Peixada de Pascoa

Eu adoro a Páscoa! Não sou cristão e não sou chocólatra, mas algumas datas têm uma magia. Me lembro da Páscoa de 2007, quando fui para Gravatá (Região serrana do Agreste pernambucano, 85km de Recife). A estrada estava linda, tinha chovido há pouco e a paisagem (estrada e plantas) estavam com aquele aspecto “molhado-e-secando-ao-sol”. Nessa época acontece um fenômeno interessante na região, aparecem milhões de borboletas amarelas por todo lado, são de um amarelo claro e intenso, a estrada fica cheia de borboletas mortas, que se parecem folhas de outono e o para-brisa fica todo “pintado” (sim, muito trágico, mas estranhamente lindo). É quando se iniciam as chuvas e os festejos ligados ao interior no Estado de Pernambuco, as praias ficam vazias e os chalés das cidades serranas se enchem. É a hora de comidas típicas a base de milho, danças, cores e outras mil e uma coisinhas que antecedem o São João e durarão atéééé 07 de Setembro, primeiro feriado de “verão”, onde reinicia a temporada de sol e praia.

Como sou pobre e moro sozinho, segui meu próprio conselho do último post e reciclei a peixada que fiz na sexta-feira santa!

Só para explicar… A foto abaixo é de um cuscuz com o molho da peixada reduzido. Quer dizer, sobrou metade da peixada que fiz ontem, reservei um filé de peixe, umas mini cenouras e joguei fora das batatas (batata requentada é horrível!), reduzi o molho pela metade (1h no fogo baixo) com um pedaço de peixe debulhado e os pedacinhos de legumes (que sumiram!), o caldo ficou grosso e de sabor muito intenso. Restando uns 5minutos, coloquei o filé peixe e as cenouras (aqueles que reservei no começo) apenas para esquentar naquele molho. Ficou muito gostoso, confesso que até melhor que a peixada! Esse molho todo sobrou porque não fiz pirão com o caldo da peixada (não tinha farinha aqui), assim restou “água” em abundância.

Segue a foto do molho reduzido com cuscuz (o filé de peixe está embaixo):

Receita da peixada:

500g de filé de pescada chilena (ou qualquer peixe bom para cozinhar)

03 tomates.

02 batatas.

02 cenouras (usei minicenouras que tinham na geladeira, mas tanto faz)

01 pimentão

01 cebola.

03 dentes de alho

01 limão

01 litro de água.

Cebolinha, Salsa e/ou Coentro a gosto

01 colher (sopa) de açúcar

01 colher (chá) de colorau (não tinha aqui, mas recomendo)

Sal e pimenta do reino o quanto baste.

Azeite para cobrir o fundo da panela.

02 ovos cozidos (opcional)

Modo de preparo:

Coloque as batatas e as cenouras já cortadas para pré-cozinhar (uns 5 ou 10 minutos) em água quente com sal e pimenta. Na panela da peixada, frite o alho no azeite, tire do fogo e monte em camadas: cebola, batatas, cenouras, pimentão, tomate, peixe, cebola, batata, cenoura, tomate, cebolinha-salsa-coentro (suco de 01 limão por cima de tudo). Deixe no fogo por uns 5 minutos, enquanto bota para ferver a água que cozinhou as batatas e cenouras, com o açúcar e colorau. Jogue água quente por cima (provavelmente vai cobrir tudo), tampe e deixe cozinhando até as batatas e cenouras estiverem no ponto.

Dicas:

-Acho essa ordem muito boa, mas se você achar outra melhor, fique a vontade. Não acredito que vá alterar muito a receita. O importante é não mexer, pois destruiria tudo, principalmente o peixe que geralmente é delicado.

-É uma peixada bem “aguada”, quando estiver quase pronta pode usar o caldo para fazer um pirão. Só precisa deixar o caldo fervendo em uma panela separada (fogo baixo), adicionando farinha de mandioca fina aos poucos e ir mexendo para incorporar. Se não gostar disso, faça como eu fiz, reduzindo o caldo no dia seguinte.

-Use o peixe que você achar melhor. Peguei esse por dica do peixeiro, mas existem muitos peixes bons e baratos para fazer cozido.

-No primeiro dia comi a peixada com arroz, no segundo (quando reduzi o molho), comi com cuscuz. Mas qualquer coisa fica boa, purê, mandioca, farinha, farofa, apenas as batatas, pão e até macarrão. Afinal, molho é molho, né?

Pasteizinhos Pernambucanos

Cá estou eu novamente, depois de muito tempo sem aparecer por essas bandas. Prometo atualizar mais freqüentemente, apesar de soar como promessa de político, farei o possível mesmo.

Desabafando um pouco Falando da minha vida, me demiti da Bob´s 03 dias depois dessa macarronada(meu último post), foram vários motivos que não cabe explicar aqui. Descansei muito por esses dias, tive um pequeno problema envolvendo amigos, fiz uma pequena viagem ao interior, comemorei o ano novo na praia e já me matriculei em centenas de cursos e palestras no SEBRAE. Provavelmente estarei nesse ritmo de estudante desempregado até o final das reservas financeiras de janeiro.

Fiz uma receita tosca interessante, os chamados pasteizinhos pernambucanos, confesso que eu pessoalmente os batizei assim, pois só existem por essas bandas de Pernambuco (Dã, que obvio!). São pastéis salgados, recheados de carne moída e azeitonas fortemente temperados, mas cobertos por uma camada de açúcar de confeiteiro. Parece estranho para quem não conhece, mas eu prometo, juro e garanto, são deliciosos!!! Infelizmente, por excesso de preguiça falta de tempo e prática, usei uma massa de pastel pronta, fiz os bixinhos em tamanho grande demais para o padrão e não tínhamos cominho e extrato de tomate para temperar ou dar liga à carne. Ficaram gostosinhos, mas poderiam ter ficado melhores, principalmente se a massa fosse mais adequada, ela secou muito nas pontas e esse pastel deve ser mais “fofo”, de massa mais grossa e menos quebradiça.

Ingredientes:

01 cebola média em cubos.

500g de carne moída.

01 pimenta malagueta sem semente e bem picada.

01 colher generosa de extrato de tomate (não usei)

01 colher (chá) de colorau

Sal, pimenta do reino e cominho.

Azeitonas

500g de massa para pastel.

Fio de azeite para refogar.

Óleo para fritar.

Modo de Preparo:

Refogue a cebola no azeite, adicione a carne e os temperos (menos sal e colorau), quando estiver bem fritinha e seca, adicione o extrato de tomate, colorau e o sal, baixe o fogo e deixe dar uma apurada leve. Espere esfriar e recheie os pasteis com a carne e as azeitonas. Frite em óleo quente e depois de uma leve enxugada em papel toalha, polvilhe açúcar de confeiteiro por cima. Rende de 8-12 pasteis médios/pequenos.

Dicas:

– Faça pasteis pequenos, de festa infantil, pois eu fiz de tamanho médio e comer com aquele açúcar foi um malabarismo insano!

– Pode fazer açúcar de confeiteiro em casa, batendo por alguns segundos o açúcar convencional no liquidificador ou processador, depois peneire.

– Faça uma boa massa de pastel (tentarei aprender alguma) ou compre uma de boa qualidade, é importante que ele tenha uma massa grossinha e pouco quebradiça.

– Não faça como eu fiz, pique a azeitona e não use inteira.

Pudim de café.

Olá pessoas!

Por favor, me desculpem por esse sumiço! Passei por uma fase conturbada de minha vida, me demiti da empresa da família, fiz vários cursos no SEBRAE e há quase duas semana me tornei o mais jovem gerente da lanchonete Bob´s. Isso tudo em quarenta dias! Hahahahahaha!

É a vida, sempre tomando rumos inesperados. Essa hora tinha que chegar e eu precisava MUITO bater minhas asas fora do ninho. Agora saio de casa às 7:20 e volto às 17:00, todos os dias, menos terça e quinta, quando tenho inglês e chego só às 21:00. É todo santo dia, porque em minha folga vou para a pós-graduação no mesmo horário(8:00-18:00). Enfim, estou esgotado fisicamente e mentalmente, mas estou feliz, quem quer ficar rico precisa suar sangue e comer muita grama para aprender a ser alguém!

A receita que postarei é um clássico personalizado. Pudim de café. Gosto de pudim e amo café, por que não juntar os dois? Fez muito sucesso na turma da pós graduação e aqui em casa voou rapidex. Não fica um sabor notável do café, ele apenas acentua as notas amargas da sobremesa, é excelente por deixar o pudim menos enjoado e com um toque diferenciado

Ingredientes:

-03 ovos.

-01 lata de leite condensado.

-01 lata de leite integral (use a mesma lata do leite condensado).

-01 xícara de café bem forte (cerca de meia lata do leite condensado).

-½ xícara de açúcar. (p/ calda)

Modo de Preparo:

Bata tudo no liquidificador, menos o açúcar.

Para a calda, derreta o açúcar e faça um caramelo, despeje no fundo da fôrma furada de pudim. Adicione a mistura batida, cubra com papel metálico e coloque para assar em banho-maria (forno baixo 180°-200°C pré-aquecido). Aproximadamente 01h depois fica pronto! Espere uns 40 minutos, até esfriar e desenforme.