Geleia de Morango

Coisa mais estranha essa… As regras gramaticais mudaram e algumas palavras perderam acento, Geleia, entre elas! Mas vamos lá!
O morango é uma fruta atípica, pois suas “sementes”, além de ficarem do lado de fora, não são sementes mesmo, são aquênios, microfrutas secas, como as sementes de girassol ou trigo sarraceno.
Os morangos são resistentes e adaptáveis, pois crescem da mesma forma na Finlândia ou no nordeste brasileiro, porém foram domesticados há 300 anos na Europa, inclusive as espécies americanas (maiores). Normalmente aquela que comemos é um cruzamento entre espécies originárias dos EUA e do Chile, denominada Fragaria x ananassa, o “x” por ser um cruzamento (entre a F. Virginiana e F. Chilonesis) e “ananassa” pelas notas de sabor e aroma que lembram abacaxí.
Em inglês, chamamos essa fruta de Strawberry, a palavra Berry vem de uma raiz que significa “brilhar” e Straw, que significa palha, vem da origem da palavra “espalhar”, como o morango tem o hábito de nascer se espalhando pelo campo, virou “Strawberry”. (E sim, eu copiei isso de um livro!)
Mesmo com essa história toda, infelizmente o brasileiro (e provavelmente a maior parte do mundo) come montanhas de agrotóxico em seus moranguinhos lindos, que também na maioria das vezes é azedo ao extremo.
Há alguns meses fui à uma produção orgânica de morangos em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), eles eram menores, rubros e mui doces, nunca tinha comido nada igual, pareciam jujubas! Mas para essa receita usei os tradicionais mesmo, cheios de veneno com procedência desconhecida e sem esse dulçor todo.

 Imagem

Ingredientes:
01kg de morangos maduros limpos.
300G de açúcar cristal.
02 limões. (só sumo)

Modo de Preparo:
Limpe os morangos, lavando-os em água corrente, tirando talos, machucados, etc. Deixe de molho em água por meia hora.
Coloque em uma panela (preferência fundo grosso) os morangos, o açúcar e o sumo dos limões, deixe em fogo baixo e mexa o mínimo necessário para manter a forma dos morangos.
Vai criar água e deixe cozinhando até achar que é o melhor ponto, cerca de 40-80min, dependendo do seu gosto, panela, qualidade de morango, lua cheia ou pressão atmosférica.

Dicas:
– Algumas pessoas usam mais ou menos açúcar, remendo nunca passar de 500g para 1kg de morangos. Os diabéticos usam até mesmo adoçante culinário, mas eu desconheço a proporção nesse caso.
– Para ter 01kg de morangos limpos, compre de 1,2kg a 1,5kg, depende da qualidade, já que é exigido um morango maduro, os caras “escondem” bem os machucados nas bandejinhas.
– Pode ser armazenado em pote de conserva esterilizado. Basta ferver os potes por alguns minutos em água abundante, retira-los com uma pinça e deixar secar sobre um pano ou papel. Dura semanas na geladeira.

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Published in: Sem categoria on 06/08/2012 at 00:23  Comments (2)  
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Torta de Amora

Estou em uma fase muito inspirada, além dessa postagem que segue, estou com outras no forno para ir postando aos poucos.
Há alguns dias ouvi uma música muito curiosa: era uma garota bonita cantando no sofá, falava sobre um rapaz (namorado) que ia embora e por isso ela se jogava do alto do prédio e morria em cima dele, que seria romântico ir para o necrotério juntos e coisas do tipo, mas ao final era apenas sua imaginação e ela achou melhor devorar uma torta de amoras para passar o drama. (Curioso, né? Mas vejam que bonitinho ela cantando no link ao fim da postagem, confesso que achei genial!)
Isso me deu um estalo. Será mesmo que tortas de amoras são tão boas assim? Então comecei a pesquisar sobre o tema, pensei em tortas folhadas com recheio de geléia e em tortas tipo american pie, com a fruta quente dentro da massa amanteigada. Mas depois de muito pensar e analisar, conversei com minha chefe e chegamos a conclusão que devido a acidez acentuada da fruta, poderiamos tentar fazer uma coisa como torta de limão, com a base amanteigada, recheio doce e cobertura de frutas puras, mais azedinho.
Marquei de ir na casa da chefe e levar as amoras, lá ela teria todos os outros ingredientes. Quando bati à porta, senti um bom cheiro de biscoitos e descobri que a cidadã já estava assando a base (sem mim, traidora!), decidimos triturar metade das frutinhas para o recheio e usar o restante para decorar.
As cores ficaram absurdamente lindas e o sabor não preciso falar muito, hehehe! Mas eu faria diferente na próxima vez, dividindo a torta em umas 6 forminhas menores, porque o recheio ficou muito mole e dificil porcionar as fatias.
Traduzindo: Ela se derrete ao ser cortada.
Vocês ficarão bobos de saber como é fácil!
(Clique na foto para ficar de tamanho gigante)



Ingredientes:
600g de amoras frescas.
01 lata de leite condensado
100g de farinha de trigo
100g de manteiga com sal
80g de açúcar refinado
Modo de Preparo:
Para a base, misture (à mão) a farinha, manteiga e açúcar, até formar uma massa lisa, forre o fundo e lateral da(s) fôrma(s) e asse até dourar levemente.
Bata metade das amoras com leite condensado, depois recheie a torta, decore com o restante e leve à geladeira (não precisa assar o recheio).
Deixe resfriando por umas 6 horas e pode servir.

Dicas:
– Cuidado ao assar a base, ela assa rápido e como nos distraímos, ela queimou nas bordas. (Dá pra ver claramente nas fotos)
– É muito importante que sejam amoras frescas e não congeladas.

Link da Música:

Teste Docinhos

Olá pessoas, como citei no antigo post, estou abrindo uma empresa que fabrica e vende doces. Ainda estou analisando muitas coisas, como: gramaturas, preços e condições dos fornecedores, como serão as vendas, etc… Apenas pequenos detalhes. A empresa ainda não tem nome, mas provavelmente será Leão Do Norte, em homenagem ao Estado de Pernambuco, que vivi por 14 anos e de onde vem a inspiração para a maior parte das receitas.

Por enquanto só venderei esses doces a base de castanha, brigadeiro branco e chocolate (que vou batizar de Maria Bonita), mas aproveitei para fazer teste com outras amêndoas e algumas frutas secas, como damascos, figos turcos, ameixas e uvas. Claro, existem os doces triviais como brigadeiro, beijinho, bem casado e as tortas, bolos e coisas do tipo. Mas foi um dia de experiências, nunca tinha trabalhado com frutas secas, geralmente as como in natura.

Não tenho preço 100% definido ainda, mas provavelmente teremos caixinhas de 6 por R$5,00, 14 por R$ 10,00 e 28 por R$ 20,00, chegando a R$99,00 a caixa com 180. Ao contrário das fotos, as caixinhas terão fitas e adesivos com o símbolo da empresa. Claro, cada uma delas terá um cartão com site, email, telefone, etc. É um preço muito baixo, serve mais para divulgar a empresa e futuramente render encomendas. A propósito, quero agradecer minha ex-vizinha Sandra que me deu essa receita, ela já vende em Recife e eu “importei” para terras curitibanas! Muitíssimo obrigado!

Engraçado fazer uma postagem com praticamente só frutas secas. Até pouco tempo atrás eu não gostava, mas fui conhecendo frutas secas de boa qualidade (fiquem longe dos supermercados comuns!), além de ter ouvido mil e uma histórias da nossa professora francesa Cristine Dabat, que falava sobre a importância de secar uma fruta, tanto para a gastronomia, como para a sobrevivência em longos invernos. Hoje o mais comum são as uvas passas no panetone, ameixas no olho de sogra, banana nos doces industrializados (pseudo-saudáveis-light) e o damasco quase decorativo na mesa das festas. Provem o figo, o morango, a pêra, o pêssego… Explorem esse novo mundo de sabor! Uma vez vi o Olivier Anquier (meu ídolo, herói, inspiração e futuro sogro) em viagem pela França, onde comeu um salada com pêras passas, alface, roquefort e redução de balsâmico, apenas 4 ingredientes que se harmonizam perfeitamente! Espero muito um dia poder postar esse prato aqui.

Aproveitando para ressaltar que essas são as últimas fotos da velha máquina, segunda feira chegará a Canon profissional e coisa vai melhorar pacas!

As tais Marias Bonitas (Acertei no plural?)

Maria Bonita por dentro

Morangos glaceados (dois detalhes, 1- não confunda com morangos glaçados, 2- não fiz, apenas comprei e estou pensando em fabrica-los, é uma espécie de “passa” de morango, absurdamente delicioso!)

O velho conhecido Olho-de-Sogra e alguns testes de Marias Bonitas com outros recheios (noz pecan e morango)

Figos turcos (pra mim, o Rei das frutas secas!) recheado com brigadeiro branco e crocante. (tentativa de melhorar o que já é perfeito!)

Olho-de-Sogra em rama. Tipo de coisa que é terapeutico fazer e dá pena de comer, imagina tirar as sementes e rechear as passas uma a uma?

Toda a galera reunida!

Gostaram das fotos? Deu vontade? Quem sabe não começo a vender pela internet? =)

Tenham uma excelente semana!

Flã (Flan)

Já viram aqueles potinhos com um tipo de pudinzinho dentro, nos sabores morango e caramelo (não é chocolate!), bem gostoso, com gostinho da infância… Então, aquilo é flã! Uma delícia, sou viciado naquilo, comer bem devagar, ir cavando com uma colherzinha de café até chegar à calda e ela vazar como se fosse lava ou petróleo (sim, eu brincava disso até meus 23 anos quando era criança!).

Descobri recentemente que a receita disso é quase igual às receitas de pudim tradicional! Muito simples, com poucos ingredientes e pouca mão-na-massa.

E claro, eu fiz! E claro, deu certo! E claro, botei no blog! E claro, vocês farão, né?!

A foto está horrível amadora, desculpem, mas quando esfriou  já tinham comido 1/3 e tal… só pude preferi fotografar uma fatia mesmo.

Flã

Ingredientes:

03 ovos.

01 lata de leite condensado.

01 2/3 latas de leite integral (use a mesma lata do leite condensado)

01 colher (chá) rasa de baunilha

01 colher (chá) rasa de amido de milho (maisena)

Um tiquinho minúsculo de raspa de limão.

½ xícara de açúcar. (p/ calda)

Modo de Preparo:

Bata tudo no liquidificador, menos o açúcar.

Para a calda, derreta o açúcar e faça um caramelo, despeje no fundo da fôrma furada de pudim. Adicione a mistura, cubra com papel metálico e coloque para assar em banho-maria (forno baixo 180°-200°C pré-aquecido). Aproximadamente 01h depois fica pronto! Espere uns 20 minutos, até ficar morno e desenforme.

Dicas:

– Quando fizer o caramelo, deixe-o mais escuro, para ficar parecido com o da fábrica (eu fiz marronzinho, mas recomendo-o mais queimado).

– Cuidado para não se queimar, caramelo é muitoooo quente e faz buraquinho na pele.

– Usei 01 2/3 de leite, é a medida exata para dar aquele sabor mais próximo do original, se quiser mais doce, use 01 ½ ou menos doce, use 02 de leite.

– Quando falo em um “tiquinho minúsculo” é um pouco MESMO, se não souber o que é “pouco”, nem use as raspas limão (pode estragar a receita se exagerar).

– Esse banho-maria deve ser fundo, deixando a água quase no nível do flã.

– Para saber se ficou bom, abra o papel alumínio e espete um garfo, se ele sair limpo é porque está no ponto! (só faça isso uns 40 minutos depois que colocou)

– Algumas pessoas não estão entendendo sobre o que se trata, aqui vai uma foto do produto da Nestlé: (mas também existe outras marcas que fabricam, como a Danone)