Farofa de Banana e Bacon.

Tem coisa mais gostosa que farofa salgada-doce de fim de ano?
Sim! Farofa salgada-doce de fim de ano requentada no café da manhã do dia seguinte!
Hahahahahahahahahahaha
Gordofeelings.
A receita que se segue é muito simples, pense numa coisa fácil e boa!
Não precisa esperar o final de ano, faça isso ao menos uma vez por mês e será uma pessoa mais gorda alegre para sempre!

farofa banana bacon
Ingredientes:
200G de bacon.
03 cebolas grandes picadas.
50-100Ml de óleo
01 pimentão vermelho.
50-100G de manteiga
500-750g farinha.
3-5 bananas em rodelas.
½ Maço de cebolinha
Sal e pimenta do reino.
Damasco (opcional)

Modo de Preparo:
Frite bem o bacon, adicione o óleo e as cebolas, deixe caramelizar e então coloque os pimentões e refogue um pouco, coloque a farinha e a manteiga (sal e pimenta). Vá mexendo a farofa até a farinha tostar, esse ponto é delicado, toda atenção é pouca! Após ficar pronto, coloque a banana em rodelas e a cebolinha, tampe e deixe descansar por no mínimo uma hora. Depois servir. 🙂
O damasco fica lindo por cima e muito gostoso também, ferva ele rapidamente em pouca água para fica mole e suculento e deixe-o descansando ali, só colocando POR CIMA da farofa na hora de servir.

Dicas:
– Medidas são todas variáveis, depende das porções, gosto e ingredientes (tipo farinha, a granulagem dela muda tudo!)
– A cebola pode ser picada da forma que quiser, eu cortei em quadrados grandes e grosseiros.
– Não usei alho porque foi servido com um lombo de porco cheio de alhos encravados nele. (qualquer dia coloco a receita)
– Não refogue ou mexa muito a banana, viraria uma inhaca. Esse descanso é justamente para ela “cozinhar” no calor da farofa e acontecer uma troca de sabores. O ideal é deixar umas 3 horas descansando antes de servir e servi-la em temperatura ambiente ou morna.

Pãezinhos da Roça

Há tempos que não fazia um pão em casa e há tempos mais remotos ainda, não produzia para colocar no blog!
Enquanto trabalhei no restaurante, aprendi a fazer uns pãezinhos de calabresa com tomilho e esses dias, futucando em papéis de minha antiga chefe, achei a mesma receita, só uns detalhes diferentes.
Decidi fazê-la, mas claro, adaptando ao que tinha em casa que achei mais saboroso.
O pão é uma coisa tão curiosa! Gostaria de estudá-lo mais para poder postar toda a parte científica e histórica aqui, fermentação me intriga!
O importante é seguir a parte da massa, quanto ao recheio, escolha o que gostar mais ou então não escolha nada, porque vai ficar gostoso também!
Esse nome bobo com adjetivo “da roça” foi escolhido por mim mesmo, devido aos ingredientes tradicionais da culinária interiorana do Brasil, cansei de fazer coisas “caipiras”.
Imagem

Imagem
Ingredientes:
02 colheres de fermento biológico seco (ou dois envelopinhos)
02 xícaras de leite morno.
06 xícaras de farinha de trigo.
02 ovos.
07 colheres (sopa) de sopa de azeite.
400G de paio picado em cubinhos (usei pacote Sadia de 370g)
01 cebola pequena picada.
01 colher (sopa) de erva doce.
Sal.

Modo de Preparo:
Misture o fermento ao leite, depois acrescente na farinha: os ovos, leite-com-fermento e 03 colheres de azeite (use aquele método do vulcão, fazendo um “buraco” na montanha ou então dentro de uma bacia grande), adicione o sal (cerca de uma pitada generosa) e sove por 10 minutos em uma superfície enfarinhada.
Deixe descansar em uma bacia untada por 1 colher de azeite e coberto por um pano por meia hora no mínimo. Enquanto isso, refogue o paio, cebola e o restante do azeite, até dourar e deixe esfriar.
Misture o refogado e a erva doce na massa, sove novamente até misturar, faça bolinhas ou o formato desejado e deixe por 1 hora na estufa (vide dicas!) coberto por um pano.
Os pães estarão bemmm maiores, asse em forno médio (225°C) pré aquecido por cerca de meia hora, até ficarem marrom clarinho (cor de pão mesmo)

Dicas:
– É importante sovar bastante a massa até ficar elástica, ela pode (deve) estar grudando na mão, desde que seja possível trabalhar com ela.
– A tal da “estufa” é fácil de fazer e ajuda muito, pois o fermento age de forma mais eficaz. Basta ligar o forno vazio por 5 minutos, desligar e depois deixar os pãezinhos cobertos ali dentro. Em um dia quente não é necessário, mas em Curitiba está 10°C e é bom saber dessas coisas. Antes de assar, não se esqueça de tirar os pães, pré aquecer e devolve-los lá pra dentro sem os panos! Parece óbvio, mas tem gente tonga distraída que é capaz de aproveitar que estão lá e ligar o forno.
– Se for usar alguma erva como fiz, procure coloca-la no final e “aperta-la” com os dedos antes de por. O primeiro passo é importante para não impregnar muito o sabor dela em tudo e o segundo, para despertar o sabor que existe nessas sementes-folhas secas e guardadas.
– Essa farinha branca por cima serve para não grudar os panos de prato que coloquei enquanto crescia, mas acho que não seja tão necessário.
– Cada xícara de farinha tem aproximadamente 120g, então somando à farinha para sovar e enfarinhar, vai um pouco menos de 1kg de trigo.
– São pães caseiros sem conservantes, tendem a ficar duros-secos e embolorar bem precocemente, uma ótima solução é guarda-los em geladeira e quando for consumir, deixar alguns segundos no micro-ondas. Parece que acabaram de sair do forno!

Torta Gaúcha

Também conhecida como Torta de Liquidifiador, Torta de Padaria, Torta Paulista e a famosa Torta Japonesa de “Sorobô”, é uma iguaria fácil, prática, econômica e claro, deliciosa!
As variações são imensas, se digitar na ferramenta de busca online gogglear, aparecerão milhares de receitas, que não apenas se diferenciam entre si, como apresentam métodos e proporções esdrúxulas! Muito cuidado com pesquisas gastronômicas de internet, procurem sempre blogs onde os pratos são testados e garantidos, pois esses grandes portais culinários não filtram nada e pessoas postam qualquer coisa sem sentido.
Entre tantos títulos, elegi esse por lembranças de um curso que fiz há quase 3 anos atrás, onde , no último dia de aula, uma senhora gaúcha levou uma simples torta de liquidificador e fez um sucesso absurdo. Outra curiosidade pessoal sobre essa maravilha, é que fiz duas vezes, na primeira (uma semana atrás) comemos tudo e esqueci de fotografar! Pensei em desistir, mas na CartaCapital dessa semana, o Márcio Alemão (Dono da coluna Refogado) também falou sobre essa torta (receita diferente da minha) e as lembranças da infância que ela trazia.
Optei fazer no sabor que remete a uma pizza, mas é possível usar de um tudo nessa receita, como: carne moída, charque, frango, sardinha, camarões, ervilha, leguminosas, conservas, etc… desde que se respeite as proporções e o bom senso.

Imagem

Ingredientes:
1 ½ xícara de leite integral.
½ xícara de óleo.
03 ovos.
02 xícaras de farinha de trigo.
½ xícara de amido de milho (maisena).
50G de queijo ralado em pó. (um saquinho)
01 colher de fermento químico.
200g de presunto (fatiado-picado)
300g de queijo muçarela (fatiado-picado)
01 tomate médio picado (sem semente).
1/3 pimentão verde picado.
½ cebola picada.
Cebolinha a gosto. (usei ¼ de maço)
01 lata de milho (bem drenada)
Orégano, sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador o leite, óleo e ovos, adicionar o queijo ralado, trigo, amido e sal, quando virar uma massa homogênea(é rápido), misture com o fermento e os outros ingredientes picados, verifique o sal e temperos, coloque em uma fôrma média (20X30cm) untada e enfarinhada. Deixe em forno baixo (200°C) pré-aquecido por cerca de 01 hora, até ficar castanho escuro por cima.

Dicas:
– Ingredientes podem ser substituídos, como já falei acima, o recheio vai do gosto, o importante é respeitar as medidas da massa.
– Atenção com o forno, alto demais pode deixar encruado por dentro, principalmente porque esses ingredientes que usei (presunto, tomate, cebola, milho) soltam muita água e se tratando de uma massa quase líquida, todo cuidado é pouco.
– Eu sei que sempre fui um militante anti-queijo ralado em pó, continuo sendo, pois aquilo não é queijo! Porém é um ingrediente como qualquer outro, agrega sabor na massa, pois é rico em gordura e sódio, mas pode ser trocado por algo melhor, como parmesão de verdade.
– Recomendo fazer isso em um café da tarde, levei 30 minutos preparando tudo do zero e 01 hora com cara de tédio até ficar pronta, tempo para lavar a louça acumulada da cozinha e arrumar a casa toda.

Torta de Limão-Cravo

Segundo um livro de química, biologia, geografia, história e botânica ciências aplicada à gastronomia e a boa e velha pesquisa do google, no mundo existe apenas um tipo de limão, que é aquele amarelinho e pontudo que chamamos de “Siciliano”, uma mistura (cidra x lima) e posteriormente ([cidra x lima] x pomelo), chegando no Mediterrâneo em aproximadamente 100d.C.
O restante dos chamados “limões” são espécies de limas ácidas, sendo o mais comum-comercial, que chamamos de Taiti, a lima verde sem sementes.  Também há outras espécies menos comerciais, a mais popular chamamos de cravo, rosa ou caipira (a mesma da receita). Esta é muito comum em determinadas épocas do ano, principalmente pouco antes do inverno em quase todo o Brasil e por ser aparentemente “feio” (com casca fina, sensível e manchada), perecível (dura poucos dias fora do pé) e apresentar muitas sementes, torna-se menos viável para as prateleiras do supermercado. Porém isso não impede de termos à mesa algumas dessas durante os meses de Março a Junho, pois sempre existirá um vizinho, tio, amigo ou feirante para oferecer uma sacola cheia!
E agora, o que fazer com esses gostosos limões amarelos-alaranjados que lembram tangerina azeda?
Eu fiz uma torta e recomendo que façam o mesmo, pois é um item sazonal (e por isso mais nobre) e confesso, um tanto mais gostoso e interessante que a comum!
Já postei anteriormente a receita da torta de limão, não mudei quase nada desde então, apenas aprendi umas dicas e vou repassá-las na íntegra.
(Na foto uns limões-cravo, rosa ou caipira bem maduros e o detalhe para o creme do recheio super delicioso)


Ingredientes:
Base:
02 xícaras de farinha
01 xícara de açúcar refinado.
100G de margarina.
4 gemas.
1 pitada de sal.

Recheio:
05 limões-cravo maduros. (Apenas o sumo)
02 latas de leite condensado.

Cobertura:
Raspa dos 05 limões-cravo.
4 claras de ovo batidas em neve.
01 xícara de açúcar refinado.

Modo de Preparo:
Base: Esmigalhe/misture com a ponta dos dedos a farinha, açúcar e margarina, após feita “farofa”adicione o sal e as gemas, misture até ficar homogêneo, forre uma fôrma de fundo removível, faça furinhos com um garfo e leve ao forno médio até dourar nas pontas. (reserve)
Recheio: Apenas misture os ingredientes e espalhe sobre a base já pré assada.
Cobertura: Bata as claras até ficar em neve, vá adicionando o açúcar e as raspas, espalhando sobre o recheio.
Torta: Leve ao forno baixo pré aquecido até o cobertura ficar castanha como na foto.

Dicas:
– Não sove muito a massa para evitar que crie glúten (sinônimo de elasticidade), fazendo nas pontas dos dedos, mantém aquela textura “clássica” de Pâte Sucrée (massa podre doce)
– Se achar muito difícil trabalhar com a massa, deixe meia hora na geladeira antes de abrir.
– Os furos na base antes de assar são importantes para ela não “subir”, mas mesmo com eles é normal ela crescer um pouco. Outra técnica é colocar alguns grãos de feijão cru por cima (ou umas bolinhas tipo de gude, feitas para isso mesmo e vendidas em lojas de importados).
– Pode fazer a cobertura usando uma manga de confeiteiro. Eu não tenho paciência, por isso espalho de maneira rústica mesmo, fazendo “estalactites” com as costas da colher, que formam gotículas de caramelo depois de fria (curioso, isso só acontece comigo!).

Curiosidade:
-Sabem por quê o recheio fica durinho? Porquê os meios ácidos talham o leite, fazendo com que a caseína (proteína mais comum do leite) se aglomere e consequentemente se separe do soro. Porém o leite condensado é leite já desidratado e cozido (obviamente sem soro), adicionado de açúcar em uma proporção maior que 50% do seu peso. Assim, ao colocar sumo de limão, a caseína se une e enrijecendo a textura do leite condensado.
– Nos EUA o limão siciliano é chamado de “lemon”, e o limão taiti de “lime”. Por isso a Sprite é supostamente de “sabor lima-limão”.

Torta de Amora

Estou em uma fase muito inspirada, além dessa postagem que segue, estou com outras no forno para ir postando aos poucos.
Há alguns dias ouvi uma música muito curiosa: era uma garota bonita cantando no sofá, falava sobre um rapaz (namorado) que ia embora e por isso ela se jogava do alto do prédio e morria em cima dele, que seria romântico ir para o necrotério juntos e coisas do tipo, mas ao final era apenas sua imaginação e ela achou melhor devorar uma torta de amoras para passar o drama. (Curioso, né? Mas vejam que bonitinho ela cantando no link ao fim da postagem, confesso que achei genial!)
Isso me deu um estalo. Será mesmo que tortas de amoras são tão boas assim? Então comecei a pesquisar sobre o tema, pensei em tortas folhadas com recheio de geléia e em tortas tipo american pie, com a fruta quente dentro da massa amanteigada. Mas depois de muito pensar e analisar, conversei com minha chefe e chegamos a conclusão que devido a acidez acentuada da fruta, poderiamos tentar fazer uma coisa como torta de limão, com a base amanteigada, recheio doce e cobertura de frutas puras, mais azedinho.
Marquei de ir na casa da chefe e levar as amoras, lá ela teria todos os outros ingredientes. Quando bati à porta, senti um bom cheiro de biscoitos e descobri que a cidadã já estava assando a base (sem mim, traidora!), decidimos triturar metade das frutinhas para o recheio e usar o restante para decorar.
As cores ficaram absurdamente lindas e o sabor não preciso falar muito, hehehe! Mas eu faria diferente na próxima vez, dividindo a torta em umas 6 forminhas menores, porque o recheio ficou muito mole e dificil porcionar as fatias.
Traduzindo: Ela se derrete ao ser cortada.
Vocês ficarão bobos de saber como é fácil!
(Clique na foto para ficar de tamanho gigante)



Ingredientes:
600g de amoras frescas.
01 lata de leite condensado
100g de farinha de trigo
100g de manteiga com sal
80g de açúcar refinado
Modo de Preparo:
Para a base, misture (à mão) a farinha, manteiga e açúcar, até formar uma massa lisa, forre o fundo e lateral da(s) fôrma(s) e asse até dourar levemente.
Bata metade das amoras com leite condensado, depois recheie a torta, decore com o restante e leve à geladeira (não precisa assar o recheio).
Deixe resfriando por umas 6 horas e pode servir.

Dicas:
– Cuidado ao assar a base, ela assa rápido e como nos distraímos, ela queimou nas bordas. (Dá pra ver claramente nas fotos)
– É muito importante que sejam amoras frescas e não congeladas.

Link da Música:

Comida Reciclada e Torradas de Brownie.

Quem nunca “reciclou” uma comida? Desde coisas simples como adicionar ingredientes ao miojo, usar sobras do almoço para fazer uma sopa no jantar, pegar os pães velhos e fazer torradas, das torradas fazer farinha de rosca e da farinha, um belo bolo! Assim por diante…

Acho isso tão importante na mesa do brasileiro! Pois além de compor no mínimo uns 10% das nossas refeições, segundo o ITC (Instituto Tadeo de Chutômetro), reciclar e reaproveitar comida de uma forma limpa e engenhosa, exige muita inteligência gastronômica, pois é preciso entender de tudo: proporções, processos químicos e físicos, harmonia, etc.
Vou exibir abaixo algumas dicas:

-Pão: Quando está duro, com 24 a 72 horas em saco de papel, passe rapidamente sob a água da torneira (menos de 1 segundo!), espalhe com as mãos a água sobre toda a superfície do pão e coloque em forno bem quente por uns 3 minutos. Pode parecer estranho molhar o pão, mas é uma “molhadinha de leve”, que atinge apenas a casca. Isso faz com que o vapor renove o pão, caso contrário (colocar o pão sem molhar), ele apenas desidrata e vira uma torrada, principalmente se o forno estiver baixo.

-Arroz: Não adianta colocar no fogo novamente, ele queima, debulha e às vezes nem esquenta uniformemente. Coloque em recipiente semi tampado no micro-ondas com um pouquinho de água ou em uma cuscuzeira. Em último caso, misture com ovo, temperos e farinha de rosca, frite como bolinhos! (existem milhares de receitas na internet)

-Carnes: No caso do boi, porco ou frango, tanto cozido como assado, dá para desfiar, refritar e fazer uma bela farofa no dia seguinte ou até mesmo um arroz “caipira”, que é de comer ajoelhado. Se for cozido, use o caldo para regar a farofa e deixá-la bem úmida e saborosa.

-Tomates: Depois que estragam, jogue fora. Mas caso tenha em excesso (além do que vai consumir), pode pulverizá-los ou fazer um molho e depois congelar. O tomate é uma das poucas verduras que não perde nutrientes quando cozidos, moídos, batidos, espancados, torturados ou processados.

-Bananas, abóbora e outros: Quando temos em excesso, coloque açúcar e manda pra panela, rendem ótimos doces! Alias, doce de abóbora com pouco açúcar e um toque de manjericão é antepasto de restaurante contemporâneo metido chic da Oscar Freire.

-Bolos e brownies: Motivo da criação dessa postagem! Fiz o teste de um brownie branco que não deu muito certo (ficou com gosto de ovo e farinha crua), por isso fracionei e coloquei em forno baixo por 30 minutos, desliguei o forno, virei as fatias e deixei lá no forno quente e desligado(por mais 30min) para desidratar. O mesmo pode ser feito com qualquer bolo, principalmente os mais “gordos”, como bolo de rolo ou outros que tenha muito óleo, manteiga, chocolate ou ovos, tanto quando eles não ficam muito bons (solados, com gosto estranho, desarmoniosos, secos, etc), como quando estão velhinhos. Todas as padarias de Recife fazem isso, o bolo não vende e vira deliciosas torradas! É perfeito com café!

Modéstia a parte, mas ficou tão gostoso que estou pensando seriamente em incluir na gama de produtos da empresa, torradas de chocolate branco e nozes! Seria o sucesso! Espero iniciar as atividades comerciais entre dia 05 e 12 de Maio aproximadamente, vou exibir alguns produtos, gostaria de contar com a participação dos leitores para escolher sabores, detalhes e até ter noção de preço, claro, também aceito receitas, principalmente as regionais, tradicionais ou de família!

Daqui pra frente as receitas tomarão um rumo mais trivial, ficarei um pouco fora dos bolos, biscoitos, salgadinhos e tortas, pois serão minha mercadoria e prefiro não exibir a receita aqui, mas estou engatilhando um vlog de cozinha trivial (só não comecei ainda, por causa de um maldito cartão de memória), ensinando as comidas básicas passo a passo, além de fazer uns pratos diferentes ou exóticos como o sunomono (que já fiz!) e o jap chae, uma espécie de yakisoba coreano delicioso! Acredito sinceramente que o blog melhorará, mesmo sem os tradicionais bolos (mas obviamente vou manter as receitas aqui já expostas), porém chegou a hora de darmos um voo mais alto e tenho certeza que todos sairão ganhando!

Brownie

Continuo nos meus testes para a empresa. Dessa vez fiz brownie! O famoso bolo molhado americano de chocolate e nozes, que pode ser servido em temperatura ambiente ou quente com sorvete. Queria fazer o mais próximo possível do original, tarefa difícil, pois mesmo sendo uma receita simples, existem milhares delas na internet, todas muito diferentes uma das outras. Risquei aquelas com ingredientes toscos, como achocolatado em pó e também aquelas com ingredientes desproporcionais, como 8 ovos! Pesquisei a técnica com o Felipe, que já foi cozinheiro do HooCafé e me lembrei que quando trabalhava lá, os brownies feitos com manteiga davam errado, o correto era usar margarina!

O brownie deve ter doçura suave (chocolate amargo), textura de bolo comum nas bordas e grudento no meio (sim, ele é “meio cru”) e uma casquinha delicada por cima, além disso deve ter algum crocante, de preferência nozes, para dar uma textura mais interessante ao bolo que é úmido e mole.

Ingredientes:

250g de chocolate meio amargo (barra nestlé)

150g (1 ¼ xíc) de farinha de trigo.

180g (1 ¼ xíc) de açúcar.

75g de nozes debulhadas.

50g de margarina sem sal (+20g para untar)

03 ovos

01 colher (café) de fermento químico.

01 colher (café) de essência de baunilha.

MEIA colher (café) de sal.

40cm de papel manteiga.

Fôrma 30X20cm (importante o tamanho)

Preparo:

Passe margarina na fôrma e no papel já ajustado a mesma. Misture os ingredientes secos (farinha, açúcar, nozes, sal e fermento) em uma tigela, bata bem os 3 ovos com a baunilha em outra e faça um tipo de ganash com o chocolate e as 50g margarina. Depois some as 3 porções (secos+ovos+ganash), misture com uma colher e espalhe bem na fôrma empapelada. Forno baixo pré aquecido (160-200°C) por 25-30 minutos.

Dicas:

-Untar apenas com margarina, sem farinha. Ajuste bem o papel nos cantinhos da fôrma.

-O tal “ganash” com chocolate e margarina pode ser feito no micro-ondas, deixe por 1 minuto, misture bem com o garfo, mais 1 minuto, misture novamente e mais 30s. O importante é cada vez mexer bastante, vai ficar escuro e bem espelhado. Espere esfriar um pouco antes de misturar aos outros ingredientes.

-O ponto do brownie é muito importante, ele deve ter uma casquinha crocante por cima e quando você espetar um palito ou garfo, suas pontas sairão meladas. Como já disse, é um bolo diferente daquele que estamos acostumados.

-Não dá para mexer muito nele quente, espere esfriar para cortar e comer. Se você gosta de brownie quente com sorvete, deve pega-lo frio, coloca-lo no micro-ondas e depois colocar o sorvete. Pois ele se desmancha logo que sai do forno.

 

Música

Confesso que faço essa postagem um tanto triste. Ontem uma colega de Recife foi assassinada em uma tentativa de assalto. Apesar dos índices terem melhorado nos últimos 5 ou 6 anos, a capital pernambucana ainda é uma cidade violenta e a vida de muita gente acaba de uma forma inesperada. Quando essas coisas acontecem, pensamos como a nossa vida tem fim sem aviso prévio, muitas vezes prematuramente, como aconteceu com a Nanda aos 26 anos. Por isso vou postar a música que ela tinha no “quem sou eu” do seu perfil no Orkut, uma singela homenagem a quem nos deixou de uma forma tão brusca:
14 Bis – Caçador em Mim.
http://www.youtube.com/watch?v=H8FJLdtE3vo

Torta de Limão

Docinho muito consumido em todo Brasil, a torta de limão é um prato interessante, pois harmoniza três texturas e sabores totalmente diferentes em uma única fatia. A base é crocante, amanteigada e levemente salgada, o recheio é um mousse denso e cremoso de sabor doce-azedo-cítrico e por cima um suspiro mole, extremamente leve, com fina camada crocante, de doce suave e aromatizado com a casca do limão. Ao contrário do que pregam, é sim difícil de fazer, pois se divide em várias fases que envolvem ponto correto de bater, assar e outras coisas que exigem o mínimo de prática. Olha aí, comida brasileira mais simples possível, mas ao mesmo tempo é uma sobremesa complexa e refinada, dá de dez a zero na maioria das falsas gororobas refinadas que vendem por aí! Com a mais absoluta certeza, servirei tal iguaria em meu café!
Ps. Esses pontinhos de caramelo por cima formaram-se sem querer, deixei a torta esfriando e quando voltei do curso, ela tinha feito essas bolinhas por cima!
Pss. Foi a primeira vez que fiz torta de limão, foi quase tudo OK, apenas deixei a massa um pouco grossa e sem sal, além de ter feito pouca neve para o suspiro, mas na receita que se segue abaixo, todos os erros foram corrigidos.
Psss. (Isso existe?) A foto ficou uma merda não ficou grandes coisas. =(

Ingredientes:
Para a Base:
02 xícaras de farinha de trigo.
100g de manteiga com sal
02 gemas de ovo
01 pitada de sal.
01 xícara de açúcar.

Para o recheio:
02 latas de leite condensado
05 limões (só caldo)
02 limões (só casca raspada)

Para a cobertura:
04 claras batidas em neve.
01 xícara de açúcar fino
03 limões (só a casca raspada)

Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes da base e modele na sua fôrma, leve ao forno baixo para pré-assar por uns 10 ou 15 minutos. Enquanto a base assa, misture o leite condensado com os limões (caldo e raspa), usando uma batedeira. Retire a passe do forno e coloque o recheio. Faça a cobertura da seguinte maneira: Bata as claras até virarem uma neve bem firme e aos poucos (pode usar uma peneira) espalhe o açúcar e as raspas. Espalhe por cima da torta (se quiser, faça desenhos com a colher) e deixe no forno baixo (180°C) por cerca de 30 minutos ou até o suspiro ficar marrom claro. Deixe esfriar em cima da mesa por umas 4 horas e depois coloque na geladeira (coma no dia seguinte).

Dicas:
– Não preciso nem comentar que são 05 limões ao total, sendo primeiro raspados e depois espremidos, sua raspa dividida metade para o recheio e metade para cobertura. O mesmo vale para o ovo, mas sobrarão duas gemas que ficarão por sua imaginação.
– O açúcar fino pode ser o cristal batido no liquidificador e depois peneirado.
– Quem fizer em casa, me avise se ficou bom e se formaram as bolinhas de caramelo por cima.
– Não precisa untar a fôrma e atenção na hora de moldar, faça bolas e vá preenchendo o fundo e lateral, apertando e espalhando. OBVIAMENTE use fôrma de fundo removível!

Biscoito de Chocolate e Limão

A primeira receita pós-viagem. Como o mundo é engraçado, não é? Fiz essa receita para reproduzir uns biscoitos que comi no Santo Grão de São Paulo, mas no final, só consegui fazer a versão gostosa e correta de uns cookies que fiz há quase 01 ano atrás!
Era para ser biscoitinho de chocolate com limão… alias, é isso! Mas os biscoitos não ficaram parecidos com o que eu esperava, mas confesso que ficaram uma delícia, super crocante, de sabor suave e caseiro!
Receita simples mas trabalhosa, recomendo dedicar uma tarde livre!


Ingredientes:

– 02 xícaras de farinha de trigo.
– 01 e ½ xíc. de Aveia (flocos finos)
– 01 xíc. De Chocolate em pó.
– 01 xíc. De Açúcar (fino)
– 02 ovos.
– 100g de manteiga.
– 01 colher (chá) de fermento
– 01 limão (raspas da casca e todo o sumo)

Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes, faça bolinhas como pequenos brigadeiros e amasse fazendo pequenos discos na fôrma. Deixe em forno mínimo (cerca de 120-150°C) por cerca de 1 hora.

Dicas:
– Unte a fôrma com óleo, apenas um fio basta.
– Faça biscoitos finos e pequenos, porque eles são bons quando bem durinhos e crocantes
– Se alguém quiser teste com 02 limões, porque 01 limão apenas SOME depois de assado (apesar de se destacar enquanto a massa está crua)
– A receita rende uns 100 biscoitos médios, talvez precise de duas ou três fornadas (lembra que eu falei de usar a tarde toda?)
– Pode até fazer biscoitos menores e vender, essa receita custa uns R$ 6,00 aproximadamente e rende até 250 biscoitinhos pequenos (para cafés). Uma boa embalagem e valor agregado, o cara consegue 300% sobre isso sem bronca.

Chipas

Cheguei de Curitiba há exatamente uma semana, 23:30 de terça (06/04/2010). A viagem foi ótima, comi muita coisa boa: doces, salgados e cafés. Sai com gente bacana, conheci lugares maravilhosos e até dei um pulinho de um dia em Florianópolis, onde comi uma comida mexicana divina!

Nesse final de semana, já em Recife, não perdi o ritmo, provei do Café Jacu (vide Google) e almocei em um restaurante coreano (farei receitas em breve!). Mas vamos à nossa bagagem… Conforme prometi, traria algo diferente para saborearmos.

Em Curitiba tenho uma grande amiga chamada Rosineide, conhecida como Tata, ela é secretária da minha tia há quase 10 anos e cuida daquela família como uma babá. Nascida no Paraguai e filha de brasileiros, sempre me conta das comidas de lá. Falou dos peixes cozidos, da macarronada verde e claro, das chipas! (fala-se tchipas) Mas o que são essas tais chipas? Existem dois tipos de chipas, a chipa e a chipa-guazú. Apesar do nome quase igual, são receitas extremamente diferentes, a primeira, “chipa” é uma rosca salgada, com uma massa que fica entre o pão de queijo e o biscoito de polvilho, sabor forte de queijo e um toque de erva doce. Ela é vendida em tabuleiros, carregado na cabeça dos vendedores que circulam em toda parte, desde movimentados ônibus urbanos até nas estradinhas da zona rural, custa o preço equivalente a dois pães e é comida principalmente na páscoa. A segunda, Chipa-guazú, é um bolo salgado de milho, com queijo e cebola. Hoje posto a primeira, ainda nessa semana posto a segunda.

Ingredientes:

500g de polvilho doce.

300g de queijo prato (corte em cubinhos)

¼ xícara de óleo

03 ovos

50g de manteiga

½ xícara de leite integral

01 colher (sopa) de fermento

Erva doce (uma colher de sopa)

Sal

Modo de preparo:

Miture os ingredientes molhados (leite, óleo, ovos, manteiga), adicione o polvilho, o queijo, o fermento, a erva doce e o sal. Bata bem. A massa ficará numa consistência bem diferente, entre líquida e pastosa, muito elástica. Faça roscas, bolinhas ou qualquer formato que quiser, coloque em forno médio pré-aquecido e deixe até dourar.

Dicas:

– É uma receita simples, não tenho muitas dicas. Apenas paciência na hora de moldar e unte a fôrma apenas com óleo. Repare que fiz roscas e bolinhas… mas viraram bolachões e bolinhas, com certeza fiz alguma coisa errada ou apenas minha prática que é zero.

– Confesso que as minhas chipas ficaram um pouco sem sal, mas não tem problema. Erva-doce casa muito bem com qualquer coisa defumada, elas ficaram perfeitas com mortadela defumada e/ou salame. Uma manteiga ou queijo também quebra o galho.