Torta Banoffee

Vamos começar a série de receitas do Natal e Ano Novo?
Ok, não é um dos clássicos dessa época do ano, alias, sejamos sinceros, essas comidas de final de ano, por mais que sejam bregas e não tenham nada a ver com o verão brasileiro, são uma delícia! Sou um grande crítico do Natal, principalmente (e quase exclusivamente) sua estética nórdica, com neve, pinheiros, renas e aquele velho barbudo, acho o cúmulo do ridículo. O AnoNovo já é outro nível, confraternização mundial, todos de branco e na praia (influência afro), esperança se renovando, hora de repensar os planos e iniciar novos projetos.
Fechado o parêntese de críticas pessoais, vamos ao que interessa?! COMIDA!!!
Essa torta é uma delícia, comem muito aqui em Curitiba e inclusive achei que fosse coisa de curitibano (povo bom em fazer gordices extremas), pesquisando rapidamente achei sua história em vários sites, mas a mais completa está nesse blog http://acozinhacoletiva.blogspot.com.br, que inclusive é excelente e humilha o meu.
Segundo o blog citado: “A Banoffee Pie é uma torta inglesa, criada em um pub chamado The Hungry Monk [O Monge Faminto]. O nome vem da combinação de duas palavras – banana e toffee – os dois ingredientes principais da receita. O “toffee” se refere ao caramelo obtido através do cozimento do leite condensado, isto é, nada mais que um doce de leite marronzinho e cremoso. E “banana” – adivinhe! – fatias de banana, claro..rs. É simples de fazer e doce, bem doce!
A receita dele é um pouco diferente da minha, mas fica a seu critério escolher qual agrada mais. O que ficou claro, bemmm claro, é que as fotos dele ficaram maravilhosas e realmente deixaram a minha mais feia do que já é. Nunca altero as fotos do blog com photoshop, mas essa precisei da ajuda de minha amiga Ana Lúcia para dar um retoque nas cores.

Imagem
Ingredientes:
Base:
150g de biscoito triturado.
50g de manteiga.
01 ovo.
01 colher(sopa) farinha de trigo (opcional)
Recheio:
02 latas de leite condensado cozido.
05 Bananas maduras.
Cobertura:
01 lata de creme de leite gelada.
02 colheres (sopa) de açúcar fino.
Noz Moscada.
Gotas de chocolate (opcional)

Preparo:
Antes de tudo, no dia anterior, coloque as duas latas de leite condensado em uma panela de pressão com bastante água, feche a panela e deixe cozinhando por 01 hora após pegar a pressão, desligue e deixe lá até a pressão sair. Só abra a lata no outro dia preferencialmente, muito cuidado com a pressão, tanto da panela quanto das latas (que mesmo depois de esfriar, continuam “explosivas” por algumas horas).
Para a massa, bata o biscoito no liquidificador (eu usei de chocolate, mas pode ser de maisena ou semelhante), misture com a manteiga e o ovo, se achar que ficou muito líquida, coloque a farinha e vá preenchendo o fundo e lateral da fôrma (fundo removível!). Se quiser massa mais grossa, aumente as proporções. Se quiser, pode fazer sem ovo ou farinha, então não precisa assar, mas com esses ingredientes ou se fizer apenas mais grossa, recomendo um “susto” no forno.
Para o recheio, corte as bananas longitudinalmente (de comprido), forre a massa toda com as bananas e coloque o doce de leite por cima, se esse doce estiver duro demais (bem provável), despeje-o em uma tigela e aquece duas vezes por 1minuto, mexendo entre as vezes. Forre as bananas com o doce ainda quente.
Para cobertura, bata o creme de leite bem gelado com o açúcar e a noz moscada, depois forre o doce de leite, se quiser, cubra com gotas ou raspa de chocolate, pouquinho de canela ou o que sua imaginação permitir.
Deixe na geladeira por 2 ou 3 horas no mínimo.

Dicas:
– Reforçando o cuidado com as latas de leite condensado e a panela de pressão, ok?
– Pode assar rapidamente ou não a massa, é opcional, só cuidado porque massas com muita manteiga podem derreter com calor em vez de assar.
– Despeje o doce de leite ainda quente sobre as bananas, isso “cozinha” um pouco elas.
– Quando for bater o creme de leite, além de drenar o soro, ele deve estar bemmm gelado mesmo, iclusive as pás e a tigela da batedeira podem ser colocadas no freezer antes.
– Se a torta ficar 30minutos no freezes antes de servir, quase congelada, fica deliciosa.

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Published in: Sem categoria on 12/01/2013 at 22:48  Deixe um comentário  
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Carne de Onça

O nome pode soar estranho, mas é uma das comidas de boteco mais gostosas que já comi, exclusividade de Curitiba e está presente nos bares (do mais copo-sujo ao mais sofisticado) há cerca de 50 anos. Não preciso nem explicar que não tem nada a ver com o felino em extinção, na verdade ninguém pouca gente sabe a origem desse nome, mas existem mil e uma lendas sobre isso, todas com a mesma credibilidade, que dizer, nenhuma.

Esse blogueiro gordo acredita que provavelmente é uma derivação do hackepetter, uma espécie de Steak Tartar alemão e o sucesso também se deve aos árabes, abundantes em Curitiba e já acostumados ao kibe cru. É difícil entender porque esse prato ainda não se espalhou Brasil afora, é muito fácil de fazer e delicioso! Tem a cara do nosso Pais, pois envolve carne bovina e combina absurdamente com o verão.

Esse da foto não fui eu que preparei, mas é no restaurante que trabalho e às vezes sou eu quem faz. Nesse dia em especial fui como cliente apreciar a iguaria.

Ingredientes:
01kg carne moída.(vide dicas)
200g de cebola picada em cubos bemmm pequenos.
Azeite de Oliva (o quanto lhe agradar)
Sal e pimenta do reino.
Pão preto em fatias (também chamado de broa)
Cebolinha para cobrir.
Mostarda escura (Acompanhamento)

Modo de Preparo:
Misture a carne, cebola, azeite, sal e pimenta.
Sirva o pão, onça e coberto por cebolinha (Como na foto)
Simples, não?

Dicas:
– Carne: usamos carne moída “especial”, ela é uma qualidade acima da carne de primeira (sem nervos, mas com um pouco de gordura). O importante na onça é usar uma carne (patinho ou alcatra) que não tenha nenhuma gordura ou nervo, seja totalmente rósea e sem pedacinhos brancos.
– A carne deve ser moída TRÊS VEZES.
– Só misture só antes de servir, pois o sal “cresce” com o tempo e a carne escurece em minutos.
– Não precisa fazer 1kg de carne, mas a proporção de 5/1 entre carne e cebola pra mim é ideal.

Onde comer?
Paraguassu Grelhados:
Rua Machado de Assis, 525 – Juvevê – Curitiba/PR Fone: (41) 3029-1020

TNT no Lucca

Como esse gastroblog tem sido mais um turismoblog, vou aproveitar para mostrar um evento bem legal que acontece aqui em Curitiba.

O Lucca Cafés Especiais promove em toda última quinta feira do mês o TNT, que é uma competição amigável entre os baristas de Curitiba, onde são expostas as técnicas de latte art (arte no leite) com cappuccinos. Já fui barista e posso garantir que é bem mais difícil do que parece, pois o profissional precisa tirar o espresso bem tirado, vaporizar o leite corretamente (complicado, precisa de prática e sensibilidade) e ter a habilidade de despejar o leite de uma forma perfeita, formando desenhos de plantas, animais ou o que a criatividade (e capacidade técnica) mandar.

Sim sim, prometo trazer uma receita em muito breve e os contornos do vlog (prometido há cerca de 01 ano) estão tomando forma, já fiz alguns vídeos e preciso de tempo para editá-los. Mas agora confiram as fotos do lugar, das comidas, das pessoas e claro, dos cafés. Além de um videozinho básico que fiz pouco antes da competição começar.
Nas fotos abaixo:
– O ambiente da cafeteria do centro. (E a vibe da galera no evento)
– Os doces e comidinhas que servem lá, destaque para os pacotinhos com valiosos grãos campeões de diversas safras e fazendas.
– Igor Salles, o barista vice campeão, mas já vencedor outras vezes.
– Lilian Machado, a barista campeã desse TNT.
– Fazendo um cappuccino.
– O Cappuccino Campeão.

Agora um videozinho bacana, feito por mim antes da competição, enquanto esperavamos as pessoas chegarem e saboreávamos ótimos cafés.

Published in: on 30/08/2011 at 19:59  Comments (1)  
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Viagem ao Recife, Julho de 2011

Adoro essas postagens de turismo, mesmo que não tenham a utilidade de uma receita, elas têm o seu valor quando precisamos saber onde ir em uma cidade diferente ou lugares diferentes na sua própria cidade, né? Por falar nisso, é tão estranho chegar ao Recife, onde vivi por 14 anos e sai há menos de 1 ano, como um turista bobo que se impressiona com coisas óbvias. Nessa viagem sai menos que na anterior, também fui para os mesmos lugares e alguns, repetidas vezes.
Vamos começar pelos lanches…
Em Recife existem boas burguerias “chics”, aquelas com clima vintage, misturam anos 60 com 80, uma coisa meio Embalos de Sábado a Noite com De Volta para o Futuro.
Visitei duas delas, velhas conhecidas dos meus tempos de pernambucano.
A primeira que falo é a PinUp, vou desde 2006 quando abriu, algumas épocas até 2 vezes na semana. Os preços são justos, pois a porção é generosa e o sabor excelente. A loja fica no bairro do Pina e o ambiente é variado, com jovens, famílias e casais. Um casal com apetite normal divide um sanduíche grande, batata e sobremesa, com refri e 10% não sai mais que R$ 20,00 pra cada. Essa foto abaixo é do MENOR sanduíche, que custa uns R$ 6,00 (Os outros custam o dobro) e a sobremesa chama-se Little Italy, é uma espécie de torta alemã ou pavê de chocolate com uma bola de sorvete em cima, absurdamente delicioso. Cuidado com o “truque” do queijo, pois eles sempre perguntam “qual o queijo?” e você paga uns 2 ou 3 reais a mais por uma fatia de queijo processado, basta pedir “sem queijo”, além de economizar uma grana, você não “suja” seu delicioso hamburguer com essa fatia de gordura sintética.

Esse sanduíche é da Saturdays, uma outra burgueria em Boa Viagem/Pina. Porém esse estabelecimento conta com um ambiente menos vintage e mais americano, também um público (e música) bem mais jovem e barulhento. Os sanduíches são um pouco menos caros e consequentemente menores (o sabor da carne é perfeito). Infelizmente eles sempre pecaram no atendimento, que há anos é péssimo, mas não custa visitar.

Saindo das burguerias e caindo em outra especialidade da Recife Moderna, os Crepes! Na postagem turística anterior eu falei de várias creperias, dessa vez eu fui duas vezes ao Maria de Millas, fica no charmoso bairro do Poço da Panela, uma região histórica e preservada do bairro de Casa Forte. O ambiente do local está de acordo com o bairro (chic, tradicional e com toque de charme decadente) e o público é formado em sua maioria por casais de 25-95 anos. O preço não é baixo, mesmo assim acaba saindo mais barato que um bistrô tradicional, vale muito a pena conhecer. As fotos dos pratos não ficaram muito boas, pois a iluminação é propositalmente baixa, mas o recheio sempre conta com queijos importados e especiarias delicadas. Fotos do salão principal e de um Crepe de Cartola (banana, queijo manteiga, canela e açúcar).

Agora vamos passando pelos japoneses, aqui estou colocando fotos de lugares que citei na minha última postagem, mas não pude fotografar daquela vez. Quando se fala em temakeria, penso em duas, Nori e Yume. A primeira não pude postar fotos (pois infelizmente não fui), mas garanto que é excelente.
A Yume (fotos abaixo) fica ao lado do prédio onde morava, ela trabalha com ótimos ingredientes e é uma marravilha! Boa para a madrugada e para o “pré” balada ou mesmo uma passada rápida com os amigos ou a patroa depois de um cinema.

Como falei da última vez, o Shopping Recife conta com excelentes restaurantes. O Sushimi é muito especial, pois mesmo estando na barulhenta praça de alimentação, ele conta com um ambiente interno muito aconchegante, peixes fresquíssimos e excelentes sushimans (Existe plural de sushiman?!). Foto do Sunomono completo e do ambiente simpático.

E a estrela dos japoneses, o TheBest of Recife… O tradicional Quina do Futuro. O preço é mais salgado que shoyu barato, mas vale cada centavo. O melhor ambiente, profissionais, matéria prima e tudo de excelência que pode existir na face terrestre. Sentar no balcão, junto aos aquários e ver 2 asiáticos trabalhando com precisão cirúrgica, enquanto organizam os varais com pedidos e gritam um com o outro, não tem preço, principalmente se acompanhado de uma comida perfeita! Imagens do ambiente, balcão, aquário, sunomono completo (com um molho da casa) e uramakis de salmão philadelphia.

Vamos continuar nos peixes, mas agora um pouco mais cozidos. Na última vez eu postei umas fotos das peixadas do meu pai e do peixe frito em Porto de Galinhas. Estou repetindo a dose dessa vez. Segue aqui uma sinfonia marítima do meu pai, ficou muito boa, a foto já diz tudo… E esse pirão então, divino!

E aqui o peixe frito em Porto de Galinhas, com saladinha e mandioca frita. Escolhemos o peixe fresquíssimo e 1h depois ele está na mesa.

De sobremesa, um sorvete classe F, com gosto de nostalgia…

Mas não se esqueçam, em Porto também podemos consumir os ensopados de Aratu, Carangueijo ou Sururu (Aratu é meu favorito). São vendidos em carrinhos quadrados brancos, guiados por umas 10 senhoras negras e gordas (todas da mesma família, fazem isso há uns 20 ou 30 anos!), infelizmente não tirei foto, porque comi e nem lembrei dos outros, aquilo é o néctar dos Deuses!!! IMPERDÍVEL!
Falando nas coisas imperdíveis de Porto, comam o queijo-de-coalho na brasa:

Comam também alimentos (guloseimas) que podem não pertencer a “alta gastronomia”, mas são coisas que tendem a desaparecer em 10 anos, como as raspadinhas de gelo e xarope e vodka.

Falando em coisas regionais, não posso esquecer da famosa Carne de Sol! Minha última receita do Blog foi uma carne de sol acebolada e modéstia a parte, deliciosa. Expliquei o passo a passo da receita e parte da história dessa comida. Porém existem lugares que servem uma carne de sol bem melhor que a minha (eles são profissas!), bons restaurantes regionais que atraem famílias pernambucanas e turistas de todo o mundo. Fui conhecer o famoso Tio Pepe, antigo restaurante (quase 50 anos) que foi aberto por um espanhol conhecido como (adivinhem?) Pepe. Os preços são salgadinhos, mas como todo bom restaurante, justo pela qualidade que serve. Deliciem-se com as fotos da comida e do local (decoração curiosa):

As sobremesas não ficam de fora da postagem. O Dalena (que postei da última vez) continua em meu coração (e estômago), sempre a melhor pedida para comer um salgado leve, um café e uma bela fatia de Torta de Damasco no capricho: (reparem na umidade dessa torta)

E como falei em café, não poderia me esquecer da melhor cafeteria da cidade, a Castigliani. Fica na Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco), com um cinema em anexo que passam filmes para pessoas inteligentes e alternativas fora do circuito comercial. Provavelmente é o único lugar onde podemos tomar um cappuccino de verdade, feito com bom espresso, leite integral vaporizado bem cremoso e sem chocolate, canela e outras coisas do tipo. O ambiente e a vista são um show:

Outra coisa que me faz falta em Curitiba, são as casas de Açaí. Mesmo existindo poucas em Recife, a melhor que conheço (e acho que já fui em todas) chama-se Point do Açaí. Fica na Zona Norte, longe do mar e praia, mas a qualidade da tigela é impecável! Textura, sabor e cor. Se não me engano, é uma empresa de Belém, isso deve ajudar muito!

Se você busca sofisticação, vá ao La Cuisine. Um dos únicos restaurantes na beira-mar de Boa Viagem, com comida contemporânea de tendências francesas, italianas e mediterrâneas em geral. O preço não é alto e os pratos muito bem servidos, mas evite o couvert (R$19,90 por pessoa) que acaba saindo mais caro que a comida. O ambiente é lindo, bacana para ir de casal:


Um local não tão gastronômico, mas que vale a pena ir, é o Paço Alfandega e a Livraria Cultura. O Paço é um pequeno shopping sofisticado, com lojinhas, restaurantes e cafés que vão do luxo-bom ao luxo-lixo, voltado mais para turistas. O mais legal é a livraria em anexo, a maior do nordeste, com milhares de exemplares de tudo o que você quiser ler, entrar e não levar nada é uma tortura! Com um pequeno café dentro que serve um bom espresso e um ótimo chocolate (o cappuccino deixa a desejar). Mas abra o olho, dentro da livraria o café vale a pena, porém fique longe dos cafés de dentro do Shopping Paço, que apesar de lotados, são péssimos. (recomendo curtir um pôr-do-sol no terraço do shopping, alternando com os livros e cafés/chocolates)

Para encerrar com chave de gold, falarei do lugar que mais fui nessa viagem, o Bar Central. Funciona como restaurante de dia e bar pela noite, tem público variado, geralmente formado por alternativos de todas as tribos, desde os professores e artistas mais almofadinhas aos estudantes e desocupados mais hippies. As comidas são caras mas excelentes, com opções sem amor, sem vida, sem saúde, sem sabor, vegetarianas e todas aqueles clássicos petiscos de bar, em versões frescurentas gourmet. Vale a pena uma visita com os amigos, a parte de fora é mais “largada” e por dentro é mais sofisticado, com boa música, ar condicionado geladinho e outros mimos:

Encerro por aqui, espero ir para mais lugares na próxima viagem, seja para Pernambuco ou qualquer canto da Galáxia. Caso vá para esse mesmo destino, me cobrem para ir ao Alto da Sé em Olinda comer tapioca, ao Dom Francesco Trattoria e o Restaurante do Leite, mais antigo em funcionamento do Brasil.
Recife está se tornando um dos maiores pólos gastronômicos do País, mas não só de boas praias e comidas vive o turismo/lazer dessa cidade, procure dar um passeio no Instituto Ricardo Brennand e Oficina Francisco Brennand, são Museus particulares de um artista plástico e empresário bilionário pernambucano que gosta de investir em cultura, construindo museus e financiando artistas e cientistas, tem entrada livre (ingresso R$ 15,00  normal e R$ 5,00 estudante), tirei umas 1200 fotos, mas como o Blog é de comida e não de arte, aqui ficam algumas fotos do Instituto, que tinha exposição de Michelangelo, Museu inglês de cera e acervo permanente de obras e armas do próprio museu.







Links dos lugares:
-Temakeria Yume: http://www.yumetemakeria.com.br/

-Restaurante Quina do Futuro: http://www.quinadofuturo.com.br/

-Bar Central: Rua Mamede Simões, 144 – Tel (81) 3222-7622
-Tio Pepe: http://www.tiopepe.com.br/

-Confeitaria Dalena: http://www.dalena.com.br/

-Maria de Millas: Estrada Real do Poço, 558. Telefone: (81)3269-3957
-PinUp Burgueria:
Avenida Herculano Bandeira, 692
(0xx)81 3466-0001
-La Cuisine: http://www.lacuisine.com.br/

Instituto Ricardo Brennand: http://www.institutoricardobrennand.org.br/

Teste Docinhos

Olá pessoas, como citei no antigo post, estou abrindo uma empresa que fabrica e vende doces. Ainda estou analisando muitas coisas, como: gramaturas, preços e condições dos fornecedores, como serão as vendas, etc… Apenas pequenos detalhes. A empresa ainda não tem nome, mas provavelmente será Leão Do Norte, em homenagem ao Estado de Pernambuco, que vivi por 14 anos e de onde vem a inspiração para a maior parte das receitas.

Por enquanto só venderei esses doces a base de castanha, brigadeiro branco e chocolate (que vou batizar de Maria Bonita), mas aproveitei para fazer teste com outras amêndoas e algumas frutas secas, como damascos, figos turcos, ameixas e uvas. Claro, existem os doces triviais como brigadeiro, beijinho, bem casado e as tortas, bolos e coisas do tipo. Mas foi um dia de experiências, nunca tinha trabalhado com frutas secas, geralmente as como in natura.

Não tenho preço 100% definido ainda, mas provavelmente teremos caixinhas de 6 por R$5,00, 14 por R$ 10,00 e 28 por R$ 20,00, chegando a R$99,00 a caixa com 180. Ao contrário das fotos, as caixinhas terão fitas e adesivos com o símbolo da empresa. Claro, cada uma delas terá um cartão com site, email, telefone, etc. É um preço muito baixo, serve mais para divulgar a empresa e futuramente render encomendas. A propósito, quero agradecer minha ex-vizinha Sandra que me deu essa receita, ela já vende em Recife e eu “importei” para terras curitibanas! Muitíssimo obrigado!

Engraçado fazer uma postagem com praticamente só frutas secas. Até pouco tempo atrás eu não gostava, mas fui conhecendo frutas secas de boa qualidade (fiquem longe dos supermercados comuns!), além de ter ouvido mil e uma histórias da nossa professora francesa Cristine Dabat, que falava sobre a importância de secar uma fruta, tanto para a gastronomia, como para a sobrevivência em longos invernos. Hoje o mais comum são as uvas passas no panetone, ameixas no olho de sogra, banana nos doces industrializados (pseudo-saudáveis-light) e o damasco quase decorativo na mesa das festas. Provem o figo, o morango, a pêra, o pêssego… Explorem esse novo mundo de sabor! Uma vez vi o Olivier Anquier (meu ídolo, herói, inspiração e futuro sogro) em viagem pela França, onde comeu um salada com pêras passas, alface, roquefort e redução de balsâmico, apenas 4 ingredientes que se harmonizam perfeitamente! Espero muito um dia poder postar esse prato aqui.

Aproveitando para ressaltar que essas são as últimas fotos da velha máquina, segunda feira chegará a Canon profissional e coisa vai melhorar pacas!

As tais Marias Bonitas (Acertei no plural?)

Maria Bonita por dentro

Morangos glaceados (dois detalhes, 1- não confunda com morangos glaçados, 2- não fiz, apenas comprei e estou pensando em fabrica-los, é uma espécie de “passa” de morango, absurdamente delicioso!)

O velho conhecido Olho-de-Sogra e alguns testes de Marias Bonitas com outros recheios (noz pecan e morango)

Figos turcos (pra mim, o Rei das frutas secas!) recheado com brigadeiro branco e crocante. (tentativa de melhorar o que já é perfeito!)

Olho-de-Sogra em rama. Tipo de coisa que é terapeutico fazer e dá pena de comer, imagina tirar as sementes e rechear as passas uma a uma?

Toda a galera reunida!

Gostaram das fotos? Deu vontade? Quem sabe não começo a vender pela internet? =)

Tenham uma excelente semana!

Viagem Gastronômica ao Recife

  Depois de uns 35 dias sem nem sequer visitar meu próprio BLOG, coisa de blogueiro vagabundo cuzão relaxado relapso, apareço em uma longa postagem e com novidades concretas e nenhuma receita! (Que merda, Hein?)

Passei 20 dias em Recife, curti o carnaval, fiz um vídeo no youtube que me transformou na pessoa mais odiada da internet, revi meus amigos e estou realizando os testes dos doces da minha empresa, a Leão do Norte(nome mais provável). Mas o que isso tem de concreto? Trarei novas receitas (dã, que obvio, é pra isso que serve o blog, seu blogueiro burro!) e a coisa mais legal de todas, comprei uma máquina fotográfica muito legal (finalmente!), vou pegar nessa semana, uma Canon T2i e aposentarei essa que uso atualmente, uma PENTAX a pilha, de 4 megapixels que comprei em 2004.(responsável por essas fotos que tirei até hoje)

Reparem que boa parte das fotos postadas a seguir não têm uma boa qualidade, coisa que mudará a partir de agora, com a chegada na nova câmera.(Para o bem geral da Nação!)

A maioria das fotos mal tiradas amadoras que seguem são de lugares que costumo (costumava) frequentar em Recife: cafés, bares, bistrôs, etc. Alguns eu frequento e não tive a oportunidade de fotografar, outros foram fotografados, mas as fotos ficaram tãoooo ruins que eu prefiro queimá-las não usar. Também seguem fotos de alguma comidas que fizemos em casa. Espero que quando viajarem para a capital do nordeste, a São Paulo do norte, metrópole pernambucana, possam conhecer o que ela tem de melhor para oferecer ao seu estômago.

Para começar a farra gastronômica, vamos exibir um restaurante étnico maravilhoso e de certo modo, raro no Brasil. Um Restaurante Coreano! O nome do lugar é “Burgogui”, mesma nomenclatura do prato principal, o churrasco coreano. Os donos são um casal coreano, especificamente a esposa, pois o marido veio para ser jornalista, mas acabou virando um famoso acupunturista É um clima caseiro e aconchegante, não só é uma velha casa, mas tem cheiro de “lar”, ainda mantém as divisões de quartos e em boa parte das vezes somos atendidos pelos donos, restaurante étnico 100% familiar! Melhor impossível!

As fotos abaixo são:

Um prato delicioso chamado JAPCHAE, uma espécie de yakisoba, mas feito com macarrão transparente, carne surrada, shitakes frescos, cebolinha inteira, pimentões vermelhos e carregado com óleo de gergelim torrado, junto com uma porção de pimenta flocada vermelha muito suave e deliciosa chamada gochugaru.

 

O famoso carro chefe que dá nome ao estabelecimento, o churrasco coreano é carne (acho que alcatra) bem picadinha e provavelmente surrada, deixando bem mole. É feita nessa “panela-churrasqueira” importada da Coreia, cozida em vapor e caldos aromatizados (que podemos comer com arroz ao final).

 

Esses são os acompanhamentos do churras, acelga apimentada, broto de feijão com óleo de gergelim torrado, amendoim teriyaki, mini-batata teriyaki, gochugaru, pasta de missô, folhas de alface lisa e claro, arroz branco. O mais interessante da brincadeira é o modo de comer, você pega a folha, coloca a pasta, o arroz, o acompanhamento desejado e o pedacinho de carne, faz uma trouxa e manda pra dentro! Muito diferente dos tradicionais chinas e japas que sempre vamos.

 

Para finalizar, essa é a “fachada” do local (endereço e telefone coloco no final da postagem).

Já que estamos com os dois pés no oriente ou ao menos em seus representantes gastronômicos em Recife, vou ressaltar a boa qualidade dos sushis dessa cidade, aqui em Curitiba(onde estou morando), um lugar cheio de japonês mas só conheci lugares (sushis) caros demais ou ruim demais. Claro, em Recife também existem os lugares com preços abusivos e aqueles rodízios sebosos que a ralé enriquecida os emergentes de Boa Viagem adoram. Mas essa cidade de poucos japoneses oferece muitas opções excelentes e surpreendentes, inclusive dentro do shopping, lugar onde comida fresca e de qualidade é mais raro que mulher em show de heavy metal, hétero trabalhando em cia aérea, japonês blackpower, nota de 1 real! Indico um chinês e dois japas de olhos fechados (sem trocadilho cretino),o primeiro é o Chinatown(uma unidade no Shopping Recife e outra no Guararapes), restaurante chinês mais tradicional da cidade, pratos a um preço justo, comida absurdamente farta e bem feita, ambiente e cozinha perfeitamente limpos².(Ressalto esse fato, pois existem pessoas que ainda nutrem preconceito quanto a esse quesito nos restaurantes chineses). Os três japoneses são: Sushimi, que fica dentro do shopping, pertence a mesma família do chinatown e apesar de ficar na praça de alimentação, conta com um espaço interno muito aconchegante(e pequeno) e mesmo sendo um sistema express, tudo é absurdamente fresco, bem feito e de excelente qualidade. O segundo (e fotografado) não é exatamente um restaurante japonês tradicional, é um bistrô contemporâneo com fortes influências asiáticas, por coincidência também fica no Shopping Recife, seu nome é EKI, nome dado às estações de metrô no Japão, é um espaço relativamente grande e com ambientação que realmente lembra o interior de um trem urbano de passageiros (vide foto abaixo).

 

O cardápio é bem variado, com pratos contemporâneos (cozinha clássica+asiática) e vários tipos de sushis (excelentes também). Nesse caso da foto, peguei um prato de salmão com molho de maracujá, risoto de funghi e legumes no vapor com um toque de gengibre, é de comer ajoelhado! O ideal para duas pessoas é comer uns sushis de entrada, dividir esse prato quente e na sobremesa, pedir tempurá de sorvete, um cilindro de sorvete empanado e frito, a massa parece bolo recém-saído do forno e conforme o sorvete derrete, ele penetra na casca crocante, muitooo gostoso!

 

Saindo do Shopping (Graças a Deus!), temos o Quina do Futuro, fica na Zona Bonita Aristocrática Chic de Bom Gosto Norte da cidade, em uma esquina da Rua do Futuro, é o mais tradicional de todos, com asiáticos fazendo sushi na hora, usam instrumentos antigos, sistema de fichas no varal e como não podia deixar de ser, é o mais caro e melhor dos três, ideal para quem curte comida japonesa MESMO, daquela que pode ser facilmente comparada as entocas do bairro da Liberdade em Sampa.

Depois de falar de tantos sushis e sashimis, vocês acham que os peixes acabaram? Que nada! Comecei agora! Segue abaixo algumas fotos que falam por si só: Primeiro o peixinho frito em Porto de Galinhas, o preço é meio salgado(R$ 60,00), mas você paga pelo guarda-sol, cadeiras e pela vista, apesar da simplicidade no preparo, o frescor do alimento e a prática de anos do cozinheiro, faz o peixe ficar na perfeição! Recomendo a barraca onde o Visconde trabalha, somos clientes fiéis há 15 anos. (O tomate ficou amarelo nessa foto, mas o que eu comi era vermelhinho!)

Essas fotos são de um lugar mais fino, o Bargaço, um restaurante baiano com filial em Recife, provavelmente o mais sofisticado e caro de frutos do mar da cidade. São fotos de um peixe assado, uma sinfonia marítima e casquinhos de caranguejo. Vou confessar uma coisa, não criei o Blog para ficar criticando os restaurantes por aí, mas nesse caso fiquei um tanto decepcionado com a comida do Bargaço, a sinfonia não estava grandes coisas, além de cara (R$ 99,00), tinha só caldo sem sabor e muitooooo sururu, não vi nem cheiro de lagosta, poucos camarões e polvos-lula e um pedaço de peixe que era 90% espinho e couro, o peixe foi caro também (R$ 75,00 aprox), estava sem graça e sem carne, bem abaixo do mesmo peixe que comi em Porto de Galinhas, feito em um lugar precário e sem nenhum Chef para comandar. As únicas coisas que são perfeitas e extremamente baratas, foram as casquinhas de caranguejo, porção com 10 por R$ 38,00, dá para 2 pessoas se empanturrarem com essa porção farta e muito bem feita (provavelmente a mais gostosa que já comi)

 

Agora vamos para minha casa, uma moqueca que meu pai fez. Peixe, camarão, legumes, leite de coco e azeite de dendê são a base, com o caldo faz-se o pirão (uma das delícias gastronômicas herdadas dos índios). Modéstia a parte, mas estava muito melhor (em todos os sentidos) que a sinfonia do Bargaço e gastamos ¼ do valor. Eu e meu pai brigamos muito por termos princípios gastronômicos bem diferentes, mas quando se trata de frutos do mar, eu não dou pitaco no trabalho dele, que geralmente é de primeira!

 

 

Para quem quer gastar menos e ter um lugar romântico, recomendo as creperias de Recife. Conheço três delas, a Montmartre: uma pequena casa no Bairro de Casa Forte, o dono é um francês mal humorado e os pratos sempre saem a perfeição. O La Plage é um dos meus restaurantes favoritos, serve apenas crepes e saladas, nenhum prato custa mais de R$ 20,00, a comida sempre é leve e suave (Mas nunca sem-graça! É deliciosa mesmo!), tem um dos melhores custo-benefício que já vi e excelente atendimento, sempre é uma boa pedida, qualquer prato é um acerto! (desculpem essa foto ruim)

E claro, a Galeria Joana D’Arc e o Anjo Solto: Uma creperia que começou como um bistrô GLS alternativo, mas aos poucos virou um lugar mais “familiar”, principalmente nos finais de semana. Os preços são mais salgadinhos, a qualidade peca às vezes, mas com certeza ganha no quesito ambiente, pois sempre tem pessoas legais e o lugar (uma antiga galeria decadente, a Joana D’Arc) se transformou em um pequeno polo gastronômico com restaurantes de todos os tipos: italiano (mostro uma foto quando falar das massas), mexicano (foto seguinte), japonês (ruinzinho, não recomendo), pizzaria e claro, a creperia! Eles se misturam e local vira um point para casais de todas as idades, encontro light entre amigos (tipo barzinho) ou pré-balada. Como podem ver na foto o Restaurante Mexicano descolado e muitas mesas, só está semi-vazio porque era umas 19:00 de terça-feira.

 

As massas de Recife… Infelizmente ainda temos péssimos restaurantes italianos e pizzarias que fazem sucesso, mas vou dar a dica, o caminho dourado dos lugares certos! Gosto de começar pelo melhor, então lá vai: Trattoria Don Francesco, em Olinda. O lugar é romântico, os preços são médios-altos (mas muito justos!) e o estabelecimento é tocado pelo dono, um italiano. Recomendo pedir uma salada caprese e uma lasagna bolognesa (para um casal dividir os dois pratos), depois comer a sobremesa que o espaço estomacal deixar, quem sabe dar uma volta em Olinda a noite? Podem ficar tranquilos, aquela cidade é histórica, mágica e segura. E olha que sou um agnóstico cético chamando algo de “mágico”, levem a sério, viu?!

Tá passeando no shopping e deu vontade de comer um italiano? (sem trocadilhos cretinos novamente!) Fique longe da praça de alimentação e vá ao Michelli, um excelente restaurante fora da praça, o ambiente é bacana e o filet a parmegiana é divino!

Se você está por Boa Viagem e não pode ir para Olinda impressionar a patroa, vá para a Galeria Joana D’arc que acabei de citar e visite o La Pasta Galleria, os molhos são feitos a perfeição e a massa totalmente caseira e feita lá mesmo, ambiente escurinho e geladinho (importante no nordeste!) O lugar é bem pequeno e costuma lotar nos FDS, vá durante a semana ou ligue antes.

 

Se você quer comer um panini ou pizza, vá ao Dom Ferreira Forneria, um dos meus restaurantes favoritos, excelente custo-benefício, ingredientes dos Deuses e uma pizza igual àquelas do Bexiga em SP, o ambiente é lindo, todo black piano e com detalhes laranja, janelas amplas com vista de um movimentado cruzamento da avenida que dá nome ao lugar, a Av. Domingos Ferreira, uma das mais engarrafadas da cidade e que rasga o bairro de Boa Viagem.

Se está em um clima mais descontraído, informal e praieiro, pertinho dali existe a Pizzaria Cipó Nativo, onde servem uma pizza exótica, com uma massa leve e macia, com toques de manteiga de garrafa, gergelim e com uma textura que derrete na boca, o ambiente é um show a parte, teto de palha, chão de areia, lago de carpa, animais de madeira, cores curiosas, temas afro e indígena. Toda essa “selva” no coração de Boa Viagem, cercado por prédios de 20, 30 e 40 andares.

A cidade atualmente conta com muitos pequenos bistrôs, até agora nunca passei “raiva” por comer algo caro ou ruim, sempre os preços são convidativos e a comida na pior das hipóteses apenas não impressiona, mas decepcionar mesmo, nunca aconteceu. O melhor exemplo é o Espaço Muda, um lugar curioso, pois está fora dos eixos turísticos, comerciais ou residenciais, em um bairro onde funcionam gráficas, galpões e antigas casas, mas está se transformando em um polo de galerias de arte e baladinhas. O Muda não foge a regra, além de bistrô, é uma galeria de arte, brechó e nos fundos tem um espaço onde funcionam peças de teatro bemmm alternativas, baladinhas ou pequenos shows. Essas fotos, apesar de mal tiradas, retratam bem o clima do lugar. Se você é um cara que curte arte, leitura, usa barba, óculos grande, camisa xadrez e é pobre-fresco igual a mim, vai adorar o lugar! A comida é boa e barata, ir com a Mallu Magalhães gatinha ou com os Los Hermanos amigos é uma excelente opção!

Já que estamos falando em pessoas mais barbudas chatas maconheiras cults, como eu e meus amigos, nada melhor que o Bar Central. Um barzinho com uma certa sofisticação no ambiente, fica na Boa Vista, frequentado por artistas, professores e pessoas do tipo, a rua é muito movimentada, pois conta com micro barzinhos, mas o melhor mesmo é ficar no próprio Central, a comida é excelente, muito bem feita e com dezenas de opções de comida de vaca e cavalo vegetarianas, que apesar de não serem completas faltar alguma coisa terem carne, são uma marravilha! Mas para você que é normal gente humano civilizado esperto come carne, recomendo o Filé com fritas, que pode parecer besteira, mas é o melhor filécomfritas que conheço! Infelizmente acho que existem dois defeitos nesse bar, ele é caro pra doer e seu atendimento é de fazer o cu cair da bunda deixa a desejar.

Seguindo a onda alternativa, existe o Casa da Moeda lá no Recife Antigo, as comidinhas são gostosas, o ambiente e o público são bem interessantes e até os funcionários são umas figuras (garçons e garçonetes andrógenos).

O que fazer em um sábado ou domingo às 16h? Você acordou tarde, tomou café às 11h e não almoçou, lá pelo meio ou final da tarde deu uma fome… Vá para Olinda comer Tapioca! No Alto da Sé, existem as tapioqueiras que fazem tapiocas de todos os sabores, mas o melhor deles com certeza é o mais clássicão de todos, a tapioca de queijo coalho, manteiga e coco! Talvez as pessoas da roça do sul e sudeste pensem no coco apenas como algo doce, ledo engano, coco agrega positivamente em muitas coisas, pois tem textura diferenciada, sabor suave e gordura de sobra. Como algo assim não pode ser bom? Inclusive minha maior frustração é não ter foto desse lugar, nas duas vezes que fui, me esqueci da máquina (que é uma pereba, mas quebrou meu galho por 7 anos), deixa para a próxima!

Depois de tanta comida salgada, bora pra sobremesa?

Os cafés e delicatessens recifenses melhoram a cada dia! Para saborear o melhor café e cappuccino, temos o pequeno e charmoso Mercedes Café na Zona Norte, com macio brownie e um pastel de belém feito na hora, ao ladinho da Praça de Casa Forte, local que foi projetado por Burle Marx e é um convite para um passeio com a família ou amigos e o Castigliani Café, dentro da FUNDAJ (Fundação Joaquim Nabuco), anexo ao cinema, onde você pode comer e beber muito bem e aproveitar para ver um filme bacana.

Um lugar que sou frequentador assíduo é o Dalena. Uma tortaria que oferece dezenas de tortas (todas deliciosas), excelentes salgados (melhor que das padarias tradicionais) e claro, um café que não deixa a desejar. Inclusive tive a sorte de poder fotografar duas sobremesas e consegui uma foto borrada do local (Não disse que tenho que aposentar essa câmera?). Vale muito a pena, comida impecável, preços mais-que-justos e atendimento excelente.

 

Acho que essa “saga” chega ao fim… Gostaria muito, mas muito mesmo de ter tirado mais e melhores fotos, mas tive problemas com a máquina e com a minha memória (que sempre a esquecia em casa), além de não ter ido para todos os lugares que quis e nem fotografado lugares que fui, principalmente o Bar Central, Alto da Sé em Olinda e o Mercado de Boa Viagem (que não citei na postagem), sem falar que gostaria de abordar mais os bares, burguerias e principalmente os restaurantes regionais. Prometo (dessa vez de verdade) postar mais receitas, preparar alguns vídeos, melhorar as fotos e aviso, meus doces estão chegando! Olha minha cara de tarado maluco!

 

Aqui embaixo estão telefone e endereço de alguns lugares citados, boa parte tem site ou fotos na internet, confira:

Burgogui

Rua Venezuela, 153 Espinheiro

Telefone: 81-3423-0692

Horário: 12h/15h e 18h/23h (fecha seg.)

http://www.restaurantechinatown.com.br/

http://www.sushimi.com.br/

http://www.quinadofuturo.com.br/

http://www.restaurantebargaco.com.br/

Creperia MontMartre

Rua Alfredo Fernandes, 61

Recife – PE

(0xx)81 3268-7278

http://www.crepeslaplage.com.br/site/

http://www.anjosolto.com.br/

Trattoria Don Francesco

Rua Prudente Moraes, 358 – Carmo

Fone: (81) 3429.3852

Funcionamento: seg a sex, das 11h às 15h e das 18h30 às 23h / sáb, das 18h30 às 0h

e-mail: donfrancescotrattoria@uol.com.br

La Pasta Galleria

Av Herculano Bandeira, 513, Galeria Joana D’Arc, Pina, Recife/PE

Funcionamento: De domingo à quinta, das 18h até meia noite;

Sextas e sábados das 18h até 2h

Reservas: (81) 3328-3848.

http://www.ristorantemichelli.com.br/

http://www.domferreiraforneria.com.br/

http://www.ciponativo.com.br/home/index.php

Bar Central

Rua Mamede Simões, 144

Recife – PE

81 3222-7622

Casa da Moeda

Rua da Moeda, 150

Recife – PE

81 3224-6803

http://www.dalena.com.br/

Hoo Cafe

Olá meus queridos leitores e leitoras, como vão? Sim, eu ainda existo e não desisti do blog! Depois de muita confusão e luta em Recife, resolvi vir para Curitiba procurar emprego. Aqui nessa nova vida fiquei sem internet por um tempo, depois sem máquina fotográfica e até agora, sem lugar para cozinhar (uso a cozinha do apartamento semi-vazio onde me alojei).
Faz quase dois meses que estou trabalhando no HooCafe, sou barista, o cara responsável pelos cafés do estabelecimento. Faço os cafés (espresso, cappuccino, vienense, latte, moka, etc) e cuido das outras bebidas como shakes, refris e cervejas. Tem sido bem pesado e desgastante, mas o aprendizado e a dignidade de ter um trabalho fazem valer à pena todo esforço.
Segue abaixo algumas fotos do lugar e de pessoas queridas (festa de confraternização), por enquanto não colocarei receitas.

Essa é a região onde fica o Café, um bairro chamado Batel:

A fachada do estabelecimento (foto da internet)

Jaque (com filho), minha chefe do salão. Felipe, o cozinheiro picadasgaláxias. Dalva, a responsável por organizar a nossa bagunça.

Alguns pratos servidos durante a confraternização: sushi, salada japonesa e yakisoba. Tudo feito pelo nosso gerente Marcos Ando, contador, chef de cozinha com 20 anos de experiência no ramo:


Quem quiser conhecer o local, fica na Alameda Augusto Stellfeld, 1527
Bairro Batel em Curitiba (41 3024-1220)

PS. Estou planejando alguns programas filmados, do tipo Olivier Anquier. As receitas estão sendo testada, programação organizada, só me resta negociar o cenário e alguém para filmar/editar. Os programas estarão expostos no youtube e obviamente acompanhado de textos e fotos aqui no Blog.