Shimeji Bata Yaki

Um dos petiscos mais comuns no Japão e um dos primeiros a se popularizarem aqui no Brasil, uma excelente opção para impressionar a namorada ou o namorado nesse dia comercial especial, pois é simples e rápido de se fazer. Segundo nosso amigo Google, Bata Yaki significa “cozido na manteiga”, normalmente é servido apenas ele como acompanhamento, mas eu fiz a cafuçagem breguice invenção de misturar ao macarrão de yakisoba, ficou muito bom em termos de sabor, mas os tradicionalistas ficarão irritados ao ver essa foto!
O modo mais legal de se fazer, é embrulhar todos os ingredientes abaixo (menos o macarrão, obviamente!) em uma trouxinha de papel metálico, deixar alguns minutinhos no forno e servir junto a outros acompanhamentos, como: macarrão, arroz, sushi, carnes, etc.

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Ingredientes:
01 bandeja de shimeji.
50G de manteiga sem sal.
½ maço pequeno de cebolinha.
01 limão.
Shoyu a gosto.
250G de macarrão para Yakisoba (opcional).

Modo de preparo:
Corte a parte grossa do caule dos shimejis, pois são fibrosos, mas pode deixar o caule mais fino, não precisa lavar, apenas tirar terra com cuidado (usando um papel) caso esteja sujo.
Derreta a manteiga, adicione os shimejis até soltarem água, adicione o shoyu, sumo do limão e cebolinha, refogue um pouco mais. (É rápido, dura nem 3 minutos tudo isso)
Se for servir acompanhando alguma coisa, nesse caso macarrão, adicione-o por último.

Dicas:
– O Shimeji é facilmente encontrado nos mercados, uma bandeja custa entre R$ 5,00 e R$ 10,00, pessoalmente acho caro, mas tende a ficar mais barato.
– Os cogumelos não precisam ser lavados, pois isso tira o seu sabor. Eles são plantados em uma terra desinfetada e o máximo de sujeira que podem ter (além da terra), é da mão suja de quem colheu. Mas como estamos falando de cogumelos cozidos e não crus, just don’t worry, be happy!
– Use shoyu de fermentação natural, eles são um pouquinho mais caros, mas menos salgados e muito mais aromáticos-saborosos. O mesmo vale para manteiga, use uma marca boa, nesse caso usei a SanCor, argentina que custa R$ 1,50 o pacotinho de 100g, ela é muito leve e excelente. (Se usar margarina nessa receita, me esqueça como amigo!)

Published in: Sem categoria on 12/06/2012 at 16:44  Comments (3)  
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Pãezinhos da Roça

Há tempos que não fazia um pão em casa e há tempos mais remotos ainda, não produzia para colocar no blog!
Enquanto trabalhei no restaurante, aprendi a fazer uns pãezinhos de calabresa com tomilho e esses dias, futucando em papéis de minha antiga chefe, achei a mesma receita, só uns detalhes diferentes.
Decidi fazê-la, mas claro, adaptando ao que tinha em casa que achei mais saboroso.
O pão é uma coisa tão curiosa! Gostaria de estudá-lo mais para poder postar toda a parte científica e histórica aqui, fermentação me intriga!
O importante é seguir a parte da massa, quanto ao recheio, escolha o que gostar mais ou então não escolha nada, porque vai ficar gostoso também!
Esse nome bobo com adjetivo “da roça” foi escolhido por mim mesmo, devido aos ingredientes tradicionais da culinária interiorana do Brasil, cansei de fazer coisas “caipiras”.
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Ingredientes:
02 colheres de fermento biológico seco (ou dois envelopinhos)
02 xícaras de leite morno.
06 xícaras de farinha de trigo.
02 ovos.
07 colheres (sopa) de sopa de azeite.
400G de paio picado em cubinhos (usei pacote Sadia de 370g)
01 cebola pequena picada.
01 colher (sopa) de erva doce.
Sal.

Modo de Preparo:
Misture o fermento ao leite, depois acrescente na farinha: os ovos, leite-com-fermento e 03 colheres de azeite (use aquele método do vulcão, fazendo um “buraco” na montanha ou então dentro de uma bacia grande), adicione o sal (cerca de uma pitada generosa) e sove por 10 minutos em uma superfície enfarinhada.
Deixe descansar em uma bacia untada por 1 colher de azeite e coberto por um pano por meia hora no mínimo. Enquanto isso, refogue o paio, cebola e o restante do azeite, até dourar e deixe esfriar.
Misture o refogado e a erva doce na massa, sove novamente até misturar, faça bolinhas ou o formato desejado e deixe por 1 hora na estufa (vide dicas!) coberto por um pano.
Os pães estarão bemmm maiores, asse em forno médio (225°C) pré aquecido por cerca de meia hora, até ficarem marrom clarinho (cor de pão mesmo)

Dicas:
– É importante sovar bastante a massa até ficar elástica, ela pode (deve) estar grudando na mão, desde que seja possível trabalhar com ela.
– A tal da “estufa” é fácil de fazer e ajuda muito, pois o fermento age de forma mais eficaz. Basta ligar o forno vazio por 5 minutos, desligar e depois deixar os pãezinhos cobertos ali dentro. Em um dia quente não é necessário, mas em Curitiba está 10°C e é bom saber dessas coisas. Antes de assar, não se esqueça de tirar os pães, pré aquecer e devolve-los lá pra dentro sem os panos! Parece óbvio, mas tem gente tonga distraída que é capaz de aproveitar que estão lá e ligar o forno.
– Se for usar alguma erva como fiz, procure coloca-la no final e “aperta-la” com os dedos antes de por. O primeiro passo é importante para não impregnar muito o sabor dela em tudo e o segundo, para despertar o sabor que existe nessas sementes-folhas secas e guardadas.
– Essa farinha branca por cima serve para não grudar os panos de prato que coloquei enquanto crescia, mas acho que não seja tão necessário.
– Cada xícara de farinha tem aproximadamente 120g, então somando à farinha para sovar e enfarinhar, vai um pouco menos de 1kg de trigo.
– São pães caseiros sem conservantes, tendem a ficar duros-secos e embolorar bem precocemente, uma ótima solução é guarda-los em geladeira e quando for consumir, deixar alguns segundos no micro-ondas. Parece que acabaram de sair do forno!

Patê de Truta Defumada

Há alguns dias fui na casa de minha antiga chefe, depois de boas conversas, cafés e bolos, começamos a revirar arrumar sua cozinha, mui cheia de tudo e um pouco desorganizada devido ao corre-corre e a quantidade-variedade de insumos ali presentes. Me deparei com uma coisa feia estranha assustadora exótica, um peixe marrom fechado a vácuo, se tratava de uma truta defumada e com validade na iminência de vencer. Minha chefe iria viajar e passar alguns dias foras, por isso a truta venceria antes que ela voltasse… resultado: Ganhei uma truta defumada!!!
E agora, o que fazer? Seguindo sugestão da presenteadora, bastava limpa-la (tirar peles e espinhas) e fazer um patê simples, como se faz com atum ou sardinha enlatados.
Foi preciso coragem para abrir o pacote, o bicho é feio e oleoso mesmo, nunca tinha manipulado algo desse tipo, mas depois fui tirando a pele (fininha), as espinhas mais grossas e depois tirando as mais finas e cartilaginosas (que podem ser comidas sem preocupação e até sem percepção).

A receita segue abaixo e na hora de comer, decidi liberar o lado saudável da força e acompanhar a iguaria com pão ciabatta e uma saladinha de tomate-alface. O foco dessa postagem é o ingrediente e como é possível surpreender usando de uma receita absurdamente simples. (CLIQUE NA IMAGEM, esse atual editor tem postado a foto como entende, elas estão saindo em HD, mas cortadas pela metade)

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Ingredientes:
01 truta defumada.
01-02 colheres de cream cheese.
02-03 colheres de azeite.
½ cebola pequena bem picadinha.
01 limão.
Pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:

Limpe a truta, tirando a pele e as espinhas, esmigalhe em um prato (retirando mais espinhas), adicione os outros ingredientes de acordo com seu gosto, para umedecer e suavizar o sal-sabor forte do peixe (mas sem apaga-lo, claro!). Depois de bem misturado, coma com pão, torradas, bolacha, salada ou o que bem entender.

Dicas:
– Essa truta foi um presente, não sei exatamente o quanto custa, mas acredito que seja algo entre 8 e 15 reais.
– Existe também o filé defumado, deve ser mais caro, mas talvez compense pela facilidade de manipulação.
– Os ingredientes podem ser substituídos por aqueles que você costuma usar em patês, em vez do limão e cream cheese, poderia usar coalhada seca ou iogurte. Só não recomendo maionese, pois ao contrário do atum em água, esse insumo é muito salgado-forte, a maionese só acentuaria isso, pois também é salgada.

Torta Gaúcha

Também conhecida como Torta de Liquidifiador, Torta de Padaria, Torta Paulista e a famosa Torta Japonesa de “Sorobô”, é uma iguaria fácil, prática, econômica e claro, deliciosa!
As variações são imensas, se digitar na ferramenta de busca online gogglear, aparecerão milhares de receitas, que não apenas se diferenciam entre si, como apresentam métodos e proporções esdrúxulas! Muito cuidado com pesquisas gastronômicas de internet, procurem sempre blogs onde os pratos são testados e garantidos, pois esses grandes portais culinários não filtram nada e pessoas postam qualquer coisa sem sentido.
Entre tantos títulos, elegi esse por lembranças de um curso que fiz há quase 3 anos atrás, onde , no último dia de aula, uma senhora gaúcha levou uma simples torta de liquidificador e fez um sucesso absurdo. Outra curiosidade pessoal sobre essa maravilha, é que fiz duas vezes, na primeira (uma semana atrás) comemos tudo e esqueci de fotografar! Pensei em desistir, mas na CartaCapital dessa semana, o Márcio Alemão (Dono da coluna Refogado) também falou sobre essa torta (receita diferente da minha) e as lembranças da infância que ela trazia.
Optei fazer no sabor que remete a uma pizza, mas é possível usar de um tudo nessa receita, como: carne moída, charque, frango, sardinha, camarões, ervilha, leguminosas, conservas, etc… desde que se respeite as proporções e o bom senso.

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Ingredientes:
1 ½ xícara de leite integral.
½ xícara de óleo.
03 ovos.
02 xícaras de farinha de trigo.
½ xícara de amido de milho (maisena).
50G de queijo ralado em pó. (um saquinho)
01 colher de fermento químico.
200g de presunto (fatiado-picado)
300g de queijo muçarela (fatiado-picado)
01 tomate médio picado (sem semente).
1/3 pimentão verde picado.
½ cebola picada.
Cebolinha a gosto. (usei ¼ de maço)
01 lata de milho (bem drenada)
Orégano, sal e pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador o leite, óleo e ovos, adicionar o queijo ralado, trigo, amido e sal, quando virar uma massa homogênea(é rápido), misture com o fermento e os outros ingredientes picados, verifique o sal e temperos, coloque em uma fôrma média (20X30cm) untada e enfarinhada. Deixe em forno baixo (200°C) pré-aquecido por cerca de 01 hora, até ficar castanho escuro por cima.

Dicas:
– Ingredientes podem ser substituídos, como já falei acima, o recheio vai do gosto, o importante é respeitar as medidas da massa.
– Atenção com o forno, alto demais pode deixar encruado por dentro, principalmente porque esses ingredientes que usei (presunto, tomate, cebola, milho) soltam muita água e se tratando de uma massa quase líquida, todo cuidado é pouco.
– Eu sei que sempre fui um militante anti-queijo ralado em pó, continuo sendo, pois aquilo não é queijo! Porém é um ingrediente como qualquer outro, agrega sabor na massa, pois é rico em gordura e sódio, mas pode ser trocado por algo melhor, como parmesão de verdade.
– Recomendo fazer isso em um café da tarde, levei 30 minutos preparando tudo do zero e 01 hora com cara de tédio até ficar pronta, tempo para lavar a louça acumulada da cozinha e arrumar a casa toda.

Torta de Limão-Cravo

Segundo um livro de química, biologia, geografia, história e botânica ciências aplicada à gastronomia e a boa e velha pesquisa do google, no mundo existe apenas um tipo de limão, que é aquele amarelinho e pontudo que chamamos de “Siciliano”, uma mistura (cidra x lima) e posteriormente ([cidra x lima] x pomelo), chegando no Mediterrâneo em aproximadamente 100d.C.
O restante dos chamados “limões” são espécies de limas ácidas, sendo o mais comum-comercial, que chamamos de Taiti, a lima verde sem sementes.  Também há outras espécies menos comerciais, a mais popular chamamos de cravo, rosa ou caipira (a mesma da receita). Esta é muito comum em determinadas épocas do ano, principalmente pouco antes do inverno em quase todo o Brasil e por ser aparentemente “feio” (com casca fina, sensível e manchada), perecível (dura poucos dias fora do pé) e apresentar muitas sementes, torna-se menos viável para as prateleiras do supermercado. Porém isso não impede de termos à mesa algumas dessas durante os meses de Março a Junho, pois sempre existirá um vizinho, tio, amigo ou feirante para oferecer uma sacola cheia!
E agora, o que fazer com esses gostosos limões amarelos-alaranjados que lembram tangerina azeda?
Eu fiz uma torta e recomendo que façam o mesmo, pois é um item sazonal (e por isso mais nobre) e confesso, um tanto mais gostoso e interessante que a comum!
Já postei anteriormente a receita da torta de limão, não mudei quase nada desde então, apenas aprendi umas dicas e vou repassá-las na íntegra.
(Na foto uns limões-cravo, rosa ou caipira bem maduros e o detalhe para o creme do recheio super delicioso)


Ingredientes:
Base:
02 xícaras de farinha
01 xícara de açúcar refinado.
100G de margarina.
4 gemas.
1 pitada de sal.

Recheio:
05 limões-cravo maduros. (Apenas o sumo)
02 latas de leite condensado.

Cobertura:
Raspa dos 05 limões-cravo.
4 claras de ovo batidas em neve.
01 xícara de açúcar refinado.

Modo de Preparo:
Base: Esmigalhe/misture com a ponta dos dedos a farinha, açúcar e margarina, após feita “farofa”adicione o sal e as gemas, misture até ficar homogêneo, forre uma fôrma de fundo removível, faça furinhos com um garfo e leve ao forno médio até dourar nas pontas. (reserve)
Recheio: Apenas misture os ingredientes e espalhe sobre a base já pré assada.
Cobertura: Bata as claras até ficar em neve, vá adicionando o açúcar e as raspas, espalhando sobre o recheio.
Torta: Leve ao forno baixo pré aquecido até o cobertura ficar castanha como na foto.

Dicas:
– Não sove muito a massa para evitar que crie glúten (sinônimo de elasticidade), fazendo nas pontas dos dedos, mantém aquela textura “clássica” de Pâte Sucrée (massa podre doce)
– Se achar muito difícil trabalhar com a massa, deixe meia hora na geladeira antes de abrir.
– Os furos na base antes de assar são importantes para ela não “subir”, mas mesmo com eles é normal ela crescer um pouco. Outra técnica é colocar alguns grãos de feijão cru por cima (ou umas bolinhas tipo de gude, feitas para isso mesmo e vendidas em lojas de importados).
– Pode fazer a cobertura usando uma manga de confeiteiro. Eu não tenho paciência, por isso espalho de maneira rústica mesmo, fazendo “estalactites” com as costas da colher, que formam gotículas de caramelo depois de fria (curioso, isso só acontece comigo!).

Curiosidade:
-Sabem por quê o recheio fica durinho? Porquê os meios ácidos talham o leite, fazendo com que a caseína (proteína mais comum do leite) se aglomere e consequentemente se separe do soro. Porém o leite condensado é leite já desidratado e cozido (obviamente sem soro), adicionado de açúcar em uma proporção maior que 50% do seu peso. Assim, ao colocar sumo de limão, a caseína se une e enrijecendo a textura do leite condensado.
– Nos EUA o limão siciliano é chamado de “lemon”, e o limão taiti de “lime”. Por isso a Sprite é supostamente de “sabor lima-limão”.

Bolo de Cenoura, Beterraba e Mexerica

Acalmem-se! Não virei natureba e nem entrei de dieta, deusmilivri isso!
Estava meio desocupado e resolvi provar algo novo. Sempre achei a cenoura e a beterraba parecidas, sim sim, apesar da cor, formato e sabor, são duas leguminosas que crescem sob a terra, tem uma quantidade de água parecida e a base de seus sabores se assemelham  (Beterraba pouco mais doce, claro), suas textura, além do tempo de cozimento parecido.
Mas e a mexerica? Tenho um segredinho que aprendi com minha chefe, ela usa suco de laranja no bolo de cenoura (ajuda na hora de triturar), eu não tinha laranjas, então usei as mexericas da minha mãe. (Ela vai me matar quando descobrir!)

Mas o problema é: eu quis colocar a beterraba por causa da cor! Se bolo de cenoura é amarelinho lindo, com beterraba iria ficar vermelhão ou no mínimo, muito alaranjado. Mas a química tinha uma surpresa e o bolo fico… VERDE! Nem era um verde bonito, era um verde sem vida. (Se alguém souber explicar porquê isso aconteceu, fico grato!)

E o sabor? Esse sim, ficou excelente! A mexerica aromatizou muito, a beterraba deu um toque leguminoso-terroso no retrogosto, a mesma sensação que um bom bolo de cenoura traz, porém mais acentuado.
Valeu a pena testar essa receitinha maluca, farei mais vezes!

Ingredientes:
02 ½ xíc farinha trigo
02 xic açúcar
½ xic óleo (canola)
04 ovos (separar clara e gema)
01 colher fermento químico.
01 cenoura média-grande.
01 beterraba média-grande
03 mexerica (só o suco, claro!)

Modo de Preparo:
Bata no liquidificador a cenoura, beterraba, suco das mexericas, gema dos ovos e o óleo. Bata na batedeira essa “vitamina” com a farinha, fermento e açúcar, por último adicione as claras em neve. Coloque em uma fôrma untada (margarina e farinha) ou fôrminhas de cupcakes e leve ao forno médio até ficar bem escuro por cima. (Cerca de 30min).

Dicas:
– Faça um bolo baixo ou vários pequenos, ou os dois. (eu fiz os dois e o bolão ficou mais gostoso que esses pequeninos da foto, hehehehe)
– Pode usar uma cobertura de chocolate como o de cenoura, eu não tinha chocolate para derreter e usei essas bolinhas que quebram um bom galho.
– No bolão eu untei a fôrma com margarina e açúcar, ficou muito bom!

Anko

Anko é uma pasta doce feita a base de feijão azuki e açúcar (ou mel), é originária da China e muito comum no Japão e Coréia, serve para ser comido puro ou para rechear moti (bolinho de arroz) ou madiu (bolinho de trigo).
Optei pelo mais simples, que foi enrolar como brigadeiros e aromatizei com cravo.
Pode parecer estranho para o paladar brasileiro, mas é doce e não tem muito erro, talvez não seja tão impressionante quanto o japchae, mas é uma sobremesa interessante que não desagrada e surpreende algumas pessoas (Realmente não lembra em nada o nosso feijão!).

Anko

Ingredientes:
250g de feijão azuki.
250g de açúcar cristal.
02 florzinhas de cravo.

Modo de preparo:
Cozinhe o feijão azuki, se desfazendo da água no mínimo 3 vezes. Triture (com cravo), e leve ao fogo com açúcar, vá mexendo até aparecer o fundo da panela. (Como se fosse um brigadeiro). Enrole e passe o açúcar ou reserve para rechear bolos.

Dicas:
– Realmente deixem cozinhar até ficar bem mole, fui marinheiro de primeira viagem e não esperei esse ponto molinho, meu doce poderia ter ficado melhor.

Published in: Sem categoria on 28/03/2012 at 19:59  Deixe um comentário  
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Japchae

Com certeza a receita mais exótica já postada no Blog. O Japchae (Chapchae ou jabchae, fala-se “tjáp-tché”) é um tipo de yakisoba coreano, seu nome significa legumes misturados (jap = misturado / chae = legumes). O prato que foi criado durante as festas do Rei Gwanghaegun pelo vassalo Yi Chung, durante a Dinastia Joseon no Séc. XVII, tinha como base apenas os vegetais e cogumelos, porém foi complementado por carne, óleo de gergelim torrado e posteriormente por dangmyeon, macarrão transparente feito da fécula de batata doce. (Antes que me chamem de gênio, eu aprendi tudo isso no wikipédia, ok?)
A primeira vez que tive contato com esse prato foi no Burgogui, um restaurante familiar coreano lá de Recife e rolou paixão logo de cara!(Tem fotos do lugar e do prato aqui no blog) Porém, apesar de todas esse exotismo, é um prato muito simples e fácil de se fazer, o mais difícil é achar o macarrão, vendido em sacos de 500g e 01kg, apenas em lojinhas orientais. Tenho sorte de conhecer bem o mercado coreano em Curitiba, mas tirando ali, acho que só encontraria na Liberdade em SP ou em algum empório caríssimo em outras capitais. (Pesquisem também nas lojas virtuais, paguei R$ 18,90 no pacote de 01kg aqui no mercadinho).
Essa foto abaixo não ficou ideal, porque o asno gordo gênio usou mais macarrão do que precisava. Se você seguir essa receita corretamente, verá que o seu japchae ficará muito mais colorido e rico que esse abaixo, pois está “amacarrãozado” demais. 

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Ingredientes (04-05 pessoas):

– 350g de dangmyeon. (macarrão de batata doce)
– 02 cenouras. (Cortadas julienne)
– 01 pimentão vermelho. (cortado allumettes)
– 100g-200g de shitake (cortado em 4, sem talo e higienizado vide Dicas)
– 01 maço generoso de cebolinha (cortado grosseiro, em diagonal, usa-se a parte “branca”)
– 350g de miolo de alcatra limpos (Cortado em tiras e levemente amaciados)
– 50ml-100ml de shoyu. (depende do quanto de sal tem aquele que você usa, vide Dicas)
– 03 colheres (sopa) de gergelim torrado (vide Dicas)
– 20ml de óleo de gergelim torrado (importante!)
– 50ml de óleo de canola (mas pode ser milho ou soja)
– Pimenta do reino ou gochugaru (pimenta coreana, vide Dicas)
– 01 colher (sopa) de açúcar cristal.
– Sal, se necessário.

Modo de Preparo:
Por se tratar de uma comida asiática, o correto seria saltear tudo em uma wok com fogo alto de pressão, porém nem eu e nem vocês temos esse equipamento em casa, o negócio é improvisar.
Coloque a água do macarrão para ferver em uma panela grande, enquanto isso,faça uma redução com o açúcar, água e metade do shoyu. Refogue em óleo bem quente os vegetais (cenoura, pimentão e a parte branca da cebolinha) e reserve, refogue o shitake e refogue a carne aos poucos (para não juntar água, apenas selar) e reserve também. Cozinhe o macarrão na água fervente (demora uns 3 minutos), escorra bem e na maior panela da sua casa, refogue tudo junto: os legumes, cogumelos, carne, macarrão e todos os temperos, como: a redução, shoyu, pimenta, parte verde da cebolinha, óleo de gergelim, gergelim torrado e corrija o sal se necessário (mas lembre-se que não é um prato muito salgado).

Dicas:
– Um bom lugar para achar e comprar esse macarrão, é a Deusa Internet. Pesquise no Deus Google, porque devem existir muitas lojas online de produtos gastronômicos exóticos. Essa massa serve também para sopas como noodles e para saladas, principalmente com frutos do mar.
– Perceba que coloquei o nome dos cortes ali, pesquise na internet e também tome como referência a foto. O tamanho e tipo de cortes é muito importante em qualquer cozinha.
– Para higienizar o shitake (tirar as terrinhas), pouco antes de cortar e refogar, passe um papel úmido e outro seco por cima e nas entranhas, tomando cuidado para não machucar o produto, que é caro e delicado.
– O “levemente amaciado” da carne, seria cortar em tirar e dar uma porradas de leve com o martelo próprio. Isso é comum na cozinha oriental.
– Cada shoyu tem uma proporção de sal, eu costumo usar o Sakura Premium, que segundo a embalagem sofre uma fermentação “Natural”. Ele é menos salgado que o comum e mais que o light, porém o legal é seu sabor e aroma, infinitamente melhores.
– Vende-se saquinhos de gergelim preto em qualquer mercado, mas ele está cru. Para torra-lo, basta colocar em uma frigideira e fogo baixo, ir salteando e em poucos minutos (uns 3), alguns começarão a pipocar. Desligue e deixe esfriar. Não deixe passar do ponto, para não amargar.
– Recomendei o óleo de canola por ser o mais neutro, para refogar os legumes e selar a carne, aquela quantidade deve ser bem distribuída e pode variar pelo seu gosto.
– A pimenta flocada vermelha coreana (gochugaru) é tão difícil de encontrar quanto o macarrão, mas vale muito a pena tê-la em casa para vários tipos de preparo. Ela é mais aromática e colorida do que ardida, tem levíssima picância e muito sabor, assim como a pimenta do reino. Porém seu sabor é mais ligado às pimentas vermelhas, sua aparência lembra ao longe a calabresa, mas sua composição e sabor são extremamente diferentes.

Jadró

Sim, você nunca ouviu falar.
Sim, isso não existe!
Sim, é apenas arroz-feijão.
Minha família materna é de origem árabe, principalmente minha avó, neta de sírio-libaneses e todos seus parentes mais velhos casaram-se entre primos, sendo ela da primeira geração a quebrar esse ciclo.
Nosso almoço preparado pela vó sempre foi Charuto ou Jadró. O Charuto muitos conhecem, é aquele enroladinho de repolho (ou folhas de uva), recheado com arroz, carne, tomate, salsa e outros temperos. Mas e o jadró?!
Assim como nosso charuto sofreu adaptações na família, o jadró é originário de um prato chamado “Jadra” ou “Mjadra”, nada mais nada menos que o famoso arroz-com-lentilhas… porém, adaptado ao Brasil, é arroz e feijão cozidos JUNTOS!

É difícil falar com o que combina, porque cada um sabe o que fazer com seu arroz-feijão de cada dia. Pessoalmente, gosto com carne bovina, cebolas, banana, couve ou quiabo refogados, alho crocante, saladinha (alface americana, tomate, rabanete) e limão. Claro, não tudo junto, mas são todos bons acompanhamentos, uns dois ou três desses já estão de ótimo tamanho!
Colocarei essas medidas no chutômetro, porque é receita de vó e ela nunca usa nada exato.

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Ingredientes:
01 copo Arroz
01 copo Feijão
01 Cebola bem picada.

Modo de Preparo:
Cozinhe o feijão na pressão com água o quanto baste, mas não deixe ele ficar mole, deve ser cozido e firme. Refogue a cebola em um fio generoso de óleo, quando ficar com cor de pastel, adicione o arroz e 1/3 dos grãos do feijão. Refogue um pouco, coloque sal e adicione a água do feijão (até cobrir o arroz + 2 dedos), se não tiver água o bastante, coloque mais água nos grãos e faça render.
Tampe e quando começar a secar, baixe o fogo, vá provando até ficar cozido. Pode-se (DEVE-SE), deixar uma raspinha tostada ao fundo, que é uma delícia!

Dicas:
– Percebe-se que não foi usado todo o feijão. Como ele está firme, pode ser usado em saladas ou então recozido com uma nova água e usado em sopas ou caldinho. Não se perde nada!
– Usei o feijão roxo, mas o ideal é usar aquele feijão carioca, mais clarinho. ACHO que com feijão preto talvez não fique legal, por causa da sua consistência e caldos diferentes.
– Acho que essa postagem ficou confusa, o prato tem muitos segredinhos e pouca coisa exata. Qualquer dúvida, deixe perguntas aqui e eu responderei.
– Só um adendo. O feijão dessa receita passou um pouquinho do ponto, por isso está meio “esbagaçado” na foto, mas o ideal é que eles fiquem inteiros. 

Published in: Sem categoria on 23/03/2012 at 13:23  Comments (2)  
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Doce de Abóbora

Sempre comi essa iguaria, minha bisavó fazia e minha mãe (que não sabe nem cozinhar salsicha) também faz, mas só aprendi a apreciar realmente depois que fiz algumas vezes no restaurante. Alguns preferem o contraste dos cubos suaves e a calda doce, outros preferem uma pasta e há ainda aqueles que gostam com uma casquinha, alias, quem não se lembra daqueles corações de doce de abóbora que vendiam (ainda vendem?) nos botecos a preços ridículos?

Doce fácil demais de se fazer, leva apenas a abóbora, açúcar e algumas especiarias, nem água vai!

doce de abóbora

Ingredientes:

-02kg de abóbora de pescoço.*

-0,5kg de açúcar cristal (sempre proporção 4 de abóbora para 1 de açúcar)

-Cravo (08 florzinhas) e Canela (uns 2 ou 3 paus ou 6 pedaços de casca)

Modo de Preparo:
-Em pasta:
Descasque a abóbora e corte em pedaços do tamanho que preferir, coloque na panela com açúcar e as especiarias e vá mexendo, até os cubos se desmancharem e o doce ir apurando no sabor e ponto que desejar.
-Em cubos:
Descasque a abóbora e corte em cubos de tamanhos regulares, semelhantes entre si. Coloque na panela com o açúcar e especiais, mexa apenas até o açúcar dissolver e juntar água. Deixe sem mexer, em fogo brando, até a calda engrossar e os cubos cozinharem (se mexer, eles desmancham!). Isso leva cerca de 1 hora. Para tirar da panela sem destruir, espere esfriar.

Dicas:

– Abóbora de Pescoço* é aquela abóbora gigante e comprida, vendida aos pedaços no mercado. Mas é possível fazer doce com a cabotiá ou moranga.
– É importante usar açúcar cristal, porque ele dá mais brilho à calda.
– Para o doce com “casquinha”, usa-se cal virgem, mas eu nunca trabalhei com isso, prometo um dia aprender e ensino o passo a passo aqui.

Published in: Sem categoria on 21/03/2012 at 18:59  Deixe um comentário  
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