem interessantes e até os funcionários são umas figuras (garçons e garçonetes andrógenos).

O que fazer em um sábado ou domingo às 16h? Você acordou tarde, tomou café às 11h e não almoçou, lá pelo meio ou final da tarde deu uma fome… Vá para Olinda comer Tapioca! No Alto da Sé, existem as tapioqueiras que fazem tapiocas de todos os sabores, mas o melhor deles com certeza é o mais clássicão de todos, a tapioca de queijo coalho, manteiga e coco! Talvez as pessoas da roça do sul e sudeste pensem no coco apenas como algo doce, ledo engano, coco agrega positivamente em muitas coisas, pois tem textura diferenciada, sabor suave e gordura de sobra. Como algo assim não pode ser bom? Inclusive minha maior frustração é não ter foto desse lugar, nas duas vezes que fui, me esqueci da máquina (que é uma pereba, mas quebrou meu galho por 7 anos), deixa para a próxima!

Depois de tanta comida salgada, bora pra sobremesa?

Os cafés e delicatessens recifenses melhoram a cada dia! Para saborear o melhor café e cappuccino, temos o pequeno e charmoso Mercedes Café na Zona Norte, com macio brownie e um pastel de belém feito na hora, ao ladinho da Praça de Casa Forte, local que foi projetado por Burle Marx e é um convite para um passeio com a família ou amigos e o Castigliani Café, dentro da FUNDAJ (Fundação Joaquim Nabuco), anexo ao cinema, onde você pode comer e beber muito bem e aproveitar para ver um filme bacana.

Um lugar que sou frequentador assíduo é o Dalena. Uma tortaria que oferece dezenas de tortas (todas deliciosas), excelentes salgados (melhor que das padarias tradicionais) e claro, um café que não deixa a desejar. Inclusive tive a sorte de poder fotografar duas sobremesas e consegui uma foto borrada do local (Não disse que tenho que aposentar essa câmera?). Vale muito a pena, comida impecável, preços mais-que-justos e atendimento excelente.

 

Acho que essa “saga” chega ao fim… Gostaria muito, mas muito mesmo de ter tirado mais e melhores fotos, mas tive problemas com a máquina e com a minha memória (que sempre a esquecia em casa), além de não ter ido para todos os lugares que quis e nem fotografado lugares que fui, principalmente o Bar Central, Alto da Sé em Olinda e o Mercado de Boa Viagem (que não citei na postagem), sem falar que gostaria de abordar mais os bares, burguerias e principalmente os restaurantes regionais. Prometo (dessa vez de verdade) postar mais receitas, preparar alguns vídeos, melhorar as fotos e aviso, meus doces estão chegando! Olha minha cara de tarado maluco!

 

Aqui embaixo estão telefone e endereço de alguns lugares citados, boa parte tem site ou fotos na internet, confira:

Burgogui

Rua Venezuela, 153 Espinheiro

Telefone: 81-3423-0692

Horário: 12h/15h e 18h/23h (fecha seg.)

http://www.restaurantechinatown.com.br/

http://www.sushimi.com.br/

http://www.quinadofuturo.com.br/

http://www.restaurantebargaco.com.br/

Creperia MontMartre

Rua Alfredo Fernandes, 61

Recife – PE

(0xx)81 3268-7278

http://www.crepeslaplage.com.br/site/

http://www.anjosolto.com.br/

Trattoria Don Francesco

Rua Prudente Moraes, 358 – Carmo

Fone: (81) 3429.3852

Funcionamento: seg a sex, das 11h às 15h e das 18h30 às 23h / sáb, das 18h30 às 0h

e-mail: donfrancescotrattoria@uol.com.br

La Pasta Galleria

Av Herculano Bandeira, 513, Galeria Joana D’Arc, Pina, Recife/PE

Funcionamento: De domingo à quinta, das 18h até meia noite;

Sextas e sábados das 18h até 2h

Reservas: (81) 3328-3848.

http://www.ristorantemichelli.com.br/

http://www.domferreiraforneria.com.br/

http://www.ciponativo.com.br/home/index.php

Bar Central

Rua Mamede Simões, 144

Recife – PE

81 3222-7622

Casa da Moeda

Rua da Moeda, 150

Recife – PE

81 3224-6803

http://www.dalena.com.br/

Pudim de Tapioca

Sim, joguem paus e pedras, abandonei vocês! Mas meus planos estão caminhando, com obstáculos, buracos, paus e pedras (aqueles que vocês podem jogar em mim!), mas indo e se definindo.
Andei numa vibe meio tapioca, aprendendo a fazer essa iguaria com as senhoras de Olinda, descobrindo sua história e utilidades, por isso trago a vocês uma receita muito simples e gostosa, o pudim de tapioca!(Também conhecido como bolo de tapioca em algumas regiões)

Ingredientes:
500g de farinha de tapioca*
01 litro de leite de coco.
300ml de leite integral.
02 xícaras de açúcar.
100g de coco ralado em flocos. (50% na receita e 50% para finalizar)
01 pitadinha mínima de cravo em pó.
01 lata de leite condensado. (para finalizar)

Modo de Preparo:
Coloque o leite de coco e o leite de vaca para ferver em uma panela grande, quando começar a ferver, adicione o açúcar, o cravo e metade do coco, mexa até dissolver e adicione a farinha. Abaixe o fogo e vá mexendo, a mistura engrossará gradualmente, vá provando e quando os grãos duros sumirem, desligue o fogo e coloque essa massa em uma fôrma de pudim (aquela furada) untada com um pouquinho de óleo (para facilitar na hora de desenformar). Deixe descansar por umas 2 horas e coloque na geladeira. Após desenformar (depois de gelado, geralmente no outro dia), derrame uma lata de leite condensado por cima, enfeite com o restante do coco ralado.

Dicas:
– *Farinha de Tapioca: Não me refiro à goma, me refiro a uma farinha dura e de granulação grossa, vendida em saquinhos de 500g. Nesse caso comprei da Yoki, com o nome comercial de “TAPIOCA” apenas.
– Usei coco ralado queimado, para dar uma cor ao pudim.
– Cuidado com a pitada de cravo, ela é mínima mesmo! Se não tiver em pó, coloque umas 05 florzinhas de cravo enquanto o leite ferve, mas tire antes de colocar a farinha (morder cravos não é legal). Acho esse detalhe importante, porque diferencia sua receita e dá um sabor daqueles beijinhos de festa.
– É uma receita muito simples e fácil. Mas é cansativo mexer a mistura quente e pesada por uns 15 minutos. Às vezes parece que os grãos da farinha nunca ficarão moles e a receita desandou, relaxe que dá tudo certo!
– Para untar a fôrma onde descansará o pudim, usei uma colher de sopa de óleo e espalhei utilizando meia folha de papel-toalha. Sem isso, o seu pudim pode grudar na hora de desenformar.

Carne de Sol Acebolada

Olá crianças!

Estou eu aqui! Agora com 24 aninhos, feitos há 09 dias atrás (sábado, 23/01). Meu aniversário foi muito legal, pois mesmo não tendo uma festa, saí muito com pessoas queridas, me divertindo de sexta à noite até domingo pela manhã!

Durante o almoço de domingo me vi sozinho em casa, então resolvi fazer algo simples e com gostinho caseiro, um picadinho de carne de sol acebolada.

Quem não é do nordeste e não conhece carne de sol, é uma carne seca (tipo charque), mas ela é menos salgada, úmida por dentro, tem sabor diferenciado e a curiosa característica de só ser produzida no sertão e agreste nordestino, pois seu processo produtivo necessita de uma ventilação constante e seca. O sabor é característico, não é forte, mas é marcante. Quem vier ao Recife, procure um bom restaurante de comida do interior e peça uma carne de sol na chapa com queijo coalho, impossível não gostar!

E claro, eu mereço um parabéns triplo duplo, já que além de aniversário, passei a semana no SEBRAE e conquistei o diploma de Semi-Deus Empreteco*!

(*vide Google)

Na foto temos a carne de sol acebolada, um arroz branco e uma saladinha de agrião que adoro, a pimenta dedo de moça está ali apenas para enfeitar.

Ingredientes:

01 kg de carne de sol. (bem picadinha)

02 cebolas grandes (bem picada)

01 pimenta dedo de moça (sem sementes)

02 colheres (sopa) de azeite

02 colheres (sopa) de óleo

Modo de preparo:

Deixe o óleo e o azeite esquentarem em uma frigideira larga, coloque a carne e a pimenta do reino, deixe fritar, se acumular água separe-a (e reserve) e continue fritando. Quando a carne começar a tostar, adicione a pimenta dedo de moça e a cebola picada, deixando fritar até ela ir secando e ficando com pontas tostadas. Coloque aquele caldo que acumulou no começo, mexa e deixe reduzir.

Dicas:

– Compre carne de sol em lugares de confiança, pois no supermercado elas geralmente são ruins.

– Use peças magras.

– Vai bem com tudo, arroz branco, queijo coalho frito, farofa, feijão verde, cuscuz, salada, etc.

Escondidinho de Charque

Iguaria típica do nordeste que está ficando cada dia mais comum em outras regiões do País. É um prato simples, relativamente barato e prático. Consiste na união de duas coisas gostosas, 1° Purê de macaxeira e 2° Charque desfiada e acebolada, juntos em camadas e gratinados! Por fora parece uma lasagna, por dentro é um verdadeiro manjar dos deuses!

Recomendo para almoços preguiçosos, vai bem com arroz branco e uma saladinha verde, banana crua ou frita também vai bem.

escondidinho de charque

Ingredientes:

01kg de charque desfiada (carne seca/jabá)

02kg-03kg de macaxeira bem cozida (mandioca/aipim)

04 cebolas médias, fatiadas finas, cortadas de modo longitudinal (tipo da comida chinesa)

03 tomates médios (em cubinhos)

01 copo de requeijão (aprox 200g)

01 maço de cebolinhas cortado bem fino

01 colher generosa de manteiga.

100g de parmesão fresco ralado (ou primadonna vermelho)

Pimenta e sal a gosto.

Preparo:

A carne é deixada de molho na água umas 16 horas antes, troque de água umas 5 vezes no mínimo durante esse tempo.  Cozinhe na panela de pressão por uma hora ou mais (até ficar bem mole). Enquanto isso frite as cebolas em um pouco de óleo, uma folha de louro(mas tire antes de adicionar a carne) e uma pitadinha de pimenta do reino, pode ser em fogo baixo, até ela ir ficando marrom e adocicada. Quando a carne ficar cozida, desfie, adicione os 03 tomates e junte nas cebolas já fritas, refogue por uns 15 minutos.

Enquanto a carne cozinha e as cebolas fritam, faça o purê amassando a macaxeira com um garfo, adicione o copo de requeijão, a cebolinha picada e a manteiga, misture bem.

No refratário coloque uma camada de purê, a charque refogada com cebola, outra camada de purê e o queijo ralado.

Dicas:

– Use charque magra, se comprar ela gorda, tire a gordura depois de cozinhar.

– Não use queijo ralado industrializado, aquilo é horrível, sobra de limpeza das fábricas de laticínio, tem cheiro de vômito e textura de sujeira.

– Fiz uma salada bacana para acompanhar, com alface francesa (roxa), banana, gergelim e um molho básico de shoyu, azeite, mostarda amarela, mel e uma pontinha pimentão ralado (deixei esse molho apurando por 2 horas na geladeira)