Torta de Limão-Cravo

Segundo um livro de química, biologia, geografia, história e botânica ciências aplicada à gastronomia e a boa e velha pesquisa do google, no mundo existe apenas um tipo de limão, que é aquele amarelinho e pontudo que chamamos de “Siciliano”, uma mistura (cidra x lima) e posteriormente ([cidra x lima] x pomelo), chegando no Mediterrâneo em aproximadamente 100d.C.
O restante dos chamados “limões” são espécies de limas ácidas, sendo o mais comum-comercial, que chamamos de Taiti, a lima verde sem sementes.  Também há outras espécies menos comerciais, a mais popular chamamos de cravo, rosa ou caipira (a mesma da receita). Esta é muito comum em determinadas épocas do ano, principalmente pouco antes do inverno em quase todo o Brasil e por ser aparentemente “feio” (com casca fina, sensível e manchada), perecível (dura poucos dias fora do pé) e apresentar muitas sementes, torna-se menos viável para as prateleiras do supermercado. Porém isso não impede de termos à mesa algumas dessas durante os meses de Março a Junho, pois sempre existirá um vizinho, tio, amigo ou feirante para oferecer uma sacola cheia!
E agora, o que fazer com esses gostosos limões amarelos-alaranjados que lembram tangerina azeda?
Eu fiz uma torta e recomendo que façam o mesmo, pois é um item sazonal (e por isso mais nobre) e confesso, um tanto mais gostoso e interessante que a comum!
Já postei anteriormente a receita da torta de limão, não mudei quase nada desde então, apenas aprendi umas dicas e vou repassá-las na íntegra.
(Na foto uns limões-cravo, rosa ou caipira bem maduros e o detalhe para o creme do recheio super delicioso)


Ingredientes:
Base:
02 xícaras de farinha
01 xícara de açúcar refinado.
100G de margarina.
4 gemas.
1 pitada de sal.

Recheio:
05 limões-cravo maduros. (Apenas o sumo)
02 latas de leite condensado.

Cobertura:
Raspa dos 05 limões-cravo.
4 claras de ovo batidas em neve.
01 xícara de açúcar refinado.

Modo de Preparo:
Base: Esmigalhe/misture com a ponta dos dedos a farinha, açúcar e margarina, após feita “farofa”adicione o sal e as gemas, misture até ficar homogêneo, forre uma fôrma de fundo removível, faça furinhos com um garfo e leve ao forno médio até dourar nas pontas. (reserve)
Recheio: Apenas misture os ingredientes e espalhe sobre a base já pré assada.
Cobertura: Bata as claras até ficar em neve, vá adicionando o açúcar e as raspas, espalhando sobre o recheio.
Torta: Leve ao forno baixo pré aquecido até o cobertura ficar castanha como na foto.

Dicas:
- Não sove muito a massa para evitar que crie glúten (sinônimo de elasticidade), fazendo nas pontas dos dedos, mantém aquela textura “clássica” de Pâte Sucrée (massa podre doce)
- Se achar muito difícil trabalhar com a massa, deixe meia hora na geladeira antes de abrir.
- Os furos na base antes de assar são importantes para ela não “subir”, mas mesmo com eles é normal ela crescer um pouco. Outra técnica é colocar alguns grãos de feijão cru por cima (ou umas bolinhas tipo de gude, feitas para isso mesmo e vendidas em lojas de importados).
- Pode fazer a cobertura usando uma manga de confeiteiro. Eu não tenho paciência, por isso espalho de maneira rústica mesmo, fazendo “estalactites” com as costas da colher, que formam gotículas de caramelo depois de fria (curioso, isso só acontece comigo!).

Curiosidade:
-Sabem por quê o recheio fica durinho? Porquê os meios ácidos talham o leite, fazendo com que a caseína (proteína mais comum do leite) se aglomere e consequentemente se separe do soro. Porém o leite condensado é leite já desidratado e cozido (obviamente sem soro), adicionado de açúcar em uma proporção maior que 50% do seu peso. Assim, ao colocar sumo de limão, a caseína se une e enrijecendo a textura do leite condensado.
- Nos EUA o limão siciliano é chamado de “lemon”, e o limão taiti de “lime”. Por isso a Sprite é supostamente de “sabor lima-limão”.

Bolo de Cenoura, Beterraba e Mexerica

Acalmem-se! Não virei natureba e nem entrei de dieta, deusmilivri isso!
Estava meio desocupado e resolvi provar algo novo. Sempre achei a cenoura e a beterraba parecidas, sim sim, apesar da cor, formato e sabor, são duas leguminosas que crescem sob a terra, tem uma quantidade de água parecida e a base de seus sabores se assemelham  (Beterraba pouco mais doce, claro), suas textura, além do tempo de cozimento parecido.
Mas e a mexerica? Tenho um segredinho que aprendi com minha chefe, ela usa suco de laranja no bolo de cenoura (ajuda na hora de triturar), eu não tinha laranjas, então usei as mexericas da minha mãe. (Ela vai me matar quando descobrir!)

Mas o problema é: eu quis colocar a beterraba por causa da cor! Se bolo de cenoura é amarelinho lindo, com beterraba iria ficar vermelhão ou no mínimo, muito alaranjado. Mas a química tinha uma surpresa e o bolo fico… VERDE! Nem era um verde bonito, era um verde sem vida. (Se alguém souber explicar porquê isso aconteceu, fico grato!)

E o sabor? Esse sim, ficou excelente! A mexerica aromatizou muito, a beterraba deu um toque leguminoso-terroso no retrogosto, a mesma sensação que um bom bolo de cenoura traz, porém mais acentuado.
Valeu a pena testar essa receitinha maluca, farei mais vezes!

Ingredientes:
02 ½ xíc farinha trigo
02 xic açúcar
½ xic óleo (canola)
04 ovos (separar clara e gema)
01 colher fermento químico.
01 cenoura média-grande.
01 beterraba média-grande
03 mexerica (só o suco, claro!)

Modo de Preparo:
Bata no liquidificador a cenoura, beterraba, suco das mexericas, gema dos ovos e o óleo. Bata na batedeira essa “vitamina” com a farinha, fermento e açúcar, por último adicione as claras em neve. Coloque em uma fôrma untada (margarina e farinha) ou fôrminhas de cupcakes e leve ao forno médio até ficar bem escuro por cima. (Cerca de 30min).

Dicas:
- Faça um bolo baixo ou vários pequenos, ou os dois. (eu fiz os dois e o bolão ficou mais gostoso que esses pequeninos da foto, hehehehe)
- Pode usar uma cobertura de chocolate como o de cenoura, eu não tinha chocolate para derreter e usei essas bolinhas que quebram um bom galho.
- No bolão eu untei a fôrma com margarina e açúcar, ficou muito bom!

Anko

Anko é uma pasta doce feita a base de feijão azuki e açúcar (ou mel), é originária da China e muito comum no Japão e Coréia, serve para ser comido puro ou para rechear moti (bolinho de arroz) ou madiu (bolinho de trigo).
Optei pelo mais simples, que foi enrolar como brigadeiros e aromatizei com cravo.
Pode parecer estranho para o paladar brasileiro, mas é doce e não tem muito erro, talvez não seja tão impressionante quanto o japchae, mas é uma sobremesa interessante que não desagrada e surpreende algumas pessoas (Realmente não lembra em nada o nosso feijão!).

Anko

Ingredientes:
250g de feijão azuki.
250g de açúcar cristal.
02 florzinhas de cravo.

Modo de preparo:
Cozinhe o feijão azuki, se desfazendo da água no mínimo 3 vezes. Triture (com cravo), e leve ao fogo com açúcar, vá mexendo até aparecer o fundo da panela. (Como se fosse um brigadeiro). Enrole e passe o açúcar ou reserve para rechear bolos.

Dicas:
- Realmente deixem cozinhar até ficar bem mole, fui marinheiro de primeira viagem e não esperei esse ponto molinho, meu doce poderia ter ficado melhor.

Publicado em: Sem categoria às 28/03/2012 em 19:59  Deixe um comentário  
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Japchae

Com certeza a receita mais exótica já postada no Blog. O Japchae (Chapchae ou jabchae, fala-se “tjáp-tché”) é um tipo de yakisoba coreano, seu nome significa legumes misturados (jap = misturado / chae = legumes). O prato que foi criado durante as festas do Rei Gwanghaegun pelo vassalo Yi Chung, durante a Dinastia Joseon no Séc. XVII, tinha como base apenas os vegetais e cogumelos, porém foi complementado por carne, óleo de gergelim torrado e posteriormente por dangmyeon, macarrão transparente feito da fécula de batata doce. (Antes que me chamem de gênio, eu aprendi tudo isso no wikipédia, ok?)
A primeira vez que tive contato com esse prato foi no Burgogui, um restaurante familiar coreano lá de Recife e rolou paixão logo de cara!(Tem fotos do lugar e do prato aqui no blog) Porém, apesar de todas esse exotismo, é um prato muito simples e fácil de se fazer, o mais difícil é achar o macarrão, vendido em sacos de 500g e 01kg, apenas em lojinhas orientais. Tenho sorte de conhecer bem o mercado coreano em Curitiba, mas tirando ali, acho que só encontraria na Liberdade em SP ou em algum empório caríssimo em outras capitais. (Pesquisem também nas lojas virtuais, paguei R$ 18,90 no pacote de 01kg aqui no mercadinho).
Essa foto abaixo não ficou ideal, porque o asno gordo gênio usou mais macarrão do que precisava. Se você seguir essa receita corretamente, verá que o seu japchae ficará muito mais colorido e rico que esse abaixo, pois está “amacarrãozado” demais. 

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Ingredientes (04-05 pessoas):

- 350g de dangmyeon. (macarrão de batata doce)
- 02 cenouras. (Cortadas julienne)
- 01 pimentão vermelho. (cortado allumettes)
- 100g-200g de shitake (cortado em 4, sem talo e higienizado vide Dicas)
- 01 maço generoso de cebolinha (cortado grosseiro, em diagonal, usa-se a parte “branca”)
- 350g de miolo de alcatra limpos (Cortado em tiras e levemente amaciados)
- 50ml-100ml de shoyu. (depende do quanto de sal tem aquele que você usa, vide Dicas)
- 03 colheres (sopa) de gergelim torrado (vide Dicas)
- 20ml de óleo de gergelim torrado (importante!)
- 50ml de óleo de canola (mas pode ser milho ou soja)
- Pimenta do reino ou gochugaru (pimenta coreana, vide Dicas)
- 01 colher (sopa) de açúcar cristal.
- Sal, se necessário.

Modo de Preparo:
Por se tratar de uma comida asiática, o correto seria saltear tudo em uma wok com fogo alto de pressão, porém nem eu e nem vocês temos esse equipamento em casa, o negócio é improvisar.
Coloque a água do macarrão para ferver em uma panela grande, enquanto isso,faça uma redução com o açúcar, água e metade do shoyu. Refogue em óleo bem quente os vegetais (cenoura, pimentão e a parte branca da cebolinha) e reserve, refogue o shitake e refogue a carne aos poucos (para não juntar água, apenas selar) e reserve também. Cozinhe o macarrão na água fervente (demora uns 3 minutos), escorra bem e na maior panela da sua casa, refogue tudo junto: os legumes, cogumelos, carne, macarrão e todos os temperos, como: a redução, shoyu, pimenta, parte verde da cebolinha, óleo de gergelim, gergelim torrado e corrija o sal se necessário (mas lembre-se que não é um prato muito salgado).

Dicas:
- Um bom lugar para achar e comprar esse macarrão, é a Deusa Internet. Pesquise no Deus Google, porque devem existir muitas lojas online de produtos gastronômicos exóticos. Essa massa serve também para sopas como noodles e para saladas, principalmente com frutos do mar.
- Perceba que coloquei o nome dos cortes ali, pesquise na internet e também tome como referência a foto. O tamanho e tipo de cortes é muito importante em qualquer cozinha.
- Para higienizar o shitake (tirar as terrinhas), pouco antes de cortar e refogar, passe um papel úmido e outro seco por cima e nas entranhas, tomando cuidado para não machucar o produto, que é caro e delicado.
- O “levemente amaciado” da carne, seria cortar em tirar e dar uma porradas de leve com o martelo próprio. Isso é comum na cozinha oriental.
- Cada shoyu tem uma proporção de sal, eu costumo usar o Sakura Premium, que segundo a embalagem sofre uma fermentação “Natural”. Ele é menos salgado que o comum e mais que o light, porém o legal é seu sabor e aroma, infinitamente melhores.
- Vende-se saquinhos de gergelim preto em qualquer mercado, mas ele está cru. Para torra-lo, basta colocar em uma frigideira e fogo baixo, ir salteando e em poucos minutos (uns 3), alguns começarão a pipocar. Desligue e deixe esfriar. Não deixe passar do ponto, para não amargar.
- Recomendei o óleo de canola por ser o mais neutro, para refogar os legumes e selar a carne, aquela quantidade deve ser bem distribuída e pode variar pelo seu gosto.
- A pimenta flocada vermelha coreana (gochugaru) é tão difícil de encontrar quanto o macarrão, mas vale muito a pena tê-la em casa para vários tipos de preparo. Ela é mais aromática e colorida do que ardida, tem levíssima picância e muito sabor, assim como a pimenta do reino. Porém seu sabor é mais ligado às pimentas vermelhas, sua aparência lembra ao longe a calabresa, mas sua composição e sabor são extremamente diferentes.

Jadró

Sim, você nunca ouviu falar.
Sim, isso não existe!
Sim, é apenas arroz-feijão.
Minha família materna é de origem árabe, principalmente minha avó, neta de sírio-libaneses e todos seus parentes mais velhos casaram-se entre primos, sendo ela da primeira geração a quebrar esse ciclo.
Nosso almoço preparado pela vó sempre foi Charuto ou Jadró. O Charuto muitos conhecem, é aquele enroladinho de repolho (ou folhas de uva), recheado com arroz, carne, tomate, salsa e outros temperos. Mas e o jadró?!
Assim como nosso charuto sofreu adaptações na família, o jadró é originário de um prato chamado “Jadra” ou “Mjadra”, nada mais nada menos que o famoso arroz-com-lentilhas… porém, adaptado ao Brasil, é arroz e feijão cozidos JUNTOS!

É difícil falar com o que combina, porque cada um sabe o que fazer com seu arroz-feijão de cada dia. Pessoalmente, gosto com carne bovina, cebolas, banana, couve ou quiabo refogados, alho crocante, saladinha (alface americana, tomate, rabanete) e limão. Claro, não tudo junto, mas são todos bons acompanhamentos, uns dois ou três desses já estão de ótimo tamanho!
Colocarei essas medidas no chutômetro, porque é receita de vó e ela nunca usa nada exato.

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Ingredientes:
01 copo Arroz
01 copo Feijão
01 Cebola bem picada.

Modo de Preparo:
Cozinhe o feijão na pressão com água o quanto baste, mas não deixe ele ficar mole, deve ser cozido e firme. Refogue a cebola em um fio generoso de óleo, quando ficar com cor de pastel, adicione o arroz e 1/3 dos grãos do feijão. Refogue um pouco, coloque sal e adicione a água do feijão (até cobrir o arroz + 2 dedos), se não tiver água o bastante, coloque mais água nos grãos e faça render.
Tampe e quando começar a secar, baixe o fogo, vá provando até ficar cozido. Pode-se (DEVE-SE), deixar uma raspinha tostada ao fundo, que é uma delícia!

Dicas:
- Percebe-se que não foi usado todo o feijão. Como ele está firme, pode ser usado em saladas ou então recozido com uma nova água e usado em sopas ou caldinho. Não se perde nada!
- Usei o feijão roxo, mas o ideal é usar aquele feijão carioca, mais clarinho. ACHO que com feijão preto talvez não fique legal, por causa da sua consistência e caldos diferentes.
- Acho que essa postagem ficou confusa, o prato tem muitos segredinhos e pouca coisa exata. Qualquer dúvida, deixe perguntas aqui e eu responderei.
- Só um adendo. O feijão dessa receita passou um pouquinho do ponto, por isso está meio “esbagaçado” na foto, mas o ideal é que eles fiquem inteiros. 

Publicado em: Sem categoria às 23/03/2012 em 13:23  Deixe um comentário  
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Doce de Abóbora

Sempre comi essa iguaria, minha bisavó fazia e minha mãe (que não sabe nem cozinhar salsicha) também faz, mas só aprendi a apreciar realmente depois que fiz algumas vezes no restaurante. Alguns preferem o contraste dos cubos suaves e a calda doce, outros preferem uma pasta e há ainda aqueles que gostam com uma casquinha, alias, quem não se lembra daqueles corações de doce de abóbora que vendiam (ainda vendem?) nos botecos a preços ridículos?

Doce fácil demais de se fazer, leva apenas a abóbora, açúcar e algumas especiarias, nem água vai!

doce de abóbora

Ingredientes:

-02kg de abóbora de pescoço.*

-0,5kg de açúcar cristal (sempre proporção 4 de abóbora para 1 de açúcar)

-Cravo (08 florzinhas) e Canela (uns 2 ou 3 paus ou 6 pedaços de casca)

Modo de Preparo:
-Em pasta:
Descasque a abóbora e corte em pedaços do tamanho que preferir, coloque na panela com açúcar e as especiarias e vá mexendo, até os cubos se desmancharem e o doce ir apurando no sabor e ponto que desejar.
-Em cubos:
Descasque a abóbora e corte em cubos de tamanhos regulares, semelhantes entre si. Coloque na panela com o açúcar e especiais, mexa apenas até o açúcar dissolver e juntar água. Deixe sem mexer, em fogo brando, até a calda engrossar e os cubos cozinharem (se mexer, eles desmancham!). Isso leva cerca de 1 hora. Para tirar da panela sem destruir, espere esfriar.

Dicas:

- Abóbora de Pescoço* é aquela abóbora gigante e comprida, vendida aos pedaços no mercado. Mas é possível fazer doce com a cabotiá ou moranga.
- É importante usar açúcar cristal, porque ele dá mais brilho à calda.
- Para o doce com “casquinha”, usa-se cal virgem, mas eu nunca trabalhei com isso, prometo um dia aprender e ensino o passo a passo aqui.

Publicado em: Sem categoria às 21/03/2012 em 18:59  Deixe um comentário  
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Spaghetti al Pesto

O molho pesto, em minha opinião, é uma das coisas mais simples do mundo para se fazer na cozinha. Quase um alho e óleo de tão singelo, mas traz um efeito maravilhoso à mesa, pela cor, cheiro e em alguns casos, pela novidade.
Pode-se comer só com macarrão, com uma saladinha de tomates, com tomates refogados ou com alguma carne. Fica difícil saber com o que não combina.
Existem muitas receitas com história na internet, uns falam em macerar (por isso o nome “pesto”) com pilão de pedra, recomendam tipos X ou Y de manjericão, falam em usar pinoles e queijo pecorino misturado ao parmesão, etc. Eu concordo que esses detalhes devem melhorar a receita, geralmente o original é melhor! Mas nem sempre podemos nos dar ao luxo de conseguir (não é nem querer, é poder mesmo!) escolher entre tipos de manjericão, achar queijo pecorino no supermercado, ter um pilão de pedra em casa e outras coisas do tipo.
A receita aqui apresentada é simples demais, dá até vergonha!

Pesto

Ingredientes:
01 Maço Generoso de Manjericão.
01 Dente de Alho.
100g de Parmesão.
01 castanha do pará. (sim, apenas umazinha)
100ml de azeite (quanto necessário para bater)

500g de Spaghettini n3. (ou outro macarrão que preferir).

Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes em um processador ou liquidificador, geralmente deixando o azeite por último, pois ele vai dar o ponto certo. Cuidado para não bater muito e virar uma papa.
Cozinhe o macarrão de acordo com as normas da embalagem, escorra, e coloque em uma panela com um pouco de azeite, basta misturar o quanto baste desse molho e servir. Geralmente essa receita rende para umas 800g de macarrão, se sobrar, guarde para comer com pão ou fazer uma salada caprese no dia seguinte. Essa receita rende comida para umas 5 pessoas normais.

Dicas:
- Algumas pessoas usam menos queijo ou nem usam, também substituem ou complementam com manteiga. Vai do gosto e das necessidades de cada um.
- Usei Castanha do Pará por ser a mais neutra das amêndoas, as nozes e amendoim são fortes e podem dominar o prato.
- O Filé da foto fiz da maneira mais simples: passei óleo, pimenta do reino e sal, coloquei sobre uma frigideira grossa e bem quente, quase fumaçando, deixei tostar de um lado e depois do outro.
- Pode-se fazer pesto com rúcula, agrião ou meio manjericão e meio de alguma dessas folhas.
- Outra coisa deliciosa com o pesto, é fazer um sanduíche quente com muçarela (de vaca ou búfala) e tomate.

Pancakes com Mirtillo.

Depois de tanto tempo sem postar receitas, trago algo digno! Estava trabalhando muito e agora estou um tempo em off, botando os estudos em dia e fazendo bicos até começar em um novo emprego.
Sabem quando uma receita dá totalmente errado?
Bem, vamos começar do início. Fui ao mercado comprar material de limpeza, percebi que o mirtillo (blueberry) estava em promoção, 5 reais por 2 potinhos de 200g cada. Comprei sem pensar duas vezes e só pensei no que fazer com ele depois que cheguei em casa. Liguei para minha ex-chefe e ela sugeriu fazer uma calda, assar um bolo e quando a massa estivesse crua no forno, mas já firme, jogar a calda por cima, para cobrir-e-penetrar de maneira correta. Eu concordei e fui fazer… Mas nem tudo é como queremos, por algum motivo a fôrma (de fundo removível) começou a vazar (nunca aconteceu antes) e sujou-queimou todo o fundo do forno, foi aquela fumaceira e trabalhão para limpar. QUE ÓDIO!
Por sorte salvei a massa e percebi que parte daquela que caiu, tostou e ficou gostosa, mui semelhante àquelas pancakes americanas. (Sim, o gordo provou! Vocês fariam o mesmo!)
A Calda já estava pronta, apenas passei manteiga em uma frigideira de teflon grossa, despejei um pouco da massa e espalhei… resultado: sucesso absoluto! Depois de prontas e empilhadas, pus a calda de mirtillo quente por cima! Perfeito e apesar dos acidentes de percurso, simples de se preparar.
Gostaria de fazer um adendo, não confundam a pancake americana com a panqueca brasileira, que apesar do “mesmo” nome, as nossas se parecem mais com crepes (massa fininha) e geralmente comemos enroladas, com recheios salgados. Essa americana é mais alta, de discos um pouco menores e com textura que lembra bolo branco.

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Ingredientes:
03 xícaras de farinha de trigo (peneirada)
02 xícaras de açúcar
01 xícara de leite (um pouco mais se achar muito firme)
04 ovos
02 colheres (sopa) de margarina (colheres generosas)
01 colher (sopa) de fermento (generosa também)
Para a Calda:
400gr de Mirtillo.
100g de Açúcar.

Modo de Preparo:
Bata os ingredientes da massa por 5 minutos, reserve.
Para a calda, basta apurar um pouco as frutas no açúcar, estourando umas frutinhas para deixar mais líquido.
Depois passe manteiga ou um fio de óleo em uma frigideira teflon (preferência grossa!) e deixe tostar em fogo baixo, quando ela inchar e já estiver dourado, vire e repita isso até a massa acabar ou achar que já está bom.
Depois só aquecer a calda no microondas e jogar por cima dos discos.

Dicas:
- Essa massa é muito versátil, além de pancakes, pode virar bolo branco no forno.
- Pancakes podem ser comidas como preferir: com geléias, mel, syrup, mel de engenho, caldas variadas, mas eu prefiro com manteiga, açúcar e canela. (acompanhado por café, obviamente!).
- Essa receita rende cerca de 8 discos, o que na minha concepção alimentam 4 pessoas com vontade de comer!
- Gordo de verdade coloca açúcar de confeiteiro por cima. 

Publicado em: Sem categoria às 18/03/2012 em 22:25  Deixe um comentário  
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Carne de Onça

O nome pode soar estranho, mas é uma das comidas de boteco mais gostosas que já comi, exclusividade de Curitiba e está presente nos bares (do mais copo-sujo ao mais sofisticado) há cerca de 50 anos. Não preciso nem explicar que não tem nada a ver com o felino em extinção, na verdade ninguém pouca gente sabe a origem desse nome, mas existem mil e uma lendas sobre isso, todas com a mesma credibilidade, que dizer, nenhuma.

Esse blogueiro gordo acredita que provavelmente é uma derivação do hackepetter, uma espécie de Steak Tartar alemão e o sucesso também se deve aos árabes, abundantes em Curitiba e já acostumados ao kibe cru. É difícil entender porque esse prato ainda não se espalhou Brasil afora, é muito fácil de fazer e delicioso! Tem a cara do nosso Pais, pois envolve carne bovina e combina absurdamente com o verão.

Esse da foto não fui eu que preparei, mas é no restaurante que trabalho e às vezes sou eu quem faz. Nesse dia em especial fui como cliente apreciar a iguaria.

Ingredientes:
01kg carne moída.(vide dicas)
200g de cebola picada em cubos bemmm pequenos.
Azeite de Oliva (o quanto lhe agradar)
Sal e pimenta do reino.
Pão preto em fatias (também chamado de broa)
Cebolinha para cobrir.
Mostarda escura (Acompanhamento)

Modo de Preparo:
Misture a carne, cebola, azeite, sal e pimenta.
Sirva o pão, onça e coberto por cebolinha (Como na foto)
Simples, não?

Dicas:
- Carne: usamos carne moída “especial”, ela é uma qualidade acima da carne de primeira (sem nervos, mas com um pouco de gordura). O importante na onça é usar uma carne (patinho ou alcatra) que não tenha nenhuma gordura ou nervo, seja totalmente rósea e sem pedacinhos brancos.
- A carne deve ser moída TRÊS VEZES.
- Só misture só antes de servir, pois o sal “cresce” com o tempo e a carne escurece em minutos.
- Não precisa fazer 1kg de carne, mas a proporção de 5/1 entre carne e cebola pra mim é ideal.

Onde comer?
Paraguassu Grelhados:
Rua Machado de Assis, 525 – Juvevê – Curitiba/PR Fone: (41) 3029-1020

Torta de Amora

Estou em uma fase muito inspirada, além dessa postagem que segue, estou com outras no forno para ir postando aos poucos.
Há alguns dias ouvi uma música muito curiosa: era uma garota bonita cantando no sofá, falava sobre um rapaz (namorado) que ia embora e por isso ela se jogava do alto do prédio e morria em cima dele, que seria romântico ir para o necrotério juntos e coisas do tipo, mas ao final era apenas sua imaginação e ela achou melhor devorar uma torta de amoras para passar o drama. (Curioso, né? Mas vejam que bonitinho ela cantando no link ao fim da postagem, confesso que achei genial!)
Isso me deu um estalo. Será mesmo que tortas de amoras são tão boas assim? Então comecei a pesquisar sobre o tema, pensei em tortas folhadas com recheio de geléia e em tortas tipo american pie, com a fruta quente dentro da massa amanteigada. Mas depois de muito pensar e analisar, conversei com minha chefe e chegamos a conclusão que devido a acidez acentuada da fruta, poderiamos tentar fazer uma coisa como torta de limão, com a base amanteigada, recheio doce e cobertura de frutas puras, mais azedinho.
Marquei de ir na casa da chefe e levar as amoras, lá ela teria todos os outros ingredientes. Quando bati à porta, senti um bom cheiro de biscoitos e descobri que a cidadã já estava assando a base (sem mim, traidora!), decidimos triturar metade das frutinhas para o recheio e usar o restante para decorar.
As cores ficaram absurdamente lindas e o sabor não preciso falar muito, hehehe! Mas eu faria diferente na próxima vez, dividindo a torta em umas 6 forminhas menores, porque o recheio ficou muito mole e dificil porcionar as fatias.
Traduzindo: Ela se derrete ao ser cortada.
Vocês ficarão bobos de saber como é fácil!
(Clique na foto para ficar de tamanho gigante)



Ingredientes:
600g de amoras frescas.
01 lata de leite condensado
100g de farinha de trigo
100g de manteiga com sal
80g de açúcar refinado
Modo de Preparo:
Para a base, misture (à mão) a farinha, manteiga e açúcar, até formar uma massa lisa, forre o fundo e lateral da(s) fôrma(s) e asse até dourar levemente.
Bata metade das amoras com leite condensado, depois recheie a torta, decore com o restante e leve à geladeira (não precisa assar o recheio).
Deixe resfriando por umas 6 horas e pode servir.

Dicas:
- Cuidado ao assar a base, ela assa rápido e como nos distraímos, ela queimou nas bordas. (Dá pra ver claramente nas fotos)
- É muito importante que sejam amoras frescas e não congeladas.

Link da Música:

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